47 Happy Meeting no Varandas Santiago com pintura na taça
O 47 Happy Meeting no Varandas Santiago com pintura na taça, mesmo debaixo de um dilúvio em Campinas, foi um sucesso!
Fotos Osvaldo Furiatto

Falar de saúde emocional nos relacionamentos é falar sobre como nos vinculamos, como nos preservamos e como lidamos com nossas feridas dentro do amor. Em tempos de relações rápidas, intensas e muitas vezes descartáveis, manter a saúde emocional tornou-se um dos maiores desafios da vida afetiva.
Relacionamentos saudáveis não são aqueles sem conflitos, mas aqueles em que existe segurança emocional, respeito aos limites e responsabilidade afetiva.
O que é saúde emocional em um relacionamento?
Saúde emocional em um relacionamento é a capacidade de estar com o outro sem perder a si mesmo. É quando o vínculo promove crescimento, estabilidade emocional e sensação de pertencimento — e não medo constante, ansiedade ou autoabandono.
Um relacionamento emocionalmente saudável permite:
Expressar sentimentos sem medo de punição ou rejeição
Dizer “não” sem culpa excessiva
Ser quem se é, sem precisar usar máscaras
Resolver conflitos sem desqualificar o outro
Quando essas bases não existem, o amor pode até permanecer, mas o custo emocional se torna alto demais.
Quando o amor começa a adoecer
Muitas pessoas confundem amor com intensidade, dependência ou sofrimento. No entanto, relações que adoecem emocionalmente costumam apresentar sinais claros, como:
Ansiedade constante em relação ao comportamento do parceiro
Medo excessivo de perder ou ser abandonado
Necessidade de agradar para manter o vínculo
Silenciamento emocional para evitar conflitos
Sensação de estar sempre “em alerta”
Esses sinais não indicam falta de amor, mas falta de saúde emocional.
Dependência emocional não é amor profundo
Um dos maiores inimigos da saúde emocional nos relacionamentos é a dependência emocional. Ela se manifesta quando o outro se torna a principal — ou única — fonte de validação, segurança e identidade.
Nesse cenário, o vínculo deixa de ser escolha e passa a ser necessidade. O medo de perder o outro se sobrepõe ao cuidado consigo mesmo, gerando relações desequilibradas, controle excessivo e sofrimento silencioso.
Amar de forma saudável é poder dizer:
“Eu quero estar com você, mas continuo inteiro sem você.”
Limites: o alicerce invisível das relações saudáveis
Colocar limites não é rejeitar o outro — é proteger o vínculo. Relações sem limites claros tendem a gerar ressentimento, exaustão emocional e conflitos recorrentes.
Limites saudáveis:
Protegem a individualidade
Evitam sobrecarga emocional
Fortalecem o respeito mútuo
Quem não aprende a colocar limites geralmente adoece tentando ser aceito.
O corpo como sinalizador emocional
O corpo frequentemente percebe o que a mente tenta racionalizar. Sintomas como insônia, tensão constante, ansiedade, taquicardia ou cansaço emocional podem ser sinais de que algo na relação não está saudável.
A saúde emocional se manifesta também na sensação de calma, segurança e estabilidade interna ao estar com o outro.
Conflitos não destroem relações — a forma de lidar com eles, sim
Conflitos são naturais e inevitáveis. O que define a saúde emocional de um relacionamento não é a ausência de conflitos, mas a forma como eles são conduzidos.
Relações saudáveis permitem:
Escuta genuína
Responsabilização emocional
Resolução sem humilhação ou ataques pessoais
Brigas que visam vencer, punir ou desqualificar o outro enfraquecem o vínculo e minam a confiança emocional.
Amar com maturidade emocional
Maturidade emocional nos relacionamentos envolve compreender que o outro não está ali para curar feridas antigas, preencher vazios ou reparar dores do passado. O relacionamento não substitui o trabalho emocional individual.
Amar com saúde é compartilhar a caminhada, não transferir responsabilidades emocionais.
