Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Mulherzinhas, Louisa May Alcott e Filme: O quarto ao lado, Netflix

Dica de filme: Mulherzinhas, Louisa May Alcott.

Há pouco mais de 150 anos, a escritora Louisa May Alcott recebeu a tarefa de escrever um relato voltado para jovens leitoras. Não precisou ir muito longe em busca de inspiração: sua família e esse mundo próprio da Nova Inglaterra em tempos de Guerra de Secessão lhe serviram. Nem de longe ela imaginava o impacto que esse livro, Little Women, seu título original, acabaria causando. Traduções para mais de cinquenta idiomas, vários filmes, quase uma dúzia de adaptações para televisão, peças de teatro e musicais da Broadway, uma ópera, muitos trabalhos acadêmicos e um número incontável de reimpressões em todos os formatos possíveis. E a conta só aumenta. As edições comemorativas se multiplicaram por todo o mundo para celebrar esse aniversário significativo. Há pouco tempo, a prestigiosa BBC estreou uma nova minissérie e está prestes a chegar às telas outra grande versão cinematográfica protagonizada por Meryl Streep, Emma Watson e Laura Dern.

Fonte: Amazon

Dica de filme: O quarto ao lado

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Runner (título no Brasil: “Três Horas Para Viver”)

Runner (título no Brasil: “Três Horas Para Viver”)

Pela falta de melhores estreias para vez nesta semana, estava curioso para vez este, apenas pela presença de Rodrigo Santoro no elenco. Os poucos trechos que eu havia visto nas redes sociais, ele parecia muito bem no papel.

Hank Malone é um ex-militar que agora trabalha como entregador. Um dia recebe uma incumbência de máxima importância: transportar um fígado destinado a uma menina de sete anos que precisa de um transplante urgente.

Mas o que deveria ser uma entrega rápida se transforma numa perseguição quando um grupo de mafiosos decide segui-los para se apoderar do órgão. Acompanhado por Ben Bishop (Owen Wilson), o homem responsável pelo transporte médico, Hank tem exatamente três horas para cumprir a missão. Debaixo de tiros, explosões e atropelamentos, tem de encontrar um modo de escapar às investidas dos criminosos e entregar a encomenda a tempo de salvar a criança.

Pra quem gosta do estilo “tiro, porrada e bomba”, o filme não decepciona. É um pouco previsível, mas até não feio, não. Santoro realmente está muito bem no papel. Só achei estranho ele falar Português em alguns momentos, sendo que ele é de uma família colombiana... isso não teve explicação, mas também, seria pedir demais rs.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.





Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: By Any Means (título no Brasil: “No Limite da Justiça”)

By Any Means (título no Brasil: “No Limite da Justiça”)

Tenho um pouco de “pé atrás” com os filmes com Mark Wahlberg, apesar de ter feito bons filmes, mas sempre fico em dúvida se vale a pena confiar na qualidade do filme que ele protagoniza. Mas arrisquei! 

A ação decorre durante a década de 1960, quando nos EUA o racismo estava ainda muito enraizado e, em particular, as pessoas de origem afroamericana eram alvo da brutalidade de elementos de vários grupos extremistas, entre eles o Ku Klux Klan. Esta organização, criada no século XIX e de base protestante, se caracterizava por defender o nacionalismo branco e pelas suas convicções anti-imigração, anticatolicismo e anti-semitismo. 

O ódio às minorias resultou num particular rancor aos movimentos pelos direitos civis e dessegregação, que se traduziu em atos violentos contra os seus ativistas. Nessa altura, no estado do Mississippi (EUA), vários líderes foram brutalmente assassinados.

Num esforço para levar os culpados à justiça, um agente do FBI propõe uma colaboração a um mafioso (Mark Wahlberg) que, com os seus métodos pouco ortodoxos de se vingar dos seus inimigos, aceita cooperar com as autoridades. À medida que se vão deparando com provas e criando laços de companheirismo, os dois acabam por desvendar uma conspiração muito mais abrangente e perigosa do que esperavam.

