O que precisa saber sobre o Tesouro Direto - Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

O investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto é um dos mais democráticos do país. É possível aplicar a partir de 30 reais, os títulos têm garantia do governo e a rentabilidade de cada papel é a mesma independentemente do volume investido.

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Os custos também costumam ser baixos, e as rentabilidades são formidáveis, em se tratando de um investimento garantido pelo governo e com baixíssimo risco de calote.

Mas embora tenha se popularizado nos últimos anos, o Tesouro Direto suscita muitas dúvidas nos investidores, pois à primeira vista, não parece assim tão simples quanto sugere ser.

O que são títulos públicos

Os títulos públicos federais são emitidos pelo governo federal para se financiar. Quem compra um título desses, está emprestando dinheiro ao governo em troca de uma remuneração. Trata-se, portanto, de um investimento de renda fixa.

Os preços dos títulos públicos e sua remuneração baseiam-se na taxa básica de juros, a Selic. A taxa básica é, portanto, o custo do dinheiro para o governo brasileiro. 

Os títulos públicos podem ser classificados de três formas:

- pós-fixados a taxas flutuantes, que pagam a variação da taxa Selic até o vencimento;

- prefixados, que pagam uma taxa já conhecida no ato da compra do título (por exemplo, 10% ao ano, 8% ao ano, e assim por diante); e

- pós-fixados indexados à inflação, que pagam uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA (por exemplo, 5% ao ano + IPCA).

Os títulos atrelados à Selic são chamados de Tesouro Selic (LFT). O investidor só recebe sua remuneração, junto com a devolução do principal, na data de vencimento.

Já os prefixados e os títulos atrelados à inflação têm duas versões cada: uma que paga juros semestralmente, o chamado cupom de juros; e outra que só paga os juros no vencimento, junto com a devolução do principal.

No caso dos prefixados, o Tesouro Prefixado (LTN) não paga cupom semestral, enquanto que o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) paga juros a cada seis meses. Entre os atrelados à inflação, a versão sem cupom é o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal). Já a versão com cupom é o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B).

De uma forma geral, os títulos atrelados à Selic são vantajosos quando a perspectiva é de alta na taxa básica de juros. Também são interessantes como substitutos da caderneta de poupança, para investimentos que possam precisar ser resgatados a qualquer momento e para investidores que desejem se manter conservadores.

Já os prefixados e indexados à inflação são interessantes quando a perspectiva é de queda nos juros até a data de vencimento do papel.

O Tesouro Direto dispõe de um simulador que ajuda o investidor a escolher os títulos mais adequados ao seus objetivos financeiros e ao prazo disponível para aplicação.

O Tesouro Direto

A forma mais acessível para o investidor pessoa física investir em títulos públicos é pelo Tesouro Direto. Trata-se de uma plataforma on-line de negociação que o investidor pode operar por conta própria, fruto de uma parceria entre o Tesouro Nacional e a B3, antiga BM&FBovespa.

Como investir no Tesouro Direto

Para investir no Tesouro Direto, o investidor precisa abrir conta em uma corretora de valores, que servirá como intermediária na compra e venda de títulos. Os títulos do investidor ficam custodiados em seu nome na B3. Ou seja, seu patrimônio não se mistura ao da corretora.

Algumas corretoras são agentes integrados de custódia, o que significa que elas permitem compras e vendas de títulos dentro das suas próprias plataformas on-line. Nas corretoras que não contam com essa funcionalidade, o investidor deve acessar o sistema do Tesouro Direto para fazer movimentações.

Há também corretoras que permitem compras e vendas programadas de títulos. O investidor pode agendar as transações e reinvestir os cupons semestrais ou valores recebidos no vencimento dos títulos.

Com a opção do reinvestimento, sempre que o investidor recebe juros ou a devolução do principal, esses recursos são automaticamente aplicados em novos títulos.

Essas opções são interessantes para quem investe para o longo prazo ou deseja investir uma quantia todo mês, por exemplo.

O investimento mínimo no Tesouro Direto é de 1% do valor de um título, com limite mínimo de 30 reais. Não há limite máximo de patrimônio que um investidor pode manter em títulos públicos, mas o limite máximo de compras é de um milhão de reais por mês.

