O que a Equipotel revela sobre o futuro dos espaços de hospitalidade

Feira mostra que tecnologia, sustentabilidade e novas propostas de mobiliário estão transformando a maneira de pensar os ambientes de hotelaria

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

Entre os dias 15 e 18 de setembro, o Expo Center Norte, em São Paulo, recebeu a 63ª edição da Equipotel, um dos principais eventos de hospitalidade da América Latina e o mais tradicional do setor no Brasil. A feira reúne empresas, profissionais, arquitetos, designers, gestores e especialistas de segmentos como hotelaria, turismo, alimentação, bem-estar e serviços para apresentar produtos, soluções e ideias que ajudam a antecipar os próximos movimentos do mercado.

A edição de 2026 reuniu mais de 500 marcas e recebeu 23.102 visitantes, 5% acima do público registrado no ano anterior. A estimativa de negócios gerados pelos expositores chegou a R$ 320 milhões, crescimento de 14,3% em relação a 2025.

Mas uma feira como a Equipotel pode ser observada por outra perspectiva. Para quem trabalha com design, ela funciona também como um retrato de como os espaços estão mudando.

É nos eventos do setor que tendências que ainda parecem distantes começam a ganhar forma concreta: em novos materiais, soluções construtivas, configurações de ambientes e, principalmente, em uma nova maneira de pensar o mobiliário.

O hotel está deixando de parecer um hotel

Durante muito tempo, o mobiliário para hotelaria precisou responder principalmente a três necessidades: resistência, funcionalidade e facilidade de manutenção. São características que continuam fundamentais em ambientes submetidos a um uso intenso.

Mas elas já não são suficientes.

O que se percebe hoje é uma aproximação cada vez maior entre a linguagem dos hotéis e a de outros espaços. Residências, restaurantes, escritórios, clubes e áreas de convivência passam a compartilhar referências, materiais e soluções.

O mobiliário hoteleiro deixa, assim, de seguir necessariamente uma estética própria e facilmente reconhecível.

Surgem peças com desenho mais autoral, combinações de materiais naturais e estruturas metálicas mais leves, além de soluções pensadas para diferentes possibilidades de uso. Em vez de simplesmente preencher um ambiente, o móvel passa a contribuir para sua identidade.

Essa mudança é importante porque o hóspede também mudou.

O design como parte da experiência

Hoje, a experiência de hospedagem começa muito antes da porta do quarto. Ela está no lobby, no restaurante, na área de lazer, no espaço externo e nos lugares de convivência.

O ambiente passou a comunicar.

A escolha do mobiliário, dos materiais e das formas ajuda a transmitir a personalidade de um empreendimento e pode fazer com que um espaço seja percebido como mais acolhedor, sofisticado, contemporâneo ou conectado à cultura local.

Por isso, design e hospitalidade estão cada vez mais próximos.

Um dos movimentos que chamam atenção é justamente a valorização dos espaços externos. Eles deixam de ser áreas complementares e passam a ser entendidos como extensões da experiência oferecida pelo empreendimento.

Isso abre espaço para novas soluções de mobiliário, especialmente peças capazes de combinar resistência, conforto e linguagem estética. Estruturas em alumínio associadas à madeira, por exemplo, permitem explorar simultaneamente leveza visual, durabilidade e sensação de acolhimento -  características importantes para áreas externas de hotéis, resorts e espaços de convivência.

Mais do que escolher um móvel bonito, o projeto passa a considerar como aquela peça será utilizada, por quem, em qual ambiente e durante quanto tempo.

Personalização contra a padronização

Outra mudança importante é o crescimento de soluções desenvolvidas sob medida.

A lógica de simplesmente escolher produtos de um catálogo começa a dividir espaço com projetos em que mobiliário, arquitetura e identidade visual são pensados conjuntamente. Dimensões, ergonomia, materiais e características de uso passam a ser definidos de acordo com o conceito de cada empreendimento.

Isso representa uma mudança significativa para a hotelaria.

Em um mercado no qual muitos serviços podem ser semelhantes, criar ambientes com personalidade passa a ser uma forma de diferenciação. O mobiliário deixa de ser apenas um item de infraestrutura e passa a fazer parte da narrativa daquele lugar.

