Você está vivendo pelas suas escolhas ou pelas expectativas dos outros? Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Em algum momento da vida, muitos de nós começamos a tomar decisões guiados mais pelo que esperam de nós do que pelo que realmente sentimos. Escolhemos caminhos para corresponder a padrões, atender expectativas ou buscar aprovação. E, sem perceber, vamos nos afastando daquilo que faz sentido para a nossa essência.

Vivemos em uma época de muitas referências externas. As redes sociais mostram constantemente como deveríamos ser, viver, trabalhar, nos relacionar e até cuidar da saúde. Com tantas vozes ao redor, torna-se cada vez mais difícil escutar a própria.

Esse distanciamento nem sempre é percebido de imediato. Ele costuma aparecer na forma de insatisfação, falta de propósito, sensação de vazio ou na impressão de que estamos vivendo uma vida que não nos representa por completo. Por fora, tudo pode parecer certo. Por dentro, algo pede atenção.

O autoconhecimento é um caminho de retorno. Um convite para observar crenças, identificar condicionamentos e compreender o que realmente faz sentido para cada pessoa. Não se trata de abandonar responsabilidades ou ignorar o mundo ao redor, mas de construir uma vida mais alinhada com seus valores, necessidades e verdade.

Em meio a tantas influências externas, talvez uma das perguntas mais importantes seja: as escolhas que você faz hoje refletem quem você é ou apenas quem esperam que você seja? A resposta pode revelar muito sobre o caminho que está construindo para si mesmo.

Renata Travaglini Gonçalves

Coluna Bem-estar

Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

Instagram: @renata.travaglini

Telefone: 11 98154-6401


O ambiente que você habita influencia a sua energia mais do que imagina - Coluna Bem-Estar por Renata Travaglini Gonçalves

O ambiente que você habita influencia a sua energia mais do que imagina

Muitas vezes buscamos mais equilíbrio através de mudanças internas, mas nem sempre percebemos o quanto o ambiente ao nosso redor influencia diretamente nosso bem-estar. Os espaços que frequentamos diariamente afetam nosso humor, nossa disposição, nossa capacidade de concentração e até a forma como nos relacionamos.

Vivemos grande parte do tempo em ambientes que estimulam a pressa, o excesso de informação e a desconexão. Com o passar dos dias, esse ritmo pode ser incorporado de forma tão natural que deixamos de perceber seus efeitos sobre o corpo, as emoções e a energia. Da mesma forma, ambientes acolhedores, organizados e em contato com a natureza costumam favorecer uma sensação de leveza, presença e tranquilidade.

Sob um olhar mais amplo, estamos em constante troca com o que nos cerca. Cada espaço possui uma atmosfera própria, construída pelas pessoas, pelas experiências e pela energia que ali circula. Por isso, alguns lugares nos inspiram, renovam e acolhem, enquanto outros parecem nos deixar mais cansados ou dispersos.

Criar ambientes que apoiem o bem-estar não exige grandes transformações. Pequenos cuidados, como a entrada de luz natural, a presença de plantas, momentos de silêncio ou espaços que convidem à pausa, podem fazer diferença na qualidade da experiência cotidiana.

Assim como escolhemos o que consumimos e as relações que cultivamos, também vale observar os ambientes que fazem parte da nossa vida. Afinal, o lugar onde estamos pode favorecer não apenas o que fazemos, mas principalmente como nos sentimos enquanto fazemos.

Muitas vezes, buscamos soluções através do esforço contínuo, quando o que realmente precisamos é criar espaço para respirar. Afinal, uma vida equilibrada não depende apenas da capacidade de agir, mas também da sabedoria de reconhecer quando é hora de parar, recarregar e simplesmente estar.

Renata Travaglini Gonçalves

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Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

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Descansar também é produtividade: o poder das pausas em uma vida acelerada - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Vivemos em uma cultura que associa valor à produtividade. Quanto mais ocupados estamos, mais bem-sucedidos parecemos ser. Nesse cenário, o descanso acaba sendo visto como algo secundário, um luxo ou uma recompensa que só vem depois de cumprir todas as obrigações.

Mas o corpo funciona de outra forma. Assim como a natureza possui ciclos de atividade e recolhimento, nós também precisamos de pausas para restaurar nossa energia. Quando ignoramos essa necessidade, acumulamos cansaço físico, mental e emocional, comprometendo nossa clareza, criatividade e qualidade de vida.

Existe uma expressão italiana que traduz bem essa reflexão: Dolce Far Niente, ou "a doçura de não fazer nada". Mais do que o ócio, ela representa a capacidade de desacelerar e aproveitar conscientemente os pequenos momentos da vida. Em um mundo que nos impulsiona constantemente para a próxima tarefa, talvez tenhamos esquecido que a pausa também tem valor.

Descansar não significa fazer menos da vida, mas vivê-la melhor. Uma caminhada, alguns minutos de silêncio, uma refeição sem pressa ou um momento em um ambiente acolhedor podem ajudar a reorganizar pensamentos, emoções e energia. São pausas simples, mas que nos reconectam ao presente.

