Qual é o futuro do treinamento e coaching profissional, e como isso está mudando? Coluna Autoconhecimento por Maurício Duarte

 Com a questão da Inteligência Artificial batendo as nossas portas todos os dias, um assunto que não pode faltar em nossos pensamentos é, qual o futuro do treinamento e coaching profissional e como isso está passando por transformações significativas à medida que nos adaptamos a um mundo em constante evolução.  

 Nenhuma resposta pode ser conclusiva, mas é fácil notar que já existem tendências e mudanças que podemos observar.

 Por exemplo:

 Aumento da personalização: Os treinamentos e coaching profissional precisam se tornar cada vez mais personalizados para atender às necessidades individuais de cada profissional. Isso envolve o autoconhecimento, ter a previsibilidade de seu comportamento observável, definir seus motivadores pessoais e a partir disso, buscar a identificação de pontos fortes, áreas de melhoria e metas específicas para desenvolvimento profissional.

 Abordagem centrada no indivíduo: Definitivamente chegou o momento de se extinguir a abordagem genérica. A famosa frase "Vamos lá equipe” só deverá ser dita quando o gestor conhecer as peculiaridades e forças da sua equipe em cada área. Poder atribuir às pessoas tarefas que elas possam entregar com qualidade, baseado em suas características pessoais. O treinamento e coaching estão se concentrando nas necessidades, aspirações e valores únicos de cada pessoa. Os profissionais são encorajados a se autoconhecerem e a trabalharem em direção a metas que se alinhem com suas paixões e propósitos individuais.

 Uso de tecnologia: A tecnologia está desempenhando um papel cada vez mais importante no treinamento e coaching profissional. É chegado o fim do achismo. Avaliações comportamentais, de motivadores e axiologia, baseado em plataformas online, oriundas de empresas que realmente invistam em tecnologia e com estudos de assertividade em suas respostas devem imperar. É comum encontrar "coisas" na internet que sejam baratinhas, mas que, na realidade, estejam apenas querendo colher seus dados para lhe encher de Spam posteriormente, oferecendo soluções milagrosas.

 Aprendizado contínuo e adaptativo: Daqui para a frente a natureza do trabalho tende a mudar rapidamente, e os profissionais precisam se adaptar a novas habilidades e conhecimentos em um ritmo acelerado. Mas é fundamental que se conheçam com relação a suas próprias tendências de aceitar as mudanças. Pessoas que tem, por repertório próprio aversão a mudanças, precisam conhecer esse aspecto de forma consciente, serem avisadas disso e terem métodos de controle. E não é raro se encontrar isso no mercado, enquanto essas pessoas vivem dizendo que são movidas a desafios. Não mesmo.

Tanto o treinamento e coaching profissional devem se concentrar no aprendizado contínuo, incentivando os profissionais a desenvolverem uma mentalidade de crescimento, na busca de novas informações e tendências, além de se manterem atualizados com as demandas do mercado.

 Ênfase em habilidades comportamentais: Nunca a inteligência emocional foi tão exigida num mundo de mudanças, pandemias, home office etc. Além das habilidades técnicas, as habilidades comportamentais e socioemocionais estão se tornando cada vez mais valorizadas. O treinamento e coaching estão se concentrando no desenvolvimento de habilidades como liderança, inteligência emocional, trabalho em equipe, comunicação eficaz e resolução de problemas. Como está seu conhecimento sobre esse importante aspecto da sua vida profissional, familiar e pessoal. Existem da mesma forma que para os mapas comportamentais, ferramentas tecnológicas que medem os quatro aspectos da IE, bem como a sua motivação, com alto nível de assertividade e da mesma forma sem achismos, pois a sua resposta é a que vale.

 Acesso a recursos globais: A internet está proporcionando acesso a treinadores, mentores e recursos de todo o mundo. Hoje atendemos pessoas de todas as partes do Brasil e até de clientes que se mudaram por conta de promoções internacionais. Não há mais barreiras. Profissionais podem se beneficiar de diferentes perspectivas, abordagens e conhecimentos culturais, expandindo suas redes de apoio e oportunidades de aprendizado.

