Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Housemaid (título no Brasil: “A Empregada”)

The Housemaid (título no Brasil: “A Empregada”)

Eu tinha visto o trailer, mas confesso que não me interessei muito pela trama. Julguei que seria um filme meio clichê e tal. Mas algumas pessoas que eu conheço, que leram o livro e assistiram ao filme, elogiaram, e eu então fiquei com vontade de conferir.

Adaptado do romance homônimo de Freida McFadden, este “thriller” psicológico conta a história de Millie, uma mulher de passado misterioso e tumultuoso, que começa a trabalhar como empregada interna para a família abastada de Nina Winchester (Amanda Seyfried). Há segredos que vêm então à tona.

Ainda bem que fui assistir! Gostei bastante! Não era mesmo do jeito “clichê” que imaginei que seria. Todo o elenco manda muito bem nas atuações e o enredo é muito bom. Recomendo fortemente!!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Água escura, Vozes dentro do véu, W.E.B, Dubois e Filme: O senhor das moscas

Dica de livro: Água escura, Vozes dentro do véu, W.E.B, Dubois

Publicada em 1920 e até hoje inédita em português, Água escura é a mais singular das obras do sociólogo, escritor e ativista estadunidense W. E. B. Du Bois. Nela, ele desconstrói a noção eurocêntrica e racializada dos seres humanos, promovendo uma ideia de humanidade radical que mais tarde o levaria a ser considerado o pai do pan-africanismo. Para abordar as diversas dimensões da segregação racial dos povos negros, o livro intercala ensaios, narrativas breves e poemas, apresentando uma estética modernista de vanguarda, como explica o professor e pesquisador Matheus Gato em texto de posfácio à edição. O estilo simbolista e altamente poético de Água escura se conecta, assim, aos conceitos mais célebres de Du Bois, como a “linha de cor”, o “décimo talentoso”, o “véu” do subtítulo ― que é a divisão que separa as pessoas negras do restante do mundo ―, ou até mesmo a “dupla consciência” gerada pelo racismo nos indivíduos negros.

            Solenes e até proféticos, os textos da coletânea tratam de assuntos históricos como as leis estadunidenses Jim Crow ou a emancipação feminina pelo voto, mas também de agendas que, infelizmente, até hoje seguem prementes. É o caso das disparidades entre trabalhadores brancos e negros, das condições dos trabalhadores domésticos, das mulheres negras e da evasão escolar entre as populações racializadas. O escritor mostra como a opressão e a exploração capitalista do chamado “mundo de cor” criam obstáculos para a realização de uma democracia plena nas esferas da economia, da política e da cultura. E o faz costurando tudo com o fio da religiosidade, com pano de fundo cristão e a exaltação do papel social das igrejas nas comunidades afrodiaspóricas.

            Tão à frente de seu tempo, Água escura não poderia deixar de apresentar algumas contradições aos olhos da crítica, tornando a obra ainda mais pormenorizada e complexa. Tamanha magnitude artística e teórica faz dela um trabalho fundamental, peça-chave para apreciar a grandiosidade de W. E. B. Du Bois.

Fonte: Amazon

Dica de filme: O senhor das moscas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

O que diferencia uma meta emocional de uma meta tradicional?

Metas tradicionais costumam estar ligadas a resultados externos: números, prazos, desempenho, conquistas visíveis.

Já as metas emocionais dizem respeito à forma como a pessoa vive internamente enquanto caminha em direção a esses objetivos.

Elas não cabem em planilhas porque envolvem estados internos — presença, autorrespeito, capacidade de sentir, de pausar, de se escutar.

Uma meta emocional não pergunta “o que eu vou conquistar?”, mas “como eu quero me tratar enquanto vivo?”.

É ela que sustenta qualquer outro projeto ao longo do tempo.

2. Por que tantas pessoas alcançam metas externas e ainda assim se sentem cansadas ou vazias?

O que está acontecendo nesse processo interno?

Porque muitas aprendem a funcionar, mas não a se escutar. Vivem em modo de desempenho contínuo, sustentadas por cobrança, comparação e exigência.

