Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A pérola que rompeu a concha, Nádia Hashim e Filme: Queime todas as minhas cartas

Dica de livro: A pérola que rompeu a concha, Nádia Hashim

"Uma história maravilhosa de resistência em uma cultura que não valoriza as mulheres. A escrita de Nadia Hashimi evoca a de Khaled Hosseini." – Book Reporter

"Nadia Hashimi nos agracia com uma história familiar sensível e bela. Seu cativante relato é um retrato do Afeganistão em toda a sua desconcertante e enigmática glória e um espelho das lutas ainda atuais das mulheres afegãs." – Khaled Hosseini, autor de O caçador de pipas

Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar.

Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre.

Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul.

A pérola que rompeu a concha entrelaça as histórias dessas duas mulheres extraordinárias que, apesar de separadas pelo tempo e pela distância, compartilham a coragem e vão em busca dos mesmos sonhos. Uma comovente narrativa sobre impotência, destino e a busca pela liberdade de controlar os próprios caminhos.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Queime todas as minhas cartas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Elisa

Elisa

Mais uma semana sem grandes estreias no cinema. Nenhum filme que eu estava aguardando para assistir. Dentre os novos, este me chamou um pouco a atenção, mesmo não tendo visto nenhum trailer, apenas pela sinopse. 

Elisa tem 35 anos e há dez que cumpre pena de prisão pelo homicídio da irmã mais velha, cujo corpo queimou depois de matar. Como afirma não ter quaisquer recordações sobre o momento do crime, nunca foram descobertas as suas verdadeiras motivações.

Quando aceita participar numa investigação conduzida pelo professor Alaoui, um criminologista que estuda o processo da culpa e está muito interessado no seu caso, Elisa começa a confrontar as memórias que, durante anos, tentou suprimir. À medida que os fatos são reconstituídos, cria entre eles uma relação de confiança que se transforma numa possibilidade de redenção que ela julgava perdida.

Um filme que fica bastante dentro do psicológico da personagem principal, mais do que nos atos por ela praticados. Um filme bem montado, com o enredo simples e muito curioso. Calmo, porém, com um tema pesado. Bastante interessante!


Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: o coração é um caçador solitário, Carson McCullers e Filme: Amor de mãe, Primevideo

Dica de livro: o coração é um caçador solitário, Carson McCullers

Obra de estreia de Carson McCullers, O coração é um caçador solitário (1940) é um mosaico de personagens que pulsam profunda humanidade em seus desajustes. O romance causou impacto imediato na crítica ao reconstruir a vida de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos às vésperas da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

A figura central é um trabalhador surdo, John Singer, com quem os outros personagens estabelecem conexões afetivas. Em torno de Singer gravitam Mick, uma adolescente andrógena, apaixonada por música; um médico negro, Benedict Copeland, bravo defensor da justiça para seu povo; Biff Brannon, dono de um café onde se reúnem as pessoas da vizinhança; e um frequentador beberrão, Jake Blount, revoltado com as injustiças do mundo.

Na rede sutil tecida por McCullers encontramos o retrato do Sul marcado pelo racismo, em paralelo às notícias das atrocidades cometidas pelo nazismo. O escritor negro do Mississippi Richard Wright observou que McCullers foi quem criou pela primeira vez, entre os escritores brancos, personagens negros com profundidade.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Amor de mãe, Primevideo

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: As regras de Lilian Sais e Filme: Segunda chance - Prime Video

Dica de livro: As regras de Lilian Sais

A regra é clara”, enuncia o bordão do comentarista de arbitragem de futebol Arnaldo Cezar Coelho, figura obrigatória nos jogos da Seleção Brasileira transmitidos pela TV durante os anos 1990. É neste contexto e nesta tensão ― a regra é clara, mas a vida não é ― que Lilian Sais situa esta obra que encerra a “tetralogia da perda”, série de livros que escreveu após a morte do pai.

Do tetracampeonato de 1994 à Copa do Mundo do Catar, passando pelo trauma nacional do Maracanaço e pela história do futebol feminino no Brasil, a autora rememora episódios marcantes da relação com o pai atravessados pelo esporte: quando ganhou uma bola, quando escolheu torcer pelo time da mãe, quando, mais tarde, seu desinteresse pelo futebol fragilizava a conexão entre os dois.

