Coluna viagem - O que fazer em Cambridge em 24 horas?

“Esse post foi feito para você que vai fazer um bate-volta de Londres para Cambridge, ou que tem uma noite apenas na cidade. Com tão pouco tempo, o melhor é otimizar o seu roteiro ao máximo e planejar bem o que fazer em Cambridge nessas 24 horas. O o colunista Felipe Mortara (Segredos de Viagem), que já morou na cidade quando pequeno e voltou várias outras vezes, dá a letra e te mostra o que você não pode perder por lá. 

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A ciência costuma sempre elaborar uma hipótese e aplicar experimentos para comprová-la ou contestá-la. A Universidade de Cambridge é um polo de excelência científica há mais de 800 anos. Na minha recente visita por lá resolvi aplicar a teoria de que basta um bate-volta de Londres para conhecê-la. Quer saber o resultado? Não é verdade. A cidade é bem mais complexa e fascinante do que parece a quem nunca pisou lá e vale pelo menos dois dias inteiros (ou pelo menos uma noite, vai…).

A proximidade da capital – fica a 101 quilômetros, ou seja, 1h20 de trem ou 1h40 de ônibus – dá a falsa ilusão de que é só chegar, correr visitando os principais colleges, e retornar no fim do dia. Dá para fazer assim? Claro que dá, mas você terá perdido a chance de conhecer melhor uma das joias da coroa britânica do turismo histórico e de conhecimento.

O mesmo vale para a famosa cidade de Oxford, a 83 km de Londres, também universitária e com a qual Cambridge mantém uma antiga rivalidade. Uma disputa saudável, que impulsiona a ciência, a tecnologia e o saber no mundo. Ah, e todo ano desde 1829, equipes das duas universidades disputam anualmente uma corrida de remo no Rio Tâmisa, em Londres. A próxima Boat Race será dia 7 de abril de 2019.

Qual a importância de Cambridge?

Essencialmente a principal atividade é deslumbrar-se com o poder do conhecimento. A Universidade de Cambridge foi fundada por dissidentes de Oxford em 1209 e passou séculos aprofundada nos estudos matemáticos, para depois seguir também pela biologia e física.

Por lá viveram e produziram algumas figuras que você talvez conheça, como Isaac Newton, Charles Darwin e Stephen Hawking. Coisas incríveis para a humanidade aconteceram por lá, como o a descoberta da estrutura do DNA pelos cientistas James Watson e Francis Crick nos anos 1950. E também a quebra de códigos nazistas por Alan Turing, que resultou no fim da Segunda Guerra Mundial.

Mas afinal, o que fazer em Cambridge em 24 horas? 

Passear pela cidade é perder-se pelos 31 colleges. Vou tentar explicar. É mais ou menos como se Cambridge fosse a Cidade Universitária da USP e cada uma das faculdades fosse um college. Só que você pode estudar praticamente todos os temas em cada um dos colleges. Pode até dar uma confusão e a sensação de que a cidade inteira é a universidade em si. E no fundo é bem isso mesmo. Mas antes de começar a entrar de cabeça na vida que gravita ao redor da Universidade de Cambridge, comece com um programa mais contemplativo e igualmente imperdível. 

-Passeio de punt pelo Rio Cam

O Rio Cam corta a cidade e eu não deixaria de fazer um passeio a bordo dos punts, pequenas canoas quadradas empurradas por uma vara que o barqueiro apoia no fundo do rio. Custa 20 libras e recomendo ir com a tradicional Scudamore’s, ativa desse 1910.

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Tour pelos colleges da Universidade de Cambridge

Zanzar pela rua principal é descobrir que ela muda de nome de acordo com o college diante do qual você está. Ela começa St. John’s Street, vira Trinity Street e depois, a famosa King’s Parade. Estes são alguns dos principais colleges e que têm visitas guiadas ao longo do dia.

O St. John’s e o King’s cobram 10 libras para entrar, o que dá uma bela baqueada no orçamento, mas vale muito a pena, principalmente se seguir um tour. O Trinity é mais singelo, custa apenas 3 libras, mas sem poder entrar na sua famosa biblioteca, a Wren Library, de 1695, onde estão originais de Newton e Shakespeare.

