Olhar com o coração - Coluna espiritualidade por Rachel Abdalla

Embora os discípulos tivessem vivido com Jesus nos seus últimos três anos de vida, eles não puderam alcançar a dimensão de tudo o que haviam visto e ouvido do Mestre, mas gozavam da alegria da presença dEle que nada deixava lhes faltar.

Jesus era a Luz dos olhos daqueles homens simples, era o Caminho seguro por onde caminhavam, era a fonte de água viva onde eles saciavam a sede, era o pão vivo que os alimentava o espírito.

Mas, na ausência dEle, eles se perdiam, tinham medo, e seus corações ficavam endurecidos. Faltava-lhes o Amor! Jesus estava morto para eles que ainda não entendiam a ressurreição. E, naquele momento, Jesus repreendeu os discípulos pela dureza de coração que estava cegando-lhes a alma.

Quantos andam por aí totalmente perdidos, embora aparentemente seguros de si? Quantos se fecham para o bem, desconfiam até de sua própria sombra com medo da traição? A cada dia mais os homens se fecham para o outro, se isolam, e a caridade vai secando em meio à humanidade.

Esta repreensão de Jesus aos discípulos vale para nós também! Não nos deixemos enganar pelas aparências! Depois da ressurreição, Jesus apareceu para alguns que depois saíram anunciando a Boa Nova, e não lhe deram crédito.

Não vamos, nós também, correr o risco de não acolher aquele pequenino o qual Jesus se faz presente nele!

“Jesus repreendeu-os pela dureza de coração!”

Marcos 16,9-15

Rachel Lemos Abdalla

Coluna Espiritualidade

Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor; é colaboradora da ZENIT.org – O mundo visto de Roma, responsável pela Coluna Pequeninos do Senhor de orientação catequética; é membro da ‘Equipe de Trabalho’ do ‘Ambiente Virtual de Formação’ da Arquidiocese de Campinas; escreve para dois sites em Portugal (ABC da Catequese  e Laboratório da fé); e é membro da Equipe de Formação da Paróquia Nossa Senhora das Dores. 

Espalhe a paz - Coluna Espiritualidade por Rachel Abdalla

Como é bom sentir paz no nosso coração! Ela nos remete a tudo o que é bom!

Jesus, ao entrar na sala onde estavam reunidos os discípulos anunciou-lhes: ‘A Paz esteja convosco!’ Ele leva a Paz aonde vai porque Ele é a Paz, e quem o recebe, também a recebe.

Do mesmo modo, todo aquele que recebe esta Paz do Senhor, pode também repassá-la para outras pessoas e espalhá-la pelos seus caminhos.

O mundo anda endurecido, enraivecido, obcecado, enfraquecido, enfim... está doente! Mas, não está perdido! Ele precisa de amor, do amor que cura, que provém de Deus e que é partilhado entre os que querem viver na Paz.

Quando perdemos a paciência, nos deixamos levar pela intriga, pelo rancor, pela raiva, e todos esses sentimentos são destrutivos e deixam marcas profundas em nosso ser e naqueles que estão envolvidos conosco.

Sabemos que é difícil controlar os sentimentos, mas eles precisam ser domados, domesticados no coração desde muito cedo, como se fossem selvagens, para que, controlados tragam muitas alegrias durante a vida.

Jesus estava sempre em harmonia com a sua mente e o seu coração, por isso, quando conseguimos equilibrar a razão com a emoção nós encontramos aquela mesma Paz que Ele ofereceu gratuitamente aos seus discípulos! Tente vivê-la, o mundo vai se beneficiar, e muito, com a sua Paz!

 A Paz esteja convosco!

Lucas 24,35-48

Rachel Lemos Abdalla

Coluna Espiritualidade

Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor; é colaboradora da ZENIT.org – O mundo visto de Roma, responsável pela Coluna Pequeninos do Senhor de orientação catequética; é membro da ‘Equipe de Trabalho’ do ‘Ambiente Virtual de Formação’ da Arquidiocese de Campinas; escreve para dois sites em Portugal (ABC da Catequese  e Laboratório da fé); e é membro da Equipe de Formação da Paróquia Nossa Senhora das Dores. 

Lovesick (Disponível Netflix) - Dica de série por Raquel Baracat

Lovesick é uma série original Netflix e recomendo. Para variar meu gosto está mais para séries inglesas, pois tem melhores formatos e são mais inteligentes dos que as americanas. A série fala de amor de forma cômica.

Segue release por Adoro Cinema:

"Dylan (Johnny Flynn) descobre que contraiu uma DST e precisa entrar em contato com todas as mulheres com quem já teve relações sexuais para informá--las e orientá-las a fazer o teste. Para tal, terá a ajuda do seu melhor amigo Luke (Daniel Ings) e de Evie (Antonia Thomas), uma amiga que já teve uma queda enorme por ele mas manteve o segredo até superar, e hoje está noiva de outro".

