São Paulo terá o primeiro espaço de arte imersiva - Coluna Entretenimento por Milena Baracat

O primeiro espaço de arte imersiva da América Latina será em São Paulo!

Mais especificamente, no Museu da Imagem e do Som (MIS).

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(Foto Reprodução)

O MIS Imersão será construído em um espaço de dois mil metros quadrados e, segundo a assessoria do museu, a data de inauguração é esperada para início de novembro.

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(Fotos Reprodução: teamLab. Exposição em Tóquio)

Inspirado no Ateliê des Lumière, o local terá sistema de 150 projetores, com exposições que irão permitir um “mergulho” dentro das obras, gerando uma experiência nova, educativa, com informações sensoriais que auxiliam no entendimento das obras.

Essa é a façanha da arte imersiva: utilizar a tecnologia como um veículo para nos conectar à arte, fazendo com que possamos vivenciá-la.

Simplesmente fascinante!

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(Fotos / Reprodução 1 e 2: Van Gogh – Atelier des Lumières. Fotos / Reprodução 3 e 4: exposição imersiva de Van Gogh em São Paulo intitulada “Paisagens de Van Gogh”)

A exposição inaugural do MIS será a de “Leonardo da Vinci - 500 anos”, que no momento está em exibição no Canadá e nos Estados Unidos.

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A mostra apresenta uma experiência imersiva multissensorial de 45 minutos, com seções sobre réplicas de arte renascentistas do artista italiano, seus esboços anatômicos e suas invenções. A obra “A Última Ceia” tem uma animação em tamanho real e manuscritos de sua vida profissional.

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(Fotos / Reprodução: exposição Leonardo Da Vinci - 500 Anos)

Marcos Mendonça, ex-presidente da Fundação Padre Anchieta, anunciou oficialmente o lançamento da exposição numa coletiva. Como novo diretor-geral do MIS, ele disse que uma de suas missões é renovar o museu.

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(Foto Reprodução: Coletiva de imprensa para anúncio do MIS Imersão e do então novo diretor-geral do Museu da Imagem e do Som, Marcos Mendonça)

Entre suas metas, estão, além da criação do MIS Imersão, dobrar a visitação do Museu da Imagem e do Som de 450 mil para 900 mil visitantes por ano; da mesma maneira duplicar o número de Pontos MIS (programa que leva oficinas, bate-papos e sessões de filmes para municípios do Estado); e instituir três novas programações: o Circuito MIS, com circulação de exposições a todas as regiões do Estado; o MIS Volante, caminhões com palco que vão levar espetáculos e projeções para o interior; e o Hub MIS, programa de estímulo à produção de animações e games nacionais.

Fonte: saopaulo.sp.gov.br /mis-sp.org.br

Fotos Reprodução: Google e teamLab.

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Milena Baracat

Coluna Entretenimento

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Atualmente presta assessoria ao Site Raquel Baracat.

 

 

 

Vamos falar sobre sustentabilidade? Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

O assunto é sério e devemos incorporar essa responsabilidade nas nossas ações e escolhas.

A preocupação com o meio ambiente deve ser de todos, e se cada um fizer a sua parte o mundo agradece.

Onde você descarta o lixo? Você recicla, reutiliza e faz uso consciente dos recursos, como por exemplo, a água?

Tudo é hábito. Basta abraçar essa postura!

Na arquitetura e engenharia a preocupação com a sustentabilidade deve ser uma condição principal para iniciar um projeto. Deve-se considerar tanto o impacto ambiental, econômico e social que um determinado edifício tem ao ser construído.

Em Londres conheci um edifício da Bloomberg, projetado pela Foster +Partners. Um exemplo de projeto sustentável de arquitetura, o qual recebeu o selo BREEAM Outstanding de sustentabilidade, a pontuação mais alta que um grande escritório de arquitetura já recebeu, ainda na fase de projeto para um edifício deste tipo.

Sua impressionante fachada é definida a partir de um gridi estrutural de arenito, com uma série de brises em bronze responsável por sombrear as amplas aberturas do piso ao teto. Esses elementos de controle solar colaboram também com o sistema de ventilação natural do edifício.

Uma rampa tridimensional em ascensão contínua flui através de um átrio em meio ao edifício, revelando surpreendentes perspectivas a cada pavimento e permitindo que as pessoas mantenham breves conversas com seus colegas sem interromper o fluxo de pessoas.

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O forro de painéis de alumínio foi concebido para dar acabamento, dissipar a luz, incorporar os elementos do sistema de ventilação e controle acústico.

O edifício usa 70% menos água e 35% menos energia do que outro edifício do mesmo tipo.

O ponto alto do projeto foi a descoberta do sítio arqueológico do Templo Romano de Mithras descoberto no local durante a fundação do edifício. Um novo centro cultural e de pesquisa foi projetado para possibilitar aos visitantes uma experiência imersiva, trazendo seu passado histórico de volta à vida.

