Insuficiência renal em gatos - Coluna Vida de bicho por Isadora dos Reis Casline

A insuficiência renal em gatos é uma patologia muito comum, principalmente nos gatos mais idosos. Ela pode aparecer de duas formas, uma aguda, onde geralmente se tirarmos a causa base e o rim não tiver sido muito danificado, a função volta ao normal e a crônica, onde o animal realmente perde parte da função do rim sendo necessário acompanhamento médico rotineiro.

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Apesar de ser uma doença comum em gatos mais idosos, eu mesma já peguei alguns casos em animais bem mais jovens. Nesses casos , a doença aparece porque o animal já veio com um problema congênito no rim  ou infecções que podem se instalar no rim de um gato jovem, gerando uma insuficiência renal que pode evoluir rapidamente.

Os principais sintomas são emagrecimento progressivo, apatia , falta de apetite e pelo fato do rim não estar filtrando corretamente as toxinas do corpo do animal , é muito comum o vômito.

O diagnóstico é feito através de exames de sangue e nao há uma cura específica para a doença mas em muitos animais conseguimos fazer um controle, mantendo a qualidade de vida do animal. Muitas vezes é necessário a mudança de alimentação, administração de medicamentos que auxiliam o rim na sua função e soroterapia quando o animal se encontra desidratado.

Por isso, se perceber qualquer alteração de peso ou comportamento do seu gatinho, nunca demore para levá-lo ao veterinário.

Para maiores dúvidas entre em contato comigo através da minha fan page Na casa do bicho- Isa Casline Veterinária.

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Isadora dos Reis

Coluna Vida de Bicho

Formada em dezembro de 2001, pela Fundação de Ensino Octavio Bastos, em São João da Boa Vista. Especialização em clinica medica de pequenos animais e dermatologia veterinaria. Área de clinica médica e atendimentos personalizados em domicílio na zona norte  e central de São Paulo e também em Guarulhos.Contato: isacasline@gmail.com

 

 

Como prevenir e tratar as otites? Coluna Vida de Bicho por Isadora dos Reis Casline

As otites são caracterizadas por um processo inflamatório no conduto auditivo de cães e gatos, tendo maior incidência em cães. Podem ser agudas ou crônicas. E ainda externa( a mais comum), médias e internas( mais grave).

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Essa é a Uvinha, paciente alérgica crônica.

Muita gente me questiona se as otites podem ser causadas por banhos dados em pet shop ou mesmo em casa. Sabe-se que a umidade é sim um fator predisponente , portanto se as orelhas não forem protegidas durante o banho, existe uma chance grande de desenvolver o problema, mas esse não é o único fator predisponente. Além do que limpezas profundas com pinças e cotonetes , ou a retirada excessiva de pelos causam traumas ao epitélio que pode se inflamar e infeccionar.

Então, sempre antes do banho, o correto é proteger os ouvidos colocando algodão no interior deles, evitando assim que se molhem excessivamente( e não esquecer de tirar!) e também não utilizar cotonetes ou pinças na limpeza após o banho, que deve ser feita apenas com um algodão enrolado no dedo.

Fatores como doenças alérgicas, conformação anatômica do ouvido( citando por exemplo raças de orelhas pendulares como Cockers) , estenose do canal auricular e até o excesso de pelos podem contribuir para o aparecimento da otite, já que estes dois últimos impedem a passagem normal da cera para o exterior.

Nas otites além da inflamação, vemos o aparecimento de bactérias, causando também infecção, muitas vezes com secreções purulentas saindo dos ouvidos, fungos( que se proliferam com a umidade) ou ácaros( bem comum em gatos).

Os sintomas na maioria  dos casos são dor, prurido, e o mais comum é você perceber o chacoalhar constante das orelhas.

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O tratamento deve ser feito segundo cada caso, e geralmente os insucessos se devem ao fato da pessoas irem ao pet e comprar um medicamento sem saber exatamente que tipo de otite o animal tem. Em muitos casos, além do medicamento tópico, lança-se mão de antibióticos e anti inflamatórios orais, para ajudar a controlar os sintomas e principalmente em otites recorrentes.

