Esgotamento emocional: 7 sinais que não deveriam ser normalizados - Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Há um tipo de cansaço que não passa apenas com uma boa noite de sono.

Você descansa, tenta diminuir o ritmo, promete que vai se cuidar mais… mas continua acordando cansada, irritada, sem energia e com a sensação de que está sempre no limite.

Muitas pessoas vivem assim por tanto tempo que começam a acreditar que esse estado é normal.

Mas não deveria ser.

O esgotamento emocional pode surgir depois de períodos prolongados de sobrecarga, preocupações, conflitos, excesso de responsabilidades e da sensação constante de precisar dar conta de tudo.

E, muitas vezes, o corpo começa a sinalizar antes mesmo de a pessoa perceber o que está acontecendo emocionalmente.

Veja alguns sinais que merecem atenção.

1. Você acorda cansada mesmo depois de dormir

O corpo pode até descansar algumas horas, mas a mente permanece em estado de alerta.

Pensamentos acelerados, preocupações constantes e a dificuldade de realmente “desligar” fazem com que o descanso deixe de ser reparador.

Quando o cansaço se torna frequente, é importante olhar além da rotina e perguntar: o que está me consumindo emocionalmente?

2. Pequenas situações começam a causar irritação excessiva

Aquilo que antes você conseguiria administrar passa a parecer insuportável.

Barulhos, atrasos, cobranças, mensagens, tarefas simples ou até conversas comuns podem gerar irritação intensa.

Isso pode acontecer porque sua capacidade emocional já está sobrecarregada.

Não significa necessariamente que você “perdeu a paciência”. Talvez esteja tentando funcionar há muito tempo acima do seu limite.

3. Você sente vontade de se afastar de todo mundo

Quando existe esgotamento, até o contato com pessoas queridas pode parecer cansativo.

Você começa a evitar conversas, encontros e situações sociais porque sente que não tem mais energia para oferecer.

O isolamento pode parecer uma forma de proteção momentânea, mas, quando se torna frequente, merece atenção.

4. Você perdeu o prazer pelas coisas que antes gostava

Atividades que antes proporcionavam satisfação deixam de despertar interesse.

Você continua realizando suas responsabilidades, mas quase tudo passa a ser feito no automático.

A sensação pode ser parecida com:

“Eu faço porque preciso fazer.”

Quando a vida começa a se transformar apenas em uma sequência de obrigações, algo precisa ser revisto.

5. Seu corpo está sempre tenso

Dores musculares, tensão nos ombros, aperto no peito, dificuldade para respirar profundamente, dor de cabeça ou desconfortos frequentes podem aparecer em períodos de estresse intenso.

Corpo e emoção não funcionam separadamente.

Muitas vezes, o corpo expressa aquilo que estamos tentando suportar silenciosamente.

Por isso, não basta perguntar apenas “o que estou pensando?”, mas também:

Como meu corpo está vivendo tudo isso?

6. Você sente que precisa continuar mesmo estando no limite

Esse talvez seja um dos sinais mais perigosos de normalizar.

A pessoa percebe que está cansada, mas pensa:

“Só mais essa semana.”

“Depois eu descanso.”

“Agora não posso parar.”

“Todo mundo depende de mim.”

O problema é que esse “depois” muitas vezes nunca chega.

E continuar ignorando os próprios limites pode aumentar ainda mais a sobrecarga emocional.

7. Você sente culpa quando tenta se priorizar

Descansar gera culpa.

Dizer “não” gera culpa.

Colocar limites gera culpa.

Escolher você mesma parece egoísmo.

Esse padrão aparece com frequência em pessoas que aprenderam a acreditar que precisam estar disponíveis, cuidar, resolver e sustentar tudo ao redor.

Mas cuidado emocional também envolve reconhecer limites.

Você não precisa chegar ao colapso para considerar que precisa de ajuda.

Não espere chegar ao limite para cuidar de você

O esgotamento emocional não acontece de um dia para o outro.

Ele costuma ser construído aos poucos.

Uma responsabilidade a mais.

