Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: By Any Means (título no Brasil: “No Limite da Justiça”)

By Any Means (título no Brasil: “No Limite da Justiça”)

Tenho um pouco de “pé atrás” com os filmes com Mark Wahlberg, apesar de ter feito bons filmes, mas sempre fico em dúvida se vale a pena confiar na qualidade do filme que ele protagoniza. Mas arrisquei! 

A ação decorre durante a década de 1960, quando nos EUA o racismo estava ainda muito enraizado e, em particular, as pessoas de origem afroamericana eram alvo da brutalidade de elementos de vários grupos extremistas, entre eles o Ku Klux Klan. Esta organização, criada no século XIX e de base protestante, se caracterizava por defender o nacionalismo branco e pelas suas convicções anti-imigração, anticatolicismo e anti-semitismo. 

O ódio às minorias resultou num particular rancor aos movimentos pelos direitos civis e dessegregação, que se traduziu em atos violentos contra os seus ativistas. Nessa altura, no estado do Mississippi (EUA), vários líderes foram brutalmente assassinados.

Num esforço para levar os culpados à justiça, um agente do FBI propõe uma colaboração a um mafioso (Mark Wahlberg) que, com os seus métodos pouco ortodoxos de se vingar dos seus inimigos, aceita cooperar com as autoridades. À medida que se vão deparando com provas e criando laços de companheirismo, os dois acabam por desvendar uma conspiração muito mais abrangente e perigosa do que esperavam.

Filme baseado em fatos verídicos, do jeitinho que eu gosto. Achei bem ambientado, enredo coerente e boas cenas de ação. Em alguns momentos achei as atuações medianas, mas nada que tenha estragado o filme. Bom divertimento, mas creio que seja daqueles filmes que daqui um tempo, não lembrarei muito dele.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: O perigo de uma história única, Chinamanda Ngozi Adichie e Filme: Invasores de Corpos (1978)

Dica de livro: O perigo de uma história única, Chinamanda Ngozi Adichie

O que sabemos sobre outras pessoas? Como criamos a imagem que temos de cada povo? Nosso conhecimento é construído pelas histórias que escutamos, e quanto maior for o número de narrativas diversas, mais completa será nossa compreensão sobre determinado assunto.
É propondo essa ideia, de diversificarmos as fontes do conhecimento e sermos cautelosos ao ouvir somente uma versão da história, que Chimamanda Ngozi Adichie constrói a palestra que foi adaptada para livro. O perigo de uma história única é uma versão da primeira fala feita por Chimamanda no programa TED Talk, em 2009. Dez anos depois, o vídeo é um dos mais acessados da plataforma, com cerca de 18 milhões de visualizações.
Responsável por encantar o mundo com suas narrativas ficcionais, Chimamanda também se mostra uma excelente pensadora do mundo contemporâneo, construindo pontes para um entendimento mais profundo entre culturas.

Dica de filme: Invasores de Corpos (1978)

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Couture (título no Brasil: “Vidas Entrelaçadas”)

Couture (título no Brasil: “Vidas Entrelaçadas”)

Por pura falta de opção, escolhi assistir a este filme. Não sabia do que se tratava, apenas que tinha Angelina no papel principal, e participação de Vincent Lindon. Não tinha ideia do que se tratava, além de referências com o mundo da moda em Paris.

Três mulheres se cruzam em Paris durante a Semana da Moda. Maxine (Angelina Jolie), uma realizadora norte-americana que ali se encontra para rodar um filme para a abertura do evento, descobre que tem câncer. Ada é uma jovem modelo recém-chegada do Sudão que, embora muito requisitada, questiona se aquele é o seu lugar. Angèle, uma maquilhadora francesa exausta pelas exigências da profissão, anseia por mudar a sua vida. Cada uma a viver o seu próprio momento difícil, as três acabam por criar laços inesperados de amizade e entreajuda.

É um filme bem simples, com boas atuações, e assuntos diversos, dentro do universo da moda. Apesar das personagens principais do filme terem, em alguns momentos, uma relação, achei as histórias delas meio avulsas demais. Pouco “entrelaçadas”, como sugere o título no Brasil. É um filme interessante, mas acho que é daqueles que um tempo depois, nem se lembra mais.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: o peso do pássaro morto, Aline Bei e Filme: Devoradores de estrelas

Dica de livro: o peso do pássaro morto, Aline Bei

O livro O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, fala sobre o acúmulo de perdas, traumas e dores na vida de uma mulher anônima, acompanhada dos 8 aos 52 anos.

Companhia das Letras +2

Temas Principais

  • O Luto e as Rupturas: A narrativa aborda a forma como a protagonista enfrenta choques e perdas desde a infância até a maturidade.

    Portal Lunetas +1

  • A Metáfora do Título: O peso do pássaro morto remete a uma lembrança da infância da personagem e simboliza a fragilidade da vida, a culpa e o peso de um passado que não pôde ser mudado.

    PUC Minas +1

  • A Condição Feminina: Mostra as expectativas, violências sutis, os afetos e as lutas cotidianas do universo feminino sem nomear a personagem, sugerindo que sua história poderia ser a de qualquer mulher

    .

    YouTube·Ana Paula Vilela +2

Estilo e Formato

  • Prosa Poética: O texto mistura características de romance e poesia, com uma diagramação própria e fluxo de consciência que traduzem a angústia e a fragmentação dos sentimentos

Dica de filme: Devoradores de estrelas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Whisper Man (título no Brasil: “O Homem que Sussurra”)

The Whisper Man (título no Brasil: “O Homem que Sussurra”)

Assim que vi esta estreia na Netflix, com Robert De Niro, de quem sou fã, já fui assistir, sem nem ter lido nada a respeito.

