Minimalismo - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Tendência atual, o Minimalismo vem ganhando cada vez mais adeptos. Mas o que significa minimalismo?

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Ele surgiu nas artes plásticas em meados do século XX após o ápice do Expressionismo abstrato, movimento que marcou a mudança do eixo artístico mundial da Europa para os Estados Unidos. Refere-se a uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos fazendo uso de poucos elementos fundamentais com base de expressão.

Os minimalistas reagem à arte cartesiana europeia, quebrando barreiras até então presentes entre pintura e escultura.

O estilo minimalista trata-se de “pouca” informação, sem excessos, representando o essencial e com preocupação com a funcionalidade. Podemos dizer literalmente que “Menos é mais”.

O design minimalista, surgido na década de 80 cria produtos baseados numa redução formal extremamente forte e no uso de cores neutras (ou mesmo ausência de cores).

Um artista que representa o movimento e que tive o privilégio de conhecer uma das suas obras mais famosas – Clound Gate, também conhecido como “The Bean”, em Chicago, é  Anish Kapoor. Indiano, nascido em Bombaim em 1954, mudou-se para Inglaterra em 1972 e começou a ganhar notoriedade a partir dos anos 80 quando foi considerado um dos escultores que vinham explorando novos estilos de arte. Suas obras conquistaram o mundo, sendo elas frequentemente simples, curvas, de uma só cor ou brilhantes e geralmente de grandes dimensões.

Desde então o minimalismo tem se tornado um estilo de vida e está presente também na arquitetura e design: projetos clean, com cores neutras, peças de mobiliário funcionais e com design arrojado.

Para finalizar faço uso das palavras de Leonardo da Vinci:

“ A simplicidade é a suprema sofisticação”.


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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

O propósito do Design - Coluna/Fotografia e Design por Mônica Fraga

O que é design pra você?

Design é a idealização e criação de um produto diferenciado, buscando soluções criativas, atendendo às necessidades dos clientes.

O propósito do design vai muito além da estética e funcionalidade. Ele deve ser algo que traga benefícios às pessoas com uma proposta inovadora.

A experiência do design traduz o seu significado!

Recentemente o arquiteto Ronald Rael e a designer Virginia San Fratello viram seu projeto sair do papel. Projetaram  em 2009 uma gangorra para criar uma interação entre os dois lados do muro da fronteira entre EUA e México. As estruturas foram instaladas entre Sunland Park, no estado americano de Novo Mexico e Ciudad Juárez, no Mexico. Pensaram no significado disso? Na interação cultural, e mais ainda, na “desconstrução” desse muro, dessa barreira política e social?!

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O design está presente em tudo!

Assisti um documentário sobre Cas Holman que faz design para brincar! Segundo Cas: “Quando desenho brinquedos quero que as crianças usem a imaginação em vez de seguirem instruções. Se eu der peças para crianças e mandar construírem um carro, haverá uma resposta certa e uma errada. Eles já sabem como é um carro. É uma ideia completa. Por outro lado, se eu der peças e disser: construa um jeito de ir à escola, aí sobra espaço para várias idéias. Meu trabalho como designer é oferecer ferramentas para eles imaginarem, explorarem idéias e inventarem coisas novas. Não crio as brincadeiras, crio as circunstâncias para a brincadeira.” Super recomendo! Na Netflix – Abstract. Imperdível!

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 Valorizem o design! Saiam do convencional! Experimentem coisas novas, novos caminhos, sabores, músicas, filmes e se permitam mudar de gostos e ter experiências incríveis!

Sejamos curiosos!

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Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

 

 

Vamos falar sobre sustentabilidade? Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

O assunto é sério e devemos incorporar essa responsabilidade nas nossas ações e escolhas.

A preocupação com o meio ambiente deve ser de todos, e se cada um fizer a sua parte o mundo agradece.

Onde você descarta o lixo? Você recicla, reutiliza e faz uso consciente dos recursos, como por exemplo, a água?

Tudo é hábito. Basta abraçar essa postura!

Na arquitetura e engenharia a preocupação com a sustentabilidade deve ser uma condição principal para iniciar um projeto. Deve-se considerar tanto o impacto ambiental, econômico e social que um determinado edifício tem ao ser construído.

Em Londres conheci um edifício da Bloomberg, projetado pela Foster +Partners. Um exemplo de projeto sustentável de arquitetura, o qual recebeu o selo BREEAM Outstanding de sustentabilidade, a pontuação mais alta que um grande escritório de arquitetura já recebeu, ainda na fase de projeto para um edifício deste tipo.

Sua impressionante fachada é definida a partir de um gridi estrutural de arenito, com uma série de brises em bronze responsável por sombrear as amplas aberturas do piso ao teto. Esses elementos de controle solar colaboram também com o sistema de ventilação natural do edifício.

Uma rampa tridimensional em ascensão contínua flui através de um átrio em meio ao edifício, revelando surpreendentes perspectivas a cada pavimento e permitindo que as pessoas mantenham breves conversas com seus colegas sem interromper o fluxo de pessoas.