 Foco na sustentabilidade e bem-estar: À medida que a consciência sobre sustentabilidade e bem-estar aumenta, o treinamento e coaching profissional estão se adaptando para incluir essas áreas. Se os profissionais comemoram as sextas e odeiam as segundas, algo está muito errado. Não estão utilizando os seus talentos de forma adequada e pior ainda, não conseguem ter atendidos os seus motivadores pessoais naquilo que estão fazendo. Isso tem um preço, e quanto mais se mantiver nessas posições, a saúde cobrará seu preço futuramente. Os profissionais devem ser incentivados a equilibrar suas vidas pessoais e profissionais, cuidar de sua saúde mental e física, e contribuir para um mundo mais sustentável e saudável.

 Obviamente que atender a todos esses pontos não é fácil, mas nem por isso se deve desistir de persegui-los na medida do possível. Então, o futuro do treinamento e coaching profissional deve ser cada vez mais orientado pela personalização, tecnologia e pesquisa sobre as pessoas e suas características pessoais, aprendizado contínuo, habilidades comportamentais, acesso global a recursos e um foco crescente na sustentabilidade e bem-estar. 

Todas essas mudanças visam capacitar os profissionais a alcançarem seu pleno potencial, se adaptarem às mudanças do mercado de trabalho e encontrarem satisfação e sucesso em suas carreiras.

Se quiserem conversar mais a respeito e sobre o que podemos fazer por você e sua carreira, ficamos ao seu inteiro dispor.

 

Até a próxima

 Maurício Duarte

 Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

 

Descubra seus talentos: O caminho para o sucesso profissional e pessoal - Coluna Autoconhecimento por Maurício Duarte

Descubra seus talentos: O caminho para o sucesso profissional e pessoal

 

Caros colegas,

 

Vamos encarar a realidade de frente: não podemos fazer tudo o que pensamos que somos capazes. Muitas vezes, nos enganamos ao acreditar que podemos dominar todas as áreas e nos tornarmos profissionais versáteis e de alta qualidade em todas as disciplinas. No entanto, essa mentalidade pode nos levar a um desempenho abaixo do esperado e a frustrações desnecessárias.

 

Mas aqui está a boa notícia: somos capazes de fazer muito mais do que imaginamos quando nos conhecemos verdadeiramente. O autoconhecimento é a chave para descobrir nossos talentos e motivações genuínas, permitindo-nos entregar resultados brilhantes tanto em nossa vida profissional quanto pessoal.

Muitas vezes os seus reais talentos estão nesse exato momento sendo subestimados.

Você pode estar trabalhando em algo que não gosta, que não oferece o melhor de si apenas por causa dos boletos.

 

Olhe para os grandes nomes do futebol como Pelé, Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo. Eles são reverenciados como ícones do esporte porque souberam utilizar seus talentos inatos e naturais. Por mais que se esforcem, dificilmente seriam hoje bons contadores, médicos, engenheiros e assim por diante. Eles se tornaram lendas porque mostraram ao mundo o que nasceram para fazer, e não apenas porque quiseram fazer.

 

Da mesma forma, podemos alcançar o sucesso ao identificarmos nossos talentos únicos e investirmos neles. Quando nos concentramos em aprimorar nossas habilidades naturais, podemos entregar resultados notáveis e excepcionais. É nessa jornada de autodescoberta que encontramos a verdadeira satisfação e alegria no que fazemos.

 

Lembre-se de que o reconhecimento, a valorização e sim, o dinheiro, vêm quando realizamos um trabalho bem feito. O mercado valoriza profissionais que se destacam em suas áreas de expertise, que são especialistas em seu campo de atuação. Quando entregamos resultados de alta qualidade, nos tornamos referências e conquistamos o merecido sucesso.

 

Então, desafie-se a buscar o autoconhecimento. Identifique seus talentos, nós podemos te ajudar nisso.

