Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Mulherzinhas, Louisa May Alcott e Filme: O quarto ao lado, Netflix

Dica de filme: Mulherzinhas, Louisa May Alcott.

Há pouco mais de 150 anos, a escritora Louisa May Alcott recebeu a tarefa de escrever um relato voltado para jovens leitoras. Não precisou ir muito longe em busca de inspiração: sua família e esse mundo próprio da Nova Inglaterra em tempos de Guerra de Secessão lhe serviram. Nem de longe ela imaginava o impacto que esse livro, Little Women, seu título original, acabaria causando. Traduções para mais de cinquenta idiomas, vários filmes, quase uma dúzia de adaptações para televisão, peças de teatro e musicais da Broadway, uma ópera, muitos trabalhos acadêmicos e um número incontável de reimpressões em todos os formatos possíveis. E a conta só aumenta. As edições comemorativas se multiplicaram por todo o mundo para celebrar esse aniversário significativo. Há pouco tempo, a prestigiosa BBC estreou uma nova minissérie e está prestes a chegar às telas outra grande versão cinematográfica protagonizada por Meryl Streep, Emma Watson e Laura Dern.

Fonte: Amazon

Dica de filme: O quarto ao lado

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: O perigo de uma história única, Chinamanda Ngozi Adichie e Filme: Invasores de Corpos (1978)

Dica de livro: O perigo de uma história única, Chinamanda Ngozi Adichie

O que sabemos sobre outras pessoas? Como criamos a imagem que temos de cada povo? Nosso conhecimento é construído pelas histórias que escutamos, e quanto maior for o número de narrativas diversas, mais completa será nossa compreensão sobre determinado assunto.
É propondo essa ideia, de diversificarmos as fontes do conhecimento e sermos cautelosos ao ouvir somente uma versão da história, que Chimamanda Ngozi Adichie constrói a palestra que foi adaptada para livro. O perigo de uma história única é uma versão da primeira fala feita por Chimamanda no programa TED Talk, em 2009. Dez anos depois, o vídeo é um dos mais acessados da plataforma, com cerca de 18 milhões de visualizações.
Responsável por encantar o mundo com suas narrativas ficcionais, Chimamanda também se mostra uma excelente pensadora do mundo contemporâneo, construindo pontes para um entendimento mais profundo entre culturas.

Dica de filme: Invasores de Corpos (1978)

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: o peso do pássaro morto, Aline Bei e Filme: Devoradores de estrelas

Dica de livro: o peso do pássaro morto, Aline Bei

O livro O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, fala sobre o acúmulo de perdas, traumas e dores na vida de uma mulher anônima, acompanhada dos 8 aos 52 anos.

Companhia das Letras +2

Temas Principais

  • O Luto e as Rupturas: A narrativa aborda a forma como a protagonista enfrenta choques e perdas desde a infância até a maturidade.

    Portal Lunetas +1

  • A Metáfora do Título: O peso do pássaro morto remete a uma lembrança da infância da personagem e simboliza a fragilidade da vida, a culpa e o peso de um passado que não pôde ser mudado.

    PUC Minas +1

  • A Condição Feminina: Mostra as expectativas, violências sutis, os afetos e as lutas cotidianas do universo feminino sem nomear a personagem, sugerindo que sua história poderia ser a de qualquer mulher

    .

    YouTube·Ana Paula Vilela +2

Estilo e Formato

  • Prosa Poética: O texto mistura características de romance e poesia, com uma diagramação própria e fluxo de consciência que traduzem a angústia e a fragmentação dos sentimentos

Dica de filme: Devoradores de estrelas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Um defeito de cor, Maria Gonçalves e Filme: A garota no fim da rua, Prime Video

Dica de livro: Um defeito de cor, Maria Gonçalves

Livro que inspirou o samba enredo da Portela, no carnaval de 2024. A fascinante história de uma africana em busca do filho perdido que se tornou um clássico da literatura contemporânea. Um defeito de cor , de Ana Maria Gonçalves, é narrado de uma maneira original e pungente que prende a atenção da primeira à última página. 

