Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A casa do Rouxinol de M. Delly e Filme: Lei e Ordem (série)

Dica de livro: A casa do Rouxinol de M. Delly

Na primeira parte do livro nos é apresentado a linda Lilian de Sourzy, jovem delicada e completamente devota à mãe doente. Ao ver suas últimas economias desaparecerem, a pobre Emmeline se vê sob o julgo de sua parenta distante, porém rica, Lady Stanville. Ao levar as parentas necessitadas, a lady se viu então com duas empregadas a mais, pois a nada mais tinham direito. Para agravar a situação penosa, o filho e herdeiro, Hugh é um aristocrata bem ciente de sua posição e fortuna, pouco afeito a ser contrariado. A ponto de a pequena loira ser posta de joelhos por lhe desagradar.

O sofrimento da mãe de Lilian durou pouco, não tardou a que a doença se tornasse mais forte que ela. A menina, sozinha e sob proteção dos Stanville fora mandada para um internato onde deveria aprender todos os meios possíveis para a sua subsistência.

A menina sempre fora fortemente repreendida pelos seus belos cabelos loiros, segundo a Lady, indomáveis e que a pequena (que não passa de uma alma boa) sempre fosse taxada de coquete. Não muito mais agradável que o mãe e filho, havia a feia Carrie Bairn, outra parenta acolhida, só que essa reinava muito bem nos aposentos sem levantar um só dedo.

O único refúgio que Lilian encontrou foi a casa de Mrs. O’Feilgen. Prima distante do falecido Lord Stanville, tinha o uso fruto da casa dos rouxinóis, um lugar caindo aos pedaços,  onde vivia com seus muitos filhos.

Desse modo, Lily se vê de todos os lados desamparada. Mantêm-se firme graças a sua fé católica inabalável.

A segunda parte do livro marca a volta de Lilian definitivamente ao Solar dos Stanville. Onde segundo as ordens da Lady ocupou o lugar de camareira. O Lord a encontrou, mas não passou de um encontro casual. Aos poucos podemos notar um certo zelo maior de Hugh por sua pupila, afinal ele está de fato encarregado dela. A mão de ferro de Lady Stanville pesa ainda mais, e ameaça seriamente a saúde de Lilian. Eis que algo extraordinário acontece: a jovem é chamada pelo primo/tutor e ao lhe pedir que a libere para procurar emprego ele a assegura a posição de assistente dos escritórios da sua fábrica.

A Lady fica exultante: alguém finalmente domará o espírito impetuoso e absurdamente orgulhoso da jovem. Não seria talvez exatamente o contrário?

O final é lindo como deveria ser. Mesmo sabendo que pouquíssimas pessoas leram esse livro e que talvez menos ainda conseguirão lê-lo depois da critica, não quero postar o final. O que de fato acontece e como da forma mais doce possível a vida da “Lily dos cabelos de ouro” se transforma.

Mas não deixe de prestar atenção ao sonhador Joe, nem à ardilosa Rosetta.

Fonte: https://booksandcrowns.blogspot.com/2013/11/biblioteca-das-mocas-i-casa-dos.html

Dica de série: Lei e Ordem (Netflix)

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: O passado de M. Delly e Filme: Assassinos das redes sociais

Dica de livro: O passado de M. Delly - a biblioteca das moças

Biblioteca das Moças foi uma coleção de romances publicada pela Companhia Editora Nacional, no Brasil, entre 1920 e 1960, especializada em literatura para jovens mulheres. A coleção era composta por cerca de 180 volumes, compreendendo romances de vários autores, a grande maioria assinada por M. Delly. Publicados entre 1920 e 1960 pela Companhia Editora Nacional, de São Paulo, com a reedição de alguns exemplares nos anos 80. Os romances geralmente eram ambientados na França e possuíam enredos com estrutura bem definida[1]: o herói nobre e rico e a heroína plebéia e pobre, perfazendo uma trama complexa que finalizava com o casamento feliz, tal qual nos contos de fada. O casamento era apresentado como a redenção da mulher, e todos os romances terminavam com o encontro do herói com a "mocinha".

