O inverno pede sopa! Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

O inverno chegou e com ele as noites mais frias. Nessa época do ano geralmente o nosso apetite aumenta proporcionalmente à preguiça de praticar atividades físicas né? Sem contar que as comidas mais apetitosas, e que ajudam esquentar o nosso corpo (fondue, sopas, massas, pizzas, lasanha, chocolate quente), por vezes são as mais calóricas!

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 Não se sinta culpado, afinal, é uma tendência natural buscar se aquecer e se alimentar bem. Porém, você pode optar por receitas mais saudáveis e com ingredientes benéficos ao seu organismo. Que tal uma sopa anti-inflamatória?

Mas, antes da receita, quero trazer um pouco da história da sopa. Você conhece?

 Ela se inicia bem antes do que podemos imaginar. Pesquisadores dizem que a sopa é o alimento mais antigo do mundo, surgindo mesmo antes do fogo. As primeiras eram frias, consistiam em carne e legumes triturados, misturados à água. Quando o homem descobriu o fogo e o processo de cozimento, as sopas foram ganhando espaço no cardápio da humanidade, tendo diferentes registros de receitas por todo mundo.

 Durante a Idade Média, as sopas, de fato, ganham notoriedade, não só nas abadias e mosteiros, como nas casas. Foi o momento em que a medicina reconheceu as suas virtudes terapêuticas e passou a prescrevê-la como remédio, sendo o caldo de galinha o mais indicado. Podemos dizer que essa crença permanece viva até os dias atuais, não é mesmo? Quem nunca recebeu um prato de caldo de galinha quando estava doente?

 Nas famílias mais humildes, ainda na idade média, a sopa era, de longe, o alimento complementar mais importante. O caldo era quase sempre temperado com cebolas e dentes de alho, e aromatizado com  diversas ervas. Quando possível, recebia um pedaço de carne, em geral de porco.

 Foi também, nessa época, que as sopas começaram a aparecer no repertório culinário da nobreza europeia, com caldos fartos em carnes e condimentados com muitas especiarias. Nas mãos dos mais célebres chefs franceses, as receitas se enriquecem e, no século 19, por toda a Europa, as sopas passam a abrir o menu dos jantares dos restaurantes mais renomados.

 É indiscutível que a sopa é um alimento que atravessou séculos e civilizações, mantendo-se nos nossos dias com uma enorme importância social e nutricional. E habitualmente ela traz uma diversidade de alimentos fundamentais ao funcionamento do nosso organismo, com elevado teor de vitaminas, minerais, antioxidantes, fibras e água. E pela presença de fibras somadas à temperatura a que geralmente é consumida, a sopa traz saciedade, com consequente regulação do apetite. Não resta a menor dúvida de que a sopa é, disparada, a melhor opção para as noites mais frias!

 Então vamos às receitas?! Sim, são três! A primeira é do caldo de legumes caseiro, que você deve criar o hábito de preparar em casa para substituir o industrializado! A segunda receita é da Sopa Creme de Abóbora anti-inflamatória, servida com sementes crocantes, a nossa terceira receita.

 Tenho certeza que as suas noites frias nunca mais serão as mesmas!

 

Caldo de Legumes:

 1 talo de salsão

1 cebola grande

1 cenoura grande

1 talo de alho poró

2 folhas de louro

3 cravos da índia em flor

3 litros de agua filtrada

 

Modo de preparo:

 Cortar a cebola, o salsão, a cenoura e o alho poro em pedaços médios, sem perfeição. Adicionar todos os ingredientes na panela, ligar o fogo baixo e cozinhar o caldo por aproximadamente 40 minutos. Desligar o fogo e se possível deixar descansar por no mínimo 30 minutos. Coar e guardar o caldo em potes de vidro ou congelado em forminhas de gelo. Ele dura três dias refrigerado e três meses congelado.

 

Sopa – Anti-inflamatória creme de Abóbora

 ½ abóbora japonesa descascada e cortada em cubos médios

2 colheres de sopa de azeite

1 dente de alho

1 cebola picada

6 xícaras de caldo de legumes caseiro ou água

1 colher de sobremesa de cúrcuma em pó

Pimenta do reino, páprica picante e sal rosa do Himalaia a gosto.