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O forro de painéis de alumínio foi concebido para dar acabamento, dissipar a luz, incorporar os elementos do sistema de ventilação e controle acústico.

O edifício usa 70% menos água e 35% menos energia do que outro edifício do mesmo tipo.

O ponto alto do projeto foi a descoberta do sítio arqueológico do Templo Romano de Mithras descoberto no local durante a fundação do edifício. Um novo centro cultural e de pesquisa foi projetado para possibilitar aos visitantes uma experiência imersiva, trazendo seu passado histórico de volta à vida.

Visita imperdível quando estiver visitando a cidade!

 

Fonte:

https://openhouselondon.open-city.org.uk/listings/7014

https://www.archdaily.com.br

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Mônica Fraga

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Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

 

Exposição na National Portrait Gallery, sobre o trabalho da Cindy Sherman - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Cindy Sherman

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Tive o privilégio de ver uma exposição na National Portrait Gallery, em Londres, sobre o trabalho da Cindy Sherman, uma das fotógrafas mais respeitadas do final do século XX. Ela se auto fotografa para questionar uma variedade de questões. Através da fotografia, Sherman levantou questões desafiadoras e importantes sobre o papel e a representação das mulheres na sociedade, a mídia e a natureza da criação da arte.

Cindy Sherman estabeleceu sua reputação e uma marca inédita de auto-retrato com seu "Untitled Film Stills" (1977-80), uma série de 69 fotografias da artista encenando clichês femininos da cultura pop do século XX.

Para que uma fotografia seja considerada retrato, o artista deve ter a intenção de retratar uma pessoa específica e real. Sherman comunica cuidadosamente ao espectador que essas obras não devem representá-la como a pessoa. Ao intitular cada uma das fotografias "Sem título" e numerá-las, ela despersonaliza as imagens.

Confesso que até aquele momento não curtia o trabalho dela porque pensava somente no “belo”, e a beleza das fotos dela está no propósito, na mensagem através de cada imagem, ao provocar questionamentos...

Nos faz pensar no quanto o sentido da visão pode ser manipulado, o quanto vivemos na era da imagem e na influência que tudo isso tem sobre nós! Basta pensarmos na vida perfeita, até mesmo “fake” que vemos nas mídias sociais, e no uso abusivo dos filtros e do photoshop.

Como é difícil saber exatamente a veracidade das informações que circulam, não sei de quem é a frase, mas acredito muito nisso:

“Não nascemos para sermos perfeitos, mas para sermos reais!”

 

Fontes:

http://cindysherman.com/

https://www.artsy.net/

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Mônica Fraga

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Fernando Diniz, retratado no filme "Nise: o coração da Loucura" - Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

Descobri recentemente sobre o papel de uma mulher, a dra Nise da Silveira, psiquiatra, que chegando ao Centro Psiquiátrico Nacional Dom Pedro II, no Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, em 1944, foi contrária às formas de tratamento como o eletrochoque, a lobotomia e o coma insulínico.

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Ela permitiu que seus pacientes expressassem seus sentimentos através da arte, com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade. Disponibilizou materiais de pintura e modelagem e “construiu” um ateliê dentro do hospital. Os pacientes passavam momentos naquele espaço e aos poucos foram mostrando interesse e produzindo sua própria arte, e de lá saíram grandes artistas.

Nesse post falo do Fernando Diniz, como retratado no filme “Nise: O Coração da Loucura”, um paciente submetido ao eletrochoque e graças à coragem da dra Nise de ir contra ao sistema, teve a arte como libertação.

Estive essa semana na Galeria Estação, em São Paulo, onde tem uma exposição linda homenageando esse artista brasileiro, que tinha uma mente inquieta e um talento artístico maravilhoso!

Ao ver as obras dele fiquei pensando no poder da arte, de nos sensibilizar, de nos transformar, de canalizar a dor, as angústias e nos ajudar a exteriorizar.

A arte nutre de várias maneiras e talvez a mais importante seja a de fazer-nos expressar o que temos interiormente sem que tenhamos que dizer uma palavra.

A dra Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em Medicina no Brasil. Durante a Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros marxistas. A denúncia levou a sua prisão em 1936 por 18 meses, onde também se encontrava preso Graciliano Ramos, com o que ela tornou-se uma das personagens do seu livro Memórias do Cárcere. Ela fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Dom Pedro II, em 1946. Introduziu a Psicologia Junguiana no Brasil e fundou em 1952 o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição.

Que ela seja inspiração para nós, mulheres, para que façamos a diferença e tenhamos a coragem para defender e lutar pelo que acreditamos.

Conheça o trabalho do FERNANDO DINIZ! Seu acervo no Museu de Imagens do Inconsciente reúne mais de 28 mil trabalhos, entre telas, desenhos e esculturas, e é tombado pelo IPHAN. Sem contar os 45 mil desenhos que fez para a animação Estrela de oito pontos, ganhador de dois kikitos de ouro no Festival de Gramado.

 Visite a exposição na Galeria Estação. Vai até 11 de outubro de 2019.

 

“O pintor é feito um livro que não tem fim.”

Fernando Diniz

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Mônica Fraga

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