É uma tendência que dialoga especialmente com hotéis boutique, resorts e empreendimentos que procuram oferecer experiências mais exclusivas.

Tecnologia e sustentabilidade também chegam ao design

A Equipotel mostrou ainda que o futuro da hospitalidade não pode ser pensado separando design, tecnologia e sustentabilidade.

A programação da edição deste ano dedicou espaços a tecnologia, inovação e ambientes conectados. Ao mesmo tempo, a feira ampliou a discussão sobre sustentabilidade com o lançamento do Selo ESG para Hospitalidade.

Para o design, essa discussão é particularmente relevante.

Projetar um ambiente hoje significa pensar não apenas em sua aparência, mas também na durabilidade dos produtos, na escolha dos materiais, na manutenção e na capacidade de acompanhar mudanças de uso.

O conceito de sustentabilidade, portanto, também passa pela longevidade.

Um móvel que permanece relevante por mais tempo, que pode ser reparado ou adaptado e que continua adequado ao espaço reduz a necessidade de substituições constantes e contribui para projetos mais conscientes.

O futuro da hospitalidade é mais híbrido

Talvez uma das principais conclusões que a Equipotel deixa seja justamente essa: os espaços estão ficando menos rígidos.

Um lobby pode ser lugar de chegada, encontro, trabalho e convivência. Uma área externa pode funcionar para descanso, alimentação e eventos. Um mobiliário pode deixar de ter uma única função e participar de diferentes configurações.

Essa flexibilidade acompanha uma mudança no próprio comportamento das pessoas.

Queremos espaços que se adaptem, que tenham identidade e que sejam capazes de oferecer diferentes experiências sem perder conforto e funcionalidade.

E é nesse cenário que o design ganha ainda mais relevância.

A Equipotel não apresenta apenas o que a hotelaria está comprando hoje. Ela ajuda a revelar aquilo que o setor começa a imaginar para amanhã.

E, quando observamos os materiais, os formatos e as novas propostas de mobiliário apresentados na feira, fica evidente que o futuro da hospitalidade não será construído apenas por tecnologias mais avançadas ou serviços mais eficientes.

Será construído também por espaços com mais identidade, mais flexibilidade e mais personalidade.

Porque, no fim, receber bem não é apenas oferecer um lugar para ficar.

É criar um lugar que as pessoas tenham vontade de permanecer, experimentar e lembrar.

Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente, materializadas em momentos que realmente importam.

Comunicação com a Imprensa:

Cláudia Carnevalli
19 99989-8535
claucarnevalli.jornalita@gmail.com

Tibeti Caviglioni Daniel

Coluna Design e inovaçâo

 CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.



Design autoral ou tendências? Como criar ambientes que permanecem relevantes ao longo do tempo - Coluna Design e Inovação por Tibeti Caviglioni Daniel

Por Tibeti Caviglioni Daniel, CEO da Mavie Móveis*

Vivemos em um momento em que o design se transforma em uma velocidade inédita. Novos materiais, tecnologias, cores, formas e referências surgem continuamente e influenciam a maneira como pensamos e ocupamos os espaços. Nesse cenário, acompanhar tendências pode ser inspirador, mas também traz uma questão importante para quem projeta e para quem investe em um ambiente: como criar algo que continue fazendo sentido quando aquilo que hoje está em alta deixar de estar?



Essa é uma das grandes discussões sobre design contemporâneo. E, na minha visão, a resposta não está em escolher entre o design autoral e as tendências, mas em entender o papel de cada um.



Tendências refletem seu tempo. Elas revelam mudanças de comportamento, novas necessidades, transformações culturais e até avanços tecnológicos. Por isso, são importantes para o design e ajudam a ampliar possibilidades criativas. O problema acontece quando seguir uma tendência se torna mais importante do que construir uma identidade.



Um ambiente não precisa ser uma fotografia do momento em que foi criado. Ele precisa ser capaz de acompanhar as pessoas e suas transformações.



É aí que o design autoral ganha força. Mais do que criar algo diferente, ele busca estabelecer uma linguagem própria, na qual estética, funcionalidade, proporção, materiais e propósito estejam conectados. Uma peça ou um ambiente autoral não depende exclusivamente de estar na moda para ter valor.



