Crítica de cinema por Vicente Neto - Filmes: Se a rua Beale falasse e Todos já sabem

If Beale Street Could Talk (título em Português: “Se a Rua Beale Falasse”)

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Quando vi o trailer, até me interessei um pouco em assistir, mas não fiz muita questão. Depois que vi que a Regina King ganhou o Oscar de atriz coadjuvante pelo seu papel neste filme, me interessei mais.

Tish e Fonny são dois jovens apaixonados e cheios de esperança no futuro, vivendo no Harlem, em Nova Iorque, na década de 1970. Quando ele é preso injustamente devido a uma acusação de estupro, o casal vê o seu mundo ruir.

Algum tempo depois, ao descobrir que está grávida do primeiro filho de ambos, Tish toma uma decisão: encontrar um meio de provar o erro judicial que colocou o namorado atrás das grades para que ele possa assistir, em liberdade, ao nascimento da criança.

 Apesar de ter um enredo bastante interessante, o filme tem muitas cenas longas que, ao meu ver, parece querer ganhar tempo (para o filme ficar mais longo), e/ou querer dar um ar ‘poético’. Isso, cansou um pouco. Uma pena! E, na minha modesta opinião, Regina King não fez nada de mais, com sua personagem, a ponto de lhe valer um Oscar.

 Todos Lo Saben (título em Português: “Todos Já Sabem”)

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Não sou muito fã do trio de protagonistas desse filme, mas sei que em geral, os filmes deles costumam ser de boa qualidade. Então, acabei ficando muito curioso, ainda mais por ver Darín fora da Argentina. rs

 Morando na Argentina já há vários anos, Laura (Penélope Cruz) regressa com os filhos à sua pequena aldeia natal, na Espanha, para celebrar o casamento da irmã mais nova. Porém, o que se previa ser uma aprazível reunião familiar, se transforma numa tragédia quando a filha de Laura desaparece.

As revelações decorrentes deste terrível evento serão muitas e vão mudar as vidas de todos.

O enredo é até interessante, e as atuações muito boas, mas mais uma vez, um filme que poderia ter 90 minutos, por exemplo, mas tem mais de 2 horas. Então dá uma cansada... mas no geral, eu gostei.

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Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em DVD. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filmes: Alita: Battle Angel, The Upside e Vice

Alita: Battle Angel (título em Português: “Alita: Anjo de Combate”)

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Quando assisti ao trailer, fiquei muito a fim de assistir. É o tipo de filme blockbuster que me atrai. Muitos efeitos visuais, e ainda tinha Robert Rodriguez como diretor.

 Depois de uma guerra sem precedentes que abalou o progresso científico e quase extinguiu a raça humana, a lei do mais forte predomina sobre todas as outras.

Alita é uma jovem ciborgue que um dia é encontrada em pedaços pelo Dr. Dyson Ido (Christoph Waltz), um cientista que a leva para o seu laboratório e lhe dá um novo corpo.

Enquanto Alita aprende a lidar com a sua nova vida e caminhar pelas ruas traiçoeiras da Cidade de Ferro, Ido tenta protegê-la da sua misteriosa história, enquanto o seu novo amigo Hugo a ajuda a recuperar as suas memórias. Mas é quando as forças mortais e corruptas que controlam a cidade vêm atrás de Alita que ela descobre uma pista para o seu passado: ela tem capacidades únicas de combate que quem está no poder não consegue controlar.

 Pra quem gosta do gênero, é um ‘prato cheio’. Pra quem gosta de um bom filme de ação futurista, é imperdível. Vale a pena assistir no IMAX, se tiver esta possibilidade. Gostei!

 The Upside (título em Português: “Amigos Para Sempre”)

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Quando soube que este filme havia sido feito, um remake do francês “Intouchables” (“Intocáveis”), mesmo sendo protagonizado por Bryan Cranston, que sou fã, fiquei com pé atrás. E nem pretendia assistir no cinema. Iria aguardar passar na TV... mas por falta de opção, no dia e horário que queria ir ao cinema, acabei assistindo.

 Na sequência de um acidente que o deixou tetraplégico, Phillip Lacasse (Bryan Cranston), um milionário de meia-idade, resolve contratar alguém que o assista nas rotinas do dia-a-dia. É então que Yvonne (Nicole Kidman), a sua assistente, entrevista Dell Scott, um jovem negro recem saído da prisão, que precisa urgentemente de emprego. Dell é, aparentemente, totalmente inadequado à função. Mas Philip, estabelecendo com ele um vínculo imediato, resolve contratá-lo.

Com o passar dos dias, aqueles dois homens com vidas tão distintas vão encontrar pontos em comum que ninguém jamais imaginaria possíveis, fazendo nascer uma amizade que, apesar de improvável, se torna mais profunda a cada dia.