Filme baseado em fatos verídicos, do jeitinho que eu gosto. Achei bem ambientado, enredo coerente e boas cenas de ação. Em alguns momentos achei as atuações medianas, mas nada que tenha estragado o filme. Bom divertimento, mas creio que seja daqueles filmes que daqui um tempo, não lembrarei muito dele.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: O perigo de uma história única, Chinamanda Ngozi Adichie e Filme: Invasores de Corpos (1978)

Dica de livro: O perigo de uma história única, Chinamanda Ngozi Adichie

O que sabemos sobre outras pessoas? Como criamos a imagem que temos de cada povo? Nosso conhecimento é construído pelas histórias que escutamos, e quanto maior for o número de narrativas diversas, mais completa será nossa compreensão sobre determinado assunto.
É propondo essa ideia, de diversificarmos as fontes do conhecimento e sermos cautelosos ao ouvir somente uma versão da história, que Chimamanda Ngozi Adichie constrói a palestra que foi adaptada para livro. O perigo de uma história única é uma versão da primeira fala feita por Chimamanda no programa TED Talk, em 2009. Dez anos depois, o vídeo é um dos mais acessados da plataforma, com cerca de 18 milhões de visualizações.
Responsável por encantar o mundo com suas narrativas ficcionais, Chimamanda também se mostra uma excelente pensadora do mundo contemporâneo, construindo pontes para um entendimento mais profundo entre culturas.

Dica de filme: Invasores de Corpos (1978)

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Couture (título no Brasil: “Vidas Entrelaçadas”)

Couture (título no Brasil: “Vidas Entrelaçadas”)

Por pura falta de opção, escolhi assistir a este filme. Não sabia do que se tratava, apenas que tinha Angelina no papel principal, e participação de Vincent Lindon. Não tinha ideia do que se tratava, além de referências com o mundo da moda em Paris.

Três mulheres se cruzam em Paris durante a Semana da Moda. Maxine (Angelina Jolie), uma realizadora norte-americana que ali se encontra para rodar um filme para a abertura do evento, descobre que tem câncer. Ada é uma jovem modelo recém-chegada do Sudão que, embora muito requisitada, questiona se aquele é o seu lugar. Angèle, uma maquilhadora francesa exausta pelas exigências da profissão, anseia por mudar a sua vida. Cada uma a viver o seu próprio momento difícil, as três acabam por criar laços inesperados de amizade e entreajuda.

É um filme bem simples, com boas atuações, e assuntos diversos, dentro do universo da moda. Apesar das personagens principais do filme terem, em alguns momentos, uma relação, achei as histórias delas meio avulsas demais. Pouco “entrelaçadas”, como sugere o título no Brasil. É um filme interessante, mas acho que é daqueles que um tempo depois, nem se lembra mais.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: o peso do pássaro morto, Aline Bei e Filme: Devoradores de estrelas

Dica de livro: o peso do pássaro morto, Aline Bei

O livro O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, fala sobre o acúmulo de perdas, traumas e dores na vida de uma mulher anônima, acompanhada dos 8 aos 52 anos.

Companhia das Letras +2

Temas Principais

  • O Luto e as Rupturas: A narrativa aborda a forma como a protagonista enfrenta choques e perdas desde a infância até a maturidade.

    Portal Lunetas +1

  • A Metáfora do Título: O peso do pássaro morto remete a uma lembrança da infância da personagem e simboliza a fragilidade da vida, a culpa e o peso de um passado que não pôde ser mudado.

    PUC Minas +1

  • A Condição Feminina: Mostra as expectativas, violências sutis, os afetos e as lutas cotidianas do universo feminino sem nomear a personagem, sugerindo que sua história poderia ser a de qualquer mulher

    .

