Nova unidade do Laces em Campinas recebe ocupação de arte brasileira

Hair spa interrompe obras no Shopping Iguatemi Campinas para ceder espaço a uma intervenção artística, aberta ao público

Sempre conectado à natureza, à arte e ao design, o Laces – pioneiro em tratamentos saudáveis para os cabelos – interrompeu temporariamente as obras de sua futura unidade no Shopping Iguatemi Campinas para uma experiência artística única. Com curadoria do Instituto de Arte e Design (iadê), o espaço em construção abrigará, no dia 10 de março, segunda-feira, a partir das 18h30, a exposição "A Eternidade e o Ponto Absoluto", assinada por Adriana Bianchi, presidente do iadê. A iniciativa propõe uma reflexão sobre o tempo, o efêmero e o infinito.

 

Para essa intervenção artística especial, que estará aberta a todos os visitantes, foram selecionados sete artistas brasileiros por suas conexões com natureza, ciência e arquitetura – elementos que dialogam com os valores do Laces. São eles: Antônio Miranda, Artur Rios, Marina Caverzan, Patricia Bigarelli, Ruy Teixeira, Sandra Lapage e TOMAZICABRAL (Nicole Tomazi e Sérgio Cabral) + Michell Lott.

 

Localizado no primeiro piso do Shopping Iguatemi Campinas, ao lado da Livraria da Vila, o novo salão Laces, com inauguração prevista para 20 de março, marcará o maior projeto de expansão do grupo até o momento, trazendo para o interior paulista seu atendimento exclusivo, baseado em técnicas sustentáveis que promovem beleza consciente e bem-estar.

 

Intervenção artística “A Eternidade e o Ponto Absoluto”

Quando: 10 de março, segunda-feira, a partir das 18h30

Onde: LACES - Shopping Iguatemi Campinas – 1º piso (ao lado da Livraria da Vila)

 

SOBRE OS ARTISTAS

 

Antônio Miranda

 

Nascido no Vale do Paraíba, em Pinheiral, Antonio Miranda é descendente dos Puris, indígenas originários do Vale e de africanos que vieram a coabitar a cidade mais tarde. Ele é um artista autodidata que iniciou na pintura e consolidou sua trajetória na escultura, usando materiais descartados encontrados na rua. Sua obra, inspirada no Candomblé e na arte africana ancestral, transforma objetos abandonados em esculturas que equilibram beleza e desconforto. Atualmente, vive em São Paulo, onde continua sua pesquisa artística.

 

Artur Rios

 

Artur Rios é um artista baiano formado em Artes Plásticas pela UFBA, com pós-graduação em Arteterapia. Sua pesquisa explora a relação simbólica entre o ser humano e a fauna, abordando temas de autoconhecimento e consciência ecológica, com foco no corpo humano em simbiose com a natureza. Rios tem uma carreira marcada por diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, além de receber prêmios em salões de arte.

 

Marina Caverzan

 

Marina Caverzan é uma artista paulista formada em Artes Visuais pela FASM, cuja obra explora o construtivismo por meio de formas geométricas, como triângulos e círculos. Sua pesquisa abrange temas como gênero, alquimia e física, confrontando a racionalidade com o vazio e o esoterismo. Utilizando materiais como acrílico, resina e LED, Caverzan cria peças que dialogam entre o visível e o oculto, adicionando uma carga simbólica e enigmática ao seu trabalho.

 

Patricia Bigarelli

 

Patricia Bigarelli é uma artista visual formada em Belas Artes pela Accademia di Belle Arti di Firenze, que trabalha com a apropriação de imagens e objetos descartados para discutir questões sociais e políticas. Sua obra busca ressignificar o sujeito e suas memórias, utilizando materiais coletados em locais abandonados. Bigarelli tem participado de exposições no Brasil, incluindo a SP ARTE e o Salão Aberto da Bienal de São Paulo.

 

Ruy Teixeira

 

Ruy Teixeira  é um fotógrafo e designer paulista com carreira internacional, tendo trabalhado em fotojornalismo, moda e design, colaborando com grandes nomes da Europa. Após 25 anos em Milão, voltou ao Brasil e passou a focar na arte e arquitetura brasileira, publicando diversos livros. Em 2018, recebeu o prêmio Jabuti pelo livro "Arte Popular, Ponto de Vista Contemporâneo".