Mercado secundário de títulos públicos

O investimento via Tesouro Direto consiste em uma negociação no mercado primário, isto é, diretamente com o emissor do título – o governo federal. O investidor adquire os títulos diretamente do governo e, caso queira vendê-los antes do vencimento, o governo os recompra. Não há transação entre os investidores.

Mas é possível para a pessoa física investir no mercado secundário de títulos públicos, onde os investidores – geralmente instituições financeiras e fundos de investimento – negociam entre si.

As vantagens desse mercado são a oferta de uma variedade maior de títulos com vencimentos diferentes, o custo menor (o investimento pode sair de graça!) e, consequentemente, uma rentabilidade superior à do Tesouro Direto.

Entretanto, para participar o investidor precisa investir valores maiores, em geral a partir de 50 mil reais. Além disso, não é possível negociar Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

Para investir no mercado secundário de títulos públicos, o investidor também precisa abrir conta em uma corretora de valores. Mas em vez de seus títulos ficarem custodiados na bolsa, ficam custodiados no Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Os pedidos de compra e venda em geral também não são feitos on-line, mas pelo telefone, via mesa de operações.

Quanto custa

Todo investimento em títulos públicos está sujeito à cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos, conforme a tabela regressiva válida para as aplicações financeiras. Para aplicações de prazo inferior a 30 dias, há também a cobrança de IOF sobre a rentabilidade.

Quanto às taxas, o investimento no Tesouro Direto é sujeito a uma única taxa obrigatória, a taxa de custódia que remunera a guarda dos títulos na bolsa. Trata-se de uma cobrança de 0,3% ao ano sobre o patrimônio investido.

A maioria das corretoras cobra ainda uma taxa de administração, chamada de taxa de agente de custódia, de até 0,5% ao ano sobre o patrimônio investido.

No caso do investimento no mercado secundário, não há cobrança de taxa de custódia. É comum também que as corretoras isentem essa modalidade de taxa de administração. Nesses casos, o investimento sai a custo zero para o investidor. Há apenas a cobrança de impostos sobre os rendimentos.

Risco de crédito

Os títulos públicos são os investimentos de menor risco de crédito do país. Isso quer dizer que eles têm o menor risco de calote da nossa economia. Com garantia do governo federal, são mais seguros do que a poupança e os títulos emitidos por grandes bancos. Afinal, qualquer emissor de títulos privado do Brasil corre, além dos riscos do próprio negócio, o risco do governo brasileiro.

Risco de liquidez

O risco de liquidez também é bastante reduzido, pois há liquidez diária. Apesar de terem prazos longos, todos podem ser vendidos antes do vencimento. No Tesouro Direto, o investidor os revende para o governo; no mercado secundário, os vende para outro investidor.

As compras e vendas podem ser efetuadas nos dias úteis, das 9h30 às 18h, pelos preços e taxas do momento da transação. Das 18h às 5h dos dias úteis e em fins de semana e feriados, as transações ficam agendadas para o primeiro horário do primeiro dia útil subsequente, pelos preços e taxas do momento da abertura do mercado.

No Tesouro Direto, quando ocorre o vencimento de um título ou o pagamento de cupom de juros, os recursos ficam disponíveis na conta da corretora do investidor no mesmo dia, a partir das 13 horas. Já os recursos resultantes da venda antecipada de um título ficam disponíveis na instituição financeira a partir das 13h do dia seguinte ao da venda.

Risco operacional

Quanto ao risco operacional, muitos investidores se preocupam com a solidez da corretora pela qual farão as transações. Mas a corretora é apenas uma intermediária. No caso do Tesouro Direto, os títulos do investidor ficam custodiados na bolsa. Já no caso do mercado secundário, ficam custodiados no Selic, em uma conta apartada da conta da corretora.

Assim, se a corretora quebrar, basta que o investidor transfira sua custódia para outra instituição financeira. Seu patrimônio permanece intacto. A transferência de custódia, aliás, pode ser feita sempre que o investidor quiser mudar de corretora, sem custo algum.

Risco de mercado

Há o risco de mercado, que é o que mais costuma confundir o investidor. A rentabilidade dos títulos só é garantida para quem carrega o papel até o vencimento. Quando ocorre uma venda antecipada, o título é vendido a preço de mercado. E este depende da Selic atual e das perspectivas futuras para a taxa básica de juros.