    YouTube·Ana Paula Vilela +2

Estilo e Formato

  • Prosa Poética: O texto mistura características de romance e poesia, com uma diagramação própria e fluxo de consciência que traduzem a angústia e a fragmentação dos sentimentos

Dica de filme: Devoradores de estrelas

Luciana Andrade

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Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Whisper Man (título no Brasil: “O Homem que Sussurra”)

The Whisper Man (título no Brasil: “O Homem que Sussurra”)

Assim que vi esta estreia na Netflix, com Robert De Niro, de quem sou fã, já fui assistir, sem nem ter lido nada a respeito.

Um escritor viúvo se muda com o filho de 8 anos, mas o menino acaba por ser sequestrado. O caso tem ligações ao modus operandi de um assassino em série (o "Homem dos Sussurros") que aterrorizou a região no passado e foi capturado pelo pai do protagonista (Robert De Niro), um ex-detetive com quem não fala há anos.

Filme bom pra TV, com um enredo interessante, mas pra quem já viu esse tipo de filme, não vai ter muita novidade. É um pouco parecido com os inúmeros filmes do mesmo tema, mas é bem feito e bem atuado. Vale assistir!

Vicente Neto

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Um defeito de cor, Maria Gonçalves e Filme: A garota no fim da rua, Prime Video

Dica de livro: Um defeito de cor, Maria Gonçalves

Livro que inspirou o samba enredo da Portela, no carnaval de 2024. A fascinante história de uma africana em busca do filho perdido que se tornou um clássico da literatura contemporânea. Um defeito de cor , de Ana Maria Gonçalves, é narrado de uma maneira original e pungente que prende a atenção da primeira à última página. 

Vencedor do prestigioso Prêmio Casa de las Américas e incluído na lista da  Folha de S.Paulo  como o sétimo entre 200 livros mais importantes para entender o Brasil em seus 200 anos de independência,  Um defeito de cor  conta a saga de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

No livro, Kehinde narra em detalhes a sua captura, a vida como escravizada, os seus amores, as desilusões, os sofrimentos, as viagens em busca de um de seus filhos e de sua religiosidade. Além disso, mostra como conseguiu a sua carta de alforria e, na volta para a África, tornou-se uma empresária bem-sucedida, apesar de todos os percalços e aventuras pelos quais passou. A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados muçulmanos a favor da Abolição.

Pautado em intensa pesquisa documental,  Um defeito de cor  é um retrato original e pungente da exploração e da luta de africanos na diáspora e de seus descendentes, durante oito décadas da formação da sociedade brasileira. O livro inspirou, em 2022, uma exposição homônima no Museu de Arte do Rio (MAR), com curadoria de Amanda Bonan, Marcelo Campos e da própria Ana Maria Gonçalves.

“ Um defeito de cor , da Ana Maria Gonçalves, é um [livro] que precisa ser colocado nas escolas. Ele me transformou.” - Fábio Porchat.

“Escrito pela mineira Ana Maria Gonçalves, a obra, de leitura voraz, prende a atenção do leitor da primeira à última página.” -  Glamurama.

“Nesse livro, Ana Maria Gonçalves produz um corte plurissignificativo nos protocolos de representação do negro e da negrura na sociedade e na literatura brasileiras..” - Leda Maria Martins, pesquisadora, ensaísta e professora aposentada da UFMG.

“Romance histórico da diáspora negra do Brasil. Apresenta-se como contraponto ao apagamento da história do povo negro. Primeiro épico antiescravagista da literatura brasileira.” - Luiz Fernando Carvalho, diretor de cinema e TV.

“Com uma perspectiva feminina e moderna sobre um fenômeno que determina a vida brasileira até os dias de hoje, é um livro essencial para a compreensão do país.” - Noemi Jaffe, escritora, professora e crítica literária.

Fonte: Amazon

Dica de filme: A garota no fim da rua, primevideo

Luciana Andrade

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