By Any Means (título no Brasil: “No Limite da Justiça”)
Tenho um pouco de “pé atrás” com os filmes com Mark Wahlberg, apesar de ter feito bons filmes, mas sempre fico em dúvida se vale a pena confiar na qualidade do filme que ele protagoniza. Mas arrisquei!
A ação decorre durante a década de 1960, quando nos EUA o racismo estava ainda muito enraizado e, em particular, as pessoas de origem afroamericana eram alvo da brutalidade de elementos de vários grupos extremistas, entre eles o Ku Klux Klan. Esta organização, criada no século XIX e de base protestante, se caracterizava por defender o nacionalismo branco e pelas suas convicções anti-imigração, anticatolicismo e anti-semitismo.
O ódio às minorias resultou num particular rancor aos movimentos pelos direitos civis e dessegregação, que se traduziu em atos violentos contra os seus ativistas. Nessa altura, no estado do Mississippi (EUA), vários líderes foram brutalmente assassinados.
Num esforço para levar os culpados à justiça, um agente do FBI propõe uma colaboração a um mafioso (Mark Wahlberg) que, com os seus métodos pouco ortodoxos de se vingar dos seus inimigos, aceita cooperar com as autoridades. À medida que se vão deparando com provas e criando laços de companheirismo, os dois acabam por desvendar uma conspiração muito mais abrangente e perigosa do que esperavam.
Filme baseado em fatos verídicos, do jeitinho que eu gosto. Achei bem ambientado, enredo coerente e boas cenas de ação. Em alguns momentos achei as atuações medianas, mas nada que tenha estragado o filme. Bom divertimento, mas creio que seja daqueles filmes que daqui um tempo, não lembrarei muito dele.
Vicente Neto
Coluna Crítica de Cinema
Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.
