Por que o psicanalista não deve dar soluções ou sugestões e agir como o psicanalista do filme A Terapia Certa protagonizado por Ricardo Darín -Coluna Psicanálise por Paula Manasse

Para Sigmund Freud, o criador da psicanálise, o papel do psicanalista não é dizer ao paciente o que ele deve fazer, nem oferecer soluções prontas para seus problemas. A psicanálise busca ajudar a pessoa a compreender seus sentimentos, pensamentos, desejos e conflitos inconscientes, ou seja, aquilo que muitas vezes influencia suas atitudes sem que ela perceba. Por isso, em vez de dar conselhos, o psicanalista oferece um espaço de escuta para que o analisando possa falar livremente e encontrar sentidos para suas próprias experiências.

Freud valorizava a associação livre, que consiste em permitir que o analisando fale sobre o que lhe vem à mente, sem censurar seus pensamentos. Por meio dessa fala, podem surgir lembranças, sentimentos e conflitos que ajudam a compreender seu sofrimento. Quando o psicanalista oferece sugestões ou diz o que a pessoa deve fazer, corre o risco de influenciar suas escolhas e dificultar o contato com seus próprios desejos. O objetivo, portanto, não é impor uma maneira de pensar ou agir, mas ajudar o analisando a compreender o que está por trás de suas dificuldades.

Essa questão aparece de forma interessante no filme A Terapia Certa, protagonizado por Ricardo Darín, que interpreta Ulises Verón, um psicanalista que perde a confiança nos métodos tradicionais e passa a interferir diretamente na vida de seus pacientes, acreditando que suas ações (do psicanalista) podem ajudá-los a mudar. Em vez de se limitar à escuta, ele ultrapassa os limites da relação terapêutica e tenta conduzir os acontecimentos da vida das pessoas. O filme permite refletir sobre o risco de o profissional acreditar que sabe o que é melhor para o outro. Mesmo quando suas intervenções parecem produzir resultados positivos, surge uma questão importante: ajudar alguém significa decidir por essa pessoa? Pela perspectiva freudiana, o trabalho analítico deve favorecer a compreensão dos conflitos inconscientes, e não substituir as escolhas do analisando pelas decisões do analista.

Portanto, o psicanalista não deve agir como alguém que possui todas as respostas, mas como um profissional que escuta, investiga e ajuda o analisando a compreender os sentidos de suas experiências. Dessa forma, o analisando pode desenvolver maior autonomia, sem depender de alguém que decida por ele. Caso esteja precisando ser ouvido, me procure e podemos pensar juntos sobre suas questões.

Instagram: @paulamanassepsicanalista

Site: www.paulamanasse.com.br

Whatsapp: 11 95693 2888

 

"Por que acabamos vivendo as mesmas situações no amor, mesmo tentando fazer diferente?" Coluna Psicanálise por Paula Manasse

Você já sentiu que está sempre vivendo as mesmas situações ou enfrentando os mesmos conflitos em seus relacionamentos, mesmo tentando muito fazer diferente? Muitas vezes, sem perceber, carregamos para o presente sentimentos, medos e reações que aprendemos lá atrás na nossa história. É nos nossos laços mais íntimos — no namoro, no casamento, na família ou nas amizades — que essas inseguranças e expectativas vêm à tona, fazendo a gente reagir ao momento atual com o peso de dores do passado.

Na terapia psicanalítica, existe algo muito bonito que acontece de forma natural: a relação entre você e o terapeuta. Com o tempo, o consultório se torna um espaço protegido no qual a forma como você se conecta com o mundo e com as pessoas mais marcantes da sua vida começa a se revelar de verdade. Essa vivência não é um obstáculo — pelo contrário, é a chave para a transformação, pois permite compreender ao vivo aquilo que antes machucava em silêncio.

Trata-se de um ambiente seguro, humano e livre de julgamentos, preparado para acolher você por inteiro, no seu próprio ritmo. Ao olhar para a sua história, você começa a identificar os gatilhos que antes geravam brigas, ansiedade ou afastamento. Com o tempo, você deixa de esperar que o outro adivinhe suas necessidades e passa a se comunicar com clareza e maturidade, aprendendo a impor limites saudáveis sem culpa e a acolher as imperfeições das relações sem se anular.

Fazer análise é se dar a chance de interromper ciclos dolorosos e construir uma vida com mais leveza, autonomia e clareza. Investir no seu autoconhecimento é o maior presente que você pode dar a si mesmo e às pessoas que você ama. Se você sente que chegou o momento de cuidar de si e transformar o modo como se conecta com o mundo, dê esse primeiro passo. Entre em contato para agendarmos uma primeira conversa e começarmos essa jornada juntos.

Instagram: @paulamanassepsicanalista

Site: www.paulamanasse.com.br

Whatsapp: 11 95693 2888