Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Manuelzao e Minguilin, Guimarães Rosa e Filme: A incrível história de Henry Sugar

Dica de livro: Manuelzao e Minguilin, Guimarães Rosa


Reunindo duas narrativas que apresentam instantes extremos dos caminhos da existência humana, Manuelzão e Miguilim configura-se em um edifício de alta densidade literária, construído com a engenhosidade ímpar de João Guimarães Rosa.

Em “Campo Geral”, os leitores experimentam o mundo pelos olhos do menino Miguilim que, em seu cotidiano vivido no seio de uma família sertaneja, consegue, graças à sua curiosidade e inocência, enxergar - e espalhar - beleza nos lugares e situações que vivencia.

Em “Uma estória de amor”, a prosa rosiana nos conduz às reflexões que brotam do coração sofrido do vaqueiro Manuelzão por ocasião da festa que marca a inauguração de uma capela que ele constrói em memória de sua mãe. Na cabeceira de sua vida, Manuelzão sente ter chegado o momento de apropriar-se de sua história.

Esta nova edição traz, ao ao fim do livro, um texto da escritora Henriqueta Lisboa, no qual ela empreende uma análise precisa e delicada sobre os escritos de Guimarães Rosa, mais especificamente sobre a novela “Campo Geral”. Ademais, a cronologia completa da obra Rosiana.

A foto de capa é do fotógrafo Araquém de Alcântara, produzida em 2014, na Fazenda Jaíba, localizada na cidade de Montes Claros, no estado de Minas Gerais.

Fonte: Amazon

Dica de filme: A incrível história de Henry Sugar

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Mercy (título no Brasil: “Justiça Artificial”)

Mercy (título no Brasil: “Justiça Artificial”)

Assisti ao trailer e achei o enredo muito interessante e atual. Pareceu ser um filme com muita ação e investigações, coisas que eu gosto muito. Porém, tive um pé atrás, pois é um tipo de filme que pode ser bem legal, mas também pode ser uma bomba rs



Num futuro próximo dominado pelo crime, é criado algo que, em termos teóricos, garante a segurança absoluta: o Mercy, um sistema judicial gerido por inteligência artificial (IA) com acesso total a câmaras, telefones e bases de dados. Assim, qualquer cidadão indiciado por um crime grave dispõe agora de apenas 90 minutos para provar a sua inocência perante um juiz de IA. As regras ditam que se a probabilidade de culpa ultrapassar os 92%, a sentença é atribuída imediata e irreversivelmente.

É neste contexto que o detetive Christopher Raven (Chris Pratt), um dos envolvidos na criação do sistema, se vê inesperadamente do outro lado da justiça ao ser acusado do assassinato da sua mulher. Para salvar a vida e provar a sua inocência, tem de lutar contra o tempo e contra uma lógica puramente estatística, criada para condenar e punir sem espaço para a subjetividade.



É um bom entretenimento, mas com alguns clichês, e matei a “charada” nos primeiros momentos do filme. É um típico filme de ação pra TV aberta. Não é ruim, mas é fraco.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.




Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Eleanor the Great (título no Brasil: “A Incrível Eleanor”)

Eleanor the Great (título no Brasil: “A Incrível Eleanor”)

Vi o trailer e achei muito interessante e divertido, até. Vi que era o primeiro filme dirigido por Scarlett Johansson, então aumentou ainda mais a minha curiosidade.

O filme conta a história de Eleanor, uma senhora de 94 anos. Quando vê partir Bessie, uma amiga com quem dividiu a casa durante várias décadas, Eleanor se depara com o peso da solidão. Por causa disso, decide deixar a Flórida e aceitar o convite de Lisa, a filha, para viver com ela em Nova Iorque.

Para a ajudar a se integrar, Lisa a inscreve num centro de apoio a idosos, onde, quase sem intenção, Eleanor começa a relatar a vida de Bessie — uma sobrevivente do Holocausto — como se fosse a sua própria. É assim que se aproxima de Nina, uma jovem estudante de jornalismo que lhe pede autorização para usar essa história num trabalho da faculdade. Ao aceitar, a velha senhora não imagina as consequências dessa decisão.