Fonte: http://www.adorocinema.com/series/serie-18209/

A série está em sua segunda temporada e resulta em boas gargalhadas, vale a pena assistir!

A bomba de um diagnóstico – E agora? Coluna Psicologia/Psiquiatria por Leticia Kancelkis

Para conversarmos sobre este tema, apresentaremos alguns trechos do livro “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus”.

“Aos treze dias de vida de Filipe, apareceu uma bolha em um dedinho de seu pezinho, o que me motivou a levá-lo ao pediatra, com urgência. Ao chegar lá, ele o mandou imediatamente para internação, em princípio, para tomar um sorinho e um banho de luz pela icterícia.

Chegando ao hospital, absolutamente nada do que faziam para aquecê-lo era bem sucedido. Seu corpo estava gelado e praticamente inerte. Foi imediatamente levado para a UTI. No caminho para ela, no elevador, uma pessoa segurava a sua porta para terminar uma conversa. O médico que acompanhava Filipe e que estava cuidando de sua internação, falou incisivamente que ela fechasse a porta, pois o caso era de extrema urgência.

O desespero era indescritível. Eu jamais imaginaria que minha vida pudesse mudar assim em tão poucos minutos. (...)

Às vinte e três horas daquela quinta-feira, ‘expulsaram-me’ da UTI e me mandaram para casa. Foi a noite mais terrível da minha vida, até então. (...)

E, assim, passaram-se sete dias de UTI, tendo sido constatada uma desidratação severa apenas e nenhuma infecção.”

Este foi o momento mais feliz, cheio de comemoração da mamãe e do papai. O maior alívio e a maior gratidão a Deus! Filipe não tinha nada! Aquela semana foi muito longa, eterna! À espera do DIAGNÓSTICO.

Como dói saber que deve haver algo grave com esse pedaço de você!!! Você precisa de que descubram logo para poderem salvar sua vida tão frágil, mas parece que o tempo não passa e os recursos da Medicina não estão dando conta de lhe dizer o que está acontecendo e como não deixar seu amor sofrer ou mesmo morrer...

O sentimento de impotência toma conta de si, bem como o de CULPA. Que culpa teria uma mãe de seu filho estar numa situação como esta? Porém, parece que o “dom do sentimento de culpa”   é um dos maiores que ela pode ter! Ela precisa ouvir o máximo de dados de realidade possível acerca do fato de não haver qualquer espécie de responsabilidade pela doença do filho. 

Voltemos aos trechos do livro:

“Por volta dos quatro meses de vida, sua cabecinha foi perdendo a sustentação e ele foi deixando de sorrir. Seus bracinhos ficavam parados, não pegava brinquedos... Foi rápido, questão de, mais ou menos, quinze a vinte dias, creio eu. (...) Foi internado na pediatria e eu lhe dizia, durante todo o tempo: ‘Não importa o que os médicos digam, filhinho! Jesus está com você! Tudo vai dar certo!’ Mas eu estava com medo! Muito medo! (...)

Quando veio a neurologista, ela me dizia coisas nada animadoras como que, se fosse hidrocefalia ou epilepsia, estas seriam boas opções. O nervosismo não tinha medida, enquanto esperávamos o resultado da tomografia. Eu não podia comer e nem parar de andar de um lado para o outro, orando sem parar. (...)

De repente, chegou a neurologista, após longa espera, com o resultado do exame. Eu lhe disse: ‘Se for delicado, gostaria que conversássemos lá fora.’ Ela respondeu: ‘Então vamos lá fora.’ Foi quase insuportável. (...). “É muito grave. Ele tem uma doença na massa branca e nós agora só precisamos fazer uma ressonância para sabermos de qual delas se trata. Perguntei-lhe, então, se levava à morte e ela disse que sim, em alguns meses ou poucos anos, pois era degenerativa.

Nem é preciso dizer o quão desesperados ficamos, mesmo porque é impossível descrever. Deixei meu pescoço e colo em carne viva com minhas unhas, caí ao chão... O maior horror que eu jamais pensei que viveria!” 

Ao recebermos um diagnóstico como este, de alguém amamos tanto, o chão se abre, o mundo fica cinza. Parece que não vamos aguentar. Nosso psiquismo pode reagir de diversas maneiras: alguns negam a gravidade da condição dentro de si, como se não contassem a si mesmos que isto está acontecendo; outros sentem a necessidade de culpar alguém, ou projetar a culpa que sente em outrem, a fim de suportá-la; outros, ainda, como se negassem a própria existência da criança enferma, rejeitam-na. Nenhuma dessas formas de lidar com tamanha dor é “culpa” dessa mãe ou desse pai. É o que dá para fazer!