 

Em uma panela acrescente o azeite, o dente de alho inteiro e a cebola em cubos, seguido dos temperos. Doure levemente, adicione a abóbora e o caldo de legumes. Deixe cozinhar até a abóbora ficar macia. Retire do fogo e bata no liquidificador até virar um creme liso e homogêneo. Atenção! Se o seu aparelho tiver copo de plástico, espere a sopa esfriar antes de bater. Finalize com as sementes tostadas.

Sementes tostadas:

 1 xícara de sementes verdes de abóbora

1 colher de sopa de sementes de linhaça

1 colher de sopa de azeite

1 colher de café de alho em pó

1 colher de café de cebola em pó

Sal rosa da Himalaia e páprica picante a gosto. Misture tudo em um bowl, passe para uma assadeira e leve ao forno médio por aproximadamente 10 minutos (até tostar).

 

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Receita de omelete de grão de bico - Coluna Nutrição por Thalyta Morandi

Omelete” de grão de bico: 1 batata inglesa descascada, ½ cebola,  1 xícara de chá de farinha de grão de bico, água, azeite, sal, salsinha higienizada.

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Cozinhe a batata e a cebola até ficarem macias. Misture a farinha de grão de bico com água até formar uma massa, acrescente a cebola, a batata e a salsinha.

Coloque um fio de azeite em uma panela antiaderente, acrescente a massa e doure de ambos os lados. Pode consumir com uma salada de folhas.

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Thalyta Morandi Ridolfi de Carvalho

Coluna Nutrição

Nutricionista - CRN: 22.369  Mestre em Clínica Médica - FCM - UNICAMP 

thalyta@allnuttry.com.br Telefone: (19) 33876666 instagram: @nutricionistathalytamorandi




 

A origem romântica do Parmegiana - Coluna Gastronomia por Chef Alê Lembo

Nessa última quarta-feira, dia 12 de junho, comemoramos o dia dos namorados e o aproveitando o clima romântico escolhi homenagear um prato que é a paixão da grande maioria: o Parmegiana.

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Mas você sabe a origem desse prato amado por nove entre dez brasileiros? Engana-se quem pensa que o parmegiana tem como origem a região de Parma, ao norte da Itália, como o nome parece sugerir. Afinal a região é conhecida por suas iguarias repletas de molho de tomate e muito queijo, esse prato é a cara da culinária italiana, tão adorada nas mais diversas partes do mundo.

Confesso que são muitas as explicações para a origem do prato, e ninguém pode dizer ao certo qual das histórias é a verdadeira. Suposições indicam que tudo pode ter começado na Rússia no período da Revolução Socialista. Naquela época, o país passava por uma grande crise e os cidadãos sofriam com os reflexos da instabilidade política e econômica, e a fome predominava.  Algumas famílias que ainda tinham um pouco de carne e queijo guardados, uniam ambos os ingredientes para uma receita simples e saborosa.

Acredita-se fortemente ter sido esta prática o início da propagação de uma receita que até hoje faz muito sucesso entre todas as nacionalidades. Agora, em homenagem ao dia 12 de junho, vamos à versão romântica da origem do nome desse prato delicioso e tão adorado.

Conta-se que um italiano apaixonado, depois de uma briga feia com sua amada, resolveu pedir desculpas com um jantar romântico. Como ele não estava em condições de pagar por um bom restaurante, tomou a decisão de preparar o jantar.  A escolha do prato principal foi a famosa refeição russa.

Para surpreender por completo a sua amada, o homem resolveu estampar o feito no jornal da cidade: “una bistecca per mia Giana”! E assim teria sido batizado o Parmegiana, que nos restaurantes está sempre acompanhado de arroz branco e batata frita.

Mas, você já sabe que por aqui, todos os pratos ganham roupagem funcional, sem perder as características e o sabor, porque você merece ter prazer ao se alimentar bem e extrair o melhor dos alimentos para o seu organismo.

Hoje o Parmegiana é de frango, empanado em uma farinha funcional, assado e acompanhado de um arroz de couve flor anti-inflamatório.  E que tal preparar esse prato especial em apenas 20 minutos?

Novamente, ao invés de divulgar a receita aqui na coluna, te convido a visitar o meu canal do YouTube: Chef Alê Lembo (https://www.youtube.com/chefalelembo).  



Lá eu vou te ensinar a preparar além do Parmegiana Funcional, inúmeras receitas deliciosas e práticas, fundamentadas na Gastronomia Funcional. Tudo sem glúten, sem lactose e isento de açúcar refinado, mas com muito sabor. Venha se encantar com a alimentação saudável e se inspirar a adotar um estilo de vida com receitas funcionais, low carb e veganas deliciosamente surpreendentes!

