Autoestima: muito além da aparência - Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Vivemos em uma sociedade que associa autoestima à beleza, ao corpo perfeito ou à imagem refletida no espelho. Mas, na prática clínica, percebo diariamente que a autoestima vai muito além da aparência.

É possível encontrar pessoas consideradas bonitas, bem-sucedidas e admiradas que convivem com um profundo sentimento de inadequação. Da mesma forma, há pessoas que não correspondem aos padrões estéticos impostos pela sociedade, mas possuem uma autoestima sólida e uma relação saudável consigo mesmas.

Isso acontece porque a autoestima não nasce no espelho. Ela nasce na forma como aprendemos a enxergar nosso próprio valor.

O que é autoestima?

Na psicologia, autoestima é a percepção que construímos sobre quem somos. É reconhecer nossas qualidades, aceitar nossas limitações e compreender que nosso valor não depende da aprovação, da performance ou da opinião dos outros.

Uma autoestima saudável permite que a pessoa:

  • estabeleça limites sem culpa;

  • tome decisões com mais segurança;

  • enfrente desafios sem acreditar que um erro define quem ela é;

  • cuide de si por amor, e não por obrigação;

  • desenvolva relações mais equilibradas.

Ela não significa sentir-se confiante o tempo todo, mas saber que, mesmo diante das dificuldades, continua sendo digna de respeito, cuidado e amor.

Quando a confiança esconde uma autoestima fragilizada

Nem sempre quem demonstra segurança realmente acredita no próprio valor.

Na clínica, observo pessoas que parecem extremamente confiantes, mas vivem presas à necessidade constante de reconhecimento. Precisam ser elogiadas, têm dificuldade em lidar com críticas e sentem que precisam provar o tempo todo que são competentes.

Muitas desenvolvem um perfeccionismo intenso, trabalham além dos próprios limites e nunca consideram suficiente aquilo que fazem.

Na Terapia do Esquema compreendemos que esses comportamentos costumam ser estratégias criadas para proteger feridas emocionais antigas. Em algum momento da vida, essas pessoas aprenderam que precisavam ser perfeitas, agradar ou alcançar resultados para serem aceitas.

Embora essas estratégias tenham ajudado no passado, acabam gerando ansiedade, esgotamento emocional e um sentimento constante de insuficiência.

Como a baixa autoestima aparece no dia a dia?

A baixa autoestima nem sempre se manifesta de forma evidente.

Ela pode aparecer em atitudes aparentemente comuns, como:

  • dificuldade em dizer "não";

  • culpa ao priorizar as próprias necessidades;

  • necessidade constante de agradar;

  • comparação frequente com outras pessoas;

  • medo de errar ou decepcionar;

  • dificuldade em reconhecer conquistas;

  • aceitação de relacionamentos que causam sofrimento.

Esses comportamentos geralmente refletem padrões emocionais construídos ao longo da história de vida e reforçados por experiências familiares, sociais e afetivas.

A aparência ajuda?

Cuidar da aparência pode, sim, contribuir para a autoestima.

Vestir-se de uma forma que represente sua identidade, cuidar da saúde, praticar atividade física e dedicar tempo ao autocuidado são atitudes importantes.

No entanto, existe uma diferença fundamental entre cuidar de si porque reconhece seu valor e cuidar de si apenas para conquistar aprovação.

Quando o cuidado é motivado apenas pelo medo da rejeição ou pela necessidade de aceitação, dificilmente produzirá uma autoestima consistente.

A verdadeira transformação acontece quando o cuidado externo é acompanhado de uma mudança interna.

A autoestima também passa pelo corpo

Como psicóloga especialista em regulação emocional, psicoterapia corporal e Terapia do Esquema, observo que nossas emoções também ficam registradas no corpo.

Uma postura encolhida, tensão muscular constante, dificuldade para respirar profundamente ou sensação permanente de alerta muitas vezes refletem uma história de sofrimento emocional.