O corpo e a mente entram em estado de alerta prolongado, e mesmo quando há conquistas, não há descanso interno.

A realização externa não compensa a desconexão emocional. Quando o fazer ocupa o lugar do sentir, surge o cansaço, a ansiedade e, muitas vezes, o vazio.

O que acontece nesse processo interno é um afastamento de si mesmo.

A pessoa consegue cumprir metas e funcionar bem por fora, mas por dentro vive em modo de sobrevivência.

As emoções são reprimidas para manter o desempenho, o corpo permanece em alerta e a autocrítica assume o controle. Com o tempo, surge cansaço, ansiedade ou vazio, porque há produtividade sem escuta interna.

Em vez de viver com presença, a pessoa apenas aguenta. As metas emocionais propõem justamente o contrário: reconectar corpo, emoções e sentido para voltar a viver com mais inteireza.

3. Quais sinais mostram que alguém está se abandonando emocionalmente? O abandono emocional aparece em sinais sutis do cotidiano: – ignorar o próprio cansaço – viver sempre no automático – respirar curto e tenso – minimizar a própria dor – exigir força o tempo todo – sentir culpa por descansar – não perceber o que sente – seguir funcionando mesmo adoecendo

O corpo costuma avisar antes da mente: tensão constante, irritabilidade, insônia, dores recorrentes ou uma sensação de endurecimento interno são pedidos silenciosos de cuidado.

4. Como cultivar coragem para sentir emoções sem julgamento, especialmente em uma cultura que muitas vezes associa tristeza ou medo à fraqueza? Primeiro, compreendendo que sentir não é fraqueza — é funcionamento humano. Emoções não são erros; são sinais.

A coragem começa quando a pessoa substitui o julgamento pela curiosidade: “o que isso quer me mostrar?” Em vez de lutar contra a emoção, ela aprende a escutá-la.

Criar espaços seguros — internos ou com pessoas confiáveis — ajuda muito. A educação emocional, a espiritualidade e a psicoterapia ajudam a devolver dignidade ao sentir.

5. Como começar a diminuir a violência interna no dia a dia?

Algumas práticas simples fazem diferença: * perceber o tom com que você fala consigo * trocar cobranças por perguntas mais gentis * interromper comparações automáticas * nomear limites sem culpa * reconhecer pequenos avanços * descansar sem se justificar * estabelecer horários para realizar exercícios respiratórios •

A violência interna não desaparece de um dia para o outro, mas pode ser substituída por uma postura mais compassiva e realista consigo mesmo.

6. Qual o papel dos vínculos verdadeiros e da possibilidade de dizer “não estou bem”? Vínculos verdadeiros funcionam como reguladores emocionais. Quando podemos dizer “não estou bem” sem medo de julgamento, o sofrimento deixa de se acumular em silêncio.

A presença do outro valida, organiza e humaniza a dor. Relações assim diminuem o isolamento, fortalecem a saúde mental e lembram que ninguém precisa atravessar a vida sozinho.

7. Uma prática diária simples para viver com mais inteireza Uma prática pequena, mas profundamente transformadora, é o check-in emocional diário. Por alguns minutos, respire profundamente e pergunte a si mesmo: “Como eu estou agora?” “O que estou sentindo no corpo?” “O que eu preciso hoje para me cuidar um pouco melhor?” Sem corrigir, sem julgar, apenas escutar. Esse gesto simples cria presença, regula o sistema emocional e constrói, dia após dia, uma relação mais respeitosa consigo mesmo.

Talvez a verdadeira meta seja esta: não atravessar o próximo ano em modo de sobrevivência, mas aprender a viver com mais inteireza, escuta e humanidade.