Saúde emocional nos relacionamentos não significa perfeição, mas consciência, autenticidade e cuidado mútuo. Relações saudáveis fortalecem, acolhem e promovem crescimento emocional.
Quando amar começa a exigir sacrifícios constantes da própria saúde emocional, é sinal de que algo precisa ser revisto.
Relacionamento saudável não exige que você se perca para que o outro fique.
Autora:
Elisa Maria Pereira
Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais
Especialista em Dinâmica emocional e relacional
@psicologa.elisapereira
Falar sobre o caso do cãozinho Orelha, que morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em Florianópolis, é doloroso.
E talvez esse seja exatamente o ponto: não deveria ser fácil falar sobre isso, porque não é um fato qualquer.
Eu também tenho cachorro. E só de imaginar o que ele sentiu, a dor atravessa. Não existe justificativa aceitável para transformar o sofrimento de um ser indefeso em entretenimento.
Rir de um animal que está morrendo não é “brincadeira”. É crueldade. E crueldade não pode ser relativizada por idade, por impulsividade ou por “imaturidade”. Não importa se foi um adolescente ou um adulto: a gravidade do ato é a mesma Orelha não era um cachorro abandonado
É importante esclarecer: Orelha não era um cachorro simplesmente “solto”.
Ele era cuidado diariamente pela comunidade. Era conhecido na região, alimentado, acompanhado e acolhido.
Turistas tiravam fotos com ele. Ele fazia parte daquele lugar. Mas mesmo que fosse um cão em situação de rua, isso não muda o essencial: ninguém tem o direito de tirar a vida de um ser vivo.
Os vídeos chocam e precisam gerar indignação Os vídeos relacionados às agressões são estarrecedores. Eles evidenciam algo que ultrapassa a falta de empatia: expõem um tipo de violência que não deve ser ignorada, minimizada ou esquecida. Quando alguém agride um animal, a sociedade costuma tratar como um “caso isolado”.
Porém, há um alerta importante: diversos estudos e relatos de especialistas mostram que muitos adultos violentos iniciaram comportamentos agressivos ainda na infância e adolescência, atacando animais.
Ou seja: não é apenas um ato. É um sinal. A pergunta que fica é profunda e inquietante: o que existe dentro de uma pessoa que sente prazer em ferir quem não pode se defender?
O silêncio também é violência Outro ponto preocupante é o que acontece depois: não apenas o ato em si, mas o modo como a sociedade tenta lidar com ele. Muitas vezes, quem denuncia é atacado.
Quem expõe a verdade é silenciado. Quem expressa indignação é julgado. Mas é justamente o oposto do que precisamos. Se esse caso não tivesse ganhado repercussão, é provável que ele teria sido “engolido” pelo cotidiano.
E então, com o tempo, seria só mais uma crueldade invisível. E o invisível se repete. Saúde mental não combina com crueldade romantizada Falar sobre saúde mental é essencial.
Sempre foi. Mas é preciso ter coragem para afirmar: há situações em que o discurso não pode ser romantizado.
Porque quando um ser é violentado por diversão, isso deixa de ser apenas “um desequilíbrio emocional”. Isso revela falta de humanidade, de consciência e de responsabilidade social. Saúde mental é cuidar, é empatia, é presença, é controle emocional. Crueldade é escolha.
Quando o medo vira consequência Depois que o caso vem à tona, surge outro cenário: medo, fuga, tentativas de apagar rastros e esconder o rosto. É impossível não observar o contraste: o mesmo medo e ansiedade que agora tomam conta de quem cometeu esse ato, são sentimentos que o Orelha viveu em seus últimos momentos, sem chance de escolha.
Orelha foi sacrificado: não havia reversão Infelizmente, Orelha precisou ser sacrificado. As feridas eram graves demais. Não havia reversão.
E é impossível falar disso sem compreender que não foram apenas feridas físicas: houve feridas emocionais, feridas no corpo e na mente — e o mais doloroso é saber que ele não merecia absolutamente nada disso. Para que isso não se repita O caso do Orelha precisa ser um marco, não apenas uma tragédia. Porque quando uma sociedade normaliza a violência contra animais, ela abre espaço para violências maiores.
