Hoje é dia de peixe - Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

Você tem o hábito de comer peixe nas refeições da sua casa? Eu adoro! Incluir peixes regularmente na dieta garante benefícios como a melhora da memória e da concentração, além de prevenir doenças cardiovasculares e reduzir a inflamações.

O peixe é saboroso, nutritivo e faz muito bem para a saúde, pois é fonte de Ômega 3. Ainda assim, há quem resista em incluir na alimentação do dia a dia. E apesar de vivermos em um país com mais de 8 mil quilômetros de praias e outros milhares de quilômetros de rios, nós brasileiros consumimos cerca de nove quilos de pescados por ano, número que é muito inferior ao do consumo de carne vermelha, que alcança quase 37 quilos ao ano.

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Muitos têm receio do preparo, que por vezes fica seco, e alguns reclamam do aroma de maresia que se espalha pela casa. Então, para afastar todos os medos que você possa ter e estimular a consumir mais peixe, eu trago uma receita deliciosa, surpreendente e prática.

Que tal um delicioso peixe com crosta de ervas, acompanhado de uma farofa de castanhas? Esta receita fez parte da primeira temporada de vídeos do meu canal do Youtube e fica pronta em 20 minutos.

 

https://www.youtube.com/watch?v=j9YxzD2gkkU

 Venha se encantar com a alimentação funcional e se inspirar a adotar um estilo de vida mais saudável! Aproveite para se inscrever no canal chef Alê Lembo e não se esqueça de ativar as notificações!

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Alê Lembo

Coluna Gastronomia

Alessandra Lembo Nogueira, a chef Alê, é cozinheira profissional e especialista em alta gastronomia pelo IGA Campinas, com curso de Cuisine pelo Le Cordon Bleu Paris. Trabalha como personal chef e é idealizadora e fundadora da marca Fit Me Saudável e Funcional, uma empresa especializada em produtos Fit, Low Carb e Veganos, sem glúten, sem lactose, livres de açúcar refinado e gordura trans.  Atua como chef consultora e com desenvolvimento de cardápios especializados e personalizados, ministra workshops em diversos locais da cidade de Campinas e região.

 

 

 

 

Risoto, o prato italiano na versão funcional - Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

Risoto, o prato italiano na versão funcional

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Com certeza você já degustou um belo risoto! Clássico, com arroz arbóreo, úmido e cremoso, ele transmite a ideia de que ficará maravilhoso com qualquer ingrediente de caiba no prato. Mas não é fácil atingir a perfeição do cozimento do grão de arroz, que deve ser macio por fora e levemente “al dente” por dentro.

Confesso que quando criança, o risoto (que em italiano significa pequeno arroz), não me atraía muito. Atualmente ele está na lista dos meus pratos preferidos, inclusive em determinados restaurantes de Campinas e São Paulo. E para afastar ao conceito de que o paladar infantil não gosta dele, dou o exemplo do meu filho que vibra quando a vovó prepara risoto nos almoços de domingo.

 O risoto é um prato típico italiano, que nasceu ao norte da Lombardia, data do século XI quando o sul da Itália era dominado pelos Sarracenos, povo nômade pré-islâmico. Habitantes dos desertos entre Síria e a Arábia, foram eles que trouxeram o grão usado para a sua preparação. A receita se fundamentava apenas no arroz arbóreo, preparado com cebolas levemente fritas e manteiga. O risoto “alla milanese”, clássico e mais famoso da Itália, foi criado em Milão, no ano de 1574, pelas mãos do mestre Valério de Fiandra, responsável pelos vitrais da catedral Duomo di Milano.

 O risoto chegou ao Brasil em meados do século XIX, trazido obviamente por imigrantes italianos. E como nós brasileiros somos extremamente criativos, o prato foi ganhando ingredientes próprios, tais como: carnes, crustáceos, frango, pato, queijos, além de combinações agridoces que são divinas: gorgonzola com peras, brie com uvas, entre outros.

