Por que o psicanalista não deve dar soluções ou sugestões e agir como o psicanalista do filme A Terapia Certa protagonizado por Ricardo Darín -Coluna Psicanálise por Paula Manasse

Para Sigmund Freud, o criador da psicanálise, o papel do psicanalista não é dizer ao paciente o que ele deve fazer, nem oferecer soluções prontas para seus problemas. A psicanálise busca ajudar a pessoa a compreender seus sentimentos, pensamentos, desejos e conflitos inconscientes, ou seja, aquilo que muitas vezes influencia suas atitudes sem que ela perceba. Por isso, em vez de dar conselhos, o psicanalista oferece um espaço de escuta para que o analisando possa falar livremente e encontrar sentidos para suas próprias experiências.

Freud valorizava a associação livre, que consiste em permitir que o analisando fale sobre o que lhe vem à mente, sem censurar seus pensamentos. Por meio dessa fala, podem surgir lembranças, sentimentos e conflitos que ajudam a compreender seu sofrimento. Quando o psicanalista oferece sugestões ou diz o que a pessoa deve fazer, corre o risco de influenciar suas escolhas e dificultar o contato com seus próprios desejos. O objetivo, portanto, não é impor uma maneira de pensar ou agir, mas ajudar o analisando a compreender o que está por trás de suas dificuldades.

Essa questão aparece de forma interessante no filme A Terapia Certa, protagonizado por Ricardo Darín, que interpreta Ulises Verón, um psicanalista que perde a confiança nos métodos tradicionais e passa a interferir diretamente na vida de seus pacientes, acreditando que suas ações (do psicanalista) podem ajudá-los a mudar. Em vez de se limitar à escuta, ele ultrapassa os limites da relação terapêutica e tenta conduzir os acontecimentos da vida das pessoas. O filme permite refletir sobre o risco de o profissional acreditar que sabe o que é melhor para o outro. Mesmo quando suas intervenções parecem produzir resultados positivos, surge uma questão importante: ajudar alguém significa decidir por essa pessoa? Pela perspectiva freudiana, o trabalho analítico deve favorecer a compreensão dos conflitos inconscientes, e não substituir as escolhas do analisando pelas decisões do analista.

Portanto, o psicanalista não deve agir como alguém que possui todas as respostas, mas como um profissional que escuta, investiga e ajuda o analisando a compreender os sentidos de suas experiências. Dessa forma, o analisando pode desenvolver maior autonomia, sem depender de alguém que decida por ele. Caso esteja precisando ser ouvido, me procure e podemos pensar juntos sobre suas questões.

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A dor da perda: quando a saudade precisa de acolhimento - Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

O Dia de Finados nos aproxima de lembranças que, muitas vezes, guardamos em silêncio

Um rosto, uma voz, o cheiro de uma comida, uma cadeira vazia à mesa. Pequenos detalhes ganham força e nos colocam diante da ausência de alguém que continua ocupando um lugar importante em nossa história.

Para algumas pessoas, essa data traz uma saudade serena. Para outras, desperta uma dor intensa, mesmo depois de muitos anos.

Há quem encontre conforto em uma oração, quem visite o cemitério, quem prefira reunir a família e quem precise de recolhimento. Cada pessoa encontra sua maneira de lembrar e de atravessar esse dia.

Não existe uma única forma de sentir saudade. Quando perdemos alguém, também podemos sentir falta daquilo que vivíamos ao seu lado: as conversas, os conselhos, a companhia e a segurança de saber que aquela pessoa estava ali.

Sofremos, ainda, pelos encontros que não acontecerão, pelas palavras que ficaram por dizer e pelos planos que precisarão seguir de outra maneira. Por isso, a ausência pode aparecer em momentos inesperados.

Em um dia comum, uma música toca e os olhos se enchem de lágrimas. Uma conquista chega e surge a vontade de compartilhar a notícia com quem já partiu.

A vida continua acontecendo, enquanto aprendemos a conviver com o que mudou. O peso de precisar parecer bem Quem está vivendo uma perda costuma ouvir frases como “você precisa ser forte”, “já passou tanto tempo” ou “é preciso seguir em frente”.

Embora muitas vezes sejam ditas com boa intenção, essas palavras podem fazer a pessoa sentir que precisa esconder a própria dor. Mas há dias em que ser forte significa admitir: “Hoje está difícil”. Significa aceitar companhia, pedir um abraço ou permitir que as lágrimas venham.

