A prática intensa de atividades físicas pode promover uma série de benefícios ao organismo, mas envolve também alguns riscos adicionais se comparada aos exercícios mais leves. Tais riscos podem afetar tanto o sistema musculoesquelético, gerando lesões ortopédicas, como o sistema cardiorrespiratório, podendo também desencadear situações de risco agudo como infarto do miocárdio ou arritmias, além de provocar desgaste e fadiga quando a capacidade do organismo de realizar esforço é excedida.
As cãibras e dores musculares pós-esforço físico estão entre as lesões mais comuns em atletas de finais de semana. Apesar de não apresentarem complicações graves, podem ser bastante incômodas. Torções, especialmente as de tornozelos, e as contraturas musculares dos membros inferiores, cintura pélvica e escapular, também são bastante comuns. Do ponto de vista cardiorrespiratório, destacam-se os quadros de fadiga, palpitações, dores no peito, vertigens, falta de ar e inchaço dos pés.
O ideal é que a pessoa que deseja praticar atividades físicas, ainda que somente aos finais de semana, realize uma avaliação prévia, procurando situações de risco que definam limites ou que possam ser corrigidas e controladas previamente, como encurtamentos, fragilidades musculares, erros de postura, desvios articulares ou ainda alterações cardíacas que necessitem de medicamentos.
Praticar exercícios apenas aos finais de semana pode ser um incentivo inicial, mas a recomendação é que haja mais dias dedicados aos esportes ou à musculação. O ideal é que se alcance o inverso: realizar atividades físicas com menor duração, porém mais intensas durante a semana, quando os dias são mais corridos e, nos finais de semana, buscar esforços mais leves por tempo mais prolongado, construindo assim um plano de exercícios mais completo e variado.