A perturbadora série The Handmaid's Tale - Coluna Entretenimento por Milena Baracat

Eu já tinha assistido lá pelos anos 90 a adaptação cinematográfica do romance homônimo escrito por Margaret Atwood, mas mesmo se passando quase trinta anos, “The Handmaid’s Tale”- agora adaptado para a TV - ainda me choca por conta da sua premissa extremamente assustadora.

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Não é à toa que a série lançada no serviço de streaming Hulu está fazendo o maior sucesso de crítica e público, gerando debates interessantíssimos e é forte candidata a vencer o Emmy.

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Elisabeth Moss interpreta a personagem principal, Offred, mas o elenco conta ainda com outros grandes nomes como Joseph Fiennes (Comandante Waterford), Alexis Bledel (Ofglen) e Samira Wiley (Moira).

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A trama se passa num futuro não muito distante, em que o presidente e todos os membros do congresso dos Estados Unidos foram assassinados. Em meio ao caos, o país é tomado por uma seita que dita as regras, transformando a antiga república democrática em uma nação teocrática totalitarista, a República de Gilead.

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Nesse novo sistema, no qual a ordem é mantida com uso de força extrema e a religião dita as regras, as mulheres não têm direitos. Elas são propriedade do Estado e divididas em castas. As mulheres férteis, raras nessa realidade pois grande parte da população ficou estéril devido à radiação, pertencem ao grupo das aias e têm apenas uma função: procriar para famílias de homens poderosos e suas esposas estéreis.

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Em estupros constantes, as aias são submetidas ao que chamam de “cerimônia”, um ritual de procriação bem bizarro que envolve a esposa, o oficial e a aia.

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Prepare-se para o horror: cenas de estupros, mortes e sessões de punição - sem apelar ao sensacionalismo barato - dão o clima pesado, pessimista e obscuro da trama.

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O mais perturbador é que a autora Margaret Atwood afirmou em artigo recente para o “New York Times”, que não considera sua obra somente de ficção já que, ao escrever o livro, se baseou em coisas que já haviam acontecido ou estava acontecendo em algum momento no mundo real.

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Cenários viáveis: a cultura de culpar vítimas de violência sexual, a mutilação genital; o assassinato de homossexuais, o extremismo religioso...atrocidades muito familiares nos dias de hoje, não é mesmo?

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Enfim, a história é tão extraordinária e tem tanta coisa para ser discutida que não há espaço aqui para descrever. Assistam e reflitam! Indico com louvor.

 

Fonte Hulu. Fotos Reprodução. Vídeo Youtube

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Milena Baracat

Coluna Entretenimento

Coluna Esportes

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).  Atualmente atua com profissionais  no desenvolvimento, tratamento de acervos, informatização e tecnologia da informação aplicada para bibliotecas particulares e privadas.