Também pode haver sentimentos difíceis de compreender, como raiva, culpa, alívio ou arrependimento. As relações humanas têm suas complexidades, e a morte nem sempre encerra os conflitos que existiam. Às vezes, parte da dor está justamente no que ficou sem resposta.

Esses sentimentos precisam encontrar espaço para serem escutados, sem julgamentos. Lembrar também pode ser uma forma de cuidar Neste Dia de Finados, talvez seja possível se perguntar: “Do que eu preciso para atravessar esta data com um pouco mais de cuidado?”

A resposta pode estar em conversar com alguém de confiança, olhar fotografias, preparar uma receita de família, escrever uma carta ou fazer uma oração.

Também pode estar em respeitar o próprio limite e escolher um dia mais reservado. Para quem vive a fé, a oração e a esperança podem oferecer amparo. Ainda assim, sentir tristeza e chorar pela ausência fazem parte da experiência humana. A fé pode acolher essas lágrimas.

Aos poucos, também pode surgir espaço para sorrir ao lembrar de uma história, fazer novos planos e aproveitar momentos bons. Sentir alegria novamente não diminui o amor por quem partiu. A memória dessa pessoa pode acompanhar a vida que continua.

Presença para quem sente a ausência Se você convive com alguém enlutado, não precisa encontrar uma frase capaz de resolver sua dor. Muitas vezes, oferecer escuta e dizer “estou aqui com você” já abre um espaço importante de acolhimento.

E, se a perda tem tornado o cotidiano muito difícil, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a encontrar palavras para o sofrimento e apoio para atravessá-lo.

Neste Dia de Finados, que possamos olhar com delicadeza para nossas saudades e para as saudades de quem está ao nosso lado.

Há histórias que continuam presentes nos gestos, nos ensinamentos e nas lembranças que carregamos. A saudade merece espaço. E quem sente essa dor também merece cuidado.

Elisa Maria Pereira Psicóloga | CRP 06/45961-4 Atendimento presencial em Vinhedo–SP e on-line. WhatsApp: (19) 98128-1661 Instagram: @psi.elisape


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: O Sol na cabeça, Geovani Martins e Filme: Extraterrestrial, encontro paranormal

Dica de livro: O Sol na cabeça, Geovani Martins

Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da "Cidade partida", o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em "Rolézim", uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em "A história do Periquito e do Macaco", assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo "P" da sigla não era exatamente uma realidade. Em "Estação Padre Miguel", cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.
Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.

"Geovani pula da oralidade mais rasgada para o português canônico como quem respira. Uma nova língua brasileira chega à literatura com força inédita." ― João Moreira Salles

"Fiquei chapado." ― Chico Buarque

"'O sol' vai muito além da 'literatura de favela', seja lá o que isso for, é simplesmente ótima literatura moderna, e ponto. [...] Pequeno grande livro, emoção do início ao fim, bagulho doido." ― Nelson Motta

"Se Lima Barreto estivesse vivo, sem dúvida leria com emoção as narrativas deste livro tão necessário em tempos de intolerância, ódio e ignorância." ― Milton Hatoum

"O livro mais importante da literatura recente." ― Marcelo Rubens Paiva

Fonte: Amazon

Dica de filme: Extraterrestrial , encontro paranormal

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Próxima feira de livros usados da Casa de Jesus será entre os dias 5 e 7 de novembro

Obras de vários temas não espíritas, em ótimo estado de conservação, serão comercializadas a preços especiais; receita obtida será revertida para as obras assistenciais da tradicional instituição de Campinas

 Voluntários da Casa de Jesus - Os Seareiros realizam nos próximos dias 5, 6 e 7 de novembro, das 9 às 17 horas, a 8ª edição da Feira de Livros Usados. A receita obtida com as vendas dos livros de variados temas não espíritas será revertida para a manutenção das obras assistenciais da tradicional instituição de Campinas. Serão mais de mil títulos disponíveis, entre obras para o público infantil, infantojuvenil e adulto, com preços que variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00, agradando todos os tipos de leitores e bolsos. O evento será realizado no espaço em frente à Cantina Café com Livros, localizada na sede da entidade, à rua João Alves dos Santos, 860, no Jardim das Paineiras. Os interessados poderão pagar os livros adquiridos com cartões de débito, crédito ou pix.