Por isso, fortalecer a autoestima não envolve apenas mudar pensamentos, mas também aprender a reconhecer emoções, regular o corpo e transformar crenças profundas que sustentam sentimentos de desvalor.

Quando mente, emoções e corpo são cuidados de forma integrada, a pessoa desenvolve uma autoestima mais estável e menos dependente das circunstâncias.

A autoestima pode ser reconstruída

A boa notícia é que autoestima não é uma característica fixa.

Ela pode ser fortalecida em qualquer fase da vida.

A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender a origem dos padrões emocionais, ressignificar experiências dolorosas e construir uma relação mais saudável consigo mesmo.

Quando uma pessoa aprende que seu valor não depende da perfeição, da aparência ou da aprovação externa, ela deixa de viver tentando provar quem é e passa a viver com mais autenticidade, equilíbrio emocional e liberdade.

A verdadeira autoestima não está em parecer forte. Está em reconhecer o próprio valor, mesmo quando ninguém está olhando.

Elisa Maria Pereira

Coluna Psicologia

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais Especialista em Dinâmica emocional e relacional @psi.elisape

Contatos: elisascognamiglio@uol.com.br

 Whats:19981281661

Instagram: @ psi.elisape




Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Vi o trailer e achei que seria um drama comovente, e também um filme bonito, pois apareciam destaques de comentários de críticas e revistas. Fiquei realmente interessado.

Uma mulher idosa se muda para uma casa de repouso, lidando com sua mudança de identidade, memória e relacionamentos em meio às complexidades do envelhecimento.

Uma decepção! O filme é monótono demais. Não tem muitos eventos, apenas a ida da personagem principal à casa de repouso e alguns momentos passados por lá. Não que seja um filme ruim, mas é um pouco lento (cenas longas, sem diálogo, sem relevância. Por exemplo, ela deitada, dormindo). Uma pena, pois a atuação da atriz principal está excelente!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector e Filme: Perdendo o juízo , Netflix

Dica de livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector

"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas."

A experiência da protagonista desta aprendizagem mostra afinidades tanto com as provações da bela Psiquê, do mito grego, quanto com a mística aventura da alma, ao atravessar a noite escura no Cântico Espiritual  de São João da Cruz.

Como um quadro cujas linhas mestras o recortassem do grande mistério que tudo contém, este livro, que "se pediu uma liberdade maior", é a narrativa de uma iniciação e um extraordinário hino ao amor. Lóri, a mulher, faz uma longa viagem ao mais profundo de si mesma e chega à consciência total de ser. Diz: eu é; o homem, Ulisses, um professor de filosofia, que possui fórmulas para explicar o mundo, transforma-se em algo mais simples, um simples homem. Ambos serão iniciados: Ulisses fecha os ouvidos para as outras sereias porque só está disponível para Lóri, cujo verdadeiro nome é Loreley, como a personagem de Heine e de Apollinaire, uma ondina ou sereia que costumava atrair para os rochedos os barqueiros do Reno. Na verdade, cada um vai encontrar-se consigo mesmo em face do outro.

Por ser trabalho, ascese, viagem, o amor de Lóri e Ulisses vence a diferença, o estranhamento, vence até mesmo a morte, ou o medo da morte. E a entrega finalmente física dos personagens se realiza com força tântrica de êxtase, de epifania. Para Lóri, "a atmosfera era de milagre"; Ulisses "estava sofrendo de vida e de amor".

Nada termina, porém, o momento anuncia uma nova aurora: "Ambos estavam pálidos e ambos se acharam belos." Clarice, que se insere sabiamente no possível, fecha com dois pontos a narrativa que começara com uma vírgula.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Perdendo o juízo , Netflix

 Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

54 Happy Meeting Pecorino, uma noite agradável e comida boa!

54 Happy Meeting Pecorino, uma noite agradável e comida boa!

Fotos: Osvaldo Furiatto

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Scary Movie (título no Brasil: “Todo Mundo em Pânico”)

Scary Movie (título no Brasil: “Todo Mundo em Pânico”)

Sinceramente, não estava muito interessado em assistir a este filme. Não por não gostar do estilo ou da franquia, mas por achar que esse tempo já passou. Essa franquia envelheceu mal. Mas por falta de opção, arrisquei.

