O excesso de “tenho que”: como a sobrecarga afasta você de si mesma - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Existe uma frase que, silenciosamente, guia a rotina de muitas mulheres: “eu tenho que”. Tenho que dar conta, tenho que resolver, tenho que estar disponível, tenho que ser forte, produtiva, presente, equilibrada. Uma sequência quase automática de exigências que, com o tempo, deixa de ser questionada — e passa a ser vivida como única forma possível de existir.

O problema não está nas responsabilidades em si, mas na forma como elas são sustentadas. Quando o “tenho que” se torna constante, ele ocupa todos os espaços. E, pouco a pouco, o que você sente, precisa ou deseja vai ficando em segundo plano. Surge a culpa ao desacelerar, a dificuldade em dizer não, a sensação de que nunca é suficiente — como se houvesse sempre algo a mais a ser feito.

Esse excesso de cobrança não vem apenas de fora. Ele é, muitas vezes, internalizado ao longo da vida, reforçado por padrões, expectativas e papéis que foram sendo assumidos, especialmente no feminino. E é nesse acúmulo que a desconexão acontece. Porque, quando tudo é prioridade, você deixa de ser.

O corpo sente. A mente se sobrecarrega. A energia se fragmenta. E aquilo que antes era movimento natural da vida passa a ser esforço constante. Sair desse ciclo não significa abandonar responsabilidades, mas questionar a forma como você se relaciona com elas. Nem todo “tenho que” é, de fato, uma necessidade real — muitos são padrões que podem ser revistos.

Retomar o próprio eixo começa quando você abre espaço para se escutar de verdade. Quando troca, ainda que aos poucos, o “tenho que” pelo “eu escolho”, pelo “isso faz sentido para mim”, pelo respeito aos próprios limites. É nesse movimento que a vida deixa de ser apenas uma lista de obrigações — e volta a ser um espaço de presença, consciência e autenticidade.

Renata Travaglini Gonçalves

Coluna Bem-estar

Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

Instagram: @renata.travaglini

Telefone: 11 98154-6401


O corpo fala: sintomas físicos como mensageiros emocionais e sistêmicos - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Nem sempre o corpo adoece de forma repentina. Na maioria das vezes, ele vai avisando antes — de maneira sutil, progressiva e até silenciosa. Um cansaço que não passa, uma tensão constante, dores recorrentes, alterações no sono, na digestão, no humor. Sinais que muitas vezes são ignorados, controlados ou silenciados, mas que carregam mensagens importantes.

O corpo não é separado da mente, das emoções ou da forma como vivemos. Ele responde a tudo: ao excesso, à pressão, ao que sentimos e não expressamos, ao ambiente em que estamos inseridos e às relações que sustentamos. Cada sintoma pode ser compreendido não apenas como um problema a ser eliminado, mas como um convite à escuta — uma tentativa do organismo de reorganizar algo que, em algum nível, perdeu o equilíbrio.

Quando olhamos apenas para o sintoma de forma isolada, tratamos o efeito, mas muitas vezes deixamos de acessar a causa. O olhar sistêmico amplia essa compreensão: considera que aquilo que se manifesta no corpo pode estar relacionado a padrões emocionais, dinâmicas familiares, sobrecargas, conflitos internos ou até ao ambiente em que a pessoa vive. Nada acontece de forma desconectada.

Isso não significa deixar de cuidar do físico, mas sim incluir outras camadas nesse cuidado. É integrar, e não separar. É entender que tudo é energia em movimento — e que, quando essa energia se desorganiza, o corpo encontra formas de se expressar. Escutar esses sinais é abrir espaço para uma compreensão mais profunda de si — e para um cuidado mais consciente, que vai além do sintoma e alcança a raiz.

Renata Travaglini Gonçalves

Coluna Bem-estar

Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

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Bem-estar não é luxo: é necessidade vital - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Durante muito tempo, o bem-estar foi associado a algo distante da realidade da maioria das pessoas — quase como um privilégio, um agrado eventual, um “extra” na rotina. Mas a verdade é que essa visão está na raiz de grande parte do cansaço físico, emocional e mental que vivemos hoje. Cuidar de forma integral, considerando corpo, mente e emoções, é o que verdadeiramente sustenta a vida.

Vivemos em uma cultura que valoriza o fazer constante, o excesso de informações, as cobranças, a produtividade e o dar conta de tudo. Nesse fluxo, entramos no automático — e é justamente aí que nos desconectamos de nós mesmos. O autocuidado passa a ser adiado, negligenciado ou até visto com culpa. Só que o corpo não negocia. Ele fala — através do cansaço, da ansiedade, das dores e dos sintomas. E quando não escutamos os sinais sutis, ele aumenta o volume, nos faz parar e, muitas vezes, nos conduz ao sofrimento.

O bem-estar começa quando interrompemos esse automático e mudamos a pergunta: em vez de “quando eu vou ter tempo para mim?”, passamos a perguntar “como eu posso me sustentar para viver melhor?”. Isso envolve pequenas escolhas diárias — pausas conscientes, respiração, conexão com o corpo, atenção às emoções, qualidade nas relações e no ambiente em que estamos inseridos. Tudo isso porque, no fim, tudo é energia — e a forma como cuidamos da nossa energia impacta diretamente como nos sentimos, pensamos e vivemos.

Cuidar de si é um ato de autorresponsabilidade. Não apenas consigo, mas com tudo o que nos cerca. Porque uma pessoa mais equilibrada impacta positivamente suas relações, seu trabalho, sua família e até os seres com quem convive. O bem-estar não é sobre se afastar da vida — é sobre conseguir vivê-la com mais presença, saúde e verdade.

E você, tem realmente escolhido viver de uma forma que sustenta o seu bem-estar, priorizando sua saúde e equilíbrio, ou apenas tem seguido no automático — e o que seu corpo e sua mente estão dizendo sobre essas escolhas?



Renata Travaglini Gonçalves

Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

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