“Teremos na feira desde romance de ficção de autores clássicos consagrados até biografias, livros de humor, cultura geek, gastronomia, empreendedorismo, viagens e atividades infantis. Além de adquirir um exemplar em ótimas condições e com valores especiais, quem comprar os livros ajudará as nossas obras sociais, entre elas a distribuição mensal de cestas básicas para cerca de 150 famílias em situação de vulnerabilidade social do município de Campinas, e o atendimento gratuito das crianças e adolescentes assistidas no Núcleo Mãe Maria, localizado na Vila Brandina, onde são oferecidas consultas médicas, odontológicas, psicológicas e assistência social, além de oficinas culturais, atividades esportivas e reforço escolar durante o contra período escolar, por meio de voluntários e oficineiros”, diz o voluntário Eduardo Paulo de Souza, coordenador das bibliotecas da Casa de Jesus – Os Seareiros.

Os livros comercializados na feira são todos doados por frequentadores ou admiradores da instituição, entre conteúdos espíritas e não espíritas. Depois de cuidadosamente avaliados, os títulos espíritas, em geral, são colocados nas bibliotecas existentes nas unidades da Casa de Jesus Paineiras e na Casa de Jesus General Carneiro, enquanto os não espíritas são destinados às feiras de livros usados.

Os exemplares das bibliotecas, que permanecem abertas nos horários de funcionamento das unidades, podem ser retirados gratuitamente pelos interessados para leitura nas dependências da instituição ou fora dela. “Finalizada a leitura ou o empréstimo, é só devolver o livro na unidade retirada para que outros também tenham a mesma oportunidade. Nosso objetivo com as bibliotecas é incentivar a leitura alinhada à doutrina espírita, codificada por Allan Kardec”, observa o voluntário.

 

Sobre a Casa de Jesus – Os Seareiros

A Casa de Jesus - Os Seareiros é uma instituição espírita fundada por um grupo de voluntários em Campinas (SP) na década de 1970, composta por núcleos para atuar nas searas espiritual e social. São eles:

- Casa de Jesus (sede da instituição no Jardim das Paineiras, onde são realizados atendimentos mediúnicos, passes magnéticos e de cura, orientação aos visitantes, palestras e cursos sobre a doutrina espírita, além de eventos para arrecadação de recursos financeiros);

- Núcleo Mãe Maria (localizado na Vila Brandina, realiza atendimento material às famílias cadastradas de Campinas, com atendimento médico, odontológico, psicológico, fisioterapêutico e assistência social por meio de profissionais voluntários; atua ainda com oficinas culturais, atividades esportivas e escolares complementares a crianças e adolescentes durante o contra período escolar, além de cursos de capacitação para jovens dessa região, também por meio de voluntários);

- Unidade General Carneiro (localizada na Vila João Jorge, realiza o atendimento a famílias do município cadastradas e que se encontram em situação de vulnerabilidade social, as quais recebem cestas básicas uma vez ao mês; oferece atendimento jurídico às famílias, entrega de enxovais de bebês para gestantes cadastradas, com acompanhamento do pré-natal; e ainda dispõe de tratamento fluídico para animais de estimação aos sábados – exceto feriados e o último sábado do mês, dedicado ao tratamento à distância);

- Bazar Casa de Jesus (à Avenida das Amoreiras, 3.735, no Jardim do Lago, comercializa a preços acessíveis os itens doados em bom estado aos Os Seareiros, como móveis e eletroeletrônicos, resultando em uma importante fonte de receita para a manutenção dos projetos sociais da instituição). 

Mais informações no site oficial https://casadejesus.seareiros.org.br/ e nas seguintes redes sociais:

https://www.facebook.com/seareiros.casadejesus/

https://www.instagram.com/osseareiros_oficial/

https://www.youtube.com/c/OsSeareiros-CasadeJesus

Escolas públicas podem se inscrever para receber uma Cuboteca em 2027

Instituto EP abre inscrições para selecionar unidade que terá estrutura criada a partir da reutilização de um container e equipada para organizar e ampliar o acesso ao acervo de livros

Escolas públicas que já desenvolvem ações para aproximar as crianças dos livros, mas não dispõem de uma biblioteca ou de um espaço adequado para seu acervo, podem se candidatar a uma iniciativa que transforma um contêiner marítimo em um espaço dedicado à leitura, incentivando o acesso aos livros e promovendo a leitura, a alfabetização e o letramento.