Descubra o que o motiva e apaixona verdadeiramente. Invista tempo e esforço em aprimorar suas habilidades naturais. Não tenha medo de se especializar em algo que realmente lhe traz satisfação e excelência. E não importa o que seja ou o que digam os outros. A resposta está dentro de você, basta descobrir.

 

Lembre-se de que cada um de nós tem um papel único neste mundo, e a descoberta dos nossos talentos nos coloca no caminho para cumprir nosso propósito de vida. Sejamos a melhor versão de nós mesmos, entregando resultados brilhantes e alcançando sucesso, reconhecimento e, sim, até mesmo o tão desejado crescimento financeiro.

 

Vamos aproveitar o poder do autoconhecimento e sermos a diferença que queremos ver no mundo, destacando-nos por aquilo que fazemos melhor.

 

Compartilhe sua jornada de autodescoberta nos comentários. Estou animado para saber como você está utilizando seus talentos para alcançar o sucesso.

 Até a próxima.

 Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br



 

 

Você é um canivete Suíço? Coluna Autoconhecimento por Maurício Duarte

Você é um canivete Suíço?

Essa metáfora eu escutei pela primeira vez vinda do meu amigo e mestre Alexandre Ribas.

Cada vez que faço uma mentoria sobre carreira, me convenço de que ela é perfeita.

Você deve conhecer um canivete suíço. Aquele que tem diversas ferramentas e serve para serrar, cortar, furar, limar etc.

São bonitos e caros, mas sempre que a situação aperta para uma necessidade real, as ferramentas do canivete se mostram como sendo apenas quebra galho.

Se você precisar serrar uma peça maior, vai precisar de algo especializado e desenhado para a função, como um serrote dos bons e não a serrinha do canivete.

Quando estamos com algo que consideramos mais sério em nossa saúde, não vamos a um clínico geral, mas procuramos um especialista.

Agora transfira essa imagem para alguns profissionais do mercado.

São profissionais multitarefa, engajados e que fazem de tudo, mas nada de forma aprofundada. Ele é um profissional versátil, sempre pronto para assumir qualquer responsabilidade que lhe seja designada.

É como um canivete suíço. Ele tem habilidades em várias áreas e sempre se esforça para fazer de tudo um pouco. Mas será que essa abordagem é realmente eficaz?

Apesar de toda essa versatilidade, ele parece sempre estar infeliz com o que está fazendo. Se sente pouco valorizado e reconhecido.

O problema desse profissional é que não conhecendo seus reais talentos e motivadores, não pode investir seus esforços especificamente neles, dando o melhor de si, fazendo o que realmente nasceu para fazer.

Quando o profissional descobre seus talentos naturais e se concentra em aprimorar suas habilidades específicas, na realidade passa a utilizar sua ferramenta especializada, o que lhe permite ter um desempenho excepcional e uma satisfação diária no trabalho.

Assim como um canivete suíço pode quebrar o galho em várias situações, um profissional versátil pode ser útil em diversas áreas. No entanto, quando nos concentramos em nossos talentos naturais e motivadores específicos, alcançamos resultados extraordinários e encontramos uma verdadeira realização em nossas atividades diárias.

Vamos a um exemplo prático.

Tem muita gente que acha que apenas falar bem, ser simpático e educado, é o suficiente para vender qualquer coisa. Tem produtos que precisam de maior ou menor especialização, informações mais ou menos detalhadas dependendo do que é, mas apenas sorrir, ser simpático e ter informações, nada disso garante um bom desempenho em vendas.

Na realidade, quando se mede os talentos dessa pessoa, tem um deles que tem um tremendo impacto nesse sucesso, é a ferramenta especializada de um bom vendedor, e se chama Orientação para Clientes.

Esse talento permite que a pessoa ouça com atenção o cliente, entenda ou descubra a sua real necessidade, a sua dor, o seu motivador por trás do pedido.

Nem sempre o que o cliente pede é exatamente o que irá resolver o seu problema. 

Ouvir com atenção, permite que o vendedor em certos casos possa sugerir algo mais eficaz para a resolução do problema, que não seja exatamente aquilo que o cliente pediu, mas que o deixará mais feliz e agradecido por realmente resolver o problema.