Por isso sempre que perceber esses sintomas, não automedique seu animal, leve ao médico veterinário e siga exatamente a receita que ele lhe passar. Um tratamento bem feito de uma otite demanda tempo.

Qualquer dúvida , entre em contato comigo em Isa Casline Veterinária

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Formada em dezembro de 2001, pela Fundação de Ensino Octavio Bastos, em São João da Boa Vista. Especialização em clinica medica de pequenos animais e dermatologia veterinaria. Área de clinica médica e atendimentos personalizados em domicílio na zona norte  e central de São Paulo e também em Guarulhos.Contato: isacasline@gmail.com

Convivência entre crianças e animais - Coluna Vida de Bicho por Isadora dos Reis Casline

Desde novinha, sempre gostei de escrever. Escrevia em diários, agendas, cartas para as primas que eram enormes. E aí, me veio a idéia do blog, que juntaria a minha vontade de escrever com a propagação de informações que poderiam ser úteis às pessoas. E eu fico muito feliz que as pessoas estejam me dando idéias para artigos aqui do blog, ou porque tem dúvidas sobre o assunto, ou porque acham interessante.

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E hoje eu vou falar de um desses assuntos, que é a convivência entre animais e crianças. Essa pessoa me mostrou um texto que leu na net, onde um pediatra praticamente condenava a convivência intima entre crianças e bichos, enumerando regras a serem seguidas, como por exemplo evitar o livre acesso do animal pelos cômodos todos e deixando claro que o animal poderia transmitir raiva, toxoplasmose, entre outras doenças bacterianas e virais.

Vamos lá! Em primeiro lugar, a pessoa que vai adquirir um animal de estimação para uma criança deve ter os cuidados BÁSICOS, que são a vacinação e vermifugação, que serão explicadas e efetuadas corretamente pelo médico veterinário. Hoje em dia, a grande maioria dos animais ,criados dentro de casa com as pessoas tem vacinas e ainda lembrando que os municípios promovem vacinação antirabica gratuita. Então não é simplesmente convivendo com um cão ou gato que seu filho irá contrair raiva. Quanto a toxoplasmose eu fiz já um post sobre este assunto. Fala de mulheres grávidas, mas o contágio se dá da mesma forma para todos.

Quanto a reportagem dizer que o animal não possui a ” higiene necessária” para conviver com crianças, quero ressaltar de novo a importância de programas como o Cão Terapeuta, que leva animais a hospitais e asilos, com pessoas imunodeprimidas e debilitadas e que comprovadamente melhoram a qualidade de vida daqueles pacientes. Então, se é bom pra uma pessoa nessas condições, porque seria perigoso para a criança, sendo um animal sadio, vacinado e vermifugado e higienizado regularmente? O post completo sobre terapias assistidas por animais.

O que eu sempre ressalto, quando alguém vem tirar dúvidas sobre animais a serem adquiridos para crianças, além dos cuidados básicos já citados, é de que a criança, principalmente as mais novinhas, não sabem direito como segurar ou pegar um cão e gato,e isso pode gerar acidentes, machucando tanto a criança, quanto o animal, então sempre é bom supervisionar esse contato inicial, explicando como o animal deve ser cuidado e tratado.

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Plantas tóxicas aos animais - Coluna Vida de Bicho por Isadora dos Reis Casline

Muita gente me pergunta sobre as espécies de plantas que podem ser consideradas tóxicas tanto aos cães, como aos gatos. E muita gente também não sabe que existem plantas bem comuns que temos em casa que podem apresentar sérios riscos ao seu amigo.

O problema é bem comum, já que os animais mastigam as plantas , seja por disfunção digestiva ou até mesmo por tédio.

Quando a planta é inofensiva, observaremos apenas vômitos com restante de folhas mastigadas ou até pelos no caso de gatos, já que nesse caso o animal simplesmente mastigou a planta porque sentia algum desconforto abdominal.

Já no caso da planta que faz mal, os sintomas serão: salivação intensa, dor abdominal, tremores e até hemorragias, evoluindo para dificuldade respiratória e até óbito, dependendo da quantidade ingerida de folhas.

Já presenciei casos de gatos com mais idade que ingeriram plantas nocivas e chegaram a apresentar quadro de insuficiência renal aguda, levando depois ao óbito, por isso todo cuidado com a planta que irá se colocar no mesmo espaço que o animal.

