Sobre Vincent Van Gogh - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

O Roteiro de Museus em Londres me levou a mais uma exposição maravilhosa: Van Gogh and Britain no Tate Britain. A curadoria foi incrível ao relacionar artistas que o influenciaram em determinado momento e os que foram influenciados por ele na sequência.

Ver algumas das cartas dele escritas a seu irmão Theo foi inesquecível. As cartas escritas à mão  foram de arrepiar - logo eu que sou apaixonada por caligrafia, pois acredito que a letra diz muito sobre a pessoa.

Recentemente ganhei um presente especial, o livro Cartas a Theo. A cada leitura admiro mais o seu trabalho, sua busca por se descobrir, de fazer sempre o melhor, buscando referências, inspirações e construindo seu próprio estilo, deixando assim um legado às gerações!

Van Gogh lia muito, falava várias línguas. Viveu até os 37 anos e nos deixou mais de 800 quadros e 800 desenhos, vendendo apenas um quadro em vida: O Vinhedo Vermelho.

Em uma carta que ele escreveu quando morou em Londres, no período de julho de 1873 a maio de 1875, ele cita: “A arte inglesa não me atraía muito no começo, é preciso acostumar-se a ela. Contudo, existem aqui pintores hábeis... Além disso, entre os velhos pintores, Constable... e ainda Turner, de quem você deve ter visto algumas gravuras.” Para quem leu o penúltimo post da coluna, sobre Turner, pode imaginar o quanto a arte influencia gerações.

A pincelada inconfundível e suas cores fazem de sua obra única e confere a ele o título de um dos maiores pintores modernos.

Em 1990, um dos “retratos do dr Gachet” foi vendido pela Christie`s, uma das mais poderosas casas de leilões do mundo, por 82,5 milhões de dólares para um empresário japonês. Ele morreu em 1996 e o quadro desapareceu. Diz a lenda (ou realidade) que a pintura foi cremada junto com seu proprietário. Será?

Aqui coloco o meu quadro preferido... Noite Estrelada!

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Imagina se ele pudesse ver o que ele representa para a nossa geração?

Uma amiga, Claudia Medeiros, me enviou um vídeo onde ele viaja através do tempo e visita o Museu d’ Orsay em Paris. Maravilhoso:

https://www.youtube.com/watch?v=ubTJI_UphPk

 Quer ver uma obra do Van Gogh? Visite o MASP em São Paulo!

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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

 

 

Vamos falar de arte? Vocês conhecem o pintor britânico Joseph William Turner? Vem saber na coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Turner

Assim como Munch disse: “O ponto é que se vê com diferentes olhos em momentos diferentes. É por isso que um motivo pode ser visto de muitas maneiras, e isso faz com que a arte seja tão interessante”, o olhar muda, as experiências e o que adquirimos de bagagem influenciam nossos gostos e escolhas. Isso é ótimo! Evoluir sempre!

Antes de fazer o curso de História da Arte não conhecia o pintor britânico Joseph William Turner e ao estudá-lo, de cara me apaixonei pelo movimento, pela força que existe em seus quadros ao pintar o mar revolto, em fúria.

Assim como nós, os pintores também são influenciados por outros e o trabalho vai adquirindo o seu próprio estilo. A primeira fase do Turner confesso que não gosto muito, mas de repente o trabalho evolui de uma maneira até chegar a um nível de abstração encantador.

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Tive o privilégio de ver várias obras em Londres, em três museus que visitei: Tate, National Gallery e Sir John Soane, e certamente se eu fosse uma colecionadora de arte com condições de adquirir uma obra de um artista famoso possivelmente escolheria uma dele.

O mais impressionante é como ele influenciou artistas contemporâneos. Na National Gallery a exposição Sea Star do artista Sean Scully tinha o quadro do Turner, The Evening Star, no meio da sala para mostrar sua fonte de inspiração ao desenvolver seu próprio estilo de pintura.

A curadoria e expografia de uma exposição são muito importantes. A forma como se conta a história, as referências que aquele trabalho teve e como essa arte continua presente influenciando novos artistas. É como uma corrente. Nas palavras de Greenberg: “O trabalho da arte é por a cultura em movimento.”

E finalizo com uma frase do meu professor de História da Arte, Rodrigo Naves, que tanto instiga minha vontade de aprender e entender a Arte:

“O saber só vem depois da experiência.”

Assistam o filme Mr Turner e conheça um pouco mais sobre esse artista tão à frente do seu tempo!

A pintura do quadro acima é Rain, Steam and Speed – The Great Western Railway, 1844.

 

Visite os sites dos museus:

tate.org.uk

nationalgallery.org.uk

soane.org

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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

Vernissage de Doris Homann que retrata a arte revolucionária vem pela primeira vez em Campinas

Uma artista que sobreviveu aos horrores das duas guerras mundiais e que pintou as dores, lutas e transformações de seu tempo. Uma mulher revolucionária, que conviveu com os maiores nomes da cultura europeia em sua época e deixou um legado ainda pouco conhecido no Brasil, o país que escolheu para viver com as duas filhas. Assim é Doris Homann (1898-1974), a pintora nascida na Alemanha e cuja obra será apresentada pela primeira vez em Campinas em uma exposição entre os dias 13 de agosto e 13 de setembro, na Ligia Testa Espaço de Arte, no Taquaral: DORIS HOMANN: A Pintura da Condição Humana.