Renata Travaglini Gonçalves

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Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

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A forma como você se alimenta nutre apenas seu corpo ou também sua vida? Coluna Bem-Estar por Renata Travaglini Gonçalves

Quando pensamos em alimentação, é comum focarmos apenas nos nutrientes, calorias ou escolhas consideradas saudáveis. Mas a forma como nos alimentamos vai muito além do que está no prato. Ela fala sobre ritmo, presença, autocuidado e sobre a qualidade da relação que construímos conosco mesmos.


Vivemos em uma época marcada pela pressa. Muitas refeições acontecem entre uma tarefa e outra, diante de telas, reuniões ou preocupações. Comemos sem perceber sabores, aromas e texturas. O corpo recebe o alimento, mas nem sempre recebe a atenção necessária para absorver verdadeiramente aquilo que está sendo oferecido. E, aos poucos, a alimentação deixa de ser um momento de nutrição para se tornar apenas mais uma atividade da rotina.

O olhar integral para o bem-estar nos convida a ampliar essa reflexão. Afinal, não nos nutrimos apenas de comida. Também nos nutrimos dos ambientes que frequentamos, das conversas que temos, das emoções que cultivamos e da energia que nos cerca. Uma refeição feita com presença, em um ambiente acolhedor e tranquilo, pode ter um impacto muito diferente daquela realizada em meio ao estresse e à correria.

Por isso, criar momentos de pausa é tão importante. Reservar um tempo para desacelerar, respirar e desfrutar de uma alimentação mais consciente é uma forma de cuidar não apenas do corpo, mas também da mente e das emoções. Buscar espaços que favoreçam esse estado de presença — ambientes que convidem ao acolhimento, à conexão e ao bem-estar — pode ser uma ferramenta valiosa para quem deseja viver de forma mais equilibrada.

Alimentar-se é um ato diário. Mas talvez a pergunta mais importante não seja apenas o que você está consumindo, e sim como você está se nutrindo. Porque, quando existe consciência nesse processo, a alimentação deixa de ser apenas combustível e passa a ser também um caminho de reconexão consigo mesmo.

Renata Travaglini Gonçalves

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Relações que curam (ou adoecem): o impacto do ambiente e dos vínculos no bem-estar - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

É comum pensarmos no bem-estar como algo individual — ligado apenas ao que sentimos, pensamos ou fazemos. Mas, na prática, a forma como nos relacionamos e os ambientes em que estamos inseridos têm um impacto direto e profundo na nossa saúde. Nós não existimos de forma isolada. Somos constantemente afetados pelas trocas, pelas dinâmicas e pelas energias que circulam ao nosso redor.

Cada relação carrega uma qualidade energética. Existem vínculos que nutrem, acolhem e fortalecem — e outros que drenam, tensionam e desorganizam. Muitas vezes, nos adaptamos a ambientes que exigem demais, silenciamos desconfortos ou sustentamos relações que já não são saudáveis. E, mesmo sem perceber, vamos absorvendo essas frequências, que se refletem no corpo, nas emoções e na forma como nos sentimos no dia a dia.

O olhar sistêmico amplia essa compreensão ao considerar que fazemos parte de um campo maior, onde tudo está interligado. Conflitos, padrões repetitivos e sobrecargas não estão apenas no indivíduo, mas no sistema como um todo. E a energia que circula nesses sistemas influencia diretamente o equilíbrio — ou o desequilíbrio — de quem faz parte deles.

Isso inclui também a família multiespécie. Os animais são altamente sensíveis ao campo energético do ambiente e das pessoas com quem convivem. Eles captam tensões, emoções e padrões, muitas vezes expressando, através do comportamento ou do corpo, aquilo que não está sendo elaborado no sistema. Olhar para eles também é uma forma de acessar o todo.

Cuidar do bem-estar, portanto, não é apenas olhar para dentro — é também observar as trocas que você sustenta e os ambientes que frequenta. É perceber o que nutre a sua energia e o que a enfraquece. Ao trazer mais consciência para essas relações, você abre espaço para escolhas mais alinhadas, vínculos mais saudáveis e um estado de presença mais equilibrado.

Porque, no fim, tudo é energia — e a qualidade das conexões que cultivamos define, em grande parte, a qualidade da vida que experienciamos.


Renata Travaglini Gonçalves

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O excesso de “tenho que”: como a sobrecarga afasta você de si mesma - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Existe uma frase que, silenciosamente, guia a rotina de muitas mulheres: “eu tenho que”. Tenho que dar conta, tenho que resolver, tenho que estar disponível, tenho que ser forte, produtiva, presente, equilibrada. Uma sequência quase automática de exigências que, com o tempo, deixa de ser questionada — e passa a ser vivida como única forma possível de existir.

O problema não está nas responsabilidades em si, mas na forma como elas são sustentadas. Quando o “tenho que” se torna constante, ele ocupa todos os espaços. E, pouco a pouco, o que você sente, precisa ou deseja vai ficando em segundo plano. Surge a culpa ao desacelerar, a dificuldade em dizer não, a sensação de que nunca é suficiente — como se houvesse sempre algo a mais a ser feito.