Isso não significa criar espaços estáticos ou ignorar as novidades. Pelo contrário. A inovação está justamente na capacidade de incorporar o novo sem perder aquilo que dá identidade ao projeto.



Um bom exemplo está no mobiliário. Uma peça pode incorporar uma nova tecnologia de produção, um material inovador ou uma solução funcional contemporânea e, ainda assim, apresentar uma linguagem capaz de atravessar diferentes momentos. Quando existe qualidade no desenho e na construção, ela não precisa ser substituída simplesmente porque uma nova tendência surgiu.



Essa visão também muda a maneira como pensamos o investimento em design.



Escolher um móvel, um revestimento ou uma solução para um ambiente não deveria ser apenas uma decisão estética. É preciso considerar durabilidade, conforto, funcionalidade, manutenção, possibilidade de adaptação e a experiência que aquele espaço pretende proporcionar.



Na hotelaria, por exemplo, essa questão se torna ainda mais evidente. Os ambientes precisam ser visualmente marcantes, mas também suportar uma utilização intensa e permanecer coerentes com a identidade da marca ao longo do tempo. O design precisa dialogar com a experiência do hóspede sem ficar refém de uma tendência passageira.



No universo corporativo, a lógica é semelhante. Os escritórios estão mudando porque a maneira de trabalhar também mudou. Ambientes mais flexíveis, colaborativos e acolhedores ganharam espaço. Mas inovar não significa simplesmente reproduzir o escritório que está em evidência naquele momento. Significa compreender as necessidades reais das pessoas e criar soluções que possam evoluir junto com elas.



Talvez essa seja uma das principais características do design verdadeiramente inovador: ele não pensa apenas no presente.



Quando falamos em inovação, muitas vezes associamos o conceito à novidade. Mas inovar também pode significar criar algo mais inteligente, mais funcional, mais durável ou mais conectado às necessidades humanas.



Por isso, acredito que a pergunta mais interessante diante de uma tendência não seja “devemos seguir?”, mas “como podemos reinterpretá-la?”



Uma cor da moda pode aparecer em elementos que possam ser renovados futuramente. Um novo material pode ser incorporado de maneira estratégica. Uma tecnologia pode melhorar a funcionalidade sem comprometer a estética. Uma referência contemporânea pode ser reinterpretada de acordo com a identidade de cada projeto.



Dessa maneira, a tendência deixa de ser uma regra e passa a ser uma ferramenta.O resultado são ambientes que conseguem dialogar com seu tempo sem ficar presos a ele.



No fim, criar espaços relevantes ao longo dos anos exige uma combinação de curiosidade para olhar para o novo, repertório para fazer escolhas e identidade para saber o que merece permanecer.



O design autoral nos ajuda a construir essa identidade. A inovação nos permite evoluí-la. E as tendências podem ampliar o repertório para essa construção. Porque, quando tudo muda tão rapidamente, talvez o verdadeiro luxo seja criar algo que não precise ser substituído a cada nova temporada para continuar fazendo sentido.



Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie



A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente, materializadas em momentos que realmente importam.

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Tibeti Caviglioni Daniel

Coluna Design e inovaçâo

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Inteligência artificial no design de interiores: a tecnologia acelera o projeto, mas quem garante a alma do ambiente? Coluna Design e inovação por Tibeti Caviglioni Daniel

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

Basta subir a foto de um ambiente vazio e, em poucos segundos, receber sugestões prontas de decoração, cores, móveis e composições visuais. Será que a inteligência artificial já é capaz de assinar, sozinha, um bom projeto de design de interiores?

A pergunta faz sentido porque a resposta rápida e visualmente sedutora que a IA entrega mudou a forma como muita gente começa a pensar um ambiente. De residências a empreendimentos corporativos, ferramentas de inteligência artificial já são usadas para gerar, quase instantaneamente, propostas de layout, paletas de cores e composições de mobiliário a partir de uma simples fotografia do espaço.

Para quem vive do universo da arquitetura e do design, essa tecnologia trouxe ganhos reais. Ela acelera a etapa inicial de um projeto, ajuda o cliente a visualizar possibilidades antes mesmo de tomar decisões, facilita a comunicação entre arquiteto e contratante e amplia o repertório visual disponível para inspiração. Onde antes era preciso folhear catálogos e revistas, hoje é possível testar dezenas de composições em minutos.