 

Sandra Lapage

 

Sandra Lapage é uma artista premiada que vive e trabalha em São Paulo, com exposições internacionais na Europa, Ásia e EUA. Com um MFA pelo Maine College of Art, ela foi beneficiada por diversas bolsas, incluindo a Fundação Pollock-Krasner, e realizou residências em instituições renomadas. Seu trabalho foi apresentado em museus e galerias ao redor do mundo, incluindo Museu de Arte de Ribeirão Preto, na Embaixada do Brasil em Bruxelas, no Centro Cultural São Paulo, no Museu de Arte de Blumenau, no A60 Contemporary Artspace (Milão), na Kunsthalle am Hamburguer Platz (Berlim), no Museu CICA (Coreia), na Royal Society of American Art (Nova Iorque) e no Pavilhão das Culturas Brasileiras durante a São Paulo Fashion Week.

 

TOMAZICABRAL + Michell Lott

 

Nicole Tomazi e Sérgio Cabral, juntos como TOMAZICABRAL, combinam saberes manuais e design, criando peças impactantes e emocionais. Com formações em Arquitetura, Urbanismo e Design, a dupla é referência no Brasil e no exterior. Desde 2019, sua colaboração transcende forma e função, explorando arte e poesia no design. Mineiro radicado em São Paulo, Michell Lott é reconhecido por suas produções que capturam o espírito do tempo em imagens impactantes. Com formação em jornalismo, hoje atua como cenógrafo, diretor criativo, curador de design, criador multidisciplinar, consultor de cores e pesquisador de tendências, sempre imerso no universo visual. A dupla se junto a Lott para criar a coleção SCI-FI Rural, que materializa pássaros intergalácticos em objetos colecionáveis, com esculturas e itens funcionais que perpetuam a manualidade através do vidro soprado e da serralheria, representando biomas extraterrestres.

SOBRE O GRUPO LACES

 

O Grupo Laces começou sua história com o Laces and Hair, primeiro Hair Spa do Brasil, em 1987. Pioneiro em tratamentos saudáveis para os cabelos e referência na área foi fundado por MERCEDES DIOS, mãe de Cris Dios, que sempre pesquisou sobre plantas, folhas e os seus benefícios para os cabelos. Hoje comandado por Cris, o Laces engloba um ecossistema pioneiro em ESG e tratamentos saudáveis para cabelos desde focado em consumo consciente e com práticas sustentáveis. A empresa foi convidada e esteve presente em duas edições da Conferência Climática das Nações Unidas, COP 27 e COP28. Hoje o grupo é formado pelo Laces and Hair, Bioma, Slow Beauty, Carbon Limited e as marcas Cris Dios Organics, LCS e C/ALMA, com todos os produtos feitos em fábrica própria certificada orgânica desde 2015. Utiliza de logística reversa para mapear e rastrear o fluxo de produtos, embalagens e outros materiais para que sejam descartados devidamente ou para que sejam reciclados.

 

Sobre o Iguatemi Campinas

 

O Shopping Center Iguatemi Campinas foi o primeiro shopping do Brasil construído fora das grandes capitais e tornou-se o melhor complexo de uso misto do interior de São Paulo. Segundo shopping da Iguatemi Empresa de Shopping Centers e maior complexo da rede, são 388 operações com diversas opções de moda – marcas nacionais e internacionais –, gastronomia, casa/decoração, tecnologia, cultura e lazer. Com um ambiente agradável e pensado nos mínimos detalhes, o empreendimento proporciona conforto e conveniência para seus clientes em um único lugar e apresenta diferenciais como o mais moderno teatro da cidade, dois complexos de cinema – incluindo um prime –, além da única torre de estacionamento coberto entre os shoppings da região, com sistema de sinalização de vagas.

 

Para mais informações, basta acessar o site https://iguatemi.com.br/campinas/

A arte: da paixão ao colecionismo! Coluna Arte/Fotografia e Design por Mônica Fraga

O post hoje fala sobre colecionismo no mundo das Artes.

Na semana passada tive o privilégio de conhecer o acervo de um colecionador de arte de São Paulo. A maior parte do acervo é composta por arte moderna brasileira, mas encontrei alguns representantes internacionais ilustres como Picasso, Salvador Dali, Segall, dentre outros.

Passar uma tarde na companhia de Volpi (amo!), Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Iberê Camargo, Brecheret, Bruno Giorgi, Portinari, Di Cavalcanti, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Aleijadinho e muito mais..., foi surreal!