Um filme muito gostoso de assistir, apesar de ter alguns momentos emotivos e tristes, mas nada que deixe o filme pra baixo. Todas as atuações estão excelentes e valeu muito ter ido assistir! Recomendado para todas as idades!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.





Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Housemaid (título no Brasil: “A Empregada”)

The Housemaid (título no Brasil: “A Empregada”)

Eu tinha visto o trailer, mas confesso que não me interessei muito pela trama. Julguei que seria um filme meio clichê e tal. Mas algumas pessoas que eu conheço, que leram o livro e assistiram ao filme, elogiaram, e eu então fiquei com vontade de conferir.

Adaptado do romance homônimo de Freida McFadden, este “thriller” psicológico conta a história de Millie, uma mulher de passado misterioso e tumultuoso, que começa a trabalhar como empregada interna para a família abastada de Nina Winchester (Amanda Seyfried). Há segredos que vêm então à tona.

Ainda bem que fui assistir! Gostei bastante! Não era mesmo do jeito “clichê” que imaginei que seria. Todo o elenco manda muito bem nas atuações e o enredo é muito bom. Recomendo fortemente!!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Água escura, Vozes dentro do véu, W.E.B, Dubois e Filme: O senhor das moscas

Dica de livro: Água escura, Vozes dentro do véu, W.E.B, Dubois

Publicada em 1920 e até hoje inédita em português, Água escura é a mais singular das obras do sociólogo, escritor e ativista estadunidense W. E. B. Du Bois. Nela, ele desconstrói a noção eurocêntrica e racializada dos seres humanos, promovendo uma ideia de humanidade radical que mais tarde o levaria a ser considerado o pai do pan-africanismo. Para abordar as diversas dimensões da segregação racial dos povos negros, o livro intercala ensaios, narrativas breves e poemas, apresentando uma estética modernista de vanguarda, como explica o professor e pesquisador Matheus Gato em texto de posfácio à edição. O estilo simbolista e altamente poético de Água escura se conecta, assim, aos conceitos mais célebres de Du Bois, como a “linha de cor”, o “décimo talentoso”, o “véu” do subtítulo ― que é a divisão que separa as pessoas negras do restante do mundo ―, ou até mesmo a “dupla consciência” gerada pelo racismo nos indivíduos negros.

            Solenes e até proféticos, os textos da coletânea tratam de assuntos históricos como as leis estadunidenses Jim Crow ou a emancipação feminina pelo voto, mas também de agendas que, infelizmente, até hoje seguem prementes. É o caso das disparidades entre trabalhadores brancos e negros, das condições dos trabalhadores domésticos, das mulheres negras e da evasão escolar entre as populações racializadas. O escritor mostra como a opressão e a exploração capitalista do chamado “mundo de cor” criam obstáculos para a realização de uma democracia plena nas esferas da economia, da política e da cultura. E o faz costurando tudo com o fio da religiosidade, com pano de fundo cristão e a exaltação do papel social das igrejas nas comunidades afrodiaspóricas.

            Tão à frente de seu tempo, Água escura não poderia deixar de apresentar algumas contradições aos olhos da crítica, tornando a obra ainda mais pormenorizada e complexa. Tamanha magnitude artística e teórica faz dela um trabalho fundamental, peça-chave para apreciar a grandiosidade de W. E. B. Du Bois.

Fonte: Amazon

Dica de filme: O senhor das moscas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Rental Family (título no Brasil: “Família de Aluguel”)

Rental Family (título no Brasil: “Família de Aluguel”)

Assisti ao trailer e achei a história muito interessante. Pareceu ser um filme bobinho, porém aguçou minha curiosidade!

Phillip Vanderploeg (Brendan Fraser), um ator norte-americano em Tóquio em busca de trabalho. Depois de várias tentativas frustradas, aceita uma proposta inesperada: trabalhar para uma agência de famílias por encomenda, assumindo papéis de substituição para pessoas que precisam suprir a falta de alguém significativo nas suas vidas. Entre as funções de pai, melhor amigo ou namorado, Phillip reflete não só sobre a natureza artificial dessas relações, mas também sobre o modo como elas acabam por se repercutir na sua própria existência.

Adorei! Filme super bonitinho, leve, emocionante... valeu muito ter ido assistir e as atuações são excelentes! Recomendo!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.