Esse ganho de velocidade é valioso. Mas é justamente aqui que mora o alerta: rapidez e beleza na tela não garantem, sozinhas, um projeto bem-sucedido.

O primeiro ponto de atenção é a ergonomia. Uma sugestão gerada por inteligência artificial parte de padrões visuais e estéticos, não do corpo de quem vai, de fato, usar aquele espaço. Altura de assento, profundidade de poltronas, distância entre mesa e cadeira, fluxo de circulação, acessibilidade: tudo isso exige conhecimento técnico e experiência prática, algo que nenhuma imagem gerada automaticamente consegue avaliar.

O segundo cuidado está nos materiais e acabamentos. A IA não sabe como um determinado tecido se comporta em um ambiente externo exposto ao sol e à chuva, não conhece a resistência de um alumínio tratado para o clima brasileiro, tampouco entende o peso, a textura ou a durabilidade real de cada material. Essas decisões nascem da experiência de quem já viu o resultado de um projeto anos depois de entregue, não de um banco de imagens.

O terceiro, e talvez o mais delicado, é a identidade. As ferramentas de inteligência artificial tendem a repetir padrões estéticos que já circulam amplamente pela internet, o que gera ambientes bonitos, mas parecidos entre si. O risco é claro: perder a cultura, a história e a essência de quem é o dono daquele espaço, seja uma família, uma marca ou um empreendimento. Um restaurante que carrega décadas de tradição, uma casa que guarda a memória de gerações ou um hotel que quer expressar a identidade de sua região dificilmente encontram isso pronto em uma sugestão automática.

Não se trata de rejeitar a tecnologia. Pelo contrário, ela é hoje uma aliada poderosa quando usada como ponto de partida, um gerador de ideias e referências que ajuda a destravar a criatividade e agilizar conversas iniciais entre cliente, arquiteto e fornecedor. O que não pode acontecer é transformar esse ponto de partida em ponto de chegada.

É aí que entra o olhar humano, treinado e sensível. O papel do arquiteto, do designer de interiores e de quem fabrica o mobiliário é justamente traduzir aquela sugestão inicial em algo que funcione de verdade: que respeite o corpo de quem vai usar, que resista ao tempo e ao uso intenso, e que, acima de tudo, continue contando a história de quem vive ou trabalha ali.

No setor moveleiro a  inteligência artificial precisa ser vista como uma ferramenta que enriquece o processo criativo, mas que nunca substitui a curadoria humana. Cada peça desenvolvida deve  passar pelo olhar técnico de quem entende de ergonomia, pela experiência de quem já testou dezenas de materiais em uso real e pela escuta atenta de quem quer entender a identidade por trás de cada projeto. É esse equilíbrio, entre tecnologia e sensibilidade, que transforma uma boa imagem em um ambiente que realmente faz sentido para quem vai vivê-lo.

A tecnologia pode, sim, abrir portas e inspirar novos caminhos. Mas a alma de um ambiente, aquilo que faz alguém se sentir em casa ou reconhecer sua marca em cada detalhe, ainda depende de mãos, olhos e experiência humana.


Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente, materializadas em momentos que realmente importam.

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A nova hospitalidade começa antes do check-in: por que o mobiliário passou a definir a experiência dos hóspedes?

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

O que faz uma pessoa querer voltar a um hotel?

Foto: Mavie Móveis


Há alguns anos, a resposta provavelmente incluiria uma boa localização, um atendimento atencioso e um café da manhã bem servido. Esses fatores continuam essenciais, mas já não bastam. O comportamento do consumidor mudou e, com ele, a forma como a hotelaria passou a enxergar a experiência de hospedagem.

Hoje, o hóspede busca ambientes que transmitam acolhimento, conforto e personalidade. Ele quer viver experiências memoráveis, registrar momentos, compartilhar espaços nas redes sociais e sentir que cada detalhe foi pensado para tornar sua estadia mais agradável.

Não por acaso, o setor vive um momento de expansão. Dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) mostram que a hotelaria brasileira segue em crescimento, impulsionada pelo aumento da ocupação, da diária média e da receita dos empreendimentos. Ao mesmo tempo, novos investimentos ampliam a oferta de hotéis em diversas regiões do país, tornando o mercado ainda mais competitivo.

