Várias celebridades lideram lista das contas com mais “seguidores fake” - Coluna Entretenimento por Milena Baracat

Não é nenhuma novidade que Instagram e Twitter estão cheios de contas fake (bots ou robôs), mas nunca se imaginou que um número tão grande de seguidores falsos fazia parte de contas de celebridades de alto escalão do esporte ao entretenimento.

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Um estudo realizado pela escola inglesa ICMP, e publicado pelo site Inquisitr, denunciou que quase metade dos seguidores de super celebridades são falsos.

O estudo britânico se baseou em várias listas de contas “mais seguidas” e “mais bem-sucedidas” da internet da música, esporte, atuação e TV. A partir daí, usaram as ferramentas “IG Audit” e “Sparktoro fake Twitter followers tool” para medir a porcentagem de seguidores reais de cada conta.

Os números são chocantes!

O primeiro da lista é o jogador de futebol alemão Toni Kroos, com 51% de robôs entre os followers, seguido por Ellen Degeneres, com 49% fake. Ainda no top 10 temos 3 brasileiros: Phillippe Coutinho em 5º lugar, com 48% fake; David Luiz em 7, com 46% e Neymar em 9º, com 46%.

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Confira a lista completa do ICMP:

https://www.icmp.ac.uk/fake-followers/

A grande questão sobre tudo isso é que muitas publicações feitas por celebridades são posts patrocinados que valem muito dinheiro (o famoso publipost). Seguidores falsos nas redes sociais podem ser usados para inflacionar os seus números e aumentar o valor da publicidade paga veiculada pela celebridade.

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Um bom exemplo é a família Kardashian. Juntas, tornaram-se poderosas na internet. Cada post patrocinado rende muito dinheiro às socialites ... cerca de um quarto da renda delas. É muita coisa! Um post na conta de Kim Kardashian foi avaliado em 500 mil dólares em 2017, já nas de Kourtney e Khloé, 250 mil.

Segundo o estudo do ICMP, aproximadamente metade dos seguidores das Kardashian nas redes sociais são falsos. A irmã mais velha do clã, Kourtney Kardashian, possui 46% de fake, Kim Kardashian, a mais famosa das irmãs e a que mais lucra com publicidade no seu Instagram, tem cerca de 44% de seguidores fake, enquanto Khloé tem 43%. Depois aparece Kris Jenner, a matriarca da família, com 42% de perfis falsos e Kylie Jenner e Kendall Jenner com, respetivamente, 33% e 34%.

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Ou seja, já está na hora das marcas pararem de se basear somente no número de seguidores ao pagar para um famoso e/ou influenciador digital para fazer propaganda em seu Instagram.

Através do IG Audit (igaudit.io) você pode verificar sempre a validade e a veracidade dos seguidores e ter a certeza de que aquele digital influencer e/ou famoso realmente tem uma presença digital essencial para o sucesso de sua marca. Independentemente do que estiver vendendo, eles são sim uma ótima maneira de atrair mais olhos para sua causa e construir uma base de consumidores fiéis, mas para isso devem ter, obviamente, um público real.

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Enquanto isso, no Brasil...

A ferramenta Sparktoro analisou uma amostra de 2.000 contas aleatórias que seguem os famosos brasileiros no Twitter, para saber quantos seguidores são fake.

Alguns fatores usados pela ferramenta para definir a porcentagem de perfis falsos foram: se a pessoa está inativa por mais de 120 dias, imagem de perfil padrão no Twitter, problemas de URL, tweet idioma, número de seguidores, problemas de localização, horários listados, porcentagem de compartilhamento, entre outros. E o resultado foi essa lista dos cinco famosos brasileiros mais seguidos por perfis falsos:



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5º -Marina Ruy Barbosa – 53% de seguidores falsos no Twitter

A atriz, bastante conectada, tem 2.066.876 de seguidores e, segundo a ferramenta, 1.095.444 deles são falsos, representando 53% do total que acompanha os tweets de Marina.

4º - Felipe Neto – 55,5% de seguidores falsos no Twitter

Acompanhado por 8.893.350 fãs, Felipe tem 4.935.809 seguidores falsos, apontando para 55,5% do total.

3º - Jair Bolsonaro – 56,6% de seguidores falsos no Twitter

Seguido por 4.238.575 seguidores, 56,6 % são de perfis fakes, ou 2.399.033 do total.

2º - Giovanna Ewbank – 57,3% de seguidores falsos no Twitter

A esposa de Bruno Gagliasso conta com 852,443 seguidores na rede social e 488.450 dos internautas que a seguem são falsos, ou 57,3% do total.

1º - Danilo Gentili – 59.6 % de seguidores falsos no Twitter

Ao todo, Danilo tem 17.317.177 seguidores e, segundo o levantamento, 10.321.037 deles são falsos.

(Fonte: ICMP / Inquisitr. / IG Audit / RD1- TERRA. Fotos Reprodução: Google)

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Milena Baracat

Coluna Entretenimento

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Atualmente presta assessoria ao Site Raquel Baracat.

