5 Happy Meeting Talks no Madame Fenerich! Um arraso!
5 Happy Meeting Talks no Madame Fenerich! Um arraso!
Falar de saúde emocional nos relacionamentos é falar sobre como nos vinculamos, como nos preservamos e como lidamos com nossas feridas dentro do amor. Em tempos de relações rápidas, intensas e muitas vezes descartáveis, manter a saúde emocional tornou-se um dos maiores desafios da vida afetiva.
Relacionamentos saudáveis não são aqueles sem conflitos, mas aqueles em que existe segurança emocional, respeito aos limites e responsabilidade afetiva.
O que é saúde emocional em um relacionamento?
Saúde emocional em um relacionamento é a capacidade de estar com o outro sem perder a si mesmo. É quando o vínculo promove crescimento, estabilidade emocional e sensação de pertencimento — e não medo constante, ansiedade ou autoabandono.
Um relacionamento emocionalmente saudável permite:
Expressar sentimentos sem medo de punição ou rejeição
Dizer “não” sem culpa excessiva
Ser quem se é, sem precisar usar máscaras
Resolver conflitos sem desqualificar o outro
Quando essas bases não existem, o amor pode até permanecer, mas o custo emocional se torna alto demais.
Quando o amor começa a adoecer
Muitas pessoas confundem amor com intensidade, dependência ou sofrimento. No entanto, relações que adoecem emocionalmente costumam apresentar sinais claros, como:
Ansiedade constante em relação ao comportamento do parceiro
Medo excessivo de perder ou ser abandonado
Necessidade de agradar para manter o vínculo
Silenciamento emocional para evitar conflitos
Sensação de estar sempre “em alerta”
Esses sinais não indicam falta de amor, mas falta de saúde emocional.
Dependência emocional não é amor profundo
Um dos maiores inimigos da saúde emocional nos relacionamentos é a dependência emocional. Ela se manifesta quando o outro se torna a principal — ou única — fonte de validação, segurança e identidade.
Nesse cenário, o vínculo deixa de ser escolha e passa a ser necessidade. O medo de perder o outro se sobrepõe ao cuidado consigo mesmo, gerando relações desequilibradas, controle excessivo e sofrimento silencioso.
Amar de forma saudável é poder dizer:
“Eu quero estar com você, mas continuo inteiro sem você.”
Limites: o alicerce invisível das relações saudáveis
Colocar limites não é rejeitar o outro — é proteger o vínculo. Relações sem limites claros tendem a gerar ressentimento, exaustão emocional e conflitos recorrentes.
Limites saudáveis:
Protegem a individualidade
Evitam sobrecarga emocional
Fortalecem o respeito mútuo
Quem não aprende a colocar limites geralmente adoece tentando ser aceito.
O corpo como sinalizador emocional
O corpo frequentemente percebe o que a mente tenta racionalizar. Sintomas como insônia, tensão constante, ansiedade, taquicardia ou cansaço emocional podem ser sinais de que algo na relação não está saudável.
A saúde emocional se manifesta também na sensação de calma, segurança e estabilidade interna ao estar com o outro.
Conflitos não destroem relações — a forma de lidar com eles, sim
Conflitos são naturais e inevitáveis. O que define a saúde emocional de um relacionamento não é a ausência de conflitos, mas a forma como eles são conduzidos.
Relações saudáveis permitem:
Escuta genuína
Responsabilização emocional
Resolução sem humilhação ou ataques pessoais
Brigas que visam vencer, punir ou desqualificar o outro enfraquecem o vínculo e minam a confiança emocional.
Amar com maturidade emocional
Maturidade emocional nos relacionamentos envolve compreender que o outro não está ali para curar feridas antigas, preencher vazios ou reparar dores do passado. O relacionamento não substitui o trabalho emocional individual.
Amar com saúde é compartilhar a caminhada, não transferir responsabilidades emocionais.
Saúde emocional nos relacionamentos não significa perfeição, mas consciência, autenticidade e cuidado mútuo. Relações saudáveis fortalecem, acolhem e promovem crescimento emocional.
Quando amar começa a exigir sacrifícios constantes da própria saúde emocional, é sinal de que algo precisa ser revisto.
Relacionamento saudável não exige que você se perca para que o outro fique.
Autora:
Elisa Maria Pereira
Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais
Especialista em Dinâmica emocional e relacional
@psicologa.elisapereira
Falar sobre o caso do cãozinho Orelha, que morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em Florianópolis, é doloroso.
E talvez esse seja exatamente o ponto: não deveria ser fácil falar sobre isso, porque não é um fato qualquer.
Eu também tenho cachorro. E só de imaginar o que ele sentiu, a dor atravessa. Não existe justificativa aceitável para transformar o sofrimento de um ser indefeso em entretenimento.
Rir de um animal que está morrendo não é “brincadeira”. É crueldade. E crueldade não pode ser relativizada por idade, por impulsividade ou por “imaturidade”. Não importa se foi um adolescente ou um adulto: a gravidade do ato é a mesma Orelha não era um cachorro abandonado
É importante esclarecer: Orelha não era um cachorro simplesmente “solto”.