O Instituto EP, em parceria com as empresas Compass e Capuano e com apoio do Programa de Voluntariado do Grupo EP, selecionará uma escola para receber uma Cuboteca instalada e equipada no início do ano letivo de 2027. As inscrições poderão ser realizadas de 28 de outubro a 30 de novembro de 2026, exclusivamente pelo site www.institutoep.com.br/cuboteca

A iniciativa é voltada a escolas públicas da Educação Básica que desenvolvam projetos ou ações permanentes de incentivo à leitura, alfabetização e letramento e que não tenham biblioteca, sala de leitura ou espaço literário em funcionamento, ou tenham uma estrutura insuficiente ou inadequada.

O projeto busca fortalecer práticas de leitura que fazem parte da rotina escolar. Rodas de leitura, contação de histórias, clubes de leitura, livro viajante, feiras de troca de livros, produções literárias, desafios de leitura, atividades com as famílias e formação de professores estão entre as ações que podem ser apresentadas pelas candidatas.

Container ganha nova função dentro da escola

A Cuboteca é construída a partir da reutilização e adaptação de um container marítimo, que ganha uma nova função dentro da escola. Após instalada e equipada, a estrutura permite organizar o acervo e facilitar o acesso dos estudantes a livros, revistas, jornais, jogos pedagógicos e outros materiais de leitura, associando sustentabilidade e educação.

Ao oferecer espaço adequado para o acervo, o projeto permite ampliar as atividades de leitura realizadas pelos professores e incorporá-las com mais frequência ao cotidiano dos alunos, especialmente nos primeiros anos da Educação Básica.

"A Cuboteca é um apoio concreto ao trabalho de leitura que a escola já desenvolve. A proposta é oferecer às crianças um espaço organizado e convidativo para acessar os livros, ao mesmo tempo em que ajuda a escola a manter seu acervo bem cuidado e disponível. É uma forma de valorizar os livros que a escola já tem e criar melhores condições para que eles façam parte da rotina dos alunos", afirma Renata Coutinho Nogueira, gerente do Instituto EP.

A seleção dá continuidade a uma iniciativa que já beneficiou duas escolas públicas. Em 2025, a Escola Estadual PEI Sargento Joaquim Pedroso, no DIC I, em Campinas, recebeu uma Cuboteca. Em março de 2026, foi a vez da Escola Municipal Ermelinda Rosalina Sammarco de Figueiredo, de Altinópolis.

Nas duas unidades, a estrutura passou a reunir e organizar o acervo de livros em um ambiente que estimula as atividades de leitura e alfabetização com os estudantes.

Para participar

Com alcance regional, o edital contempla escolas públicas da Educação Básica das redes municipal, estadual e federal, localizadas nas áreas de cobertura do Grupo EP, nas regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Sul de Minas. Cada escola poderá realizar uma única inscrição.

Podem se inscrever escolas que atendam aos seguintes critérios:

. estejam regularmente cadastradas no Censo Escolar;

. não tenham biblioteca, sala de leitura ou espaço literário em funcionamento, ou comprovem que a estrutura existente é insuficiente ou inadequada;

. desenvolvam há pelo menos seis meses um projeto ou ações permanentes de incentivo à leitura e apresentem evidências das atividades realizadas;

. possuam espaço e infraestrutura adequados para a instalação do container.

Para participar, a escola deve acessar a página do edital, baixar e preencher a ficha de inscrição do projeto, preencher o formulário eletrônico e concluir o envio da inscrição pelo próprio site. A divulgação da escola ganhadora acontecerá no dia 21 de dezembro de 2026.

Serviço

Inscrições para a Cuboteca 2027

Período: de 28 de outubro a 30 de novembro de 2026

Público: escolas públicas da Educação Básica localizadas nas áreas de cobertura do Grupo EP.