Os preços dos títulos públicos, portanto, flutuam. Acontece que uns flutuam mais do que outros. O Tesouro Selic (LFT), neste sentido, é o título mais conservador, pois geralmente valoriza, já que seu preço flutua conforme a Selic. Assim, na venda antecipada, o rendimento do investidor tende a ser positivo, ainda que não seja exatamente igual à Selic do período.

Os títulos prefixados e atrelados à inflação, no entanto, podem flutuar para cima ou para baixo, dependendo da expectativa para a Selic. Perspectivas de alta para os juros tendem a desvalorizar esses papéis, enquanto que perspectivas de queda tendem a valorizá-los. Quanto maior o prazo do título, maiores costumam ser as oscilações de preço.

Portanto, na hora da venda antecipada, o investidor pode ter ganhos, mas também pode ter rendimento negativo, dependendo do cenário econômico e das perspectivas para a Selic. Nesses casos, é mais aconselhável ficar com o título até o vencimento, para garantir a rentabilidade contratada em qualquer circunstância.

Tem dúvidas? Nos contate!

 Abraços e boa semana!

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Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

 

 

Comece hoje seu planejamento financeiro - Coluna investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

1. Monte ou reveja seu orçamento:

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Se você ainda não tem sequer um orçamento e uma rotina de poupança, essa pode ser uma boa hora para começar. Só assim poderá se livrar das dívidas e se tornar um investidor.

O primeiro passo antes de renegociar dívidas em atraso ou começar a guardar dinheiro é colocar todas as suas receitas e despesas no papel.

Comece a planejar suas despesas e crie um espaço no orçamento para comportar as parcelas da dívida renegociada ou a poupança que será direcionada a investimentos.

Caso você já esteja na fase de começar a investir, este post ensina você a traçar seus objetivos financeiros e este outro mostra como calcular a poupança para cada um deles.

Mas, se você já tem o hábito de poupar e investir e ainda não olhou para a cara das suas planilhas este ano, está na hora de abrir aquele Excel enferrujado.

Revise suas despesas e receitas e monte seu orçamento para o ano; compare os seus gastos do ano passado com o orçamento que havia sido planejado; e revise seus objetivos de investimento.

O ideal é que a avaliação das finanças pessoais seja um hábito mensal, com uma avaliação mais ampla uma vez por ano.

Sugerimos separar um dia por mês para fazer um balanço do orçamento e dos investimentos e levantamos os três pontos mais importantes: verificar se foi possível executar o que foi planejado; verificar o andamento do pagamento das dívidas; e calcular o saldo o crescimento global da carteira de investimentos.

2. Reveja seus investimentos e adapte sua carteira à nova realidade

Se você já é um investidor, o ideal é revisar seus investimentos mensalmente, mas fazer balanços mais esparsos para rever objetivos e rebalancear a carteira. Por exemplo, uma vez a cada três ou seis meses ou, ainda, anualmente.  Neste ano, porém, há um aspecto diferente. A taxa básica de juros, a Selic, despencou no último ano, mudando para valer o cenário dos investimentos. O atual patamar, de 6,75%, é o menor juro da nossa história.

Isso significa que auferir altas rentabilidades na renda fixa conservadora, sem correr praticamente nenhum risco, tornou-se inviável. Por outro lado, investimentos mais arriscados tornaram-se viáveis e podem trazer ótimos retornos.

Ou seja, em 2018, mais do que em outros anos, rever a carteira de investimentos e adaptá-la ao novo momento econômico tornou-se crucial. Se você ainda não preparou a sua para a menor Selic da história, nós mostramos o que fazer neste post.

3. Separe os comprovantes e informes de rendimento para o Imposto de Renda 2018

Você já pode começar a se organizar para o Imposto de Renda 2018. O período para preencher e entregar a declaração de IR geralmente vai do primeiro dia útil de março até o último dia útil de abril, e quanto antes você entregar a declaração, mais cedo recebe sua restituição.

Neste ano de juros baixos, particularmente, vai valer muito a pena declarar cedo, pois a correção pela Selic, à qual a restituição fica sujeita, não será muito gorda. Mais interessante será pôr logo as mãos nesse dinheiro e investir em algo mais rentável.

Os informes de rendimento precisam ser enviados aos contribuintes até o final de fevereiro, mas é possível que pelo menos alguns deles já estejam disponíveis para você. Comece a reuni-los e aproveite também para juntar os recibos e notas fiscais das despesas que podem ser abatidas na declaração.