Uma ótima opção é fazer um tour de 90 minutos com ex-alunos da universidade no Cambridge Alumni Tours por 10 libras – o lance é reservar até uma hora antes no quiosque na frente da igreja de Great St. Mary’s, na porta do King’s College. Se comprar online é mais caro (17,50 libras). O tour entra em alguns colleges e te enche de informações úteis para você entender a dimensão daquela beleza toda. Aliás, a igreja é linda e subir na torre (4 libras) pode valer a pena em dias bonitos 

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Os prédios são majestosos e você pode ver exemplos fantásticos de arquitetura gótica, como a esplêndida Capela do King’s College. Só tenho fotos de fora dela por um simples motivo: não quis pagar 10 libras para visitá-la. Aqui vai uma dica preciosa para você, um verdadeiro segredo de viagem: diariamente, às 17h30 há uma missa aberta, gratuita e maravilhosa com o coral de meninos (chamam “services”, em inglês). Chegue às 17h na fila. O único porém é que não é permitido fotografar nem filmar DE JEITO NENHUM. Há tempos eu não passava uma hora sem ver sequer um celular ao redor.

-Ponte dos Suspiros, na St. John’s college

O St. John’s é um sonho de lugar. Os jardins são inacreditáveis e dá para passar uma manhã curtindo por ali. O prédio mais antigo é do século 16, e o prédio “novo” foi inaugurado em 1831 e é muito simbólico. Foi uma das locações mais usadas no filme A Teoria de Tudo (2014), que narra a trajetória do físico Stephen Hawking. Mas o destaque do St. John’s é a famosa Bridge of Sights, ou Ponte dos Suspiros, também de 1831, que atravessa o Rio Cam. Passar de punt por debaixo da ponte é de arrancar suspiros, literalmente.  

Não é por frescura nem mimimi que não se pode pisar na grama, trata-se de simbolismo apenas. Só professores e fellows, alguns poucos alunos condecorados por seus trabalhos, podem usufruir do privilégio. Pode reparar: quem pisa na grama geralmente tem cabelo branco… Enfim, aproveite os “Backs”, os fundos dos colleges são tão lindos quanto as fachadas nas ruas.

-Mathematical Bridge, em Queen’s College

Entre as maravilhas do passeio de punt pelo Rio Cam, a Mathematical Bridge é tida como uma das mais intrigantes. Fica dentro do Queen’s College e o mais comum é contemplá-la da Silver Street Bridge. Alguns guias podem tentar enganá-lo dizendo que foi erguida por Isaac Newton, mas ele já estava morto há 20 anos quando a ponte foi erguida, em 1749. O projeto da Wooden Bridge, como é chamada oficialmente, foi feito por William Etheridge e construído por James Essex e, dizem, é toda feita com vigas encaixadas, sem pregos.

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Fitzwilliam Museum

Fitzwilliam Museum é um museu com coleções arqueológicas comparáveis ao inigualável British Museum, em Londres. Seções do Egito, da Mesopotâmia, da Ásia e de Chipre reúnem objetos impressionantes. Moedas e medalhas da Grécia e da Roma antiga também encantam. É tudo parte do acervo multicentenário de anos de pesquisa da Cambridge University. E tudo com um ar de museu de bairro, pequenino, tudo perto e acessível. Dá quase para achar que é tudo uma grande coleção de um tio avô distante. É o máximo.

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Centro de Cambridge

Fora isso tudo, não deixe de dar uma boa volta pelo centrinho. O Market Square abriga uma feira diária, com frutas, legumes, embutidos e queijos. Tudo muito saboroso e fresco. O All Saints Garden Art, na frente do Trinity College tem ótimas ofertas de artesanato regional delicado e a bons preços.

Ali do lado, a Grand Arcade é uma galeria que reúne algumas das principais marcas inglesas, como Marks & Spencer, Boots, Clarks, etc… Vizinho, o Lion Yard Shopping Centre é mais tímido, mas tem uma série de lojas e uma casa de câmbio com boa cotação.