Um limite ignorado.

Uma necessidade silenciada.

Um “sim” quando você gostaria de dizer “não”.

Um descanso adiado.

Uma emoção reprimida.

Até que o corpo e a mente começam a mostrar que algo precisa mudar.

Perceber os sinais é importante, mas somente perceber nem sempre é suficiente.

É necessário compreender quais padrões estão mantendo você nesse funcionamento e começar a construir novas formas de lidar com suas emoções, seus limites e suas escolhas.

No meu trabalho terapêutico corpo-emocional, gosto de pensar nesse processo como uma árvore.

Muitas vezes, tentamos mudar apenas aquilo que aparece na copa: ansiedade, irritação, cansaço, conflitos.

Mas uma transformação mais profunda também precisa olhar para a raiz: histórias, crenças, padrões emocionais e formas de funcionamento que foram sendo construídas ao longo da vida.

Cuidar da saúde emocional não significa esperar chegar ao limite.

Significa reconhecer que você também precisa fazer parte da lista de pessoas que recebe o seu cuidado.

Se você se identificou com vários desses sinais, talvez seja o momento de olhar com mais atenção para aquilo que você vem carregando sozinha.

Buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender esses padrões e encontrar caminhos mais saudáveis para lidar com suas emoções, relacionamentos e limites.

Elisa Pereira
Psicóloga Clínica
CRP 06/45961-4
Atendimentos presenciais e on-line 

contato: 19981281661

instagram: @psi.elisape



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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Mulherzinhas, Louisa May Alcott e Filme: O quarto ao lado, Netflix

Dica de filme: Mulherzinhas, Louisa May Alcott.

Há pouco mais de 150 anos, a escritora Louisa May Alcott recebeu a tarefa de escrever um relato voltado para jovens leitoras. Não precisou ir muito longe em busca de inspiração: sua família e esse mundo próprio da Nova Inglaterra em tempos de Guerra de Secessão lhe serviram. Nem de longe ela imaginava o impacto que esse livro, Little Women, seu título original, acabaria causando. Traduções para mais de cinquenta idiomas, vários filmes, quase uma dúzia de adaptações para televisão, peças de teatro e musicais da Broadway, uma ópera, muitos trabalhos acadêmicos e um número incontável de reimpressões em todos os formatos possíveis. E a conta só aumenta. As edições comemorativas se multiplicaram por todo o mundo para celebrar esse aniversário significativo. Há pouco tempo, a prestigiosa BBC estreou uma nova minissérie e está prestes a chegar às telas outra grande versão cinematográfica protagonizada por Meryl Streep, Emma Watson e Laura Dern.

Fonte: Amazon

Dica de filme: O quarto ao lado

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Grupo de dança da Casa da Criança Paralítica participa do espetáculo "Frozen: Uma Aventura em Arendelle"

Apresentação do Dança sem Fronteiras será no dia 26 de novembro, no Teatro Castro Mendes, em Campinas; ensaios ocorrem às segundas e terças-feiras, na sede da instituição, que atende há 72 anos crianças, adolescentes e jovens com deficiência física

A dança é uma atividade de terapia e inclusão oferecida pela Casa da Criança Paralítica (CCP), de Campinas. Criado pela instituição, o grupo Dança Sem Fronteiras reúne atualmente 14 crianças, adolescentes e jovens de 8 a 36 anos com e sem deficiência física – entre pacientes, ex-pacientes e voluntários. Os integrantes do grupo estarão no palco do Teatro Castro Mendes, em Campinas, no dia 26 de novembro, a partir das 20 horas, para participar do espetáculo Frozen: Uma Aventura em Arendelle, criado pelo Conservatório Campinas e inspirado na história de um filme de 2013 da Disney.

A coreografia do Dança Sem Fronteiras, que utiliza uma música instrumental de Vivaldi, é baseada na nevasca que ocorre durante o enredo do espetáculo. Os ensaios ocorrem na sede da CCP, às segundas e terças-feiras, no período da tarde. O próximo, no dia 21 de setembro, das 15h30 às 16h30, coincidirá com o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. A data oficializada por meio da lei nº 11.133, de 14 de julho de 2005, objetiva fortalecer os direitos das pessoas com deficiência e promover o respeito e a inclusão.