Depois que iniciei meu curso de História da Arte com o crítico Rodrigo Naves mergulhei no universo da arte brasileira. Foi um ano de muito aprendizado e descobertas, de visitas semanais à exposições, as quais despertaram meu olhar para nossa arte, de muito valor e muita história.

E no meio desse acervo maravilhoso descobri um artista, Pancetti, e fiquei impressionada! Dentre as pinturas do acervo certamente a dele seria uma das minhas escolhas!

Ao pesquisá-lo descobri que o pintor é campineiro, nascido em 1902, filho de pais italianos. Agora já faz parte da minha bagagem também!

Para se tornar um colecionador primeiro acredito que deva existir uma paixão por arte, dedicação, conhecimento e ir à fundo neste universo, visitando galerias, museus e feiras de arte, como a nossa SP-Arte, referência aqui e no mundo, a qual faz a ponte entre galerias, artistas, colecionadores e o público em geral.

Colecionar arte  envolve responsabilidade, afinal um colecionador é um agente validador de uma obra de arte, de um artista.

Arte é para ser compartilhada. O colecionador que recebeu a mim e mais duas colegas de curso, disse estar feliz naquele momento por dividir conosco a sua paixão, aumentando assim a nossa também!

Aproveito para indicar um podcast - Conversas que acontecem, no Spotify, sobre “Colecionismo” - Recomendo!

“O primeiro mérito de um quadro é ser uma festa para o olhar.”

Eugène Delacroix

Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com

Tarsila do Amaral - Coluna Arte, Design e Fotografia por Mônica Fraga

A arte brasileira tem uma representante importante, Tarsila do Amaral, que entrou para a história deixando um legado com sua pintura. Ela foi uma mulher à frente do seu tempo, quebrando padrões, além de ser uma das responsáveis por desenvolver um dos principais movimentos estéticos brasileiros, o Modernismo.

Tive o privilégio de participar de uma palestra com a Tarsila, sobrinha-neta da Tarsila do Amaral e conhecer um pouco mais sobre a vida dessa artista.

Tarsila nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo.

Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, ‘Sagrado Coração de Jesus’, em 1904.

Em 1920, foi estudar em Paris. Ficou lá até junho de 1922 e soube da Semana de Arte Moderna (que aconteceu em fevereiro de 1922) através das cartas da amiga Anita Malfatti.

Quando voltou ao Brasil, Anita a introduziu no grupo modernista e formaram o grupo dos cinco: Tarsila, Anita, Oswald de Andrade, e os escritores Mário de Andrade e Menotti Del Picchia.

De volta à Paris em 1923 ela estudou com o mestre cubista Fernand Léger. Tarsila mostrou a ele a tela ‘A Negra’. Léger ficou entusiasmado e até chamou os outros alunos para ver o quadro. A figura da Negra tinha muita ligação com sua infância, pois essas negras eram geralmente filhas de escravos que tomavam conta das crianças e, algumas vezes, serviam até de amas de leite. Com esta tela, Tarsila entrou para a história da arte moderna brasileira.  

Ficou amiga dos brasileiros que estavam lá, como o compositor Villa Lobos, o pintor Di Cavalcanti e os mecenas Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado.

A sua obra, o Abaporu, pintada em 1928, pertence hoje ao MALBA, Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. A pintura foi um presente ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade. Quando ele viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que ela já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro fantástico. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro valorizando o nosso país.

Recentemente o MOMA, Museu de Arte Moderna, em NY adquiriu o quadro dela, A Lua, avaliado em torno de U$20 milhões. Lindo ter a obra exposta em um dos museus mais importantes do mundo, ao lado de pintores que influenciaram a História da Arte, como Pablo Picasso, com ela teve contato enquanto viveu em Paris.

Atualmente o MASP, Museu de Arte de São Paulo, está com uma exposição imperdível sobre ela: Tarsila Popular. Várias obras reunidas, inclusive o Abaporu. Até 28 de julho.

Prestigie o que o Brasil tem de melhor. Valorize a nossa brasilidade! Visite um museu! Vá ao MASP e veja a obra da Tarsila do Amaral.

Mônica Fraga

Arte, Fotografia & Design

Designer de Interiores pela Arquitec., Fotógrafa pelo Senac São Paulo. Atualmente faço um curso sobre História da Arte, em SP, com o crítico de Arte Rodrigo Naves. Instragram: @monicafraga monicabmfraga@gmail.com