Visita imperdível quando estiver visitando a cidade!

 

Fonte:

https://openhouselondon.open-city.org.uk/listings/7014

https://www.archdaily.com.br

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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

 

Exposição na National Portrait Gallery, sobre o trabalho da Cindy Sherman - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Cindy Sherman

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Tive o privilégio de ver uma exposição na National Portrait Gallery, em Londres, sobre o trabalho da Cindy Sherman, uma das fotógrafas mais respeitadas do final do século XX. Ela se auto fotografa para questionar uma variedade de questões. Através da fotografia, Sherman levantou questões desafiadoras e importantes sobre o papel e a representação das mulheres na sociedade, a mídia e a natureza da criação da arte.

Cindy Sherman estabeleceu sua reputação e uma marca inédita de auto-retrato com seu "Untitled Film Stills" (1977-80), uma série de 69 fotografias da artista encenando clichês femininos da cultura pop do século XX.

Para que uma fotografia seja considerada retrato, o artista deve ter a intenção de retratar uma pessoa específica e real. Sherman comunica cuidadosamente ao espectador que essas obras não devem representá-la como a pessoa. Ao intitular cada uma das fotografias "Sem título" e numerá-las, ela despersonaliza as imagens.

Confesso que até aquele momento não curtia o trabalho dela porque pensava somente no “belo”, e a beleza das fotos dela está no propósito, na mensagem através de cada imagem, ao provocar questionamentos...

Nos faz pensar no quanto o sentido da visão pode ser manipulado, o quanto vivemos na era da imagem e na influência que tudo isso tem sobre nós! Basta pensarmos na vida perfeita, até mesmo “fake” que vemos nas mídias sociais, e no uso abusivo dos filtros e do photoshop.

Como é difícil saber exatamente a veracidade das informações que circulam, não sei de quem é a frase, mas acredito muito nisso:

“Não nascemos para sermos perfeitos, mas para sermos reais!”

 

Fontes:

http://cindysherman.com/

https://www.artsy.net/

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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

 

Exposição de Doris Homann ficará até dia 30/09 em Campinas

A Exposição Doris Homann: A Pintura da Condição Humana, que está aberta ao público desde o dia 13 de agosto, teve o prazo de visitação ampliado para o dia 30 de setembro, no Ligia Testa Espaço de Arte, no Taquaral. A exposição tem sido elogiada pelos artistas e demais visitantes por sua importância histórica, ao resgatar a vida e obra da pintora e escultora alemã, que sobreviveu às duas guerras mundiais e morou muitos anos no Brasil.

     A exposição, como conta a produtora Ligia Testa, documenta as múltiplas facetas da vida e da obra de Doris Homann, pintora, ceramista, escultura e gravurista. “O objetivo é apresentar, de forma inédita para os apreciadores da arte e público em geral de Campinas e região, uma biografia de enorme riqueza e uma obra que reflete as angústias e também as esperanças de períodos tumultuados da história da humanidade”, diz Ligia.

     A produtora lembra que o evento é fruto do desejo das duas filhas de Doris Homann, Claudia e Livia, há anos radicadas em Campinas. As filhas sonhavam em promover uma exposição em homenagem à vida e obra da mãe. Livia, a primogênita, faleceu poucos dias antes da abertura da exposição, mas participou ativamente de todo o processo de idealização, formulação e produção.

Doris Homann, vida e obra - Doris Homann nasceu em Berlim, no dia 16 de maio de 1898. Talento precoce, Doris estudou no Konigstaatlisches Lizeum (Liceu Real) e na Academia de Belas Artes, tendo integrado o círculo de artistas reunidos em torno do escultor e pintor Otto Freundlich.

     Os ideais libertários permaneceram em Doris Homann, que como outros artistas viveu um período de efervescência na República de Weimar (1918-1933). Nesta época, atuou em vários jornais, ilustrou livros e protagonizou várias exposições, individuais e coletivas, convivendo com grandes expressões da cultura como Vladimir Mayakovsky (1893-1930), George Grosz (1893-1959), Wassily Kandinsky (1866-1944)  e Kathe Kollwitz (1867-1945). Ela se casou com o jornalista e dramaturgo Felix Gasbarra (1895-1985), que foi colaborador de Erwin Piscator (1893-1966), um dos nomes que revolucionaram o teatro contemporâneo.

      Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, a situação política, econômica e social na Alemanha ficou cada vez mais insustentável e logo Doris Homann transferiu-se com as filhas e marido para a Itália. Ela presenciou em setembro de 1943 o bombardeio aliado à cidade de Frascati, onde residia com as filhas.