Nesse cenário, oferecer um bom quarto já não é suficiente. É preciso criar experiências. E existe um elemento que participa silenciosamente de praticamente todos os momentos da jornada do hóspede: o mobiliário.

Pode parecer um detalhe, mas é ele que recebe o visitante no lobby, acompanha o café da manhã, acolhe durante uma reunião de trabalho, oferece conforto em momentos de descanso e contribui para a sensação de bem-estar dentro do apartamento.

Na maioria das vezes, o hóspede não vai comentar sobre a cadeira onde trabalhou ou a poltrona onde leu um livro. Mas certamente perceberá quando esses elementos forem desconfortáveis, pouco funcionais ou não conversarem com a proposta do ambiente. Da mesma forma, quando tudo funciona em perfeita harmonia, fica a sensação de que aquele hotel foi pensado para ele.

Essa percepção faz toda a diferença!

A própria forma de viajar mudou. O crescimento das viagens que combinam negócios e lazer, conhecido como *bleisure* aumentou a permanência dos hóspedes nos espaços comuns dos hotéis. O lobby deixou de ser apenas uma área de passagem e passou a funcionar como ponto de encontro, ambiente de trabalho, espaço para reuniões informais ou simplesmente um local para relaxar. Os quartos também precisaram evoluir para atender diferentes perfis de hóspedes, oferecendo conforto tanto para quem está em uma viagem de férias quanto para quem precisa passar horas trabalhando.

Tudo isso exige projetos muito mais inteligentes. O mobiliário deixou de cumprir apenas uma função estética e passou a integrar a estratégia dos empreendimentos. Ergonomia, funcionalidade, resistência, facilidade de manutenção e qualidade dos materiais são fatores que impactam diretamente a experiência do cliente e também a eficiência operacional dos hotéis.

Ao mesmo tempo, cresce a importância da identidade dos ambientes.


Em um mercado onde muitos serviços acabam sendo semelhantes, o design tornou-se uma poderosa ferramenta de diferenciação. Cada hotel busca transmitir sua personalidade, seja por meio de uma atmosfera contemporânea, de referências à cultura local ou de uma proposta mais sofisticada e exclusiva. O mobiliário é um dos principais responsáveis por materializar esse conceito e transformar a arquitetura em uma experiência sensorial.

Por isso, arquitetos e especificadores procuram, cada vez mais, soluções que permitam liberdade criativa. A possibilidade de escolher acabamentos, cores, revestimentos e materiais faz com que cada projeto seja único e reflita a identidade do empreendimento.

Durante muito tempo, acreditou-se que esse nível de personalização era incompatível com grandes projetos. Hoje, a indústria evoluiu e já é possível desenvolver mobiliário sob medida para hotéis de todos os portes, conciliando escala produtiva, qualidade e personalização. Essa capacidade amplia as possibilidades dos arquitetos e permite que grandes redes ofereçam ambientes exclusivos, sem abrir mão da eficiência necessária para a operação.

Mais do que fabricar móveis, trata-se de compreender como as pessoas vivem os espaços.

Quando um hóspede escolhe permanecer mais alguns minutos no lobby porque se sente confortável, quando consegue trabalhar com praticidade dentro do quarto ou simplesmente relaxar ao final de um dia intenso porque o ambiente transmite acolhimento, o mobiliário cumpriu seu papel de forma quase invisível.

E talvez esse seja o maior elogio que um projeto possa receber. Na hospitalidade, as melhores experiências são construídas justamente pelos detalhes que passam despercebidos, mas permanecem na memória, como um lindo hall de entrada ou uma área cuidadosamente pensada próximo a piscina. O conforto, a funcionalidade e o design não chamam atenção por si só. Eles fazem o hóspede sentir que está exatamente onde gostaria de estar.

É essa sensação que transforma uma simples hospedagem em uma experiência capaz de gerar recomendações, fidelizar clientes e fortalecer a marca de um hotel. No final das contas, o hóspede pode até não se lembrar de cada móvel que encontrou pelo caminho, mas certamente se lembrará de como aquele ambiente o fez sentir.

Foto: Divulgação

*Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente materializadas em momentos que realmente importam.

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