Vinte e seis anos depois de terem sobrevivido a uma série de ataques cometidos por um implacável assassino mascarado, Cindy, Brenda, Shorty e Ray se deparam com uma nova onda de violência.

Devia ter seguido os meus instintos rs. Realmente, foi-se o tempo desses filmes (pelo menos, pra mim). Claramente fizeram para ganhar dinheiro e só. Poucos momentos para boas risadas e muitas ‘mesmas piadas de sempre’. Foi um tempo passado no cinema sem frustrações, mas não vale o ingresso, não.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


A nova hospitalidade começa antes do check-in: por que o mobiliário passou a definir a experiência dos hóspedes?

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

O que faz uma pessoa querer voltar a um hotel?

Foto: Mavie Móveis


Há alguns anos, a resposta provavelmente incluiria uma boa localização, um atendimento atencioso e um café da manhã bem servido. Esses fatores continuam essenciais, mas já não bastam. O comportamento do consumidor mudou e, com ele, a forma como a hotelaria passou a enxergar a experiência de hospedagem.

Hoje, o hóspede busca ambientes que transmitam acolhimento, conforto e personalidade. Ele quer viver experiências memoráveis, registrar momentos, compartilhar espaços nas redes sociais e sentir que cada detalhe foi pensado para tornar sua estadia mais agradável.

Não por acaso, o setor vive um momento de expansão. Dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) mostram que a hotelaria brasileira segue em crescimento, impulsionada pelo aumento da ocupação, da diária média e da receita dos empreendimentos. Ao mesmo tempo, novos investimentos ampliam a oferta de hotéis em diversas regiões do país, tornando o mercado ainda mais competitivo.

Nesse cenário, oferecer um bom quarto já não é suficiente. É preciso criar experiências. E existe um elemento que participa silenciosamente de praticamente todos os momentos da jornada do hóspede: o mobiliário.

Pode parecer um detalhe, mas é ele que recebe o visitante no lobby, acompanha o café da manhã, acolhe durante uma reunião de trabalho, oferece conforto em momentos de descanso e contribui para a sensação de bem-estar dentro do apartamento.

Na maioria das vezes, o hóspede não vai comentar sobre a cadeira onde trabalhou ou a poltrona onde leu um livro. Mas certamente perceberá quando esses elementos forem desconfortáveis, pouco funcionais ou não conversarem com a proposta do ambiente. Da mesma forma, quando tudo funciona em perfeita harmonia, fica a sensação de que aquele hotel foi pensado para ele.

Essa percepção faz toda a diferença!

A própria forma de viajar mudou. O crescimento das viagens que combinam negócios e lazer, conhecido como *bleisure* aumentou a permanência dos hóspedes nos espaços comuns dos hotéis. O lobby deixou de ser apenas uma área de passagem e passou a funcionar como ponto de encontro, ambiente de trabalho, espaço para reuniões informais ou simplesmente um local para relaxar. Os quartos também precisaram evoluir para atender diferentes perfis de hóspedes, oferecendo conforto tanto para quem está em uma viagem de férias quanto para quem precisa passar horas trabalhando.

Tudo isso exige projetos muito mais inteligentes. O mobiliário deixou de cumprir apenas uma função estética e passou a integrar a estratégia dos empreendimentos. Ergonomia, funcionalidade, resistência, facilidade de manutenção e qualidade dos materiais são fatores que impactam diretamente a experiência do cliente e também a eficiência operacional dos hotéis.

Ao mesmo tempo, cresce a importância da identidade dos ambientes.