Esse excesso de cobrança não vem apenas de fora. Ele é, muitas vezes, internalizado ao longo da vida, reforçado por padrões, expectativas e papéis que foram sendo assumidos, especialmente no feminino. E é nesse acúmulo que a desconexão acontece. Porque, quando tudo é prioridade, você deixa de ser.

O corpo sente. A mente se sobrecarrega. A energia se fragmenta. E aquilo que antes era movimento natural da vida passa a ser esforço constante. Sair desse ciclo não significa abandonar responsabilidades, mas questionar a forma como você se relaciona com elas. Nem todo “tenho que” é, de fato, uma necessidade real — muitos são padrões que podem ser revistos.

Retomar o próprio eixo começa quando você abre espaço para se escutar de verdade. Quando troca, ainda que aos poucos, o “tenho que” pelo “eu escolho”, pelo “isso faz sentido para mim”, pelo respeito aos próprios limites. É nesse movimento que a vida deixa de ser apenas uma lista de obrigações — e volta a ser um espaço de presença, consciência e autenticidade.

Renata Travaglini Gonçalves

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O corpo fala: sintomas físicos como mensageiros emocionais e sistêmicos - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Nem sempre o corpo adoece de forma repentina. Na maioria das vezes, ele vai avisando antes — de maneira sutil, progressiva e até silenciosa. Um cansaço que não passa, uma tensão constante, dores recorrentes, alterações no sono, na digestão, no humor. Sinais que muitas vezes são ignorados, controlados ou silenciados, mas que carregam mensagens importantes.

O corpo não é separado da mente, das emoções ou da forma como vivemos. Ele responde a tudo: ao excesso, à pressão, ao que sentimos e não expressamos, ao ambiente em que estamos inseridos e às relações que sustentamos. Cada sintoma pode ser compreendido não apenas como um problema a ser eliminado, mas como um convite à escuta — uma tentativa do organismo de reorganizar algo que, em algum nível, perdeu o equilíbrio.

Quando olhamos apenas para o sintoma de forma isolada, tratamos o efeito, mas muitas vezes deixamos de acessar a causa. O olhar sistêmico amplia essa compreensão: considera que aquilo que se manifesta no corpo pode estar relacionado a padrões emocionais, dinâmicas familiares, sobrecargas, conflitos internos ou até ao ambiente em que a pessoa vive. Nada acontece de forma desconectada.

Isso não significa deixar de cuidar do físico, mas sim incluir outras camadas nesse cuidado. É integrar, e não separar. É entender que tudo é energia em movimento — e que, quando essa energia se desorganiza, o corpo encontra formas de se expressar. Escutar esses sinais é abrir espaço para uma compreensão mais profunda de si — e para um cuidado mais consciente, que vai além do sintoma e alcança a raiz.

Renata Travaglini Gonçalves

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Bem-estar não é luxo: é necessidade vital - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Durante muito tempo, o bem-estar foi associado a algo distante da realidade da maioria das pessoas — quase como um privilégio, um agrado eventual, um “extra” na rotina. Mas a verdade é que essa visão está na raiz de grande parte do cansaço físico, emocional e mental que vivemos hoje. Cuidar de forma integral, considerando corpo, mente e emoções, é o que verdadeiramente sustenta a vida.

Vivemos em uma cultura que valoriza o fazer constante, o excesso de informações, as cobranças, a produtividade e o dar conta de tudo. Nesse fluxo, entramos no automático — e é justamente aí que nos desconectamos de nós mesmos. O autocuidado passa a ser adiado, negligenciado ou até visto com culpa. Só que o corpo não negocia. Ele fala — através do cansaço, da ansiedade, das dores e dos sintomas. E quando não escutamos os sinais sutis, ele aumenta o volume, nos faz parar e, muitas vezes, nos conduz ao sofrimento.

O bem-estar começa quando interrompemos esse automático e mudamos a pergunta: em vez de “quando eu vou ter tempo para mim?”, passamos a perguntar “como eu posso me sustentar para viver melhor?”. Isso envolve pequenas escolhas diárias — pausas conscientes, respiração, conexão com o corpo, atenção às emoções, qualidade nas relações e no ambiente em que estamos inseridos. Tudo isso porque, no fim, tudo é energia — e a forma como cuidamos da nossa energia impacta diretamente como nos sentimos, pensamos e vivemos.

Cuidar de si é um ato de autorresponsabilidade. Não apenas consigo, mas com tudo o que nos cerca. Porque uma pessoa mais equilibrada impacta positivamente suas relações, seu trabalho, sua família e até os seres com quem convive. O bem-estar não é sobre se afastar da vida — é sobre conseguir vivê-la com mais presença, saúde e verdade.

E você, tem realmente escolhido viver de uma forma que sustenta o seu bem-estar, priorizando sua saúde e equilíbrio, ou apenas tem seguido no automático — e o que seu corpo e sua mente estão dizendo sobre essas escolhas?



Renata Travaglini Gonçalves

Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

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