Dica de filme: Assassinos das redes sociais

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Florita, M.Delly, biblioteca das moças e Filme: Assassino oficial

Dica de livro: Florita, M.Delly, biblioteca das moças

Biblioteca das Moças foi uma coleção de romances publicada pela Companhia Editora Nacional, no Brasil, entre 1920 e 1960, especializada em literatura para jovens mulheres. A coleção era composta por cerca de 180 volumes, compreendendo romances de vários autores, a grande maioria assinada por M. Delly. Publicados entre 1920 e 1960 pela Companhia Editora Nacional, de São Paulo, com a reedição de alguns exemplares nos anos 80. Os romances geralmente eram ambientados na França e possuíam enredos com estrutura bem definida[1]: o herói nobre e rico e a heroína plebéia e pobre, perfazendo uma trama complexa que finalizava com o casamento feliz, tal qual nos contos de fada. O casamento era apresentado como a redenção da mulher, e todos os romances terminavam com o encontro do herói com a "mocinha".

Os autores mais conhecidos dessa coleção eram um casal de irmãos franceses que utilizavam o pseudônimo M. M. Dellyelly e que detinham o maior número de títulos - cerca de 35 em um total de 175 - e o maior número de edições.

Outra autora de sucesso da coleção foi Elinor Glyn, pseudônimo de Elinor Sutherland, uma das precursoras da ficção erótica para mulheres. Foi ela quem cunhou o uso de "It" como um eufemismo para sexualidade ou para atração sexual, através de seu livro "O It", de 1927.


Dica de filme: Assassino oficial

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Tudo é rio de Carla Madeiro e Filme: Um Natal 5 estrelas

Dica de livro: Tudo é rio de Carla Madeiro

Com uma narrativa madura, precisa e ao mesmo tempo delicada e poética, o romance narra a história do casal Dalva e Venâncio, que tem a vida transformada após uma perda trágica, resultado do ciúme doentio do marido, e de Lucy, a prostituta mais depravada e cobiçada da cidade, que entra no caminho deles, formando um triângulo amoroso.

Na orelha do livro, Martha Medeiros escreve: “Tudo é rio é uma obra-prima, e não há exagero no que afirmo. É daqueles livros que, ao ser terminado, dá vontade de começar de novo, no mesmo instante, desta vez para se demorar em cada linha, saborear cada frase, deixar-se abraçar pela poesia da prosa. Na primeira leitura, essa entrega mais lenta é quase impossível, pois a correnteza dos acontecimentos nos leva até a última página sem nos dar chance para respirar. É preciso manter-se à tona ou a gente se afoga.”

A metáfora do rio se revela por meio da narrativa que flui – ora intensa, ora mais branda – de forma ininterrupta, mas também por meio do suor, da saliva, do sangue, das lágrimas, do sêmen, e Carla faz isso sem ser apelativa, sem sentimentalismo barato, com a habilidade que só os melhores escritores possuem.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Um Natal 5 estrelas

Luciana Andrade

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Nós matamos o cão Tinhoso de Lowis Bernardo Honwana e Filme: Amor bandido

Dica de livro: Nós matamos o cão Tinhoso de Lowis Bernardo Honwana

O livro de contos Nós matamos o Cão Tinhoso!, de Luís Bernardo Honwana, é um marco da literatura africana. Obra polêmica, publicada em Moçambique em 1964, foi criticada por aqueles que defendiam o colonialismo português, e aclamada pelos que defendiam a liberdade e a autonomia do país.

O volume é composto por sete contos que expressam de forma emocionante a realidade sufocante dos trabalhadores moçambicanos durante a colonização portuguesa. O leitor vai conhecer contos sublimes que dão destaque às experiências dos oprimidos como as crianças e os trabalhadores negros na era colonial.

