Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Vi o trailer e achei que seria um drama comovente, e também um filme bonito, pois apareciam destaques de comentários de críticas e revistas. Fiquei realmente interessado.

Uma mulher idosa se muda para uma casa de repouso, lidando com sua mudança de identidade, memória e relacionamentos em meio às complexidades do envelhecimento.

Uma decepção! O filme é monótono demais. Não tem muitos eventos, apenas a ida da personagem principal à casa de repouso e alguns momentos passados por lá. Não que seja um filme ruim, mas é um pouco lento (cenas longas, sem diálogo, sem relevância. Por exemplo, ela deitada, dormindo). Uma pena, pois a atuação da atriz principal está excelente!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector e Filme: Perdendo o juízo , Netflix

Dica de livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector

"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas."

A experiência da protagonista desta aprendizagem mostra afinidades tanto com as provações da bela Psiquê, do mito grego, quanto com a mística aventura da alma, ao atravessar a noite escura no Cântico Espiritual  de São João da Cruz.

Como um quadro cujas linhas mestras o recortassem do grande mistério que tudo contém, este livro, que "se pediu uma liberdade maior", é a narrativa de uma iniciação e um extraordinário hino ao amor. Lóri, a mulher, faz uma longa viagem ao mais profundo de si mesma e chega à consciência total de ser. Diz: eu é; o homem, Ulisses, um professor de filosofia, que possui fórmulas para explicar o mundo, transforma-se em algo mais simples, um simples homem. Ambos serão iniciados: Ulisses fecha os ouvidos para as outras sereias porque só está disponível para Lóri, cujo verdadeiro nome é Loreley, como a personagem de Heine e de Apollinaire, uma ondina ou sereia que costumava atrair para os rochedos os barqueiros do Reno. Na verdade, cada um vai encontrar-se consigo mesmo em face do outro.

Por ser trabalho, ascese, viagem, o amor de Lóri e Ulisses vence a diferença, o estranhamento, vence até mesmo a morte, ou o medo da morte. E a entrega finalmente física dos personagens se realiza com força tântrica de êxtase, de epifania. Para Lóri, "a atmosfera era de milagre"; Ulisses "estava sofrendo de vida e de amor".

Nada termina, porém, o momento anuncia uma nova aurora: "Ambos estavam pálidos e ambos se acharam belos." Clarice, que se insere sabiamente no possível, fecha com dois pontos a narrativa que começara com uma vírgula.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Perdendo o juízo , Netflix

 Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Scary Movie (título no Brasil: “Todo Mundo em Pânico”)

Scary Movie (título no Brasil: “Todo Mundo em Pânico”)

Sinceramente, não estava muito interessado em assistir a este filme. Não por não gostar do estilo ou da franquia, mas por achar que esse tempo já passou. Essa franquia envelheceu mal. Mas por falta de opção, arrisquei.

Vinte e seis anos depois de terem sobrevivido a uma série de ataques cometidos por um implacável assassino mascarado, Cindy, Brenda, Shorty e Ray se deparam com uma nova onda de violência.

Devia ter seguido os meus instintos rs. Realmente, foi-se o tempo desses filmes (pelo menos, pra mim). Claramente fizeram para ganhar dinheiro e só. Poucos momentos para boas risadas e muitas ‘mesmas piadas de sempre’. Foi um tempo passado no cinema sem frustrações, mas não vale o ingresso, não.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A vergonha tem que mudar de lado, Gisele Pelicot e Filme: A teia

Dica de livro: A vergonha tem que mudar de lado, Gisele Pelicot

Um hino à vida – A história real de Gisèle Pelicot, a mulher que denunciou o marido e mais de cinquenta abusadores na França.

Esta é a impressionante história de Gisèle Pelicot, que comoveu o mundo ao revelar um dos casos mais chocantes de violência sexual e abuso conjugal da França. Em Um hino à vida, Gisèle narra como transformou sua dor em força e oferece uma mensagem poderosa de esperança, superação, cura e empoderamento feminino.

Em 2024, Gisèle tornou-se símbolo de coragem ao renunciar ao anonimato e enfrentar publicamente o ex-marido, Dominique Pelicot, e mais de cinquenta homens acusados de estupro. Apenas quatro anos antes, ela descobrira que o companheiro a drogava e permitia que outros homens a violentassem enquanto estava inconsciente -- um crime que chocou o mundo e desencadeou um debate global sobre culpa, vergonha e justiça.

Nesta autobiografia profundamente humana, Gisèle compartilha sua trajetória desde a infância, o casamento e o momento devastador da descoberta, até o processo judicial e a sua luta para reconstruir a vida. Narrado com coragem e dignidade, Um hino à vida é o testemunho de superação de uma mulher que rompeu o silêncio e inspirou milhares de vítimas de abuso a recuperarem a própria voz.

Dica de filme: A teia

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Odyssey (título no Brasil: “A Odisséia”)

The Odyssey (título no Brasil: “A Odisséia”)

Acho que grande parte das pessoas do mundo, nesses últimos dias, ouviu falar sobre a estréia deste filme, e da grandiosidade do mesmo. Quem gosta de cinema, com certeza, estava (ou ainda está) com bastante curiosidade para ir conferir. Eu estava, e muito!

Escrito por volta de 700 a.C., considerado seminal no cânone da literatura ocidental e tradicionalmente atribuído a Homero, o poema épico da Grécia Antiga “A Odisseia” nos fala de coragem e perseverança, e acompanha as aventuras do grego Ulisses (Matt Damon), rei de Ítaca que, após ter desaparecido em combate na Guerra de Tróia, tenta encontrar o caminho de volta a casa.