Imagine que, de uma hora para outra, você tenha que “digerir” uma bomba dessas! O filho que já tinha dentro de você é morto diante de seus olhos, diante de um diagnóstico de uma síndrome, seja ela qual for. O médico decreta a sentença em segundos e, voltodizer: Você faz o que é possível fazer com isto! O filho de “dentro de você”  desmorona e outro precisa ser construído. O luto precisa ser elaborado. Isso demanda tempo, recursos internos, coragem, resiliência... Nada que possa ser cobrado de uma mãe, de uma pessoa. Simplesmente acontece conforme as próprias possibilidades e os limites internos.

E, no final das contas, o AMOR vai trabalhando na alma e trazendo tudo de que se precisa para passar por todas essas incógnitas, um dia de cada vez. UM DIA DE CADA VEZ. Enfim, nada que o poder do amor não possa aceitar como desafio...  

Leticia Kancelkis

Coluna Psicologia/Psiquiatria

Letícia Kancelkis – Formada em Psicologia desde 1999, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica de referencial Psicanalítico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Autora dos livros: “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus” e “Uma menina chamada Alegria”. Atua como Psicóloga Clínica, atendendo também por Skype. Contato:leticia.ka@hotmail.com

 

 

As crianças precisam conhecer o Amor - Coluna espiritualidade por Rachel Abdalla

A infância é o período de construção do ser humano, momento de crescimento e desenvolvimento da criança, que acontece no dia a dia, embasado naquilo que ela vive, vê e ouve. Nesse momento da vida da criança, não importando de onde ou de quem vem a informação, ela cresce alimentada pelos fatos e pela vivência daquilo que seus olhos e ouvidos captam.


Se a criança vive num meio sadio fisicamente e emocionalmente, ela será saudável, caso contrário, seus princípios serão doentios e mal formados, pois um elemento doente no seu meio, nesse período da sua vida, é o suficiente para desestruturar a base que sustentará a sua vida.


Mas, quem são as pessoas responsáveis pelo seu desenvolvimento? A princípio, e desde sempre, essa responsabilidade é da família que muitas vezes terceiriza suas obrigações, delegando a essência da formação cultural, emocional, física e espiritual da vida de seus filhos. 


Assim, as crianças passam a ser fruto do meio diversificado de conteúdos morais, de ideias variadas e de valores duvidosos. Surgindo, daí, uma geração sem raízes, jovens inseguros, adultos infelizes porque não tiveram uma infância solidificada e embasada na família.
Mas, de que família estamos falando?


De pais que trabalham muito para dar tudo de material para seus filhos; pai e mãe separados e muitas vezes brigados; pais que não brincam com seus filhos e não os veem crescer; família onde a mãe é o pai ou o pai é a mãe, tirando da criança a referência de um ou de outro na sua vida; família de um só lado, formada por produção independente, gerando crianças sem pais ou sem mães; famílias mosaicos onde vivem juntos os meus, os seus e os nossos filhos; enfim, famílias do século XXI. 


Mas, é dentro dessas famílias que as crianças vivem e a infância sobrevive. E a vida continua seu percurso. As crianças continuam nascendo e o que nos consola é saber que todo homem e toda mulher tem, dentro de si, o sopro de Deus que inunda o seu ser e o remete para o Amor.

Por isso, mesmo em meio a tanta diversidade, com a presença do Amor, que é o elemento que sustenta a vida, que rege o ser humano desde sempre, aquele pelo qual foi criado e para ele se volta, sempre haverá a certeza de que o homem é capaz de amar e ser melhor. Sendo assim, devemos confiar nesse Amor que vem de Deus, no qual as crianças são tocadas, tornando sua geração muito melhor do que a nossa.

Assim devemos esperar, mas fazer a nossa parte enquanto elas crescem, mostrando onde está o verdadeiro Amor: no coração dos homens e na bondade de um Deus que é Pai, que se fez Homem para entre os homens amar, e que nos dá a vida como sinal do seu Amor.

Rachel Lemos Abdalla

Coluna Espiritualidade

Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor; é colaboradora daZENIT.org – O mundo visto de Roma, responsável pela Coluna Pequeninos do Senhor de orientação catequética; é membro da ‘Equipe de Trabalho’ do ‘Ambiente Virtual de Formação’ da Arquidiocese de Campinas; escreve para dois sites em Portugal (ABC da Catequese  e Laboratório da fé); e é membro da Equipe de Formação da Paróquia Nossa Senhora das Dores.