 O primeiro filme é muito bom. Logo, este não poderia ser diferente. Apesar de já conhecer a história, achei este muito divertido e um excelente entretenimento. Por não ser inédito, talvez não precise assistir nos cinemas, mas se acontecer de ir, não se arrependerá!

 Vice

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Mais um dos filmes na lista do Oscar que eu estava muito curioso em assistir. Mais pelas atuações dos personagens principais, do que pelo enredo, apesar de gostar bastante de assistir à filmes baseados em fatos reais (e, neste caso, uma biografia não autorizada).

 O filme conta a história da vida de Dick Cheney (Christian Bale) desde quando era um operário e recém expulso de Yale, até se aproximar do Partido Republicano e ver na política uma grande oportunidade de ascender de vida.

Ele se aproxima de Donald Rumsfeld (Steve Carell) e logo se torna seu assessor direto. Com a renúncia do ex-presidente Richard Nixon, os poucos republicanos que não estavam associados ao governo ganham imediata importância e, com isso, tanto Cheney quanto Rumsfeld retornam à esfera de poder do partido.

Décadas depois, com a decisão de George W. Bush (Sam Rockwell) em se lançar candidato à presidência, Cheney é cortejado para assumir o posto de vice-presidente. Ele aceita, mas com uma condição: que tenha amplos poderes dentro do governo, caso a chapa formada seja eleita.

 No mínimo o filme vale pela atuação excelente de Christian Bale! Mas o filme é muito interessante, apesar do tema política americana (mas nada que nós brasileiros, não tivéssemos acompanhado pelos jornais da época), e é legal saber como atuou o onipresente vice presidente americano de Bush filho.

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Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em DVD. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu. 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filmes: The mule (A Mula); The Favourite (A Favorita) e Cold Pursuit (Vingança a sangue frio)

The Mule (título em Português: “A Mula”)

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Não sou muito fã do Clint Eastwood como ator, mas como diretor, ele manda bem. Os filmes que eu vi com ele na direção, me agradaram bastante. Então, não pude deixar de assistir a mais este.

Earl Stone (Clint Eastwood), um horticultor de 90 anos, que se encontra falido e sozinho. Na sequência do processo de falência da sua empresa, um conhecido lhe propõe um trabalho de motorista. Parece uma tarefa fácil, mas sem que ele perceba, Earl se vê contratado por um cartel de droga mexicano. Graças à sua eficiência, aumentam a frequência de carregamentos e o coloca a serviço de um perigoso traficante.

O misterioso novo transportador atraiu as atenções do agente do DEA Colin Bates (Bradley Cooper), que é pressionado pelos seus superiores, a capturar a tal famosa ‘mula’.

O enredo é bem interessante, e li em alguns sites que se trata de uma história real. O elenco está muito bem, e o filme prende a nossa atenção. Vale assistir!

 The Favourite (título em Português: “A Favorita”)

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Confesso que pelo trailer, não me interessei tanto em assistir ao filme... mas depois, ao ler que teve 10 indicações ao Oscar, e o elenco era dos bons, acabei me animando!

 Inglaterra está em conflito com França (século XVIII). Anne, a rainha inglesa, é uma mulher doente e frágil que, apesar de se assumir como governante, deixa todas as decisões nas mãos de Sarah Churchill (Rachel Weisz), a duquesa de Marlborough, sua amiga e confidente. Quando Abgail (Emma Stone), uma aristocrata falida, chega ao palácio, torna-se próxima de Sarah, vendo aí, uma oportunidade de voltar às suas raízes aristocráticas.

À medida que os assuntos de estado começam a exigir cada vez mais tempo e esforço de Sarah, Abgail encontra aí a oportunidade que esperava para se aproximar da monarca e cair nas suas graças.

 Filme bem interessante, e até bem divertido. Não sei se merece o Oscar de ‘melhor filme’, mas garanto ser um bom divertimento (apesar de achar que poderia ter uns bons minutos a menos).

  Cold Pursuit (título em Português: “Vingança a Sangue Frio”)

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Quando assisti ao trailer, imaginei que seria MAIS UM filme de ação/vingança protagonizado por Liam Neeson. Mais um dos vários. E é...

Nels Coxman (Liam Neeson) é um homem tranquilo, que trabalha como limpador de neve na pequena cidade de Kehoe, e cuja vida sofre uma reviravolta quando o filho é morto por um poderoso traficante de drogas. Magoado, irá fazer de tudo para matar os culpados pela morte de seu filho.