Vencedor do prestigioso Prêmio Casa de las Américas e incluído na lista da  Folha de S.Paulo  como o sétimo entre 200 livros mais importantes para entender o Brasil em seus 200 anos de independência,  Um defeito de cor  conta a saga de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

No livro, Kehinde narra em detalhes a sua captura, a vida como escravizada, os seus amores, as desilusões, os sofrimentos, as viagens em busca de um de seus filhos e de sua religiosidade. Além disso, mostra como conseguiu a sua carta de alforria e, na volta para a África, tornou-se uma empresária bem-sucedida, apesar de todos os percalços e aventuras pelos quais passou. A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados muçulmanos a favor da Abolição.

Pautado em intensa pesquisa documental,  Um defeito de cor  é um retrato original e pungente da exploração e da luta de africanos na diáspora e de seus descendentes, durante oito décadas da formação da sociedade brasileira. O livro inspirou, em 2022, uma exposição homônima no Museu de Arte do Rio (MAR), com curadoria de Amanda Bonan, Marcelo Campos e da própria Ana Maria Gonçalves.

“ Um defeito de cor , da Ana Maria Gonçalves, é um [livro] que precisa ser colocado nas escolas. Ele me transformou.” - Fábio Porchat.

“Escrito pela mineira Ana Maria Gonçalves, a obra, de leitura voraz, prende a atenção do leitor da primeira à última página.” -  Glamurama.

“Nesse livro, Ana Maria Gonçalves produz um corte plurissignificativo nos protocolos de representação do negro e da negrura na sociedade e na literatura brasileiras..” - Leda Maria Martins, pesquisadora, ensaísta e professora aposentada da UFMG.

“Romance histórico da diáspora negra do Brasil. Apresenta-se como contraponto ao apagamento da história do povo negro. Primeiro épico antiescravagista da literatura brasileira.” - Luiz Fernando Carvalho, diretor de cinema e TV.

“Com uma perspectiva feminina e moderna sobre um fenômeno que determina a vida brasileira até os dias de hoje, é um livro essencial para a compreensão do país.” - Noemi Jaffe, escritora, professora e crítica literária.

Fonte: Amazon

Dica de filme: A garota no fim da rua, primevideo

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A pérola que rompeu a concha, Nádia Hashim e Filme: Queime todas as minhas cartas

Dica de livro: A pérola que rompeu a concha, Nádia Hashim

"Uma história maravilhosa de resistência em uma cultura que não valoriza as mulheres. A escrita de Nadia Hashimi evoca a de Khaled Hosseini." – Book Reporter

"Nadia Hashimi nos agracia com uma história familiar sensível e bela. Seu cativante relato é um retrato do Afeganistão em toda a sua desconcertante e enigmática glória e um espelho das lutas ainda atuais das mulheres afegãs." – Khaled Hosseini, autor de O caçador de pipas

Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar.

Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre.

Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul.

A pérola que rompeu a concha entrelaça as histórias dessas duas mulheres extraordinárias que, apesar de separadas pelo tempo e pela distância, compartilham a coragem e vão em busca dos mesmos sonhos. Uma comovente narrativa sobre impotência, destino e a busca pela liberdade de controlar os próprios caminhos.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Queime todas as minhas cartas

Luciana Andrade

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: o coração é um caçador solitário, Carson McCullers e Filme: Amor de mãe, Primevideo

Dica de livro: o coração é um caçador solitário, Carson McCullers

Obra de estreia de Carson McCullers, O coração é um caçador solitário (1940) é um mosaico de personagens que pulsam profunda humanidade em seus desajustes. O romance causou impacto imediato na crítica ao reconstruir a vida de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos às vésperas da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

A figura central é um trabalhador surdo, John Singer, com quem os outros personagens estabelecem conexões afetivas. Em torno de Singer gravitam Mick, uma adolescente andrógena, apaixonada por música; um médico negro, Benedict Copeland, bravo defensor da justiça para seu povo; Biff Brannon, dono de um café onde se reúnem as pessoas da vizinhança; e um frequentador beberrão, Jake Blount, revoltado com as injustiças do mundo.

