Saúde Emocional nos Relacionamentos: quando amar também é cuidar de si

Falar de saúde emocional nos relacionamentos é falar sobre como nos vinculamos, como nos preservamos e como lidamos com nossas feridas dentro do amor. Em tempos de relações rápidas, intensas e muitas vezes descartáveis, manter a saúde emocional tornou-se um dos maiores desafios da vida afetiva.


Relacionamentos saudáveis não são aqueles sem conflitos, mas aqueles em que existe segurança emocional, respeito aos limites e responsabilidade afetiva.

O que é saúde emocional em um relacionamento?

Saúde emocional em um relacionamento é a capacidade de estar com o outro sem perder a si mesmo. É quando o vínculo promove crescimento, estabilidade emocional e sensação de pertencimento — e não medo constante, ansiedade ou autoabandono.

Um relacionamento emocionalmente saudável permite:

  • Expressar sentimentos sem medo de punição ou rejeição

  • Dizer “não” sem culpa excessiva

  • Ser quem se é, sem precisar usar máscaras

  • Resolver conflitos sem desqualificar o outro

Quando essas bases não existem, o amor pode até permanecer, mas o custo emocional se torna alto demais.

Quando o amor começa a adoecer

Muitas pessoas confundem amor com intensidade, dependência ou sofrimento. No entanto, relações que adoecem emocionalmente costumam apresentar sinais claros, como:

  • Ansiedade constante em relação ao comportamento do parceiro

  • Medo excessivo de perder ou ser abandonado

  • Necessidade de agradar para manter o vínculo

  • Silenciamento emocional para evitar conflitos

  • Sensação de estar sempre “em alerta”

Esses sinais não indicam falta de amor, mas falta de saúde emocional.

Dependência emocional não é amor profundo

Um dos maiores inimigos da saúde emocional nos relacionamentos é a dependência emocional. Ela se manifesta quando o outro se torna a principal — ou única — fonte de validação, segurança e identidade.

Nesse cenário, o vínculo deixa de ser escolha e passa a ser necessidade. O medo de perder o outro se sobrepõe ao cuidado consigo mesmo, gerando relações desequilibradas, controle excessivo e sofrimento silencioso.

Amar de forma saudável é poder dizer:

“Eu quero estar com você, mas continuo inteiro sem você.”

Limites: o alicerce invisível das relações saudáveis

Colocar limites não é rejeitar o outro — é proteger o vínculo. Relações sem limites claros tendem a gerar ressentimento, exaustão emocional e conflitos recorrentes.

Limites saudáveis:

  • Protegem a individualidade

  • Evitam sobrecarga emocional

  • Fortalecem o respeito mútuo

Quem não aprende a colocar limites geralmente adoece tentando ser aceito.

O corpo como sinalizador emocional

O corpo frequentemente percebe o que a mente tenta racionalizar. Sintomas como insônia, tensão constante, ansiedade, taquicardia ou cansaço emocional podem ser sinais de que algo na relação não está saudável.

A saúde emocional se manifesta também na sensação de calma, segurança e estabilidade interna ao estar com o outro.

Conflitos não destroem relações — a forma de lidar com eles, sim

Conflitos são naturais e inevitáveis. O que define a saúde emocional de um relacionamento não é a ausência de conflitos, mas a forma como eles são conduzidos.

Relações saudáveis permitem:

  • Escuta genuína

  • Responsabilização emocional

  • Resolução sem humilhação ou ataques pessoais

Brigas que visam vencer, punir ou desqualificar o outro enfraquecem o vínculo e minam a confiança emocional.



Amar com maturidade emocional

Maturidade emocional nos relacionamentos envolve compreender que o outro não está ali para curar feridas antigas, preencher vazios ou reparar dores do passado. O relacionamento não substitui o trabalho emocional individual.

Amar com saúde é compartilhar a caminhada, não transferir responsabilidades emocionais.

Saúde emocional nos relacionamentos não significa perfeição, mas consciência, autenticidade e cuidado mútuo. Relações saudáveis fortalecem, acolhem e promovem crescimento emocional.

Quando amar começa a exigir sacrifícios constantes da própria saúde emocional, é sinal de que algo precisa ser revisto.

Relacionamento saudável não exige que você se perca para que o outro fique.    

Autora:    

Elisa Maria Pereira

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais

Especialista em Dinâmica emocional e relacional 

@psicologa.elisapereira



Seu filho tem uma síndrome? - Coluna Psicologia pr Dra. Letícia Kancelkis

Quando me disseram isso, pensei: "Certo, com fé em Deus, vamos saber qual é e fazer tudo o que ele precisar. Vai ficar tudo bem."
A neuro disse algo um tanto assustador: Que, se fosse uma epilepsia, por exemplo, seria o melhor dos diagnósticos.