Um escritor viúvo se muda com o filho de 8 anos, mas o menino acaba por ser sequestrado. O caso tem ligações ao modus operandi de um assassino em série (o "Homem dos Sussurros") que aterrorizou a região no passado e foi capturado pelo pai do protagonista (Robert De Niro), um ex-detetive com quem não fala há anos.

Filme bom pra TV, com um enredo interessante, mas pra quem já viu esse tipo de filme, não vai ter muita novidade. É um pouco parecido com os inúmeros filmes do mesmo tema, mas é bem feito e bem atuado. Vale assistir!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Um defeito de cor, Maria Gonçalves e Filme: A garota no fim da rua, Prime Video

Dica de livro: Um defeito de cor, Maria Gonçalves

Livro que inspirou o samba enredo da Portela, no carnaval de 2024. A fascinante história de uma africana em busca do filho perdido que se tornou um clássico da literatura contemporânea. Um defeito de cor , de Ana Maria Gonçalves, é narrado de uma maneira original e pungente que prende a atenção da primeira à última página. 

Vencedor do prestigioso Prêmio Casa de las Américas e incluído na lista da  Folha de S.Paulo  como o sétimo entre 200 livros mais importantes para entender o Brasil em seus 200 anos de independência,  Um defeito de cor  conta a saga de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

No livro, Kehinde narra em detalhes a sua captura, a vida como escravizada, os seus amores, as desilusões, os sofrimentos, as viagens em busca de um de seus filhos e de sua religiosidade. Além disso, mostra como conseguiu a sua carta de alforria e, na volta para a África, tornou-se uma empresária bem-sucedida, apesar de todos os percalços e aventuras pelos quais passou. A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados muçulmanos a favor da Abolição.

Pautado em intensa pesquisa documental,  Um defeito de cor  é um retrato original e pungente da exploração e da luta de africanos na diáspora e de seus descendentes, durante oito décadas da formação da sociedade brasileira. O livro inspirou, em 2022, uma exposição homônima no Museu de Arte do Rio (MAR), com curadoria de Amanda Bonan, Marcelo Campos e da própria Ana Maria Gonçalves.

“ Um defeito de cor , da Ana Maria Gonçalves, é um [livro] que precisa ser colocado nas escolas. Ele me transformou.” - Fábio Porchat.

“Escrito pela mineira Ana Maria Gonçalves, a obra, de leitura voraz, prende a atenção do leitor da primeira à última página.” -  Glamurama.

“Nesse livro, Ana Maria Gonçalves produz um corte plurissignificativo nos protocolos de representação do negro e da negrura na sociedade e na literatura brasileiras..” - Leda Maria Martins, pesquisadora, ensaísta e professora aposentada da UFMG.

“Romance histórico da diáspora negra do Brasil. Apresenta-se como contraponto ao apagamento da história do povo negro. Primeiro épico antiescravagista da literatura brasileira.” - Luiz Fernando Carvalho, diretor de cinema e TV.

“Com uma perspectiva feminina e moderna sobre um fenômeno que determina a vida brasileira até os dias de hoje, é um livro essencial para a compreensão do país.” - Noemi Jaffe, escritora, professora e crítica literária.

Fonte: Amazon

Dica de filme: A garota no fim da rua, primevideo

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Dog Stars (título no Brasil: “Ponto Sem Retorno”)

The Dog Stars (título no Brasil: “Ponto Sem Retorno”)

Pela falta de estreias que me atraíssem mais, optei por assistir a este filme, mesmo não tendo achado o trailer interessante. Fui na fé, por ser um filme do Ridley Scott.

Nove anos passados desde que uma pandemia de gripe aniquilou praticamente toda a população mundial, Hig (Jacob Elordi), um antigo piloto civil, sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado no Colorado, na companhia do seu cão Jasper e de Bangley (Josh Brolin), um ex-fuzileiro naval que se dedicou a técnicas de sobrevivência.

As rotinas de ambos são feitas de escassez, silêncio e vigilância constante para se protegerem de outros sobreviventes que se tentam impor pelo terror. Ainda em luto por todos os que perdeu, com dificuldade em lidar com o isolamento e com a falta de sentido da sua vida, Hig tenta encontrar a origem de uma misteriosa mensagem recebida através da rádio da sua pequena aeronave. E quando decide abandonar a relativa segurança daquele lugar, segue com o avião através da planície, mesmo ciente de que não tem combustível suficiente para o regresso. O resultado dessa decisão, apesar de assustadora e arriscada, vai transformar a sua existência.

Filme bem feito, bem filmado, interessante, porém sem grande entusiasmo. Morno, eu diria. Não teve nada que não fosse completamente esperado. Apenas um bom ‘passatempo’. Nada além.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.




Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A pérola que rompeu a concha, Nádia Hashim e Filme: Queime todas as minhas cartas

Dica de livro: A pérola que rompeu a concha, Nádia Hashim

"Uma história maravilhosa de resistência em uma cultura que não valoriza as mulheres. A escrita de Nadia Hashimi evoca a de Khaled Hosseini." – Book Reporter

"Nadia Hashimi nos agracia com uma história familiar sensível e bela. Seu cativante relato é um retrato do Afeganistão em toda a sua desconcertante e enigmática glória e um espelho das lutas ainda atuais das mulheres afegãs." – Khaled Hosseini, autor de O caçador de pipas

Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar.

Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre.

Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul.

A pérola que rompeu a concha entrelaça as histórias dessas duas mulheres extraordinárias que, apesar de separadas pelo tempo e pela distância, compartilham a coragem e vão em busca dos mesmos sonhos. Uma comovente narrativa sobre impotência, destino e a busca pela liberdade de controlar os próprios caminhos.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Queime todas as minhas cartas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com