Edital e inscrições: www.institutoep.com.br/cuboteca 

Câncer de próstata deve atingir quase 78 mil brasileiros por ano; empresas entram no debate

Com ações em Campinas e Sumaré, Funcamp leva orientações sobre saúde masculina a trabalhadores, pacientes e acompanhantes durante o Novembro Azul

Dra. Catarina Bezerra Oliveira Guimarães, coordenadora médica do trabalho da Funcamp: “Cuidar da saúde também passa por oferecer informação de qualidade”


O Brasil deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas divulgadas em fevereiro pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença representa 30,5% dos novos casos de câncer entre homens, excluídos os tumores de pele não melanoma. Os números colocam em evidência um desafio que ultrapassa os consultórios: aproximar a população masculina da informação e dos cuidados com a própria saúde.


Nesse cenário, o Novembro Azul também abre espaço para discutir o papel das empresas na promoção da saúde do Homem. Ao reunir profissionais durante boa parte do dia, o ambiente de trabalho pode se tornar um espaço de educação em saúde, esclarecimento de dúvidas e incentivo à procura por atendimento médico, sem substituir os serviços assistenciais.


É essa a proposta da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp), que promoverá, em 6 de novembro, uma palestra e orientações para seus profissionais na sede da instituição, no campus da Unicamp, em Campinas. No Hospital Estadual de Sumaré (HES), unidade pública do SUS sob gestão da Fundação, as atividades educativas também serão direcionadas a funcionários, pacientes e acompanhantes.

Atividade educativa voltada para profissionais da Funcamp, para promoção do Novembro Azul


Dados


A dimensão do problema reforça a importância do tema. Segundo o INCA, o Brasil registrou 17.587 mortes por câncer de próstata em 2024, dado mais recente apresentado na página oficial sobre a doença. O risco aumenta com a idade, especialmente após os 60 anos, e o histórico familiar está entre os fatores que merecem atenção.


Para a médica Catarina Bezerra Oliveira Guimarães, coordenadora médica do trabalho da Funcamp, e integrante da Comissão de Qualidade de Vida, criar oportunidades de orientação é uma forma de aproximar o cuidado do cotidiano. “Acreditamos que cuidar da saúde também passa por oferecer informação de qualidade e criar oportunidades para que as pessoas esclareçam dúvidas e compreendam a importância da prevenção”, afirma.


A médica destaca que o diálogo não deve ficar restrito a novembro. “Quando levamos esse diálogo para o ambiente de trabalho e também para os espaços de atendimento à saúde, ampliamos o alcance da conscientização e reforçamos que o cuidado deve fazer parte da rotina, durante todo o ano.”


A campanha também permite ampliar a discussão para além do câncer de próstata. Saúde cardiovascular, diabetes, alimentação, atividade física e saúde mental são temas que podem integrar ações educativas nas organizações, com orientações adequadas a diferentes faixas etárias e condições individuais.


No caso do câncer de próstata, informação de qualidade também significa evitar recomendações generalizadas. O Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional indiscriminado de homens sem sintomas. A avaliação deve considerar fatores de risco, histórico pessoal e familiar, sintomas e decisões compartilhadas com profissionais de saúde.


Para as empresas, a principal contribuição está em criar condições para que o assunto seja tratado sem constrangimento, com acesso a orientações confiáveis e incentivo à continuidade do cuidado. Ações presenciais, comunicação acessível e oportunidades de esclarecimento podem integrar programas permanentes de saúde ocupacional e bem-estar.


Com atuação no apoio à Unicamp, na gestão de projetos e em serviços de saúde, a Funcamp utiliza o Novembro Azul para levar essa discussão aos profissionais e à população atendida pelo HES. A proposta é que a conscientização não termine com a campanha, mas estimule uma relação mais contínua com a saúde.


Serviço

Novembro Azul — Funcamp

Data: 6 de novembro de 2026, às 9h30.

Local: auditório da sede da Funcamp, campus da Unicamp.

Atividade: palestra e orientações sobre saúde masculina para profissionais.

 

Hospital Estadual de Sumaré (HES)

Atividades educativas destinadas a profissionais, pacientes e acompanhantes. Programação e horários sujeitos à confirmação institucional.

Mais informações: www.funcamp.unicamp.br/portal



Sobre a Funcamp
 

Fundada em 1977, a Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp) nasceu com a missão de ser um eixo de apoio estratégico à Unicamp, ajudando a promover conhecimento, inovação e desenvolvimento científico e tecnológico por todo o país. O objetivo é transformar os desafios na saúde, educação e tecnologia em soluções práticas para a sociedade, moldada por uma gestão de projetos especializada e comprometida com a excelência.