      A primogênita, Livia, foi a primeira a mudar-se para o Brasil e em 1948 foi a vez de Doris vir para o país com a filha Claudia. Elas passaram a viver no Rio de Janeiro, onde logo Doris foi reconhecida como grande artista. Na ainda capital federal realizou várias exposições de sucesso. A artista faleceu em 1974.

Artistas destacam relevância histórica da exposição – Os artistas e profissionais da cultura que visitaram a exposição Doris Homann: A Pintura da Condição Humana destacaram a importância histórica da iniciativa, ao viabilizar o conhecimento para o público de Campinas e região da biografia e legado da criadora de origem alemã.

      A pintora Pama Loiola evidenciou a coragem de Doris, que “não teve medo de lidar com temas fortes, como a dor e a morte”. Para Pama, Doris “colocou o dedo na ferida” com as suas obras. Ela entende que a pintura da artista nascida na Alemanha dialoga com nomes como o expressionista austríaco Egon Schiele (1890-1918) e o simbolista, também austríaco, Gustav Klimt (1862-1918).

     Cônsul britânico em Campinas, Pierre Coudry destacou as aquarelas produzidas por Doris Homann, que em sua opinião ratificam a qualidade técnica da artista. Ele ressaltou a relevância histórica da retrospectiva, ao colocar a obra de Doris à disposição das novas gerações.

      Criadora de uma obra multicolorida, a pintora Rachel Ferrari entende que Doris Homann expressou com qualidade e dignidade os próprios sentimentos e a visão do mundo que testemunhou. Daí a importância da iniciativa em apresentar ao público esse documento visual da história recente da humanidade.

      Ouvidor e mestre de cerimônias do Instituto CPFL Cultura, Giancarlo Arcangeli considera que Doris Homann é autora de uma pintura épica, lírica, mostrando com profundidade mas também leveza temas cruciais para o ser humano. Ele evidencia seus “retratos emblemáticos” e entende que muitas das obras de Doris apresentam traços surrealistas. “É uma pintura analítica, investigativa sobre o humano”, resume.

      A pintora, caricaturista e chargista Synnöve Hilkner também reforçou a importância de realização da exposição de uma artista com obra marcante. “Muito importante esse resgate, para a apreciação por pessoas que ainda não tinham tido a oportunidade de conhecer essa obra tão forte e representativa de nosso tempo”, afirmou Synnöve.

Fernando Diniz, retratado no filme "Nise: o coração da Loucura" - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Descobri recentemente sobre o papel de uma mulher, a dra Nise da Silveira, psiquiatra, que chegando ao Centro Psiquiátrico Nacional Dom Pedro II, no Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, em 1944, foi contrária às formas de tratamento como o eletrochoque, a lobotomia e o coma insulínico.

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Ela permitiu que seus pacientes expressassem seus sentimentos através da arte, com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade. Disponibilizou materiais de pintura e modelagem e “construiu” um ateliê dentro do hospital. Os pacientes passavam momentos naquele espaço e aos poucos foram mostrando interesse e produzindo sua própria arte, e de lá saíram grandes artistas.

Nesse post falo do Fernando Diniz, como retratado no filme “Nise: O Coração da Loucura”, um paciente submetido ao eletrochoque e graças à coragem da dra Nise de ir contra ao sistema, teve a arte como libertação.

Estive essa semana na Galeria Estação, em São Paulo, onde tem uma exposição linda homenageando esse artista brasileiro, que tinha uma mente inquieta e um talento artístico maravilhoso!

Ao ver as obras dele fiquei pensando no poder da arte, de nos sensibilizar, de nos transformar, de canalizar a dor, as angústias e nos ajudar a exteriorizar.

A arte nutre de várias maneiras e talvez a mais importante seja a de fazer-nos expressar o que temos interiormente sem que tenhamos que dizer uma palavra.

A dra Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em Medicina no Brasil. Durante a Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros marxistas. A denúncia levou a sua prisão em 1936 por 18 meses, onde também se encontrava preso Graciliano Ramos, com o que ela tornou-se uma das personagens do seu livro Memórias do Cárcere. Ela fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Dom Pedro II, em 1946. Introduziu a Psicologia Junguiana no Brasil e fundou em 1952 o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição.

Que ela seja inspiração para nós, mulheres, para que façamos a diferença e tenhamos a coragem para defender e lutar pelo que acreditamos.

Conheça o trabalho do FERNANDO DINIZ! Seu acervo no Museu de Imagens do Inconsciente reúne mais de 28 mil trabalhos, entre telas, desenhos e esculturas, e é tombado pelo IPHAN. Sem contar os 45 mil desenhos que fez para a animação Estrela de oito pontos, ganhador de dois kikitos de ouro no Festival de Gramado.

 Visite a exposição na Galeria Estação. Vai até 11 de outubro de 2019.

 

“O pintor é feito um livro que não tem fim.”

Fernando Diniz

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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com