4. Faça uma faxina nos recibos e comprovantes antigos

Você não precisa guardar os comprovantes de pagamento, recibos, notas fiscais, declarações de IR e contratos para sempre. Em geral, esses documentos podem ser descartados depois de determinado prazo.

Ao reunir a documentação para o IR 2018, aproveite para fazer uma faxina nos comprovantes antigos e jogar fora aqueles que já tiverem passado do prazo de guarda.

Tem dúvidas? Nos contate!

 Abraços e boa semana!

 

 

A mudança na regra da Caderneta de Poupança e seus impactos - Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, no dia 18 de janeiro, uma mudança no cálculo da TBF, a Taxa Básica Financeira. Embora pouco conhecida do grande público, a TBF é utilizada no cálculo da Taxa Referencial (TR).

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A medida, portanto, suscitou dúvidas sobre se a nova metodologia afetaria a rentabilidade da caderneta de poupança e os contratos de financiamentos imobiliários, ambos atrelados à TR.

A rentabilidade da poupança é de 0,5% ao mês mais TR sempre que a taxa Selic é superior a 8,5% ao ano; e de 70% da Selic mais TR quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Já os financiamentos imobiliários costumam ter suas parcelas corrigidas pela TR.

Segundo nota do Banco Central, mesmo com a nova metodologia de cálculo, a TBF e, consequentemente, a TR serão mantidas nos mesmos níveis que já vinham sendo praticados.

De acordo com a Agência Estado, o chefe do Departamento de Estatística do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou, em entrevista coletiva à imprensa, que os valores obtidos para a TBF e a TR com o uso da nova metodologia têm correlação de 99% com os resultados obtidos pela metodologia anterior. Ou seja, ficaram praticamente inalterados.

Isso significa que a rentabilidade da caderneta de poupança e a correção monetária das prestações de financiamentos habitacionais não sofrerão qualquer mudança significativa.

Vale frisar que a alteração se deu apenas na metodologia de cálculo da TBF, e não no cálculo da TR. A fórmula para calcular a TR, que toma como base a TBF, você confere neste outro post, que explica também o que é a Taxa Referencial.

Por que a mudança no cálculo da TBF então?

A Resolução nº 4.624, que altera a metodologia de cálculo da TBF, estabelece que este passe a se basear nas taxas de juros dos títulos prefixados do Tesouro Nacional, deixando de seguir os juros dos certificados e recibos de depósitos bancários (CDBs e RDBs) prefixados. A alteração passa a vigorar a partir do dia 1º de fevereiro de 2017.

Segundo o Banco Central, nos últimos anos, a evolução do mercado financeiro e a estabilização da economia têm reforçado a tendência de redução de operações com CDBs e RDBs prefixados com os prazos estabelecidos na metodologia antiga.

A motivação para a mudança no cálculo da TBF foi mais uma questão estatística. Se a metodologia não fosse alterada, poderia haver, no futuro, uma redução na representatividade da TBF e da TR.

O novo cálculo elimina esse risco ao atrelar a TBF e, consequentemente, a TR, aos juros de um tipo de ativo com muito mais liquidez que os CDBs e RDBs prefixados: os títulos públicos prefixados negociados no mercado secundário e registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

A nova metodologia prevê que a TBF de um mês corresponda a 93% da média ponderada entre as taxas de juros médias das Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimentos imediatamente anterior e imediatamente posterior ao prazo de um mês. O rendimento da poupança não caiu, mas também não melhorou

A mudança no cálculo da TBF, portanto, não muda o fato de que a poupança continua pagando pouco. Afinal, a TR permanece mais ou menos a mesma, além disso, quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, como é o caso atualmente, a TR costuma ficar zerada. Nesses casos, a poupança só paga mesmo 70% da Selic.

Esta é uma remuneração inferior à de outras aplicações conservadoras. Se comparada a investimentos com um pouco mais de risco, é uma rentabilidade bem inferior.

Tem dúvidas? Nos contate!

 Abraços e boa semana!

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Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

Como não gastar todo o seu salário - Coluna investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

Olá tudo bem?

Recebe o salário e ...Sumiu! Aprenda a ser organizar e deixar sobrar um troco no final.