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Pubs famosos, e muito bem frequentados

Antes de ir embora, não deixe de brindar sua visita a Cambridge com um pint de IPA no Anchor Pub, na beira do Rio Cam, onde o Pink Floyd se reunia no começo da banda. Ou então no The Mitre, fundado em 1754, na Magdaleine St., bem do ladinho do St. John’s College.

A essa altura você já deve estar cansado e pronto para ir pro hotel dormir, ou tem que voltar para Londres e está morrendo de vontade de passar mais um dia em Cambridge. De todo modo terá aproveitado bem a cidade, e nada mau esse tanto de conhecimento e informação passando apenas um dia em Cambridge, não é mesmo? “

Fonte: https://segredosdeviagem.com.br/2019/03/o-que-fazer-em-cambridge/

Confira 5 dos melhores destinos medievais da Europa - Coluna Viagem

Confira 5 dos melhores destinos medievais da Europa

Motovun, Croácia

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Istria é uma região da Croácia muito perto de Veneza. É famosa pela sua qualidade de vida e pela sua gastronomia.

Faça um cruzeiro de barco de um dia, prove o vinho, o azeite e as trufas. Classificado entre os melhores destinos para uma lua de mel na Europa, Motovun é uma bonita vila medieval a 300 metros acima do nível do mar, com menos de 1000 habitantes.

Rothenburg ob der Tauber, Alemanha

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Rothenburg, um dos destinos mais bonitos da “Estrada Romântica da Alemanha”, é acolhedora durante todo o ano. Também é famosa pelo seu mercado de Natal, classificado entre os mais belos mercados de Natal da Europa.

Rothenburg ob der Tauber quase não mudou desde o final da Idade Média, no início do Renascimento. Esta bela cidade medieval está localizada na Baviera, nas imediações da cidade de Nuremberg.

Sully-sur-Loire, França

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Uma foto pode bem ser suficiente e nem serem preciso palavras. Sully-sur-Loire é uma cidade muito bonita localizada à beira do Loire.

Embora a sua origem remonte à época galo-romana, Sully-sur-Loire ainda possui muitos monumentos do período medieval, como a sua fortaleza e castelo.

Saint-Émilion, França


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Poderá pensar que Saint-Émilion é apenas uma pequena aldeia perto de Bordéus, um ponto para uma paragem agradável para os amantes do vinho e da história.

Mas vai surpreender-se com a beleza deste destino e da sua herança preservada, das suas lendas, das origens da sua fundação e dos deliciosos macaroons (os melhores da França) que aqui são feitos à mão.

Besalú, Espanha

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Besalú é uma bela cidade medieval, preservada, localizada no norte de Espanha, município de Girona e perto dos Pirenéus espanhóis.

Entre na cidade de Besalú através de uma ponte fortificada e descubra os seus muitos e maravilhosos edifícios medievais.

Fonte; https://ncultura.pt/e-portugues-um-dos-19-melhores-destinos-medievais-da-europa/3/


Costumes no litoral da Inglaterra - Coluna Viagem

Costumes praianos são diferentes de país para país. O jeito britânico de aproveitar a praia, por exemplo, pode não ser igual aos nossos hábitos no Brasil. E, apesar de muita gente não conhecer, a Inglaterra também possui praias lindas!

Brighton, Bournemouth e Swanage são alguns dos lugares ingleses mais cotados por jovens do mundo inteiro para curtirem e estudarem inglês próximos ao mar. São cidades joviais, agitadas e ótimas para todas as horas.

Descubra um pouco mais sobre essas cidades inglesas e prepare-se para aproveitar o litoral como um nativo!

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1. Bate e volta.
Tão comum para os brasileiros, o bate volta, para quem tem pouco tempo, é uma das melhores formas de aproveitar as praias próximas das cidades do interior e dar aquela mudada na rotina.