A crueldade contra o indefeso é a porta de entrada da indiferença — e a indiferença adoece uma comunidade inteira. Orelha não tinha voz. Mas nós temos. Que a história dele não seja esquecida.
Que a justiça não seja seletiva. E que nunca mais alguém ache que pode tirar a vida de um ser “por diversão”.
Texto por Marlete Plauth Terapeuta integrativa Instagram @marleteplauth
Dica de livro: Manuelzao e Minguilin, Guimarães Rosa
Reunindo duas narrativas que apresentam instantes extremos dos caminhos da existência humana, Manuelzão e Miguilim configura-se em um edifício de alta densidade literária, construído com a engenhosidade ímpar de João Guimarães Rosa.
Em “Campo Geral”, os leitores experimentam o mundo pelos olhos do menino Miguilim que, em seu cotidiano vivido no seio de uma família sertaneja, consegue, graças à sua curiosidade e inocência, enxergar - e espalhar - beleza nos lugares e situações que vivencia.
Em “Uma estória de amor”, a prosa rosiana nos conduz às reflexões que brotam do coração sofrido do vaqueiro Manuelzão por ocasião da festa que marca a inauguração de uma capela que ele constrói em memória de sua mãe. Na cabeceira de sua vida, Manuelzão sente ter chegado o momento de apropriar-se de sua história.
Esta nova edição traz, ao ao fim do livro, um texto da escritora Henriqueta Lisboa, no qual ela empreende uma análise precisa e delicada sobre os escritos de Guimarães Rosa, mais especificamente sobre a novela “Campo Geral”. Ademais, a cronologia completa da obra Rosiana.
A foto de capa é do fotógrafo Araquém de Alcântara, produzida em 2014, na Fazenda Jaíba, localizada na cidade de Montes Claros, no estado de Minas Gerais.
Fonte: Amazon
Dica de filme: A incrível história de Henry Sugar
Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com
Mercy (título no Brasil: “Justiça Artificial”)
Assisti ao trailer e achei o enredo muito interessante e atual. Pareceu ser um filme com muita ação e investigações, coisas que eu gosto muito. Porém, tive um pé atrás, pois é um tipo de filme que pode ser bem legal, mas também pode ser uma bomba rs
Num futuro próximo dominado pelo crime, é criado algo que, em termos teóricos, garante a segurança absoluta: o Mercy, um sistema judicial gerido por inteligência artificial (IA) com acesso total a câmaras, telefones e bases de dados. Assim, qualquer cidadão indiciado por um crime grave dispõe agora de apenas 90 minutos para provar a sua inocência perante um juiz de IA. As regras ditam que se a probabilidade de culpa ultrapassar os 92%, a sentença é atribuída imediata e irreversivelmente.
É neste contexto que o detetive Christopher Raven (Chris Pratt), um dos envolvidos na criação do sistema, se vê inesperadamente do outro lado da justiça ao ser acusado do assassinato da sua mulher. Para salvar a vida e provar a sua inocência, tem de lutar contra o tempo e contra uma lógica puramente estatística, criada para condenar e punir sem espaço para a subjetividade.
É um bom entretenimento, mas com alguns clichês, e matei a “charada” nos primeiros momentos do filme. É um típico filme de ação pra TV aberta. Não é ruim, mas é fraco.
Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.
Dica de livro: Surto de Kamilla Naves
Uma mãe divaga enquanto o couro cabeludo da filha é devorado por parasitas, Marilene aguarda em fila para parir seu bebê natimorto, uma mulher alucina entre ter matado a gata do marido e um possível infanticídio. Em seu primeiro livro de contos, Kamilla Naves traz em 13 narrativas independentes pessoas comuns que, em dias normais, tocam os limites da própria loucura. surto. é um grito de chega. Estar bem adaptado a uma sociedade doente não é sinônimo de saúde e perder o controle é mais fácil do que parece.
Dica de série: Lázaro da Prime Video
Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.