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                                        Como não gastar todo o seu salário

 

Começa mês e aquela mesma dúvida na cabeça de muita gente, “o que fazer para não gastar todo o meu salário”? Administrar o salário não costuma ser uma tarefa fácil, tanto para aqueles que ganham um salário-mínimo como para quem recebe um bom valor todo mês.  Imprevistos, despesas variáveis e gastos pequenos, mas frequentes e desnecessários, podem fazer qualquer um perder o salário de vista e, sem perceber, ficar sem dinheiro bem antes do que deveria.

É fundamental ter o controle do que se ganha e organizar o orçamento, especialmente em tempos de crise. Não gastar o salário inteiro antes do próximo recebimento é uma boa forma de pagar todas as contas, lidar com gastos variáveis (inclusive algum “luxo” que se deseja) e ainda poupar, ou mesmo investir, para atingir objetivos de médio e longo prazo. Veja a seguir algumas dicas valiosas de como não gastar todo o seu salário.

Controle o orçamento com aplicativos

 Ter o controle de tudo o que você ganha e tudo o que gasta é um bom começo para não gastar todo o seu dinheiro sem perceber.

Você pode até fazer anotações em um caderno, ou mesmo usar uma planilha, mas uma maneira prática e moderna de ter o orçamento bem controlado é usar aplicativos, que podem ser acessados de todo lugar e a qualquer hora, além de serem confiáveis e muito fáceis de usar.

O Mobills, usado por mais de 2 milhões de pessoas, oferece controle e gestão financeira de um jeito simples e completo. Lançamentos ilimitados de despesas e receitas, gráficos interativos, lembretes, possibilidade de criar metas e orçamentos, sonhos entre outras funcionalidades que vão ajudá-lo a deixar suas finanças no azul sem precisar quebrar a cabeça ou perder tempo.

Com um bom aplicativo, fica muito melhor acompanhar de perto o salário, as despesas e, inclusive, encontrar espaço para reduzir gastos e poupar ou investir.

Não faça nada por impulso

Pensar antes de agir é uma regra universal, e no caso das finanças ela é ainda mais importante. Tudo o que for feito com o dinheiro sem planejamento pode gerar sérios problemas em um futuro não muito distante, e agir por impulso é uma grande brecha para o endividamento.

Por isso, antes de cogitar fazer alguma compra, pense bem sobre aquilo que você quer comprar. Questione se você realmente precisa do item, se pode mesmo comprá-lo (sem sacrificar uma parte grande do salário) e se não é possível esperar mais pela compra.

Se as respostas a esses pontos indicarem que é melhor não ter esse gasto, faça isso e espere um outro momento para comprar.

Fique de olho em despesas fixas e variáveis

Não dá para fugir de algumas despesas como aluguel, prestações de carro, financiamentos, contas de água, luz, internet e outras parecidas. Esses itens são fixos, devem ser pagos todo mês e são necessários. Existem também gastos como passeios e compras, que não são constantes mas consomem parte do salário e, se não houver controle, podem comprometer todo o orçamento.

Para conseguir honrar as dívidas e ainda ter margem para despesas variáveis, é preciso acompanhar tudo de perto. Não acumular dívidas, pagando-as à vista ou o mais rápido possível, ajuda a economizar com juros.  Evitar gastos desnecessários e pesquisar muito antes de comprar também faz com que menos dinheiro saia da conta.

Lembre-se ainda que, se você não tiver controle, o cartão de crédito pode ser muito perigoso, e que usá-lo para pagamentos exige muita atenção. Procure não o deixar no limite por muito tempo e, principalmente, não parcelar a fatura se não for estritamente necessário.

Poupe e invista

Administrar o salário também envolve investimentos. Seja para ter uma reserva que será bem-vinda em emergências, seja para atingir metas como uma viagem ou a compra de um imóvel, reservar parte dos rendimentos é algo que todo assalariado deve fazer para sua segurança financeira.

Tente reservar ao menos 10% do salário para a poupança ou mesmo algum tipo de investimento, como títulos públicos ou fundos de investimento. Como os rendimentos poderão trazer boas possibilidades de uso do dinheiro, começar a investir não é apenas uma forma de ter mais controle, mas também de fazer mais dinheiro.

Fonte: Mobills

Tem dúvidas? Estamos sempre a disposição.

Abraços e até a próxima.

 

Ágora e Valuta Invest convidam para palestra sobre renda fixa e títulos públicos com a presença de Fábio Calderaro

Ágora e Valuta Invest convidam para palestra sobre renda fixa e títulos públicos com a presença de Fábio Calderaro, dia 09-10 no Mercure Campinas.