Nós matamos o Cão Tinhoso! foi publicado em alemão, espanhol, francês, inglês e sueco, além das várias edições em Português em Moçambique e Portugal. No Brasil, teve uma única edição em 1980. A obra recebeu prêmios em Moçambique e na África do Sul, e foi classificada entre os “100 melhores livros africanos do século XX”, pela ASC Library, da Universiteit Leiden, na Holanda.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Amor bandido (HBO)

Luciana Andrade

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A única mulher e Filme: Gêmeo maligno

Dica de livro: A única mulher de Marie Benedict

Um romance poderoso, baseado em uma incrível história real de uma linda mulher, atriz de estrondoso sucesso e cientista brilhante, responsável pela invenção que revolucionou os sistemas de comunicação modernos Hedy Kiesler é uma mulher de sorte. Com sua beleza estonteante, consegue um papel de destaque em um filme de relativo sucesso. Segue-se, então, o casamento com um poderoso comerciante de armas austríaco, o que a permite escapar da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial, ainda que pese sobre seus ombros a ascendência judaica. Mas Hedy é também uma mulher de grande inteligência. Nos salões e nos jantares de Viena, ninguém imagina que aquela bela atriz está, na verdade, escutando todos os planos dos maiores oficiais do Terceiro Reich. Quando ela finalmente consegue fugir do castelo de seu marido controlador, viaja aos Estados Unidos, onde se torna uma das maiores atrizes de seu tempo: Hedy Lamarr. Ao mesmo tempo, decide usar sua genialidade para ajudar o país e, quem sabe, com isso expiar um pouco da culpa que sente por ter escapado sozinha dos horrores da guerra.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Gêmeo maligno (Telecine Pipoca)

Luciana Andrade

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade- Livro: Seminário dos ratos, Lygia Fagundes Telles e Filme: Tudo em todo lugar ao mesmo tempo

Dica de livro: Seminário dos ratos, Lígia Fagundes Telles

Publicado originalmente em 1977, este volume reúne alguns dos contos mais sutis e complexos de Lygia Fagundes Telles, que palmilha o terreno do fantástico e lança mão de todos os seus recursos literários para tratar de temas como o amor, a loucura, a velhice, o poder e a morte.

Em Seminário dos Ratos, publicado pela primeira vez em 1977, Lygia Fagundes Telles lança mão de toda a sua maestria narrativa para explorar regiões recônditas da psique e do comportamento humanos. Em várias das suas catorze histórias a autora se aventura pelo fantástico como modo privilegiado de acesso ao real. Mas o fantástico de Lygia recusa as facilidades do chamado realismo mágico, apresentando-se a cada vez de maneira diversa e surpreendente. Alternando tempos narrativos, passando com desenvoltura da primeira à terceira pessoa, usando com destreza o discurso indireto livre, Lygia Fagundes Telles atinge neste livro a proeza de conciliar uma construção literária altamente complexa com uma capacidade ímpar de comunicação com o leitor.

* Leitura obrigatória dos vestibulares da UNICAMP, UNICENTRO e UNIOESTE.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Tudo em todo lugar ao mesmo tempo

Luciana Andrade

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Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: A redoma de vidro de Sylvia Plath e Filme: Até os ossos

Dica de livro: A redoma de vidro de Sylvia Plath


Publicado originalmente em 1963, esta edição, com tradução de Chico Mattoso, traz nova capa e desenhos da autora. Lançado semanas antes da morte de Sylvia, o livro é repleto de referências autobiográficas, e a narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Sylvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica.

Esther Greenwood é uma jovem que sai do subúrbio de Boston para trabalhar em uma prestigiosa revista de moda em Nova York. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família.

Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a depressão. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.

"A redoma de vidro continuará a ressoar nas pessoas ao longo dos anos e merecerá inúmeras releituras, pois fala de contradições e de problemas humanos. Um livro para refletir sobre a representação da mulher na sociedade, os desafios profissionais e a solidão nas metrópoles e sobre alguém que tinha tudo para ser feliz." ― Juliana Gomes, co-criadora do projeto Leia Mulheres.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Até os ossos

Luciana Andrade

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