Ele era cuidado diariamente pela comunidade. Era conhecido na região, alimentado, acompanhado e acolhido.
Turistas tiravam fotos com ele. Ele fazia parte daquele lugar. Mas mesmo que fosse um cão em situação de rua, isso não muda o essencial: ninguém tem o direito de tirar a vida de um ser vivo.
Os vídeos chocam e precisam gerar indignação Os vídeos relacionados às agressões são estarrecedores. Eles evidenciam algo que ultrapassa a falta de empatia: expõem um tipo de violência que não deve ser ignorada, minimizada ou esquecida. Quando alguém agride um animal, a sociedade costuma tratar como um “caso isolado”.
Porém, há um alerta importante: diversos estudos e relatos de especialistas mostram que muitos adultos violentos iniciaram comportamentos agressivos ainda na infância e adolescência, atacando animais.
Ou seja: não é apenas um ato. É um sinal. A pergunta que fica é profunda e inquietante: o que existe dentro de uma pessoa que sente prazer em ferir quem não pode se defender?
O silêncio também é violência Outro ponto preocupante é o que acontece depois: não apenas o ato em si, mas o modo como a sociedade tenta lidar com ele. Muitas vezes, quem denuncia é atacado.
Quem expõe a verdade é silenciado. Quem expressa indignação é julgado. Mas é justamente o oposto do que precisamos. Se esse caso não tivesse ganhado repercussão, é provável que ele teria sido “engolido” pelo cotidiano.
E então, com o tempo, seria só mais uma crueldade invisível. E o invisível se repete. Saúde mental não combina com crueldade romantizada Falar sobre saúde mental é essencial.
Sempre foi. Mas é preciso ter coragem para afirmar: há situações em que o discurso não pode ser romantizado.
Porque quando um ser é violentado por diversão, isso deixa de ser apenas “um desequilíbrio emocional”. Isso revela falta de humanidade, de consciência e de responsabilidade social. Saúde mental é cuidar, é empatia, é presença, é controle emocional. Crueldade é escolha.
Quando o medo vira consequência Depois que o caso vem à tona, surge outro cenário: medo, fuga, tentativas de apagar rastros e esconder o rosto. É impossível não observar o contraste: o mesmo medo e ansiedade que agora tomam conta de quem cometeu esse ato, são sentimentos que o Orelha viveu em seus últimos momentos, sem chance de escolha.
Orelha foi sacrificado: não havia reversão Infelizmente, Orelha precisou ser sacrificado. As feridas eram graves demais. Não havia reversão.
E é impossível falar disso sem compreender que não foram apenas feridas físicas: houve feridas emocionais, feridas no corpo e na mente — e o mais doloroso é saber que ele não merecia absolutamente nada disso. Para que isso não se repita O caso do Orelha precisa ser um marco, não apenas uma tragédia. Porque quando uma sociedade normaliza a violência contra animais, ela abre espaço para violências maiores.
A crueldade contra o indefeso é a porta de entrada da indiferença — e a indiferença adoece uma comunidade inteira. Orelha não tinha voz. Mas nós temos. Que a história dele não seja esquecida.
Que a justiça não seja seletiva. E que nunca mais alguém ache que pode tirar a vida de um ser “por diversão”.
Texto por Marlete Plauth Terapeuta integrativa Instagram @marleteplauth
Dica de livro: Manuelzao e Minguilin, Guimarães Rosa
Reunindo duas narrativas que apresentam instantes extremos dos caminhos da existência humana, Manuelzão e Miguilim configura-se em um edifício de alta densidade literária, construído com a engenhosidade ímpar de João Guimarães Rosa.
Em “Campo Geral”, os leitores experimentam o mundo pelos olhos do menino Miguilim que, em seu cotidiano vivido no seio de uma família sertaneja, consegue, graças à sua curiosidade e inocência, enxergar - e espalhar - beleza nos lugares e situações que vivencia.
Em “Uma estória de amor”, a prosa rosiana nos conduz às reflexões que brotam do coração sofrido do vaqueiro Manuelzão por ocasião da festa que marca a inauguração de uma capela que ele constrói em memória de sua mãe. Na cabeceira de sua vida, Manuelzão sente ter chegado o momento de apropriar-se de sua história.
Esta nova edição traz, ao ao fim do livro, um texto da escritora Henriqueta Lisboa, no qual ela empreende uma análise precisa e delicada sobre os escritos de Guimarães Rosa, mais especificamente sobre a novela “Campo Geral”. Ademais, a cronologia completa da obra Rosiana.
A foto de capa é do fotógrafo Araquém de Alcântara, produzida em 2014, na Fazenda Jaíba, localizada na cidade de Montes Claros, no estado de Minas Gerais.
Fonte: Amazon
Dica de filme: A incrível história de Henry Sugar
Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com