Em um mercado onde muitos serviços acabam sendo semelhantes, o design tornou-se uma poderosa ferramenta de diferenciação. Cada hotel busca transmitir sua personalidade, seja por meio de uma atmosfera contemporânea, de referências à cultura local ou de uma proposta mais sofisticada e exclusiva. O mobiliário é um dos principais responsáveis por materializar esse conceito e transformar a arquitetura em uma experiência sensorial.

Por isso, arquitetos e especificadores procuram, cada vez mais, soluções que permitam liberdade criativa. A possibilidade de escolher acabamentos, cores, revestimentos e materiais faz com que cada projeto seja único e reflita a identidade do empreendimento.

Durante muito tempo, acreditou-se que esse nível de personalização era incompatível com grandes projetos. Hoje, a indústria evoluiu e já é possível desenvolver mobiliário sob medida para hotéis de todos os portes, conciliando escala produtiva, qualidade e personalização. Essa capacidade amplia as possibilidades dos arquitetos e permite que grandes redes ofereçam ambientes exclusivos, sem abrir mão da eficiência necessária para a operação.

Mais do que fabricar móveis, trata-se de compreender como as pessoas vivem os espaços.

Quando um hóspede escolhe permanecer mais alguns minutos no lobby porque se sente confortável, quando consegue trabalhar com praticidade dentro do quarto ou simplesmente relaxar ao final de um dia intenso porque o ambiente transmite acolhimento, o mobiliário cumpriu seu papel de forma quase invisível.

E talvez esse seja o maior elogio que um projeto possa receber. Na hospitalidade, as melhores experiências são construídas justamente pelos detalhes que passam despercebidos, mas permanecem na memória, como um lindo hall de entrada ou uma área cuidadosamente pensada próximo a piscina. O conforto, a funcionalidade e o design não chamam atenção por si só. Eles fazem o hóspede sentir que está exatamente onde gostaria de estar.

É essa sensação que transforma uma simples hospedagem em uma experiência capaz de gerar recomendações, fidelizar clientes e fortalecer a marca de um hotel. No final das contas, o hóspede pode até não se lembrar de cada móvel que encontrou pelo caminho, mas certamente se lembrará de como aquele ambiente o fez sentir.

Foto: Divulgação

*Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente materializadas em momentos que realmente importam.

Comunicação com a Imprensa:

Cláudia Carnevalli

19 99989-8535

claucarnevalli.jornalita@gmail.com





Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A vergonha tem que mudar de lado, Gisele Pelicot e Filme: A teia

Dica de livro: A vergonha tem que mudar de lado, Gisele Pelicot

Um hino à vida – A história real de Gisèle Pelicot, a mulher que denunciou o marido e mais de cinquenta abusadores na França.

Esta é a impressionante história de Gisèle Pelicot, que comoveu o mundo ao revelar um dos casos mais chocantes de violência sexual e abuso conjugal da França. Em Um hino à vida, Gisèle narra como transformou sua dor em força e oferece uma mensagem poderosa de esperança, superação, cura e empoderamento feminino.

Em 2024, Gisèle tornou-se símbolo de coragem ao renunciar ao anonimato e enfrentar publicamente o ex-marido, Dominique Pelicot, e mais de cinquenta homens acusados de estupro. Apenas quatro anos antes, ela descobrira que o companheiro a drogava e permitia que outros homens a violentassem enquanto estava inconsciente -- um crime que chocou o mundo e desencadeou um debate global sobre culpa, vergonha e justiça.

Nesta autobiografia profundamente humana, Gisèle compartilha sua trajetória desde a infância, o casamento e o momento devastador da descoberta, até o processo judicial e a sua luta para reconstruir a vida. Narrado com coragem e dignidade, Um hino à vida é o testemunho de superação de uma mulher que rompeu o silêncio e inspirou milhares de vítimas de abuso a recuperarem a própria voz.

Dica de filme: A teia

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com