Para Leticia Franciele da Silva Torres, pedagoga responsável pelo grupo Dança Sem Fronteiras, as apresentações externas à instituição representam uma oportunidade de convivência e pertencimento para os integrantes. “O projeto tem como objetivo terapêutico trabalhar a memória, a concentração, a autoestima, os relacionamentos e a percepção musical e corporal. A presença de pessoas sem deficiência física no grupo contribuiu para ampliar a experiência de inclusão. No início, algumas participantes tinham o receio de que as pessoas sem deficiência pudessem se destacar mais na dança. Com o tempo, essa convivência ajudou na mudança do olhar, percebendo que cada pessoa pode encontrar sua própria forma de dançar. O que motiva os participantes é o sentimento de pertencimento, pois a deficiência física não é impedimento para a dança, é possível dançar apenas com o olhar”, acrescenta Letícia.

A CCP atende crianças e adolescentes com vários tipos de deficiência física, entre elas a paralisia cerebral, que traz dificuldades de força, equilíbrio e compromete a coordenação motora, com impactos em diferentes partes do corpo. Uma das integrantes do grupo de dança desde o início de sua criação é Fernanda Natália de Lima, de 36 anos, que tem paralisia cerebral e utiliza uma cadeira de rodas motorizada para locomoção. Ela chegou à CCP com 3 anos e permanece na Casa até hoje. Vanessa da Silveira Bonvechio, psicóloga da instituição e do grupo de dança, ressalta a essência do trabalho desenvolvido: “Como mencionou o dançarino Carlinhos de Jesus, em uma conversa conosco que nos marcou muito: a dança começa no coração.”

 

Sobre a Casa da Criança Paralítica

Fundada em Campinas (SP) em 17 de janeiro de 1954, a Casa da Criança Paralítica (CCP) oferece atendimento especializado gratuito a crianças, adolescentes e jovens com deficiência física nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, médica, odontologia, psicologia, nutrição, serviço social, pedagogia e informática, além de orientação às famílias que enfrentam situações de vulnerabilidade social. Ao longo dos 72 anos de atividades, já atendeu cerca de 20 mil pessoas.

Desde 2018, a Casa realiza adaptações e manutenção de cadeiras de rodas na Oficina Locomover, que, com a ampliação finalizada em agosto do ano passado, passou a ser uma oficina ortopédica completa, com confecção de órteses e próteses, possibilitando melhor qualidade de vida e inclusão às pessoas com deficiência física do município. Mais de 500 pessoas passam pela Oficina por ano. A Oficina foi uma das cinco iniciativas vencedoras da 13ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, realizado este ano, na categoria Novas Tecnologias Sociais. O prêmio reconheceu em 29 de maio último a Oficina como uma solução com maior potencial de transformação social e reaplicação em diferentes territórios.

A CCP também foi uma das 100 organizações não governamentais do País a receber o Prêmio Melhores ONGs 2025. Essa foi a segunda vez que a instituição conquistou esse importante prêmio — a primeira foi em 2022. Em 2025, a instituição se destacou por ser a única Organização da Sociedade Civil (OSC) de Campinas a receber a honraria, que reconhece, anualmente, entidades de excelência em gestão, governança, sustentabilidade financeira e transparência.




Informações à Imprensa:

Ana Carolina Silveira e Ana Heloísa Ferrero

Carol Silveira Assessoria de Comunicação

(19) 99791 8261 / (19) 99794 4050

Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, propõe debate sobre a intuição

Painel reúne cientistas e lideranças religiosas no ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF



O Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, que há 26 anos promove o diálogo entre Ciência e Espiritualidade, realizará no próximo dia 14 de outubro, às 19 horas, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica (ParlaMundi da LBV), em Brasília/DF, o painel “Intuição: um diálogo entre Espiritualidade e Ciência”.