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Como escolher um CDB ? Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

O CDB - Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa emitido por bancos e instituições financeiras para captar recursos necessários para suas tarefas, como empréstimos e financiamentos.

Como nos outros investimentos de renda fixa (como LCALCILetra de Cambio e Tesouro Direto), no CDB você investe na instituição, ou seja,  é como se emprestasse seu dinheiro a ela e recebesse o dinheiro de volta acrescido de juros em troca ao final do período. Seu rendimento pode estar atrelado à taxa SELIC ou a um percentual da taxa CDI por exemplo.

O que você precisa saber é que esse é um investimento extremamente seguro, pois na renda fixa você não corre risco de perder o seu capital (o risco seria ter baixo rendimento) e ainda conta com o seguro do FGC (que garante suas aplicações até R$ 250.000,00/instituição), além disso, pode ter em instituições financeiras diferentes diversas opções desse título.

Escolher o melhor CDB não é tão simples quanto escolher um produto na prateleira do supermercado.

Como são várias opções de várias instituições diferentes o melhor Certificado de Depósito Bancário depende de cada investidor, pois cada um tem um perfil diferente assim como um objetivo e um plano de investimento.

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Portanto, para analisar a melhor opção é preciso levar em conta informações como:

  • Valor a ser investido;

 Prazo que pretende deixar o capital investido;

Você precisa separar em uma lista os títulos que mais se encaixam em suas necessidades e calcular a rentabilidade de cada um, verificando qual é a mais interessante para o prazo e valor escolhidos.

Para ter acesso a todas as melhores opções de renda fixa sem ficar restrito aos maiores bancos, é importante ter conta em uma boa corretora de investimentos.

Invista com segurança e sempre diversifique os seus investimentos.

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Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

 

Mulheres investem melhor do que os homens - Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

Num mundo em que cada vez mais as mulheres tem ocupado espaço que anteriormente eram extremamente machistas, destacam-se os investimentos. Trata-se de algumas características que somente elas são capazes de determinar o rumo.

As mulheres costumam montar seus planos financeiros pensando em metas de vida para si mesmas ou sua família, enquanto os homens pensam no desempenho isoladamente.

As investidoras tendem a colocar suas reservas em aplicações de longo prazo e evitam ficar mexendo. O mesmo não vale para os homens: eles negociam suas ações 45% mais do que as mulheres. Essas diferenças são tão nítidas que até existe um livro chamado “Warren Buffett Investe Como As Mulheres”, de LouAnn Lofton. Lembrando que Warren Buffett é considerado um dos investidores mais bem sucedidos do mundo.

Os homens têm maior propensão a investir todos seus recursos em ações, o que é uma estratégia arriscada; já as mulheres preferem diversificar seus investimentos.

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Por isso, chegou a hora de abandonar a síndrome de impostora e admitir que, sim, os mundos dos investimentos também pertencem a elas. “É hora de celebrar nossas habilidades e maximizá-las, nos comprometendo a nos envolvermos mais com nosso dinheiro”, concluiu Alexandra Taussig, vice-presidente sênior da área de investimentos para mulheres da Fidelity Investments, no relatório do estudo.Chega de ouvir piadinha de que mulher não sabe investir.

 Um estudo acaba de provar que as mulheres investem melhor do que os homens, mas não têm ideia disso. A descoberta é da empresa de investimentos americana Fidelity Investments.

O estudo – feito com 2.995 americanos, sendo 1.496 homens e 1.499 mulheres com 18 anos ou mais – concluiu que nós temos retornos 0,4% maiores do que investidores do sexo masculino. Apesar de parecer pouca coisa, de acordo com o relatório, isso pode ter um “impacto significante” ao longo do tempo.

Porém, a descoberta mais chocante está no quanto as entrevistadas se subestimaram – e como as mulheres, tem o costume de fazer isso. Apenas 9% das participantes acreditavam que as mulheres teriam um desempenho melhor do que os homens.

Além disso, investidoras do sexo feminino também guardam mais dinheiro. As participantes poupam 9% de seu salário anual, enquanto os homens, 8,6%. Segundo o estudo, se juntar essa pequena diferença ao fato de que mulheres conseguem melhores rendimentos, o impacto futuro é grande – e ele se torna ainda maior considerando jovens investidoras.

 Fonte: UOL

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Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103