De fato, o que meu filho tinha era uma síndrome neurodegenerativa, o que significava que ele morreria, em poucos meses, muito provavelmente. Só esta notícia me desestruturaria daquela forma, porque era a única que me deixaria completamente impotente.


Sempre fui a "invocadinha", "encrenqueira" e, por um filho, sempre a "leoa", capaz de qualquer coisa, mas isso? Diante disso, em poucos minutos, tornei-me totalmente incapaz.


Tudo que eu fizesse, enfrentasse, inclusive em relação a preconceitos e outras sujeiras sociais seria insuficiente para aquilo que eu mais queria: meu filho vivo e correndo, indo pra escola.


Mas foi aí que eu descobri coisas ainda mais preciosas...


Conto tudinho no meu livro "O Sol Brilhará Amanhã". Veja no destaque.

Leticia Kancelkis

Coluna Psicologia

Formada em Psicologia desde 1999, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica de referencial Psicanalítico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Autora dos livros: “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus” e “Uma menina chamada Alegria”. Atua como Psicóloga Clínica, atendendo também por Skype. Contato:leticia.ka@hotmail.com

Quantas pessoas você conhece que tratam as que estão ao seu redor com arrogância?

Quantas pessoas você conhece que tratam as que estão ao seu redor com arrogância?
E você? Faz distinção de pessoas? Ou cumprimenta todo mundo, com respeito e carinho, independente da posição social ou profissão?


Você acredita que todos merecem ser tratados assim, com amor, tenham a religião ou orientação sexual que tiverem ou se sente no direito de DISCRIMINAR as pessoas, por esse ou aquele motivo, já que quem tem a verdadeira crença é você?
A humildade representa a capacidade de compreender que todos somos seres falhos, que erram todos os dias, de um jeito ou de outro.

Quando compreendemos isso, podemos nos aproximar do outro como um ser que possui o mesmo "status" que nós, tendo a raça que tivermos ou tendo estudado ou deixado de estudar o tempo que for.


Ninguém, nesta Terra, é maior que ninguém e, quem acha que é, infelizmente, está privado de chegar, minimamente, em sua própria essência.


Sendo assim, não há como crescer na vida, verdadeiramente. Nem mesmo libertar sua própria alma para a paz, que excede todo o entendimento.


Quero contar que, desde muito cedo em minha vida, senão desde que me conheço por gente, sinto uma profunda indignação com os preconceitos e as discriminações e penso que eles provêm de conflitos psíquicos importantes, que devem ser tratados.

Por exemplo: Você já se perguntou sobre o "porquê" dessa homofobia ou desse racismo todo? Quando temos muito medo de algo e rejeitamos com muita agressividade esse algo, é muito provável que estejamos escondendo, geralmente de nós mesmos, exatamente um desejo inconsciente relacionado a isso.
Sou cristã e entendo que Jesus veio ensinar a não julgar, mas sim a amar, tolerar e respeitar as diferenças.


Naturalmente, Ele veio para corrigir nossas rotas, ensinando o caminho a ser seguido, mas não julgou, em nenhum momento, quem quer que fosse.
Pense nisso como algo libertador! A força do AMOR é a mesma que leva à HUMILDADE, que, por sua vez, conduz à liberdade, ao sentir-se amado "de volta", porque, quem dá amor, recebe amor.

Leticia Kancelkis

Coluna Psicologia

Formada em Psicologia desde 1999, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica de referencial Psicanalítico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Autora dos livros: “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus” e “Uma menina chamada Alegria”. Atua como Psicóloga Clínica, atendendo também por Skype. Contato:leticia.ka@hotmail.com

Seu filho foi diagnosticado com Autismo? Coluna Psicologia por Dra. Letícia Kancelkis

Na hora em que você descobre isso, o chão parece se abrir e você não sabe para onde correr. Você quer salvar seu filho desse, que parece ser um imenso monstro de 7 cabeças.


Quero te dizer que não é e que você vai conseguir. O autismo chama a minha atenção há, pelo menos, uns 15 anos.


Trabalhei, voluntariamente, em uma ONG, fundada pela mãe linda de um "Asperger" e nós levávamos cachorros, os mais fofos, para os hospitais, para visitar os pacientes internados, não necessariamente autistas.


Quando comecei lá, virava madrugadas e mais madrugadas, estudando o assunto. Lembro que assisti a um filme em que uma mãe lutava, lindamente, pelo desenvolvimento, o melhor possível, de seus dois filhos autistas e devo ter chorado até as tantas, no final, quando eles crescem e se tornam homens super bem- sucedidos.