Brighton e Bournemouth ficam a poucas horas de Londres. De Londres a Brighton, a viagem dura cerca de 1 hora, enquanto para Bournemouth dura por volta de 2 horas e meia. Por isso, essas praias costumam receber muitos turistas curiosos que acabam se encantando com a cultura praiana e charmosa dos ingleses em todas as estações do ano.

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2. Areia x Pedras | Água de Coco x Pimm’s | Porção de Camarão x Fish and Chips.
Bournemouth é uma das poucas praias na Inglaterra que possuem areia fofa e branquinha. Em outras praias, como Brighton e Swa, a costa é composta por cascalhos, conchas e pedrinhas, trazendo um charme diferenciado para a paisagem.

Em relação aos refrescos, o que mais se encontra no verão britânico é uma bebida chamada Pimm’s. Alcoólica e com frutas cítricas e doces, acompanha o sol perfeitamente em qualquer ocasião.

Você pode até achar que vai sentir falta daquela porção de camarão fresquinha, mas, quando experimentar Fish and Chips, servido na maioria dos bares e restaurantes do país, vai se esquecer rapidinho. Um peixe fresco muito bem preparado e acompanhado do ingrediente que os ingleses sabem preparar muito bem: a batata frita!

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3. Cadeiras e barracas de praia.
Até as cadeiras e as barracas de praia britânicas conseguem ser muito charmosas. Com os mesmos mecanismos e a mesma praticidade das brasileiras, a cadeira inglesa, feita de madeira, traz um ar vintagecool e aconchegante para uma tarde tranquila em frente ao mar, horário no qual os britânicos costumam curtir ainda mais a brisa da praia e aproveitam para apreciar o pôr do sol. As barracas, na verdade, são casinhas coloridas, lindas e muito fotogênicas, usadas para troca de roupas, para cozinhar ou apenas para guardar itens de praia. Em Brighton, em Bournemouth, ou em Swanage, elas são propriedades particulares e disputadíssimas!

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4. Pier, bares e restaurantes.
Uma das maiores atrações de Brighton e de Bournemouth são os pieres. Construídos na era vitoriana, além de muito charmosos (para variar), possuem excelentes bares, restaurantes e até parques de diversão com vistas espetaculares das praias. O Brighton Pier, também conhecido como Palace Pier, foi construído em 1899 e se estende por meio quilômetro acima do mar. O de Bournemouth foi inaugurado em 1880 e é um pouco menor, mas tão agitado e lindo quanto o de Brighton. Principalmente durante a noite, quando fica todo iluminado. O Swanage Pier, mais tímido e rústico, não possui o mesmo entretenimento de Brighton ou de Bournemouth, mas é um lugar excelente para apreciar a vista, ler um livro ou se encontrar para conversar com os amigos. Em qualquer uma dessas praias, os pieress são sempre a opção preferida dos locais para curtir a tarde e a noite em qualquer estação do ano.

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5. Promenade.
O Promenade, outra famosa opção de passeio à beira das praias britânicas, é conhecido pelos brasileiros como calçadão. Com diversas lojas, restaurantes, cafés e bares pelo meio do caminho, é uma ótima opção de passeio no final da tarde para apreciar o pôr do sol, ou durante a noite quando a agitação local já está um pouco mais fervilhante.

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6. Futebol Americano x Futevôlei | Taco x Cricket.
Apesar de o futevôlei também ser encontrado em algumas praias da Inglaterra, o forte é o futebol americano. E, para que o jogo seja mais recreativo e menos bruto do que o original, o objetivo não é derrubar o adversário que está com a bola, e sim tirar algumas fitas que ficam presas em sua cintura.

Outro jogo muito comum nas praias do Brasil é o taco, que pode ser comparado ao cricket britânico. O jogo original também é um pouco mais complexo, enquanto o cricket de praia vem com materiais mais leves para que as partidas sejam tranquilas e não machuquem ninguém que está em volta.