Prático, mas com ares de sofisticação, essa especialidade italiana ganhou lugar de destaque em nossas mesas. Prepará-lo em casa é fácil, porém necessita dedicação total, pois não dá para tirar os olhos da panela. Por isso eu aviso: Você irá praticar a “Risototerapia” por 20/25 minutos! Mas vale a pena!!!

 Na receita de hoje peço desculpa aos meus ancestrais italianos, pois cometerei o pecado de trocar o arroz arbóreo pelo arroz cateto, mas por uma boa causa: trazer para vocês uma versão de risoto funcional, usufruindo de todos os benefícios que o grão integral tem (nutrientes, fibras e compostos bio ativos).

 Com essa troca perdemos um pouco da cremosidade, característica do amido do grão tradicional, porém, como eu sempre digo que a alimentação funcional deve ser saborosa e dar prazer ao ser consumida, remetendo às características da versão original (em gosto e aparência), incluiremos um creme de castanhas, repleto de proteínas e gorduras boas, para devolver a cremosidade ao nosso risoto. Utilizo também folhas de espinafre e pedaços de palmito, mas aqui você pode soltar a imaginação e brincar com os sabores!

 E nada impede de você utilizar normalmente o arroz arbóreo nessa receita ok?,

 Risoto Funcional

 Ingredientes:

1 cebola média picada

1 xícara de chá arroz cateto

3 colheres de sopa de azeite

½ xícara de chá de vinho branco seco

Sal rosa do Himalaia, cúrcuma e pimenta do reino a gosto

1 litro de caldo caseiro de legumes sem sal aquecido (a receita eu ensinei há poucas semanas, junto com a sopa de abóbora)

Meio maço de espinafre orgânico higienizado

1 vidro de palmito orgânico picado

1 xícara de castanha de caju torrada sem sal, hidratada por pelo menos 1 hora em água morna

1 colher de chá de manteiga ghee ou manteiga de coco sem sal

 

Modo de Fazer

Em uma panela aquecer o azeite e adicionar a cebola e mexer até que ela murche levemente. Em seguida adicione o arroz, refogue e coloque o vinho branco. Aguarde o álcool evaporar, mexendo sempre. Adicione uma concha de caldo de legumes e vá cozinhando o arroz. Mantenha esse processo de adicionar o caldo aos poucos e mexendo sempre até que o arroz esteja cozido por fora e levemente firme por dentro (al dente).

Descarte a água das castanhas e leve-as ao liquidificador, com 1 xícara de água filtrada. Bata esse creme, e acrescente ao arroz, mexendo até que fique uniforme. Coloque o palmito picado, ajuste o sal e os temperos. Coloque a manteiga ghee ou a manteiga de coco e mexa para dar brilho e cremosidade.

Rasgue as folhas de espinafre com as mãos adicionando ao arroz.  Mexa, desligue o fogo e sirva em seguida. 

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Alê Lembo

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Alessandra Lembo Nogueira, a chef Alê, é cozinheira profissional e especialista em alta gastronomia pelo IGA Campinas, com curso de Cuisine pelo Le Cordon Bleu Paris. Trabalha como personal chef e é idealizadora e fundadora da marca Fit Me Saudável e Funcional, uma empresa especializada em produtos Fit, Low Carb e Veganos, sem glúten, sem lactose, livres de açúcar refinado e gordura trans.  Atua como chef consultora e com desenvolvimento de cardápios especializados e personalizados, ministra workshops em diversos locais da cidade de Campinas e região.

A origem romântica do Parmegiana - Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

Nessa última quarta-feira, dia 12 de junho, comemoramos o dia dos namorados e o aproveitando o clima romântico escolhi homenagear um prato que é a paixão da grande maioria: o Parmegiana.

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Mas você sabe a origem desse prato amado por nove entre dez brasileiros? Engana-se quem pensa que o parmegiana tem como origem a região de Parma, ao norte da Itália, como o nome parece sugerir. Afinal a região é conhecida por suas iguarias repletas de molho de tomate e muito queijo, esse prato é a cara da culinária italiana, tão adorada nas mais diversas partes do mundo.