Tudo porque a mãe deles os colocou em primeiro lugar e batalhou, batalhou, até conseguir.


Se você tem um filho que foi diagnosticado com autismo, saiba que ele é uma joia rara. Não digo que vai ser fácil, mas sim que ele vai te apresentar tudo de melhor que a vida tem a oferecer.

Esteja atenta a todos os seus ensinamentos, porque ele será, se não seu melhor professor, um dos melhores, sem qualquer sombra de dúvida.
Sabe por quê? Porque ele vai te fazer compreender o real sentido da palavra AMOR.

Leticia Kancelkis

Coluna Psicologia

Formada em Psicologia desde 1999, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica de referencial Psicanalítico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Autora dos livros: “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus” e “Uma menina chamada Alegria”. Atua como Psicóloga Clínica, atendendo também por Skype. Contato:leticia.ka@hotmail.com

Superação - Coluna Psicologia por Dra. Letícia Kancelkis

Cospe, Letícia!!!


Era o que eu ouvia das minhas amigas. De uma, em especial, recebi o apelido ofensivo de Lentícia, porque eu demorava uma era inteirinha para limpar a casa, por exemplo. Eu ria sim, mas nem elas e, em certa medida, nem eu mesma sabia o quanto eu sofria com tudo aquilo.


Desde pequena, sofria bulling, porque eu era estranha, em vários sentidos. Me sentia inadequada, feia, incapaz, sem inteligência, inferior.

Passava aulas e aulas INTEIRAS sem escutar uma palavra. Em compensação, ficava acordada, nas madrugadas, estudando e lendo livros, até o fim, porque eu não conseguia me concentrar. Tinha que ler umas 10 vezes, um mesmo parágrafo, para entender.


Sofria com Depressão, ansiedade, medo de tudo.


Minhas dificuldades e dores tinham nome? Eu precisava de uma ou mais explicações. Eu precisava de cura! Ou, pelo menos, de algum alívio, porque parecia que eu não suportaria muito tempo tanta dor na alma. Depois de 6 meses da morte de um dos meus filhos, tive uma convulsão e descobri minha Epilepsia.

Descobri, inclusive, porque tenho pavor de barulho de fogos de artifício e de bexiga estourando. Descobri que a Epilepsia me trazia as crises de ausência, que não me deixavam em conexão contínua com o mundo.

Foi libertador saber que isso tinha nome, que eu não tinha culpa de tudo aquilo, que me trazia tanta timidez, medo, sentimento de rejeição e inferioridade. Solidão!
Quero te dizer que, se você tem sintomas parecidos, deve buscar ajuda e que não existe vergonha nenhuma em termos qualquer doença ou síndrome.


Ministro palestras, desde meus 21 ou 22 anos. Já pensou na quantidade de desafios que enfrentei, minha vida toda? Ficava azul, de tão vermelha, na frente das pessoas, apareciam vergões pelo pescoço e colo, minha voz mudava completamente. Me perguntava como eu conseguiria, o tempo todo.

O cansaço era tremendo, porque eu ligava e desligava, ligava e desligava, constantemente. No consultório, não era diferente, claro, porque meu cérebro funciona de um jeito diferente do considerado normal. Porém, milagres existem!

Leticia Kancelkis

Coluna Psicologia

Formada em Psicologia desde 1999, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica de referencial Psicanalítico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Autora dos livros: “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus” e “Uma menina chamada Alegria”. Atua como Psicóloga Clínica, atendendo também por Skype. Contato:leticia.ka@hotmail.com

 

Coisas do destino! Coluna Psicologia por Dra. Letícia Kancelkis

Oiê! Hoje não fui de taxi não...
Coração me mandou contar pra você que fui de uber. Eita coisa de Deus que é esse app!


O possante não funcionou pra ir pra consulta, que estava em cima da hora, marcada há 6 meses!
Fala se não é de Deus um negócio desses, que chega em 3 minutos?
É tudo de bom pra quem "vai de uber" (a Angélica que me desculpe) e pra quem virou uber, mesmo tendo outra profissão.
Quem concorda, manda um amém!

Leticia Kancelkis

Coluna Psicologia

Formada em Psicologia desde 1999, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica de referencial Psicanalítico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Autora dos livros: “O Sol Brilhará Amanhã: Anuário de uma mãe de UTI sustentada por Deus” e “Uma menina chamada Alegria”. Atua como Psicóloga Clínica, atendendo também por Skype. Contato:leticia.ka@hotmail.com