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Fonte: https://caianomundo.ci.com.br/costumes-no-litoral-da-inglaterra/

Itália: os significados da palavra “prego”

"Por favor" ou "de nada"? Saiba em que contextos é usado o termo "prego", provavelmente a palavra que você mais ouvirá quando estiver na Itália

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Por Barbara Ligero

Logo de manhã, alguém segura a porta do elevador para mim. Decido arriscar um grazie e ouço um simpático prego como resposta. Chegando no bar para tomar café da manhã, me aproximo do balcão e logo um garçom me atende: prego, signorina. Faço meu pedido e, alguns minutos depois, lá está o meu capuccino. Enquanto repousa a xícara na minha frente, o barista solta mais um prego.

Começo minha caminhada até o museu e esbarro em alguém – peço desculpas com um mi dispiace e ouço o que? Prego, é claro. Pego a fila da bilheteria, mas o homem na minha frente está esperando alguém. Prego, ele diz, indicando para que eu passasse.

Depois de cinco “pregos” em menos de duas horas, me senti tentada a pesquisar o quê, afinal, significava exatamente aquela palavra. Os dicionários italiano-português dão como tradução “de nada”, mas na prática o termo cordial é usado em diferentes situações do cotidiano.

Muito além de uma simples resposta para obrigado(a), o prego desempenha a mesma função do nosso “pois não”. Então, quando ouvir isso de um barista ou um garçom, quer dizer que ele quer que você faça o pedido logo. A palavra é repetida no momento da entrega do prato ou da bebida quase como um “de nada” adiantado, algo na linha do “está aí a sua comida, não tem de quê”.

Outro uso comum é na hora de fazer convites e ofertas. Com um único e prático prego, a pessoa pode estar querendo dizer para você se sentar, entrar na sala, passar na sua frente na fila…

Ao mesmo tempo, a palavra pode ser usada para fazer pedidos de modo gentil. “Prego, potrebbe indicarmi…” (você pode me indicar…), “Prego, puoi ripetere?” (você pode repetir?) e “Attenzione, prego” (atenção, por favor) são algumas das possibilidades. Só tome cuidado caso alguém diga “Ti prego“, o que significa “te imploro”.

Ah, e caso você esteja se perguntando, o nosso prego, em italiano, é chiodo.

Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/blog/piacere-italia/italia-os-significados-da-palavra-prego/amp/

 

Viena é cidade com melhor qualidade de vida do mundo

Capital austríaca conquista título pela nona vez seguida em ranking internacional que leva em conta aspectos políticos, sociais, econômicos e ambientais. Quatro cidades brasileiras aparecem na lista.

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Pela nona vez seguida, Viena pode se orgulhar do título de cidade com a melhor qualidade de vida do mundo, aponta um estudo realizado pela consultoria Mercer e divulgado nesta terça-feira (20/03).

Com 1,8 milhão de habitantes, a capital austríaca ostenta uma cena cultural vibrante, oferece assistência médica ampla e custos moderados de habitação.

Atrás de Viena, Zurique e Munique ficaram em segundo e em terceiro lugar, respectivamente. Assim, a capital bávara é a cidade onde se tem a melhor qualidade de vida na Alemanha.

O país europeu ainda conseguiu emplacar duas cidade entre as dez primeiras do ranking: Düsseldorf ficou em sexto lugar, e Frankfurt, em sétimo. A capital alemã, Berlim, ficou em 13º lugar.

Melhores e piores

Das dez cidades com a melhor qualidade de vida do mundo, a maioria são europeias. O "top 10" inclui ainda a cidade neozelandesa de Auckland (empatada com Munique, em terceiro lugar), Sydney, na Austrália (que empatou com a cidade suíça Basileia, em décimo lugar), e Vancouver, no Canadá, em quinto lugar.

A cidade asiática mais bem colocada foi Cingapura, em 25º lugar. A capital do Uruguai, Montevidéu, foi a melhor latino-americana, em 77º lugar.

Entre as cidades do continente africano, a que mais se destacou foi a sul-africana Durban, que ficou em 89º lugar – mas a que registrou o maior aumento no padrão de qualidade de vida foi a capital moçambicana, Maputo, com 15% de melhorias e conquistando o 182º lugar.