Na rede sutil tecida por McCullers encontramos o retrato do Sul marcado pelo racismo, em paralelo às notícias das atrocidades cometidas pelo nazismo. O escritor negro do Mississippi Richard Wright observou que McCullers foi quem criou pela primeira vez, entre os escritores brancos, personagens negros com profundidade.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Amor de mãe, Primevideo

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: As regras de Lilian Sais e Filme: Segunda chance - Prime Video

Dica de livro: As regras de Lilian Sais

A regra é clara”, enuncia o bordão do comentarista de arbitragem de futebol Arnaldo Cezar Coelho, figura obrigatória nos jogos da Seleção Brasileira transmitidos pela TV durante os anos 1990. É neste contexto e nesta tensão ― a regra é clara, mas a vida não é ― que Lilian Sais situa esta obra que encerra a “tetralogia da perda”, série de livros que escreveu após a morte do pai.

Do tetracampeonato de 1994 à Copa do Mundo do Catar, passando pelo trauma nacional do Maracanaço e pela história do futebol feminino no Brasil, a autora rememora episódios marcantes da relação com o pai atravessados pelo esporte: quando ganhou uma bola, quando escolheu torcer pelo time da mãe, quando, mais tarde, seu desinteresse pelo futebol fragilizava a conexão entre os dois.

Poético e ensaístico, As regras costura memória pessoal e coletiva por meio de fotografias, sonhos e fabulações, explorando os interstícios e as lacunas ― “Estou perdendo algo e não sei o que é”. Ainda é possível acertar as contas com as perdas e rever as regras do jogo, mesmo que um dos jogadores já tenha se retirado de campo.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Segunda chance - Prime Video

https://www.primevideo.com/region/na/detail/0RQZL8AH8KM7NRNCX6BTYR9D5W?xdsso=1&ref_=atv_auth_red_aft

Luciana Andrade

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector e Filme: Perdendo o juízo , Netflix

Dica de livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector

"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas."

A experiência da protagonista desta aprendizagem mostra afinidades tanto com as provações da bela Psiquê, do mito grego, quanto com a mística aventura da alma, ao atravessar a noite escura no Cântico Espiritual  de São João da Cruz.

Como um quadro cujas linhas mestras o recortassem do grande mistério que tudo contém, este livro, que "se pediu uma liberdade maior", é a narrativa de uma iniciação e um extraordinário hino ao amor. Lóri, a mulher, faz uma longa viagem ao mais profundo de si mesma e chega à consciência total de ser. Diz: eu é; o homem, Ulisses, um professor de filosofia, que possui fórmulas para explicar o mundo, transforma-se em algo mais simples, um simples homem. Ambos serão iniciados: Ulisses fecha os ouvidos para as outras sereias porque só está disponível para Lóri, cujo verdadeiro nome é Loreley, como a personagem de Heine e de Apollinaire, uma ondina ou sereia que costumava atrair para os rochedos os barqueiros do Reno. Na verdade, cada um vai encontrar-se consigo mesmo em face do outro.

Por ser trabalho, ascese, viagem, o amor de Lóri e Ulisses vence a diferença, o estranhamento, vence até mesmo a morte, ou o medo da morte. E a entrega finalmente física dos personagens se realiza com força tântrica de êxtase, de epifania. Para Lóri, "a atmosfera era de milagre"; Ulisses "estava sofrendo de vida e de amor".

Nada termina, porém, o momento anuncia uma nova aurora: "Ambos estavam pálidos e ambos se acharam belos." Clarice, que se insere sabiamente no possível, fecha com dois pontos a narrativa que começara com uma vírgula.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Perdendo o juízo , Netflix

 Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

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