Confesso que são muitas as explicações para a origem do prato, e ninguém pode dizer ao certo qual das histórias é a verdadeira. Suposições indicam que tudo pode ter começado na Rússia no período da Revolução Socialista. Naquela época, o país passava por uma grande crise e os cidadãos sofriam com os reflexos da instabilidade política e econômica, e a fome predominava.  Algumas famílias que ainda tinham um pouco de carne e queijo guardados, uniam ambos os ingredientes para uma receita simples e saborosa.

Acredita-se fortemente ter sido esta prática o início da propagação de uma receita que até hoje faz muito sucesso entre todas as nacionalidades. Agora, em homenagem ao dia 12 de junho, vamos à versão romântica da origem do nome desse prato delicioso e tão adorado.

Conta-se que um italiano apaixonado, depois de uma briga feia com sua amada, resolveu pedir desculpas com um jantar romântico. Como ele não estava em condições de pagar por um bom restaurante, tomou a decisão de preparar o jantar.  A escolha do prato principal foi a famosa refeição russa.

Para surpreender por completo a sua amada, o homem resolveu estampar o feito no jornal da cidade: “una bistecca per mia Giana”! E assim teria sido batizado o Parmegiana, que nos restaurantes está sempre acompanhado de arroz branco e batata frita.

Mas, você já sabe que por aqui, todos os pratos ganham roupagem funcional, sem perder as características e o sabor, porque você merece ter prazer ao se alimentar bem e extrair o melhor dos alimentos para o seu organismo.

Hoje o Parmegiana é de frango, empanado em uma farinha funcional, assado e acompanhado de um arroz de couve flor anti-inflamatório.  E que tal preparar esse prato especial em apenas 20 minutos?

Novamente, ao invés de divulgar a receita aqui na coluna, te convido a visitar o meu canal do YouTube: Chef Alê Lembo (https://www.youtube.com/chefalelembo).  



Lá eu vou te ensinar a preparar além do Parmegiana Funcional, inúmeras receitas deliciosas e práticas, fundamentadas na Gastronomia Funcional. Tudo sem glúten, sem lactose e isento de açúcar refinado, mas com muito sabor. Venha se encantar com a alimentação saudável e se inspirar a adotar um estilo de vida com receitas funcionais, low carb e veganas deliciosamente surpreendentes!

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Alê Lembo

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Alessandra Lembo Nogueira, a chef Alê, é cozinheira profissional e especialista em alta gastronomia pelo IGA Campinas, com curso de Cuisine pelo Le Cordon Bleu Paris. Trabalha como personal chef e é idealizadora e fundadora da marca Fit Me Saudável e Funcional, uma empresa especializada em produtos Fit, Low Carb e Veganos, sem glúten, sem lactose, livres de açúcar refinado e gordura trans.  Atua como chef consultora e com desenvolvimento de cardápios especializados e personalizados, ministra workshops em diversos locais da cidade de Campinas e regiã

 

 

 

 

 

 

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Boeuf Bourguignon, o confort food francês, de baixo carboidrato - Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

 Com esse nome é claro que o Boeuf Bourguignon não poderia ter vindo de outro lugar senão a França, certo? Proveniente da Borgonha, região a leste do país, também famosa pelo coc au vin e a amada mostarda de Dijon, o prato é elaborado com carne de vaca, bacon, cebola, cogumelos e vinho tinto, cozido lentamente para o vinho saborizar todos os ingredientes.

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 É um prato tradicional e caseiro, com cara de domingo ou inverno. Uma confort food francesa que traz lembranças da infância e da avó. A ascensão à alta gastronomia veio pelas mãos do chef francês Auguste Escoffier, que popularizou e renovou os métodos tradicionais da culinária francesa. Desde então, é um prato que pela sua simplicidade de execução e complexidade aromática, representa o estilo de padrão da cozinha francesa.