Com mais de 4 mil profissionais, a fundação atua em diversas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), mediando diversos convênios celebrados pela Unicamp com instituições públicas e privadas. É responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos, além das demais atividades necessárias para viabilizar o plano de trabalho acordado entre as partes.

 

Informações para Imprensa:

Alfapress Comunicações

Gustavo Sousa – (19) 9 8113 1966

gustavo.sousa@alfapress.com.br

O que podemos construir depois das eleições? Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Quando as urnas se fecham e o resultado chega, diferentes sentimentos encontram espaço dentro de nós. Para alguns, há alegria e esperança. Para outros, frustração, preocupação ou tristeza. E há também quem esteja apenas cansado das discussões e queira reencontrar um pouco de tranquilidade.

Por trás de cada voto existem histórias, necessidades, valores e expectativas. Reconhecer isso pode nos ajudar a olhar para quem pensa diferente com mais humanidade.

Depois de um período de tantas opiniões e disputas, fica uma pergunta: o que podemos construir a partir de agora?

Podemos começar pela maneira como convivemos. Uma conversa em família, uma mensagem no grupo de amigos ou um comentário nas redes sociais são oportunidades de escolher como vamos nos posicionar. Podemos expressar nossas convicções com firmeza e, ao mesmo tempo, preservar a dignidade de quem está do outro lado.

Respeitar alguém não exige concordar com tudo. Exige reconhecer que a diferença não nos autoriza a humilhar, ameaçar ou ferir.

Construir também é reconhecer o que sentimos

Se o resultado trouxe decepção, permita-se reconhecer esse sentimento sem se cobrar uma aceitação imediata. Se trouxe alegria, celebre com sensibilidade diante de quem vive esse momento de outra maneira.

Antes de responder a uma provocação, vale fazer uma pausa e perceber: “O que estou sentindo? O que desejo comunicar? Essa conversa tem espaço para escuta?”

Às vezes, continuar o diálogo será possível. Em outras situações, será necessário estabelecer um limite e retomar o assunto em outro momento. Cuidar dos vínculos também envolve perceber quando uma conversa deixou de ser respeitosa.

A esperança ganha forma nas atitudes

Há decisões coletivas que não dependem apenas de nós. Ainda assim, podemos participar da vida em sociedade: acompanhar propostas, cobrar compromissos, buscar informações responsáveis e contribuir com a comunidade.

Também construímos algo quando acolhemos alguém em sofrimento, dividimos responsabilidades em casa e oferecemos uma escuta atenta. São gestos que tornam concretos os valores que desejamos ver no mundo.

A esperança pode caminhar junto com a preocupação e com o senso crítico. Ela ganha força quando encontramos maneiras possíveis de agir, mesmo diante das incertezas.

Que relações queremos cultivar?

Depois das eleições, continuaremos compartilhando famílias, espaços de trabalho, bairros e projetos. Precisaremos conversar, resolver problemas e encontrar caminhos em comum.

Talvez este seja um bom momento para observar o que queremos cultivar nessas relações: mais curiosidade antes do julgamento, mais responsabilidade com as palavras e mais disposição para reconhecer a humanidade do outro.

Hoje, além de olhar para o resultado, podemos olhar para nossas próprias escolhas.

Qual atitude está ao seu alcance para tornar a convivência mais respeitosa e a vida de alguém um pouco melhor?

Elisa Maria Pereira

Coluna Psicologia

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais Especialista em Dinâmica emocional e relacional @psi.elisape

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Asma de Adelaide Ivanova e Filme: O aniversário do Prime Video

Dica de livro: Asma de Adelaide Ivanova

Vashti Setebestas é uma personagem que anda pela Terra atravessando o tempo, transmutando-se em muitas entidades, muitos corpos e muitos povos.

Pelo caminho, é perseguida pela opressão de uma narrativa histórica escrita pelos homens. ASMA é um livro radical para tempos radicais, de Adelaide Ivánova, um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea.

Um projeto caleidoscópico, que vai de Homero a Virginia Woolf, de Chico Science a Ferreira Gullar.

Dica de fiime: o aniversário do Prime Video

 Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com