A exposição, como conta a produtora Ligia Testa, vai retratar as múltiplas facetas da vida e da obra de Doris Homann, pintora, ceramista, escultura e gravurista. “O objetivo é apresentar, de forma inédita para os apreciadores da arte e público em geral de Campinas e região, uma biografia de enorme riqueza e uma obra que reflete as angústias e também as esperanças de períodos tumultuados da história da humanidade”, diz Ligia.

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A produtora nota que o evento é fruto do desejo das duas filhas de Doris Homann, Claudia e Livia, que há anos escolheram Campinas como moradia. As filhas nutriam a expectativa de promover uma exposição como tributo à vida e obra da mãe e agora o sonho será realizado. Livia, a primogênita, faleceu há poucos dias, mas participou ativamente de todo o processo de idealização, formulação e produção da exposição.

Doris Homann, vida e obra - Doris Homann nasceu em Berlim, no dia 16 de maio de 1898. Nascida em família de classe média alta, a artista vivenciou infância e adolescência nos últimos momentos do Império Alemão, sob o domínio de Wilhelm II, até sua abdicação em 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial.

Talento precoce, Doris estudou no Konigstaatlisches Lizeum (Liceu Real) e na Academia de Belas Artes, tendo integrado o círculo de artistas reunidos em torno do escultor e pintor Otto Freundlich. Ele foi um dos nomes com obras incluídas na famigerada exposição da Arte Degenerada, assim designada por Adolf Hitler. Freundlich morreu no campo de Majdanek, na Polônia, em 1943.

Os ideais libertários permaneceram em Doris Homann, que como outros artistas viveu um período de efervescência na República de Weimar (1918-1933). Nesta época, atuou em jornais como "Die Fran", "Die Rote Fahne" e "Der Knüepel", ilustrou livros e protagonizou várias exposições, individuais e coletivas, convivendo com grandes expressões da cultura como Vladimir Mayakovsky (1893-1930), George Grosz (1893-1959), Wassily Kandinsky (1866-1944) e Kathe Kollwitz (1867-1945). As tonalidades expressionistas e surrealistas na obra de Doris Homann são tributárias dessa hora de intervalo democrático e utópico entre as duas guerras mundiais que foi a República de Weimar.

O Café Leon, em Berlim, era um dos principais pontos de encontro da intelectualidade europeia e nele Doris passou bons momentos com o marido, o jornalista e dramaturgo Felix Gasbarra (1895-1985). Nascido em Roma, Gasbarra vivia desde os dois anos com a família na Alemanha. Ele foi colaborador de Erwin Piscator (1893-1966), um dos nomes que revolucionaram o teatro contemporâneo. Data de 1927 o primeiro “coletivo dramatúrgico” fundado por Piscator, em parceria com Gasbarra, e que teria Bertold Brecht (1898-1956) como um ativo participante.

Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, a situação política, econômica e social na Alemanha ficou cada vez mais insustentável e logo Doris Homann transferiu-se com as filhas e marido para a Itália. Por suas atividades, Félix Gasbarra já era considerado, a essa altura, persona non grata na Alemanha nazista. Longe do nazismo, mas bem perto da guerra, Doris presenciou em setembro de 1943 o bombardeio aliado à cidade de Frascati, onde residia com as filhas.

A primogênita, Livia, foi a primeira a mudar-se para o Brasil e em 1948 foi a vez de Doris vir para o país com a filha Claudia. Elas passaram a viver no Rio de Janeiro, onde logo Doris foi reconhecida como grande artista. A primeira grande exposição aconteceu no final de 1950, na sede do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro. Inaugurado em 1943, o prédio é um marco da arquitetura moderna brasileira, tendo sido projetado por uma equipe composta por Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy, entre outros, sob consultoria do franco-suíço Le Corbusier. Com essas credenciais, a galeria do Ministério da Educação, onde expôs Doris Homann, foi duramente muito tempo a mais badalada na capital fluminense.

Muitas outras exposições e premiações ocorreriam e uma das últimas, em 1967, foi na Galeria Cristalpa, em Copacabana, como parte das homenagens a Herbert Moses (1884-1972), que encerrava seu longo mandato na presidência da Associação Brasileira de Imprensa. A apresentação da exposição teve a assinatura do presidente da ABI, jornalista e crítico de arte Celso Kelly, que resumiu sobre a artista: "A pintora Doris Homann Gasbarra já acumulou uma significativa obra plástica, exercitando a pintura nas mais variadas técnicas e revelando a segurança no métier, ao lado de sua vocação para o experimental e para o ilustrativo. Em algumas realizações, ainda se sente a presença do naturalismo, ao largo de generosas interpretações. Em outras, está na vizinhança da abstração e da decoração. Numas e noutras, a composição é balanceada, as cores estranhas e harmoniosas, os ritmos bem desenhados. Não será demais reconhecer aqui e ali uma tendência surrealista. Em tudo, porém, a marca da artista se verifica na força inegável de seu talento."