 Nas Américas, a receita foi consagrada por Julia Child, uma dona de casa norte-americana que revolucionou o modo de cozinhar nos Estados Unidos, quando nos anos 40, mudou-se para Paris ao lado do marido, onde se apaixonou pela cozinha e estudou na Le Cordon Bleu. No seu livro a Arte da Culinária Francesa, ela descreve o Bouef Borguignon como: “Certamente um dos pratos mais deliciosos inventados pelo homem”.

 A receita original está perdida na história e até os dias de hoje, apresentou muitas variações, todas de longa cocção (em média de duas a três horas para finalizar) e pautadas na culinária tradicional.

 Pois eu fui além, e uni a gastronomia funcional a esse clássico francês, trazendo para o prato nutrientes e fitoquímicos com ações antioxidantes, mantendo as características de sabor, textura e beleza. Criei a versão funcional e de baixo carboidrato, que fica pronta em 20 minutos, acompanhada de um purê de couve flor divino!

 Você não acredita? Pois bem, hoje, ao invés de divulgar a receita aqui na coluna, te convido a visitar o meu canal do YouTube: Chef Alê Lembo. Lá eu vou te ensinar a preparar além do Bouef Borguignon Low Carb, receitas fundamentadas na gastronomia funcional, de forma prática, rápida e com ingredientes acessíveis. Tudo sem glúten, sem lactose e isento de açúcar refinado, mas com muito sabor. Venha se encantar com a alimentação saudável e se inspirar a adotar um estilo de vida com receitas funcionais, low carb e veganas deliciosamente surpreendentes!

 
Vídeos da Chef Alê Lembo no you tube disponíveis:

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Receita de Tartar de Avocado - Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

Certamente você se deparou com a opção de Steak Tartar em menus de vários restaurantes, afinal, ele se difundiu por aqui e conquistou o paladar dos brasileiros.  

 Também conhecido por tartare, a receita tem origem atribuída aos tártaros, povo nômade da Ásia Central que vivia sobre os lombos de seus cavalos e ali armazenava mantimentos e os comia. Há existem registros da crença de que a força dos tártaros, liderados por Átila, rei dos Hunos, vinha da ingestão de carne crua, o que ajudou a difundir o prato. Durante o processo de expansão do império Huno, o steak tartare chegou a França e ganhou novos elementos, transformando a receita no que ela é hoje, a base de carne bovina magra crua, muito bem temperada.

A ideia do tartar é tão atraente, que a carne e seus temperos deram espaço para inúmeras variações, incluindo legumes, peixes e frutas, todos crus, agradando assim aos mais diversos paladares. E não limite um tartar a um molde circular. Embora essa seja a apresentação mais comum, ele pode ser servido de outras formas, incluindo essa sugestão.

 A receita do tartar de avocado ou abacate é uma opção de aperitivo rica em gorduras boas, prática, leve, linda, deliciosa e surpreendente!

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 Ingredientes:

 2 avocados

Suco de 1 limão

Sal rosa da Himalaia, cúrcuma, pimenta do reino e páprica picante a gosto

3 colheres de sopa de azeite extravirgem

½ cebola roxa

1 tomate médio

Chips de batata doce

Chips de couve kale para finalizar

 Modo de preparo: Corte os avocados ou o abacate em cubos pequenos, coloque-os em um bowl e tempere com sal rosa, pimenta do reino, cúrcuma e páprica picante a gosto. Acrescente o azeite e o suco de limão. Pique o tomate em cubos e a cebola em pedaços bem pequenos. Reserve.

 Montagem: Coloque uma colher de avocado ou abacate (escorra o líquido antes) sobre os chips de batata doce, e por cima acrescente um pouco de cebola roxa.  Em seguida, coloque uma colher de café de tomate picado e salpique uma pitada de sal rosa do Himalaia.

Finalize a montagem colocando um pouco de chips de kale (que você encontra em lojas de produtos naturais) sobre os tomates.

 Você pode alterar a montagem servindo em um prato, moldando o avocado com a ajuda de um aro e servindo os chips de batata doce ao redor.

 Nessa mesma receita, sugiro o acréscimo de salmão ou atum crus, em cubos misturados ao avocado e tomate, para uma entrada irresistível.

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 Alê Lembo

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