"Após décadas de guerra civil, o país testemunhou uma lenta e contínua melhoria na infraestrutura da cidade desde o fim dos anos 1990, combinada a maior estabilidade política e econômica", constata a Mercer.

Há uma década, a pior colocada da lista é a capital iraquiana Bagdá, palco de ondas de violência sectária desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003.

A capital iemenita, Sanaa, ficou duas posições acima de Bagdá, que foi superada também por Bangui, capital da República Centro-Africana, na penúltima colocação. Já a capital síria Damasco, que há sete anos vive uma guerra civil, ficou seis posições acima da capital iraquiana.

Brasil

A cidade brasileira que obteve a melhor posição foi Brasília, com o 108º lugar, precedida por Bucareste (Romênia) e seguida por Noumea (Nova Caledônia).

A capital brasileira ficou atrás de outras cidades latino-americanas: Montevidéu (89º lugar), Buenos Aires (91º), Santiago (92º), San Juan (Porto Rico, 96º), Cidade do Panamá (também no 96º lugar). A capital brasileira está entre as cinco mais bens colocadas da América do Sul.

Além de Brasília, outras três cidades brasileiras aparecem no ranking: Rio de Janeiro (118º lugar), São Paulo (122ª posição) e Manaus (127º lugar).

Nas Américas, as melhorias mais pronunciadas na qualidade de vida ocorreram na América Central, segundo diz o relatório, "incluindo Havana, em Cuba (+6,5%)".

"Várias localidades na América Central e Latina tiveram seu padrão de vida aumentado por causa de melhoras no ambiente político e do maior acesso de expatriados a produtos de consumo, combinadas com um leve desenvolvimento da infraestrutura", diz o texto, que cita Manaus como tendo registrado um aumento de 2,9% nos padrões de qualidade de vida em comparação com 2017.

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O ranking

A avaliação da qualidade de vida levou em conta 39 critérios que desempenham papel central para funcionários expatriados – ou seja, enviados para trabalhar fora do país de origem. Entre outras, essas características incluem aspectos políticos, sociais, econômicos e ambientais. A Mercer também analisou informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do serviço de segurança de viagens International SOS para elaborar a lista de 231 cidades.

O ranking da Mercer, editado pela vigésima vez este ano, ajuda empresas e organizações a determinarem compensações financeiras e ajudas de custo extras (em caso de riscos, por exemplo) para funcionários de empresas internacionais. Entre os aspectos considerados, estão a estabilidade política, acesso ao sistema de saúde, educação, criminalidade, lazer, transporte e administração do lixo, por exemplo.

Nos últimos 20 anos, cidades do Leste Europeu como Sarajevo (159ª posição) e Bratislava (80º lugar) foram as que mais registraram melhora no padrão de vida, diz o relatório da consultoria.

"Como resultado do aumento da qualidade de vida, um mercado de trabalho competitivo e talentos disponíveis, muitas dessas cidades começaram a atrair empresas multinacionais que passaram a se estabelecer por lá", explica Martine Ferland, presidente para a Europa e o Pacífico da Mercer.

Confira abaixo as listas das dez melhores e das dez piores colocadas:

1.   Viena (Áustria)

2.   Zurique (Suíça)

3.   Auckland (Nova Zelândia) / Munique (Alemanha)

4.   –

5.   Vancouver (Canadá)

6.   Düsseldorf (Alemanha)

7.   Frankfurt (Alemanha)

8.   Genebra (Suíça)

9.   Copenhague (Dinamarca)

10.  Basileia (Suíça)

...

222. Conacri (República da Guiné)

223. Kinshasa (República Democrática do Congo)

224. Brazzaville (Congo-Brazzaville)

225. Damasco (Síria)

226. N'Djamena (Chade)

227. Cartum (Sudão)

228. Porto Príncipe (Haiti)

229. Sanaa (Iêmen)

230. Bangui (República Centro-Africana)

231. Bagdá (Iraque)

RK/dpa/rtr/ots

Fonte:http://www.dw.com/pt-br/viena-%C3%A9-cidade-com-melhor-qualidade-de-vida-do-mundo/a-43066799