A mais famosa das tóxicas e que muita gente tem em casa é a Comigo – ninguém – pode.  A ingestão de pequenas porções dessa planta já causa um estrago enorme, como cólicas abdominais, náuseas e vômitos e também diarréia sanguinolenta.

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Outra muito comum nas casas é a Azaleia. Ela causa alterações digestivas também e até alterações cardíacas.

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Muito bonita a Azaléia, desde que esteja longe do seu bichinho!

Na lista das perigosas também temos a Mamona, a Babosa , a Costela de Adão e a Hera, que são também facilmente encontradas como plantas de ornamentação em casa. Causam também salivação, vômitos, pruridos e até desordens neurológicas.

E temos também a que parece bem inofensiva mas não é. Nossa querida Samambaia! Ingerida pelos bichos , pode causar até perda aguda de sangue.

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Existem muitos outros tipo de plantas, principalmente as ornamentais que tem potencial extremamente tóxico, então quando quiser ter uma delas em casa , é sempre bom dar uma pesquisada antes.

A maioria das intoxicações por plantas em cães e gatos não tem mortalidade alta, desde que o tratamento seja precoce. Por isso, se você suspeitou de que seu amigo tenha mastigado alguma planta na sua casa e esteja intoxicado, nada de ficar dando leite, que é uma prática comum que as pessoas fazem, mas sim, corra pro seu veterinário!

Se gostou do post ou tenha alguma dúvida, entre em contato comigo aqui ou pela fan page Isa Casline Veterinária

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Perigos de uma casa para os peludos - Coluna Vida de bicho por Isadora dos Reis Casline

Nem sempre a nossa casa é um ambiente tão seguro assim para os bichos.

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Ontem ouvi uma história triste sobre envenenamento acidental e lembrei que poderia ser uma matéria útil aqui para o site. Vários podem ser os perigos, como por exemplo tomadas e fios. Filhotes adoram roer e explorar todo o ambiente e em muitos casos, ocorrem acidentes porque o animal resolveu morder fios e roer tomadas, muitas vezes tomando choques que podem ser gravíssimos. E não só cães, como gatos também podem roer fios. Então se você tem um filhotinho, cuide para que ele não tenha acesso a tomadas e fios.

Falando ainda da mania de roer e querer engolir tudo, temos ainda muitos casos de corpos estranhos , que são simplesmente objetos que o animal achou pela casa e engoliu, muitas vezes parando no intestino ou estômago, levando o animal a ser hospitalizado para a remoção cirúrgica desses objetos, que podem ser: linhas, palitos, bolinhas pequenas, pedaços de brinquedos e já vi um caso de um filhote de Boxer que engoliu parte de uma mangueira. Fique sempre atento!

Outra coisa muito importante: evitar uso de pesticidas e venenos para rato. Essa é provavelmente a maior causa de óbitos por acidentes em casa. Os cães e gatos podem sim ter acesso aquela isca que você montou com queijo para o rato e irão comer o veneno! Muitas vezes conseguimos evitar o pior, quando o dono logo percebe, mas outras vezes não, já que esses venenos são muito fortes. Isso também vale para venenos de barata e qualquer outro inseto. Sério, não tenha em casa isso.

Por último temos que ter cuidados com as plantas que colocamos em casa já que muitas delas podem ser extremamente tóxicas se ingeridas. Gatos, por exemplo, adoram ficar mordiscando folhinhas e florzinhas. Já fiz um post aqui no site sobre algumas plantas tóxicas que não devemos deixar próximas aos animais.

Dúvidas, entre na fan page: Na casa do bicho- Isa Casline Veterinária e deixe seu recado.

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A velhice do gato - Coluna Vida de Bicho por Isadora dos Reis Casline

Há quem ache um gato velho assim que ele chega aos 10 anos de idade, tendo como referência a idade canina. Para mim, amante dos gatos desde criança e com os quais convivo há muitos e muitos anos, digo que não é verdade.

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Verdade que já atendi gatos aos 10 anos de idade com  doenças mais sérias, mas digo que foi uma minoria. Um gato aos 10, hoje em dia, está com toda a sua vitalidade, em sua grande maioria. Eu mesma possuo aqui em casa um senhor que está para completar 19 anos. Claro que está mais magro, devido a perda de massa muscular e dorme muito mais, mas está bem, para essa idade.