Mas parece que forças superiores tentaram evitar o seu regresso e depois de duas décadas ausente, durante as quais se viu forçado a enfrentar homens terríveis, ciclopes, sereias, tempestades e deuses irados, conseguiu finalmente regressar para Penélope (Anne Hathaway) – a mulher que, embora forçada a escolher um novo marido, nunca perdeu a esperança de ver Ulisses de volta – e de Teémaco (Tom Holland), o filho de ambos.

Saí do filme com a palavra “fantástico!” na cabeça. E realmente o filme é excepcional! Há muito tempo não assistia a um filme tão bom, tão bem feito! Recomendo que não deixem de assistir, e que assistam nos cinemas (mesmo que não seja em salas IMAX, mas tem que ser na telona!)!!!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Franz

Franz

Um filme biográfico sempre me chama muito a atenção. Como pouco sabia sobre a vida de Kafka, foi um ‘prato cheio’.

Nascido em 1883, em Praga (na época integrada no Império Austro-Húngaro), Franz Kafka é um dos autores mais populares e influentes do século passado. Este filme biográfico acompanha o escritor desde a infância até aos últimos dias da sua vida, percorrendo a difícil relação com os progenitores – sobretudo com o pai, um homem autoritário e violento –, os anos passados como empregado de uma companhia de seguros, a relação que mantinha com o judaísmo, a sua vulnerabilidade emocional e também a constante resistência à intimidade, algo que se refletiu em todas as suas relações românticas.

É um filme não-linear (não segue exatamente uma linha de tempo), e mistura cenas atuais (de guias do museu do escritor em Praga, falando sobre ele) com cenas da vida do mesmo, ora adulto, ora criança. Mas muito bem ambientado, bem filmado e enredo sem enrolações. Quem gosta de saber sobre a vida de personalidades, recomendo!


Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Invite (título no Brasil: “O Convite”)

The Invite (título no Brasil: “O Convite”)

Fracos lançamentos desta semana, me fizeram escolher um filme “qualquer” para ver, mesmo sem ter muita informação a respeito. Tinha lido sobre este filme, bem por cima, falando bem. E a nota no IMDb era boa. Então, lá fui conferir.

Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) atravessam um período conturbado no seu longo casamento. Um dia, para quebrar a rotina, ela decide convidar Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz), o casal que recentemente se mudou para o andar de cima, para um jantar a quatro.

O que começa como um encontro descontraído entre vizinhos, rapidamente se transforma em algo bastante desconfortável, uma vez que observar de perto a química entre os convidados realça as fragilidades do seu próprio relacionamento. Com o avançar da noite, a conversa envereda para temas mais íntimos, aumentando cada vez mais o constrangimento.

O filme parece bastante teatral (que poderia tranquilamente ser uma peça de teatro), pois se passa dentro de um apartamento, com apenas 4 pessoas. Apesar de soar “monótono”, é bastante dinâmico, até. Tem hora que o personagem ‘Joe’ cansa um pouco, mas o filme é bem curto, e tem uma vibe divertida. Edward Norton está muito bem (!). Quando for pro streaming, vale ver.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Brancura de Jon Fosse. e Filme: A sombra do meu pai

Dica de livro: Brancura, Jon Fosse

Neste breve romance em que a atmosfera onírica se mescla à transcendência, um homem começa a dirigir sem rumo e, desconhecendo as próprias motivações, conduz seu carro até uma floresta. Logo escurece e começa a nevar. Obedecendo à lógica trágica e misteriosa que opera nos pesadelos ― ou no encontro inescapável com o destino ―, em vez de procurar ajuda, ele decide se aventurar, pela mata escura, onde se depara com um ser de brancura reluzente.

Como a voz que o protagonista escuta em sua errância, tudo nesta breve narrativa é ao mesmo tempo estranho e excessivamente familiar. Num jogo de claro e escuro, concreto e sublime, Jon Fosse tensiona a escrita num fluxo de consciência que escala rapidamente para uma voltagem inesperada, tragando o leitor e fazendo-o experimentar fisicamente a radicalidade de seu projeto literário.

Considerado um dos maiores escritores europeus da atualidade, frequentemente comparado a grandes nomes do século 20, como Beckett, Ibsen, Bernhard, Fosse é dono de uma vasta obra que se debruça sobre questões existenciais, explorando as temáticas da morte, do amor, da fé e do desespero.

Sua escrita é construída de modo a replicar o ritmo e a repetição de uma oração, e a precisão obsessiva de seu trabalho fez com que ele ultrapassasse os limites do estilo para forjar algo próximo de uma nova forma literária, na qual a relação com a metafísica vai além do conteúdo, inscrevendo-se também na forma. Por isso, a experiência de ler seus livros é comparável à da meditação.

A singularidade da voz de Fosse também se deve ao fato de que ele é um dos poucos autores a escrever em neonorueguês, ou nynorsk ― variante minoritária da língua, que seria uma compilação de dialetos falados sobretudo na costa da Noruega. Brancura é a primeira obra de Jon Fosse após Septologia, o monumental romance que o consagrou como um clássico contemporâneo e lhe rendeu um lugar no panteão literário ao lado de seus mestres Faulkner, Woolf e Kafka. Meticulosamente traduzido por Leonardo Pinto Silva, que soube preservar o lirismo e a oralidade do idioma original, esta breve narrativa é uma excelente porta de entrada para a literatura do maior autor norueguês vivo e uma experiência literária única.

Fonte: Amazon

Dica de filme: A sombra do meu pai

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com