O evento propõe uma reflexão interdisciplinar sobre a intuição como dimensão da experiência humana, reunindo diferentes perspectivas para discutir como esse fenômeno pode ser compreendido. O debate abordará aspectos cognitivos, culturais, éticos e espirituais relacionados ao tema, bem como suas possíveis implicações para a pesquisa científica, a prática clínica, a vivência religiosa e a construção de uma Cultura de Paz.



Participam do painel cinco palestrantes de reconhecida atuação em diferentes áreas do conhecimento e tradições religiosas. Carlos Eduardo Tosta, imunologista e professor-emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), abordará o tema “Intuição: voz do cérebro ou voz da alma?”. Maurício Neubern, professor do Departamento de Psicologia Clínica da UnB, apresentará a palestra “Ciência, intuição e espiritualidade: do controle ao diálogo”. Rosylane Nascimento Rocha, segunda vice-presidente e coordenadora da Comissão Saúde e Espiritualidade do Conselho Federal de Medicina (CFM), discutirá a “Intuição sob a perspectiva científica e na prática clínica”; Sri Gopinatha Das, presidente da Associação Hare Krishna do Distrito Federal, vinculada à Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON), tratará da “Meditação como caminho para a intuição”. Já Rosiel dos Santos, chanceler da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, apresentará o tema “A intuição é a Inteligência de Deus em nós”, tese defendida pelo jornalista e escritor Paiva Netto (1941-2025), criador do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV.



O evento será realizado presencialmente, com transmissão on-line. Os participantes inscritos em qualquer uma das modalidades receberão certificado de participação com carga horária. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: www.forumespiritoeciencia.org.



Sobre o Fórum

O Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, foi criado pelo jornalista, radialista e escritor José de Paiva Netto (1941-2025), no ano 2000. Sua primeira sessão plenária foi realizada no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV. Desde então, o Fórum consolidou-se como um espaço fraterno de diálogo e cooperação entre os campos científico e religioso, promovendo a integração de saberes e práticas em favor do desenvolvimento de uma Cultura de Paz.



Sobre essa iniciativa, afirmou Paiva Netto: “Ao lançar a proposta de abertura de uma tribuna democrático-ecumênica no ParlaMundi, quis estabelecer um espaço para o colóquio solidário e profícuo. E assim fomentar o diálogo sobre assuntos fundamentais para o entendimento de nossa existência aqui, neste pequenino planeta, como também do nosso estágio na hierarquia do Cosmos, utilizando, para esse fim, a conciliação do conhecimento humano com o espiritual nos diversos campos do saber”.



Acompanhe as atividades do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, pelo canal YouTube: https://www.youtube.com/@forumespiritoeciencia.



Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Runner (título no Brasil: “Três Horas Para Viver”)

Runner (título no Brasil: “Três Horas Para Viver”)

Pela falta de melhores estreias para vez nesta semana, estava curioso para vez este, apenas pela presença de Rodrigo Santoro no elenco. Os poucos trechos que eu havia visto nas redes sociais, ele parecia muito bem no papel.

Hank Malone é um ex-militar que agora trabalha como entregador. Um dia recebe uma incumbência de máxima importância: transportar um fígado destinado a uma menina de sete anos que precisa de um transplante urgente.

Mas o que deveria ser uma entrega rápida se transforma numa perseguição quando um grupo de mafiosos decide segui-los para se apoderar do órgão. Acompanhado por Ben Bishop (Owen Wilson), o homem responsável pelo transporte médico, Hank tem exatamente três horas para cumprir a missão. Debaixo de tiros, explosões e atropelamentos, tem de encontrar um modo de escapar às investidas dos criminosos e entregar a encomenda a tempo de salvar a criança.

Pra quem gosta do estilo “tiro, porrada e bomba”, o filme não decepciona. É um pouco previsível, mas até não feio, não. Santoro realmente está muito bem no papel. Só achei estranho ele falar Português em alguns momentos, sendo que ele é de uma família colombiana... isso não teve explicação, mas também, seria pedir demais rs.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.