As grandes marcas de ração mesmo, consideram sênior um gato a partir de 12 anos de idade. Mas o que posso fazer para que meu gato tenha assim tanta longevidade?

A atitude que eu considero mais importante é: restringir a saída do gato. Gatos que saem na rua tem sua expectativa de vida muito diminuída. Não sou eu quem digo, mas estudos sérios feitos que apontam que um gato que sai na rua tem riscos maiores de sofrer acidentes, serem maltratados e contrair inúmeras doenças. Então, se você preza a saúde e bem estar dele, coloque telas na sua casa, deixe- o protegido .

Outra coisa muito importante: Castração. Gatos machos não castrados irão atras de fêmeas, correndo todos os riscos que falei acima e fêmeas no cio também estarão sujeitas aos infortúnios, portanto, sempre castre. ” Ah, eu já castrei, não preciso restringir as saídas dele”. Precisa sim, porque mesmo que ele não brigue mais por fêmeas e nem vá muito longe de casa, ainda temos que pensar que existe muita maldade humana. Portanto a formula principal é : castração + evitar saídas pra rua.

Quando seu gato chegar a terceira idade, tenha cuidados com a alimentação, que precisará sofrer algumas alterações e esteja mais atento ao comportamento dele. Um gato idoso pode perder massa magra, mas estará comendo normalmente. Pode apresentar sinais como perda de audição, ter dificuldade em subir nos lugares, e dormir mais do que dormia antigamente, o que é perfeitamente normal. Lembrar também que eles não terão mais a mesma capacidade de se limpar, o que pode fazer com que você tenha que dar banhos em casa ou até mesmo levar em pet shop.

Qualquer alteração na urina e fezes deve ser considerada e ele deve ser levado ao veterinário. Assim como perda de apetite, porque como eu disse, eles comem normalmente mesmo com a idade mais avançada.

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Sarna Demodécica. O que é? Coluna Vida de Bicho por Isadora dos Reis Casline

Também conhecida como Demodicose ou pelos antigos como “sarna negra” é uma doença congênita de pele, ou seja, o cão nasce com ela, já que há uma hereditariedade ; se a mãe tem, os filhotes também terão. A doença é causada por um ácaro bem pequeno só visto com microscópio, e que em animais de imunidade mais baixa acaba por se multiplicar sem controle, causando a sarna.

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Por isso quando se deseja comprar um filhote é sempre indicado visitar o canil para avaliar condições de higiene do local e ver a mãe dos filhotinhos e outros animais presentes para que você se certifique de que não ha maus tratos daqueles animais. Muitos canis SABEM que suas fêmeas tem a sarna, portanto teriam que ser retiradas da reprodução e castradas, mas simplesmente omitem isso dos compradores.

Os sintomas começam a aparecer cedo nos filhotes , como descamação, perda de pelo, crostas e muitas vezes coceira já que em muitos casos há infecção bacteriana secundária. Foi chamada de sarna negra porque não sendo tratada a pele fica com um aspecto mais escurecido, podendo ter outras doenças concomitantes. Antigamente eu mesma atendia casos da sarna em que o proprietário ouvia dizer que teria que sacrificar o animal. Não gente, isso nunca foi necessário. É uma doença estética que causa muito desconforto aO animal, claro, mas hoje em dia temos opções ótimas de tratamento e mesmo alguns anos atrás já tínhamos, então se vocês ouvirem do vizinho ou parente que um animal que tenha sarna negra deve ser eutanasiado, simplesmente não se importem. Procurem o veterinário ao menor sinal de problema na pele do seu animal.

O diagnóstico é feito com raspados de pele, sendo bem simples e o tratamento consiste em comprimidos que irão suprimir o ácaro, assim como banhos terapêuticos e suplementos para melhorar a imunidade. Ela pode sim voltar, em episódios mais brandos  ou mesmo nem voltar, mas o tratamento consegue eliminar todo o problema.

Mais dúvidas entre em contato comigo também pela fan page: Na casa do bicho – Isa Casline Veterinária.

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