 

Privacidade Hackeada - eles pegaram seus dados e depois assumiram o controle - Coluna Entretenimento por Milena Baracat

“Todas as suas interações, as transações do cartão, pesquisas da web, localizações, curtidas, enfim, todos os seus rastros digitais estão sendo extraídos para uma indústria de trilhões de dólares por ano”.

"A razão pela qual a Google e o Facebook são as empresas mais poderosas do mundo se deve aos DADOS terem superado o valor do petróleo. É o bem mais valioso da terra".

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Essas são algumas frases de impacto que você verá em “Privacidade Hackeada” (The Great Hack), novo documentário da Netflix sobre o escândalo envolvendo a empresa britânica de análise de informações, Cambridge Analytica, que teria usado dados de milhões de usuários do Facebook - sem o consentimento deles - para influenciar as eleições americanas de 2016 e os resultados do plebiscito sobre o Brexit.

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“A Cambridge Analytica não é uma empresa de ciência de dados, mas uma ‘máquina de propaganda’”.

(Christopher Wylie, consultor de dados canadense que trabalhou na Cambridge Analytica).

Essa citação resume bem o caso, que funcionou assim: o aplicativo thisisyourdigitallife (esta é a sua vida digital), tinha a proposta de um teste de personalidade com perfis do Facebook e, como muitos outros, solicitava autorização para acessar os dados dos usuários alegando ser uma “ferramenta de pesquisa para psicólogos”. Depois, aplicava um questionário com o propósito de gerar um perfil de personalidade. Dessa forma, o Facebook conseguiu dados dos usuários como gostos pessoais, hábitos, sentimentos...

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A Cambridge Analytica pegou esses dados do Facebook e os usou para fins diferentes dos declarados, como influenciar eleitores nos Estados Unidos na eleição de Trump e no plebiscito do Brexit.

A título de “estratégia política”, a empresa utilizou os perfis para manipular o público até mesmo com fake news e memes, intencionalmente para semear medo e ódio nas diversas redes sociais, até criar uma específica visão de mundo que determinou as escolhas políticas dos usuários.

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Segundo notícias divulgadas na época, o vazamento de dados atingiu cerca de 87 milhões de pessoas, incluindo 443 mil usuários no Brasil.



"A verdade é que não visamos igualmente todos os eleitores. A maior parte dos nossos recursos foram para visar aqueles que podiam mudar de ideia, os persuasíveis. Nós os bombardeamos com blogs, anúncios, artigos nos sites, vídeos, todas as formas que possa imaginar. Até que vissem o mundo como nós queríamos. Até que votassem no nosso candidato. Como um bumerangue, você envia os seus dados, eles são analisados e volta para você como uma mensagem direcionada para mudar seu comportamento.”

(Brittany Kaiser, ex-funcionária da Cambridge Analytica que virou “denunciante”).

Parabéns, você foi hackeado!

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A empresa fechou e o Facebook recebeu uma multa de 5 bilhões de dólares (18,7 bilhões de reais) por ter violado as regras de privacidade de seus usuários, mas ...

“O escândalo da Cambridge Analytica agora é o escândalo do Facebook? Digo, isso não é apenas sobre uma empresa. Esta tecnologia está acontecendo inalterada e continuará acontecendo. Em certo sentindo, eu sinto que por essa tecnologia andar tão rápido, por essas pessoas não entenderem e por haver muita preocupação sobre isso, sempre haverá uma Cambridge Analytica.

(Steve Bannon, que de acordo com "The Observer", dirigiu a Cambridge Analytica.)

Ou seja, essa é a guerra a que estamos expostos se não ficarmos atentos aos direitos de posse e uso dos nossos dados: a tecnologia usando táticas de comunicação como arma poderosa. Colocando as pessoas umas contra as outras, destruindo nações, modificando destinos e manipulando psicologicamente a sociedade.

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Os usuários fornecem um fluxo constante de fotos, likes e outros dados úteis para empresas como o Facebook e Google usarem isso para mapear relacionamentos, medir respostas emocionais e sim, direcionar anúncios, pois ao conseguir prever o comportamento dos usuários, se torna mais fácil manipulá-los.

E você? Leu os termos de privacidade quando usou aquele aplicativo que faz efeito na foto para mostrar como você vai ficar mais velho? Se resposta é não, assista ao trailer:

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 Fonte: O Globo / Netflix / Youtube. Fotos Reprodução: Google

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Milena Baracat

Coluna Entretenimento

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Atualmente presta assessoria ao Site Raquel Baracat.

Tem sorteio no Instagram do Site Raquel Baracat, confiram os 14 presentes!

No dia 02 de agosto vai acontecer um sorteio no Instagram @siteraquelbaracat e serão sorteados 14 presentes de anunciantes, parceiros e colunistas do site.

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Terra de influenciadores: como empresas usam o Instagram para faturar

Estudo mostra como pequenas empresas podem dialogar com seus públicos de nicho pelo Instagram, usando o poder crescente de influenciadores

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O Instagram possui mais de um bilhão de usuários ativos — e as marcas já perceberam que estar entre os posts inspiradores e stories de seus clientes pode ser uma boa oportunidade de negócio. Segundo uma pesquisa do instituto Ipsos Connect, feita com 300 administradores de contas de pequenas e médias empresas no Instagram, 65% dos entrevistados afirmam que o aplicativo ajuda a aumentar as vendas e 76% dizem que traz novos consumidores.