Poético e ensaístico, As regras costura memória pessoal e coletiva por meio de fotografias, sonhos e fabulações, explorando os interstícios e as lacunas ― “Estou perdendo algo e não sei o que é”. Ainda é possível acertar as contas com as perdas e rever as regras do jogo, mesmo que um dos jogadores já tenha se retirado de campo.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Segunda chance - Prime Video

https://www.primevideo.com/region/na/detail/0RQZL8AH8KM7NRNCX6BTYR9D5W?xdsso=1&ref_=atv_auth_red_aft

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Spider-Man: Brand New Day (título no Brasil: “Homem-Aranha: Um Novo Dia”)

Spider-Man: Brand New Day (título no Brasil: “Homem-Aranha: Um Novo Dia”)

Gosto dos filmes do Homem-Aranha desde os primeiros. Sempre me atraem e, mesmo sendo quase sempre a mesma coisa (risos), eu insisto em assisti-los. E me divirto sempre. Com este, não seria diferente. 

Passaram quatro anos desde os eventos de "Homem-Aranha: Sem Volta a Casa", em que Peter Parker (Tom Holland), o Homem-Aranha, se apagou a ele próprio da memória de todas as suas pessoas mais próximas e da cidade em que vive e tenta sempre defender, Nova Iorque. Ao mesmo tempo, tem de lidar com uma nova ameaça criminosa a pairar no ar e uma mudança nos seus próprios poderes.

De novo, acho que é sempre a mesma “fórmula”, mas tá tudo bem! É isso que a gente gosta, e nos leva a assistir aos filmes desta franquia. É divertido, muito bem feito, sempre com alguns novos vilões e complementos divertidos. E eu gostei. Recomendo pra que gosta do estilo.


Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Vi o trailer e achei que seria um drama comovente, e também um filme bonito, pois apareciam destaques de comentários de críticas e revistas. Fiquei realmente interessado.

Uma mulher idosa se muda para uma casa de repouso, lidando com sua mudança de identidade, memória e relacionamentos em meio às complexidades do envelhecimento.

Uma decepção! O filme é monótono demais. Não tem muitos eventos, apenas a ida da personagem principal à casa de repouso e alguns momentos passados por lá. Não que seja um filme ruim, mas é um pouco lento (cenas longas, sem diálogo, sem relevância. Por exemplo, ela deitada, dormindo). Uma pena, pois a atuação da atriz principal está excelente!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector e Filme: Perdendo o juízo , Netflix

Dica de livro: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector

"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas."

A experiência da protagonista desta aprendizagem mostra afinidades tanto com as provações da bela Psiquê, do mito grego, quanto com a mística aventura da alma, ao atravessar a noite escura no Cântico Espiritual  de São João da Cruz.

Como um quadro cujas linhas mestras o recortassem do grande mistério que tudo contém, este livro, que "se pediu uma liberdade maior", é a narrativa de uma iniciação e um extraordinário hino ao amor. Lóri, a mulher, faz uma longa viagem ao mais profundo de si mesma e chega à consciência total de ser. Diz: eu é; o homem, Ulisses, um professor de filosofia, que possui fórmulas para explicar o mundo, transforma-se em algo mais simples, um simples homem. Ambos serão iniciados: Ulisses fecha os ouvidos para as outras sereias porque só está disponível para Lóri, cujo verdadeiro nome é Loreley, como a personagem de Heine e de Apollinaire, uma ondina ou sereia que costumava atrair para os rochedos os barqueiros do Reno. Na verdade, cada um vai encontrar-se consigo mesmo em face do outro.

Por ser trabalho, ascese, viagem, o amor de Lóri e Ulisses vence a diferença, o estranhamento, vence até mesmo a morte, ou o medo da morte. E a entrega finalmente física dos personagens se realiza com força tântrica de êxtase, de epifania. Para Lóri, "a atmosfera era de milagre"; Ulisses "estava sofrendo de vida e de amor".

Nada termina, porém, o momento anuncia uma nova aurora: "Ambos estavam pálidos e ambos se acharam belos." Clarice, que se insere sabiamente no possível, fecha com dois pontos a narrativa que começara com uma vírgula.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Perdendo o juízo , Netflix

 Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Scary Movie (título no Brasil: “Todo Mundo em Pânico”)

Scary Movie (título no Brasil: “Todo Mundo em Pânico”)

Sinceramente, não estava muito interessado em assistir a este filme. Não por não gostar do estilo ou da franquia, mas por achar que esse tempo já passou. Essa franquia envelheceu mal. Mas por falta de opção, arrisquei.

Vinte e seis anos depois de terem sobrevivido a uma série de ataques cometidos por um implacável assassino mascarado, Cindy, Brenda, Shorty e Ray se deparam com uma nova onda de violência.

Devia ter seguido os meus instintos rs. Realmente, foi-se o tempo desses filmes (pelo menos, pra mim). Claramente fizeram para ganhar dinheiro e só. Poucos momentos para boas risadas e muitas ‘mesmas piadas de sempre’. Foi um tempo passado no cinema sem frustrações, mas não vale o ingresso, não.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.