Por Rejane Rodrigues
Algo mudou na forma como as pessoas pensam suas viagens. A lógica de escolher um destino bonito e voltar com fotos já não satisfaz como no passado. Um número crescente de viajantes quer uma experiência que deixe uma marca real em suas vidas. O turismo de experiência é uma das tendências mais sólidas do setor, presente em todos os perfis de viajantes e em todos os continentes.
O mercado responde com cases concretos. O Alpina Gstaad, nos Alpes suíços, combina tecnologia de ponta com filosofias orientais em programas de restauração da saúde. A Six Senses abriu em Milão um retiro urbano voltado a quem quer integrar bem-estar à própria rotina de viagens de trabalho. E no Brasil, o Kurotel, spa médico de luxo em Gramado, conquistou pelo nono ano consecutivo o título de Melhor Retiro de Bem-Estar do Brasil — integrando medicina, nutrição e terapias holísticas em programas que atraem visitantes do mundo inteiro. Outros exemplos de turismo de experiência são as viagens gastronômicas, culturais, ecológicas — trilhas, expedições, flutuação, observação de fauna e flora — e de hospedagem em locais inusitados, como hotéis de gelo ou ecolodges.
Antes de reservar a próxima viagem, vale uma reflexão: o que eu busco com essa viagem? Não o que eu quero ver — mas o que eu quero sentir, aprender ou vivenciar. Quem começa o planejamento com essa pergunta tende a fazer escolhas muito mais ricas — e a voltar da viagem com algo que nenhuma foto consegue capturar.
Rejane Rodrigues
Milhas e viagens
Gestora de Milhas e Viagens e CEO da R2AMiles. Mais informações em www.rejanerodrigues.com.br, @rejanerodrigues.v e @r2amiles.