A plataforma é ideal para conversar com pequenas comunidades, como os clientes de uma empresa, e usar influencers é uma estratégia cada vez mais comum. Por mais que tenha menos usuários do que redes sociais como Facebook e YouTube, os usuários do Instagram são mais engajados — o que gera um terreno fértil para o marketing feito por influenciadores. As marcas conseguem aproveitar esse potencial para gerar conversão, engajamento ou alcance por fotos e vídeos em diversos formatos.

A análise é de um estudo da Socialbakers, plataforma de administração de mídias sociais com 2.500 clientes em 100 países. O mercado de influencer marketing deve alcançar 2,38 bilhões de dólares neste ano.

Influenciadores como estratégia de negócio

Em 2018, o número de influenciadores usando a hashtag #ad, que indica um post publicitário, cresceu 56%. O número de posts com essa hashtag teve uma alta similar, de 53%. Os críticos do marketing de influência afirmam que posts publicitários distanciam os usuários do criador de conteúdo, pela percepção de que se trata de uma propaganda. Mesmo assim, a Socialbakers afirma que posts com e sem o #ad apresentaram engajamentos similares — uma boa notícia para pequenas empresas que querem apostar nos influencers.

Além de pesquisar o histórico do influenciador e o quanto ele se conecta com os valores de sua pequena empresa, é preciso decidir qual o influencer certo para sua estratégia e orçamento. São três escolhas possíveis: os microinfluenciadores, com menos de 100 mil seguidores; os macroinfluenciadores, com mais de 100 mil e menos de um milhão de seguidores; e as celebridades, com mais de um milhão de seguidores.

Os microinfluenciadores são mais próximos de seu público, com maiores taxas de conversão e engajamento. A maioria se especializa em nichos e possui uma audiência mais qualificada nesse setor de cobertura. Suas ações de marketing também custam menos. Esse é o tipo mais comum de influencer na América Latina — representam 88% dos profissionais de influência no Instagram.

Já os macroinfluenciadores possuem uma audiência maior e mais ampla, gerando mais alcance. Eles possuem prestígio dentro de uma comunidade e estão mais acostumados a trabalhar com pequenas empresas. 

As celebridades operam de forma parecida, mas em uma potência tão mais elevada que podem construir marcas. O maior exemplo desse processo é a empreendedora e socialite Kylie Jenner, que ganha um milhão de dólares por post, segundo o serviço de automação para Instagram Hopper HQ, e se tornou a mais jovem bilionária por mérito próprio do mundo baseando-se principalmente em sua força na rede social.

Fonte: https://exame.abril.com.br/pme/terra-de-influenciadores-como-marcas-usam-o-instagram-para-faturar/amp/

Instagram anuncia três novidades, incluindo o fim do número de curtidas em fotos e vídeos

Segundo a empresa, mudança vem para promover a conexão através do conteúdo, e não dos números

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Depois de alguns rumores e testes vazados, o Instagram anunciou oficialmente nesta terça-feira, 30/04, três novidades em sua plataforma: um adesivo de doação no Stories, uma atualização na aparência de sua câmera, e a remoção da contagem de curtidas em fotos e vídeos do feed.

O adesivo de doação foi mencionado pela primeira vez no Facebook Communities Summit em fevereiro, mas só agora passa a estar disponível nos Estados Unidos. Com isso, os usuários poderão usar o novo adesivo para angariar fundos apenas para organizações sem fins lucrativos, como a Black Girls Code e a Malala Fund, apenas algumas das ONGs citadas como exemplos pelo Instagram.

O sticker pode ser acessado como qualquer outro que já estamos acostumados a utilizar, através do Stories e selecionando o ícone. Num exemplo prático, você poderá postar uma foto ou vídeo, e colocar um sticker de uma ONG para a qual deseja chamar a atenção dos seus seguidores e dar um suporte.

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Segundo o Instagram, 100% do dinheiro arrecadado via adesivos no Stories irá para as organizações sem fins lucrativos.

Outra novidade é o novo visual da câmera da plataforma, também dentro do Stories. O chamado Create Mode agora traz um espaço com mais ferramentas de edição e, consequentemente, mais alternativas na hora de compartilhar fotos e vídeos.

Por fim, o Instagram confirmou que a partir do próximo fim de semana, a plataforma começará um teste no qual removerá o número total de curtidas de fotos e vídeos no feed em todos os tipos de perfis.

O teste será feito primeiramente no Canadá. Segundo a empresa, a mudança tem como foco promover a conexão através do conteúdo, e não dos números: “Estamos testando isso porque queremos que seus seguidores se concentrem nas fotos e nos vídeos que você compartilha, e não em quantos likes eles têm”.

A empresa, porém, não informou quanto tempo o teste deve durar antes de ser lançado para o público geral.

fonte: https://www.b9.com.br/107373/instagram-anuncia-tres-novidades-incluindo-o-fim-do-numero-de-curtidas-em-fotos-e-videos/amp/