Quando estamos ansiosos, sobrecarregados ou emocionalmente abalados, não é apenas a mente que reage. O corpo também participa dessa experiência.
O coração pode acelerar, a respiração ficar mais curta, os músculos se tensionarem e os pensamentos parecerem difíceis de controlar.
Por isso, aprender técnicas de autorregulação emocional pode ajudar a reduzir a ativação do organismo e recuperar, gradualmente, uma sensação maior de equilíbrio.
A seguir, conheça três recursos simples que podem ser utilizados no dia a dia.
1. Respiração lenta e consciente
Em momentos de ansiedade, é comum a respiração ficar rápida e superficial.
Experimente inspirar lentamente pelo nariz e soltar o ar de forma ainda mais tranquila.
Repita algumas vezes, sem forçar, percebendo o movimento do peito e do abdômen.
A respiração consciente ajuda você a voltar a atenção para o corpo e para o momento presente.
2. Abraço de borboleta
Cruze os braços sobre o peito e coloque as mãos sobre lados opostos do corpo.
Em seguida, faça pequenos toques alternados: uma mão, depois a outra, mantendo um ritmo confortável.
Enquanto realiza o movimento, observe sua respiração e as sensações que aparecem.
Essa prática pode favorecer uma sensação de acolhimento e ajudar na organização emocional em momentos de maior tensão.
3. Técnica de aterramento 5-4-3-2-1
Quando os pensamentos estão muito acelerados, direcionar a atenção para aquilo que está acontecendo ao redor pode ajudar.
Observe e identifique:
5 coisas que você consegue ver;
4 coisas que consegue tocar;
3 sons que consegue ouvir;
2 cheiros que consegue perceber;
1 sabor ou sensação na boca.
Faça o exercício devagar, permitindo que sua atenção retorne ao presente.
Mas autorregulação não significa apenas aprender a se acalmar
As técnicas são recursos importantes, mas também precisamos compreender por que o corpo entra tantas vezes em estado de alerta.
É justamente nesse ponto que entra o meu trabalho na psicoterapia.
No meu trabalho terapêutico, integro a compreensão dos pensamentos e padrões emocionais com a percepção das respostas do corpo.
Observamos não apenas o que a pessoa pensa, mas também:
como o corpo reage diante de determinadas situações;
quais emoções aparecem com maior intensidade;
quais gatilhos ativam ansiedade, medo ou sobrecarga;
quais padrões emocionais vêm se repetindo ao longo da vida;
e quais formas de proteção foram sendo construídas ao longo da própria história.
Porque, muitas vezes, o sintoma que aparece hoje pode estar relacionado a padrões emocionais que foram se formando muito antes.
Por isso, a psicoterapia não busca apenas ensinar a pessoa a controlar uma crise.
O processo também ajuda a desenvolver consciência emocional, autorregulação e compreensão das raízes dos padrões que mantêm o sofrimento.
Aprender uma técnica pode ajudar você em um momento difícil.
Mas compreender o que o seu corpo e suas emoções estão tentando comunicar pode abrir um caminho muito mais profundo de autoconhecimento.
Corpo e mente não funcionam separados. Cuidar da saúde emocional também significa aprender a escutar os sinais do corpo.
Psicóloga Elisa Maria Pereira
@psi.elisape
Mentora e Palestrante – contato 19981281661
