Como sou muito fã de filmes biográficos ou baseados em fatos reais, me animei muito em assistir a este filme, ainda mais com um elenco dos bons.
Rússia, início dos anos 90. A URSS colapsou. No meio do caos de um país em reconstrução, um jovem inteligentíssimo, Vadim Baranov (Paul Dano), está traçando o seu caminho. Primeiro, artista de vanguarda, depois produtor de um realityshow, se torna o conselheiro não oficial de um ex-agente do KGB destinado a tomar o poder absoluto, o homem que em breve será conhecido como “O Czar”, Vladimir Putin (JudeLaw). Imerso no coração do sistema, Baranov se torna o arquiteto da propaganda da nova Rússia, moldando discursos, fantasias e percepções. Contudo, uma figura permanece fora do seu controle: Ksenia (Alicia Vikander), uma mulher de espírito livre e elusiva que encarna a possibilidade de fuga, longe da influência e dominação política. Quinze anos depois, após um período de silêncio, Baranov concorda em falar. O que ele revela esbate as fronteiras entre a verdade e a ficção, a crença e a estratégia.
O filme é um pouco longo, e um sem muitas ações. Na primeira metade (ou primeiro terço), chega a ser um pouco chato. Muita informação, muitos nomes, etc. Mas depois que entra o personagem Putin, por ser uma coisa mais atual, o filme ficou bem mais interessante. É um bom filme, com excelentes atuações, mas pode ser cansativo para algumas pessoas. Eu recomendo, com ressalvas.
Vicente Neto
Coluna Crítica de Cinema
Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.