Aproveita para se inscrever no canal e não se esqueça de ativar as notificações!

 https://www.youtube.com/chefalelembo

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Alê Lembo

Coluna Gastronomia

Alessandra Lembo Nogueira, a chef Alê, é cozinheira profissional e especialista em alta gastronomia pelo IGA Campinas, com curso de Cuisine pelo Le Cordon Bleu Paris. Trabalha como personal chef e é idealizadora e fundadora da marca Fit Me Saudável e Funcional, uma empresa especializada em produtos Fit, Low Carb e Veganos, sem glúten, sem lactose, livres de açúcar refinado e gordura trans.  Atua como chef consultora e com desenvolvimento de cardápios especializados e personalizados, ministra workshops em diversos locais da cidade de Campinas e regiã

 

 

 

 

 

 

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Receita de sopa Pistou - Coluna Nutrição por Thalyta Morandi

Sopa ao Pistou:1/2  xícara de feijão branco, 1 col de sopa de azeite extra virgem, 2 col de sopa de alho poró, 2 cenouras em fatias, 2 batatas em fatias, 1 abobrinha em cubos, 2 tomates sem pele em cubos, sal e pimenta a gosto, 1 maço de manjericão, 1 dente de alho.

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Deixe o  feijão de molho durante 8 horas, ao final descarte a água, cozinhe na panela de pressão com 2 e ½ xícaras de água, 1 fio de azeite e sal, por 7 minutos após pegar pressão em fogo baixo, desligue.

Reserve. Em uma panela aqueça o azeite, refogue alho-poró, acrescente batata, tomate, cenoura e um pouquinho de água, acrescente abobrinha e refogue até ficarem al dente, acrescente sal e desligue o fogo. No processador ou liquidificador, bata o manjericão, azeite, alho e sal. Junte em uma panela em fogo médio todos os ingredientes e deixe apurar. Pode servir com crountons.

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Thalyta Morandi Ridolfi de Carvalho

Coluna Nutrição

Nutricionista - CRN: 22.369  Mestre em Clínica Médica - FCM - UNICAMP 

thalyta@allnuttry.com.br Telefone: (19) 33876666 instagram: @nutricionistathalytamorandi

Receita de Clafoutis de Abobrinha com tomatinhos - Coluna Nutrição por Thalyta Morandi

Preparo:

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2 abobrinhas pequenas,200 g de queijo minas (frescal) em peça,1 ½ xícara (chá) de tomates-cereja (cerca de 200 g),4 ovos,1 xícara (chá) de leite,¾ de xícara (chá) de farinha de trigo,1 colher (chá) de azeite,1 ½ colher (chá) de sal,noz-moscada ralada na hora a gosto,pimenta-do-reino moída na hora a gosto,  1.Preaqueça forno a 180 ºC (temperatura média).

Escolha um refratário redondo de cerca de 30 cm de diâmetro. 2. Lave e seque os tomates-cereja e as abobrinhas.

Descarte as pontas e corte as abobrinhas em meias-luas. Com a ponta de uma faquinha para legumes, corte um X na base de cada tomate. Esprema delicadamente cada um para extrair o líquido e as sementes.3. Corte o queijo minas em cubinhos de cerca de 1 cm. Reserve. 4. Leve ao fogo médio uma frigideira, de preferência antiaderente, para aquecer.

Regue com ½ colher (chá) de azeite e acrescente metade das abobrinhas. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto e deixe dourar por cerca de 2 minutos de cada lado.

Transfira as abobrinhas douradas para um prato, regue a frigideira com o restante do azeite e repita com a outra metade. 5. Numa tigela, quebre um ovo de cada vez e transfira para outra tigela maior - se um estiver estragado você não perde toda a receita.

Acrescente a farinha aos poucos, misturando com o batedor de arame para não empelotar. Misture o leite e tempere com sal, pimenta-do-reino moída na hora e noz-moscada. 6.

Distribua os tomates-cereja, as fatias de abobrinha e os cubos de queijo no fundo do refratário. Cubra delicadamente com a mistura de ovos. Leve ao forno para assar até estufar e dourar, cerca de 30 minutos. 7. Retire do forno e sirva a seguir. O clafoutis fica ótimo servido com molho de azeitona verde e manjericão.

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 Thalyta Morandi Ridolfi de Carvalho

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