O talento de Doris Homann será agora finalmente conhecido do grande público de Campinas e região metropolitana, na exposição que tem vernissage no dia 13 de agosto, às 19 horas, na Ligia Testa Espaço de Arte, no Taquaral. Oportunidade única para o acesso à produção e biografia excepcionais da artista que tão bem representou as duras marcas de seu tempo.


SERVIÇO

EXPOSIÇÃO DORIS HOMANN: A Pintura da Condição Humana

Vernissage em 13 de agosto, às 19 horas

Exposição: até 13 de setembro, com agendamento

Ligia Testa Espaço de Arte – Arqtus

Avenida Dr.Heitor Penteado, 1611, Parque Taquaral, Campinas

Informações: (19) 99792.7221

As pinturas fortes de Doris Homann, com tinturas expressionistas, críticas e sociais, refletem sua preocupação em retratar a fragilidade da condição humana e denunciar as injustiças. É esse legado singular que o público de Campinas e região terá oportunidade de ver pela primeira vez.

O Beijo - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Ainda sobre minha viagem para estudar Arte em Londres, tive muitas experiências maravilhosas e descobertas também, como citei no post anterior sobre o Museu Sir John Soane.

A arte tem o poder de sensibilizar, de nos tocar e nos fazer enxergar com outros olhos.

Desde que comecei a estudar História da Arte em São Paulo com o crítico de arte Rodrigo Naves, o meu olhar mudou e o meu interesse pela Arte também.

Não julgue uma pintura, por exemplo, pela estética em si. Procure entender e conhecer o artista e mergulhe naquela obra. De alguma maneira ela falará com você. É um processo,  um aprendizado e que pode ser transferido para nossas vidas...

Um momento que me marcou muito na viagem foi a visita à exposição sobre Edvard Munch. Mesmo quem não saiba quem é o artista, ou não se interesse (ainda) por Arte, conhece a famosa pintura “O Grito”, mas não imagina o quão maravilhosa e surpreendente é a sua obra!

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 Há seis meses atrás talvez eu não acharia beleza na obra dele e me surpreendi com o quanto me tocou...

Ele pintou temas relacionados à sua própria história de vida e que fazem parte da nossa: ansiedade, amor, ciúme, traição e morte.

A intensidade das suas pinturas me tocou profundamente.

Meu quadro preferido é o “The Kiss” – O Beijo! A intensidade do casal que se torna um naquele momento é de arrepiar!

Convido você a pesquisar sobre esse artista e quando tiver a oportunidade visite um museu que tenha em seu acervo a obra dele.

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“O ponto é que se vê com diferentes olhos em momentos diferentes. É por isso que um motivo pode ser visto de muitas maneiras, e isso faz com que a arte seja tão interessante!”

Edvard Munch

 

 

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Mônica Fraga

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Museu Sir John Soane em Londres - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Acabei de voltar de uma viagem para Londres focada no estudo da arte e do papel da arquitetura na construção das cidades. O Roteiro de Museus em Londres (museusemconexao.org) foi apresentado por três professoras incríveis, do Mackenzie São Paulo, sendo duas da área de Arquitetura, Ana Paula Pontes e Patrícia Martins, e uma de Artes Plásticas, Fanny Feigenson Grinfeld.

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Diante de tanta descoberta e informação confesso que estou extasiada e feliz com a transformação que já sinto em mim.

Fizemos várias visitas, sobre as quais pretendo falar um pouco nesse canal.

Para começar quero compartilhar uma visita que fizemos a um museu chamado Sir John Soane, que muito me impressionou...

John Soane nasceu em 1753. Era arquiteto e construiu obras importantes, como o Banco da Inglaterra.

Ele se tornou um colecionador de arte. O museu que visitei nada mais é do que a casa em que ele viveu. As peças eram adquiridas e colocadas na casa fazendo parte da decoração.

Foi fascinante entrar no museu e conhecer o interior daquela arquitetura tão característica da Inglaterra.

Como designer de interiores, me chamou atenção o quanto ele entendia de interiores, especialmente de luminotécnica, a qual se tornou um dos pontos altos do local.

Os quadros, esculturas, espelhos e objetos são dispostos de uma maneira muito interessante. Era algo sempre em construção. À medida em que ele adquiria mais obras de arte, ele reorganizava a sua coleção, que conta com mais de 5000 peças, sendo que uma das peças mais valiosas é um sarcófago de alabastro do faraó Seti I, que foi comprada por Soane em 1825. Existem pinturas de William Hogarth, Turner (meu queridinho!), Henry Howard, dentre outros.

Um pouco antes da sua morte ele negociou com o Parlamento para preservarem sua casa e coleção, e que ela fosse aberta para servir de inspiração e educação para os estudantes e apreciadores de arquitetura, pintura e escultura. E assim aconteceu...

Dentro é proibido fotografar, mas no site do museu - soane.org - dá para ver algumas fotos.

Minha dica é: ao viajar para Londres, faça uma visita e mergulhe no estilo de vida do século XVIII ao estilo inglês... simplesmente inesquecível!

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Mônica Fraga

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