Com 76 anos de atuação no Brasil, a Legião da Boa Vontade (LBV) desenvolve ações contínuas e integradas para fortalecer o acesso à educação e promover a formação integral de crianças, adolescentes, jovens e adultos. A Instituição atua de forma preventiva, socioeducativa e assistencial, contribuindo para minimizar fatores que levam à evasão e ao atraso escolar.
Entre as principais iniciativas da LBV estão a entrega de kits pedagógicos no início do ano letivo, que apoia o processo de aprendizagem e reduz o impacto financeiro sobre as famílias; o atendimento em equipamentos próprios de educação básica que oferecem Educação Infantil, Ensinos Fundamental e Médio; e técnica profissionalizante que oferta cursos gratuitos em rádio e televisão, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) — modalidade essencial para a inclusão social e o resgate da cidadania de pessoas que não concluíram os estudos na idade regular.
A LBV ainda mantém Centros Comunitários de Assistência Social, onde são ofertados alimentação, atividades socioeducativas, culturais, de lazer e esportivas e acompanhamento sociofamiliar, fortalecendo a permanência de crianças e jovens na escola. Para adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, destaca-se o Programa Socioaprendizagem, que alia capacitação, incentivo à continuidade dos estudos e conexão com o mundo do trabalho, ampliando oportunidades de inserção profissional e contribuindo para a melhoria da renda familiar.
Vamos juntos construir um futuro brilhante!
Em 2026, a LBV intensifica esse compromisso por meio da campanha LBV — Educação: Futuro no Presente!, que tem como metas entregar mais de 10.600 kits pedagógicos a crianças, adolescentes e jovens atendidos pela Instituição e servir mais de um milhão de refeições em suas unidades socioassistenciais e educacionais em todo o país.
Ao unir educação, alimentação, acolhimento e Solidariedade, a LBV reforça a convicção de que investir na educação é investir na transformação social e na construção de um futuro mais justo e igualitário. A participação da sociedade é fundamental para ampliar esse impacto e garantir que milhares de crianças e jovens tenham acesso a oportunidades reais de desenvolvimento. Para isso, a Instituição precisa da ajuda de todos.
Quem deseja contribuir com essa causa pode apoiar as ações da LBV acessando o site www.lbv.org ou pela chave: pix@lbv.org.br. Acompanhe as iniciativas da Instituição pelo perfil @LBVBrasil no Instagram e no Facebook.
Dados do IBGE/PNAD indicam que, em 2024, o Brasil contava com cerca de 9,1 milhões de pessoas analfabetas, o que corresponde a aproximadamente 5,3% da população com 15 anos ou mais. O cenário evidencia a urgência de iniciativas sociais voltadas à alfabetização, à permanência escolar e à redução das desigualdades educacionais, especialmente em territórios de maior vulnerabilidade social.
Eleanor the Great (título no Brasil: “A Incrível Eleanor”)
Vi o trailer e achei muito interessante e divertido, até. Vi que era o primeiro filme dirigido por Scarlett Johansson, então aumentou ainda mais a minha curiosidade.
O filme conta a história de Eleanor, uma senhora de 94 anos. Quando vê partir Bessie, uma amiga com quem dividiu a casa durante várias décadas, Eleanor se depara com o peso da solidão. Por causa disso, decide deixar a Flórida e aceitar o convite de Lisa, a filha, para viver com ela em Nova Iorque.
Para a ajudar a se integrar, Lisa a inscreve num centro de apoio a idosos, onde, quase sem intenção, Eleanor começa a relatar a vida de Bessie — uma sobrevivente do Holocausto — como se fosse a sua própria. É assim que se aproxima de Nina, uma jovem estudante de jornalismo que lhe pede autorização para usar essa história num trabalho da faculdade. Ao aceitar, a velha senhora não imagina as consequências dessa decisão.
Um filme muito gostoso de assistir, apesar de ter alguns momentos emotivos e tristes, mas nada que deixe o filme pra baixo. Todas as atuações estão excelentes e valeu muito ter ido assistir! Recomendado para todas as idades!
Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.