Remake do norueguês “Kraftidioten” (de 2014), é realmente mais do mesmo. Pra quem gosta do estilo, eu sugiro aguardar passar na TV ou Netflix, pois apesar de ter boas cenas de ação, alguns diálogos, especialmente do elenco coadjuvante, são sofríveis.

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Vicente Neto

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Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em DVD. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu. 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filmes Green Book e Destroyer

Green Book (título em Português: “Green Book: O Guia”)

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Ao assistir ao trailer, confesso que não me animei muito para assistir ao filme, não. Depois que vi que tinha indicações ao Oscar (inclusive de melhor filme e melhores atores, principal e coadjuvante), e saber que é baseado em fatos reais, me animei mais.

 O filme se passa em 1962. Sem emprego por algumas semanas, desde o fechamento temporário da discoteca onde trabalhava como segurança, Tony Lip (Viggo Mortensen) está disposto a aceitar qualquer trabalho. Apareceu, então, a oportunidade do trabalho como motorista para o dr. Don Shirley (Mahershala Ali), um famoso pianista negro, durante a turnê de oito semanas que está prestes a fazer pelo sul do país.

O temperamento de cada um, muito diferente, vai transformar aquela viagem num verdadeiro desafio, para ambos.

 Confesso que o Viggo Mortensen nunca me convenceu muito, mas achei que ele está muitíssimo bem neste papel. E o filme é realmente muito bom! Recomendo fortemente assisti-lo!

 Destroyer (título em Português: “O Peso do Passado”)

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Pouco sabia do enredo deste filme. Pelo trailer, só via uma Nicole Kidman irreconhecível. E muito se falou sobre a atuação dela neste. A curiosidade ficou grande!

Erin Bell (Nicole Kidman) é uma jovem policial que foi infiltrada com seu parceiro, em uma gangue no deserto da Califórnia, sem bons resultados.

Quando o líder desse gangue reaparece muitos anos depois, Bell vai ter de enfrentar os demônios do seu passado, para finalmente acertar as contas.

Nada do que já se tenha visto de Nicole Kidman, chega perto deste seu papel. Ela está muito diferente e muito bem! O filme é bem interessante, um bom enredo, mas um pouco lento (e longo) demais, pra mim. Mas vale assistir, sem dúvida, especialmente pela atriz principal!

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 Vicente Neto

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Crítica de cinema por Vicente Neto - Filmes: Escape Room, Glass e Serenity

Escape Room

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Confesso que fiquei com pé atrás ao assistir ao trailer. Achei que seria uma cópia ruim da franquia ‘Saw’, que ao meu ver, é uma boa sequência de filmes de terror/suspense. Mas como vi boas críticas, fui conferir.

 Seis estranhos acabam sendo misteriosamente convidados para participar de um famoso “escape room”, um labirinto ou algumas salas, onde ficam trancados e precisam desvendar alguns enigmas para conseguir sair e ganhar um prêmio em dinheiro.

Quando percebem que os perigos são mais letais do que imaginavam, precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas, e tentar sair vivo dali.

 Para quem gosta do estilo (como mencionei acima, dos filmes ‘Saw’), vai gostar deste. Não é imperdível, mas vale ver.

 

Glass (título em Português: “Vidro”)

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Como fã dos filmes de M. Night Shyamalan, estava curioso para assistir a este filme, e ainda mais por ser a última parte da trilogia (dando sequência aos filmes “Unbreakable” e “Split”).

 Após a conclusão de ‘Split’, Kevin Crumb (James McAvoy), o homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn (Bruce Willis), o herói de ‘Unbreakable’. O jogo de gato e rato entre o “homem imortal” e “a Fera” é influenciado pela presença de Elijah Price (Samuel L. Jackson), o Sr. Vidro, que manipula seus encontros e guarda segredos sobre os dois.

 Apesar de não ter gostado tanto de “Unbreakable”, achei que o final da trilogia foi muito bom. Um desfecho inesperado e que me agradou (apesar de, no meio do filme, ter achado um pouco enrolado/demorado). Pra quem assistiu aos demais filmes, é imperdível!

  

Serenity (título em Português: “Calmaria”)

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O trailer e o elenco me deixaram bastante curioso a respeito do filme. Parecia ter boas pitadas de suspense.

 Baker Dill (Matthew McConaughey), comandante de um pequeno barco de pesca, leva uma vida tranquila numa ilha do Caribe. A sua vida é abalada quando sua ex-mulher (Anne Hathaway) aparece e pede ajuda para se livrar do atual marido, que afirma ser um homem perigoso e violento com ela e com o filho deles.

A partir desse momento, as memórias que durante anos Baker se esforçou por manter longe, retornam para o assombrar.

 Boa trama, boas atuações e um final realmente inesperado. Vale assistir!

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Vicente Neto

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