Sobre a autora do texto:

Elisa Maria Scognamiglio Pereira - Psicóloga Clínica

Com mais de 20 anos de experiência no atendimento de adultos, adolescentes e grupos. Especialista em Psicoterapia Corporal e Análise do Caráter, também atua com mentoria de casais, unindo técnica e sensibilidade na prática terapêutica. Palestrante ativa, promove fortalecimento emocional, autoconhecimento e qualidade de vida

Contato: @psicologa.elisapereira

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Rental Family (título no Brasil: “Família de Aluguel”)

Rental Family (título no Brasil: “Família de Aluguel”)

Assisti ao trailer e achei a história muito interessante. Pareceu ser um filme bobinho, porém aguçou minha curiosidade!

Phillip Vanderploeg (Brendan Fraser), um ator norte-americano em Tóquio em busca de trabalho. Depois de várias tentativas frustradas, aceita uma proposta inesperada: trabalhar para uma agência de famílias por encomenda, assumindo papéis de substituição para pessoas que precisam suprir a falta de alguém significativo nas suas vidas. Entre as funções de pai, melhor amigo ou namorado, Phillip reflete não só sobre a natureza artificial dessas relações, mas também sobre o modo como elas acabam por se repercutir na sua própria existência.

Adorei! Filme super bonitinho, leve, emocionante... valeu muito ter ido assistir e as atuações são excelentes! Recomendo!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dicas de livros e filmes e Filme: por Luciana Andrade - Livro: O mundo que as confinava, Sylvia Townsed Warner e Filme: Corpos Ardentes.

Dica de livro: O mundo que as confinava, Sylvia Townsed Warner

Retrato multifacetado da vida monástica feminina na Inglaterra do século 14, O mundo que as confinava ocupa posição de destaque na obra da escritora inglesa Sylvia Townsend Warner (1893-1978). Publicado em 1948, o romance deixa de lado a narrativa tradicional, baseada em protagonistas e eventos heroicos, para mostrar a rotina de freiras em sua clausura. Disputas internas, frustrações pessoais, pendengas administrativas ― uma sucessão de fatos comezinhos confere ao romance um tom irônico e distanciado, explicitando a recusa da autora em dramatizar excessivamente sua narrativa.

A partir da fundação do convento de Oby por Brian de Retteville, em memória de sua esposa infiel, acompanhamos a sequência de prioresas e as mudanças que lentamente ocorrem ao longo dos anos ― a devastação pela Peste bubônica, os conflitos com autoridades eclesiásticas e a presença inusitada de um falso padre. Sem se concentrar em um único enredo, a autora apresenta uma multiplicidade de episódios que, somados, revelam a complexidade da vida religiosa e da existência humana.

O título remete tanto ao isolamento físico do convento quanto às limitações sociais e espirituais impostas às mulheres. Contudo, a autora evita julgamentos simplistas e idealizações sobre a fé e o poder feminino, mostrando que as freiras não são mártires ou santas, mas pessoas comuns ― ambiciosas, sagazes, generosas, mesquinhas ou indiferentes, a depender do que enfrentam. Com estilo refinado, Townsend Warner cria uma crônica vívida da passagem do tempo, sugerindo que, mesmo nos espaços mais restritos, a vida pulsa com complexidade e resistência ― e sempre continua.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Corpos Ardentes

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Silent Hour (título no Brasil: “A Hora do Silêncio”)

The Silent Hour (título no Brasil: “A Hora do Silêncio”)

Por falta de melhores opções, e pela vontade de ir ao cinema de sempre, optei por assistir a este filme, mesmo desconhecendo por completo a respeito. Só vi a nota no IMDb e arrisquei.

O detetive Frank Shaw, um homem totalmente dedicado às causas em que acredita, sofreu um acidente que o fez perder a audição quase por completo. Isso o tornou inapto para a maioria das missões. Mas agora que tem aprendido a linguagem gestual, foi contactado por Doug Slater (Mark Strong), seu companheiro das forças policiais, para ser intérprete de Ava Fremont, uma jovem surda que presenciou um assassinato e que agora corre risco de vida.

Filme de “televisão aberta”. Totalmente previsível. Mas não é chato nem ruim, apenas óbvio. Tem bastante ação, e desperta curiosidade como vai ser o desfecho. Sugiro assistir se gostar de filmes policiais mas só se não tiver nada melhor pra fazer.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.