Para a Cia Athletica, tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui o olhar humano na prevenção de lesões e na personalização segura dos exercícios
Campinas, 09 de Janeiro de 2026 - O avanço da inteligência artificial no universo fitness tem ampliado o acesso a programas de treino personalizados, mas também acende um alerta importante sobre segurança. Segundo Cacá Ferreira, Gerente Técnico Corporativo da Cia Athletica, o principal risco está na crença de que um treino gerado por IA é totalmente adaptado às necessidades individuais.
“Quando a pessoa confia cegamente nesse modelo, ela pode deixar de perceber sinais do próprio corpo. Cada organismo responde de forma diferente às cargas de treino, e a ausência de ajustes constantes e de monitoramento pode levar a sobrecargas e lesões”, explica.
Para Cacá, o papel do profissional de Educação Física continua sendo central na construção de um programa eficaz e seguro. Ele destaca três pilares fundamentais: o planejamento adequado dos exercícios, a correta prescrição e execução dos movimentos — com demonstração e correção — e o estímulo motivacional, ligado ao acolhimento e ao bem-estar emocional.
“A falta de um olhar técnico durante a execução, de uma orientação simples ou de uma progressão adequada pode, no médio e longo prazo, gerar lesões importantes. A seleção do exercício é relevante, mas a forma como ele é prescrito e executado é ainda mais determinante”, afirma.
Na visão da Cia Athletica, o futuro do treino está na combinação entre tecnologia e acompanhamento humano. Cacá compara essa relação à de um piloto e um copiloto: enquanto a IA analisa dados, aponta tendências e alerta riscos, o profissional interpreta essas informações e aplica o conhecimento na prática.
“Mesmo com bases de dados avançadas e protocolos científicos, ainda é indispensável o olhar humano para identificar falhas sutis de movimento e adaptar o treino à realidade de cada pessoa. A tecnologia potencializa, mas é o educador físico que garante segurança, didática e engajamento, especialmente em um país que ainda precisa desenvolver sua cultura de prática física”, conclui.