Sabe aquela pessoa que chega numa farmácia com dor de cabeça e pede um antibiótico?

Digamos que fosse possível comprar isso sem receita, o bom vendedor, entendendo a necessidade, poderia oferecer algo muito mais eficiente, barato e menos perigoso, enquanto o mediano, se limitaria a atender o pedido com a desculpa de que, "foi o cliente que pediu".

Esse é um dos motivos que realmente fazem o vendedor de sucesso.

A média de pontuação da população brasileira no quesito Orientação para Clientes está entre 48 pontos mínimo e 79 pontos máximo, sendo a média por volta de 63,5 pontos.

Se a sua média for abaixo de 48 pontos, a chance de sucesso em vendas é bastante temerária pois a sua sensibilidade para descobrir o que realmente seu cliente precisa é muito baixa, e a chance de apenas atender ao que ele pede, independente de ser o correto ou não para satisfazer a sua necessidade é muito alta, sendo que se a coisa não der certo, raramente o cliente o cliente vai assumir a responsabilidade de que ele mesmo escolheu.

Mas se o seu número for acima de 79, sua chance é extremamente alta de ser um ótimo vendedor e consultor. Pois terá a sensibilidade de entender aquilo que o seu cliente realmente necessita e propor soluções diferentes para atendê-lo se for o caso. Além disso, transformá-lo num vendedor de sucesso. Fará com que seu cliente o promova como um ótimo vendedor, como alguém que conhece o seu ofício e autoridade no que faz, seja através do processo boca a boca ou redes sociais.

Essa sim, é a ferramenta especializada do bom vendedor, do especialista, e não aquele que acha que pode vender de tudo, sendo apenas mediano.

Se você é vendedor de alguma coisa, e no final todos nós somos, mesmo que seja da própria imagem, qual é a sua pontuação nesse importante quesito?

Precisa melhorar ou está deixando de usar seu talento em algo que lhe traga sucesso e bem-estar com o que está fazendo no dia a dia?

Pense agora no poder dessa avaliação, caso você esteja se propondo a ser um vendedor, saber onde tem que melhorar para obter sucesso ou, se você for um empresário querendo contratar alguém para ser seu vendedor, treinar e depois descobrir que escolheu errado.

Captou?

Quando você investe naquilo que já faz bem, passa a fazer ainda melhor. Isso lhe dá prazer e você passa a ser notado com alguém que tem autoridade no assunto. E autoridade no assunto ganha melhor do que aquele que faz apenas o básico.

Eu falei sobre vendas, mas cada profissão específica tem itens a serem avaliados sobre os talentos que lhe trarão sucesso como, versatilidade, adaptação a mudanças, senso de urgência, seguir normas, análise de dados etc.

Portanto, descubra seus talentos, aprimore suas habilidades e concentre-se naquilo que você faz de melhor.

Assim você poderá experimentar o prazer de fazer o que ama e alcançar resultados surpreendentes.

Descubra seus talentos, seja como uma ferramenta especializada, e alcance o sucesso que você merece!

A Antares Talentos tem as ferramentas tecnológicas e de mentoria capazes de te ajudar da melhor forma nessa busca.

Fale conosco.

Até a próxima


 Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

Felicidade Feminina - Coluna Autoconhecimento por Maurício Duarte

Já parou para pensar quantas vezes você topa com a palavra FELICIDADE por dia?

Quem não busca?

Mas dessa vez eu gostaria especificamente de falar sobre a felicidade pelo ponto de vista feminino.

Mas felicidade não é um conceito universal. Não, diferentemente dos homens, as mulheres têm uma visão muito mais requintada e completa sobre o assunto.

Em um estudo realizado pela revista Women’s & Health mostrou que as mulheres tendem a buscar a felicidade através de relacionamentos saudáveis e significativos, tanto com parceiros românticos quanto com amigos e familiares. 

 equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, 

 capacidade de serem independentes financeiramente.

 Faz sentido isso para vocês?

Outro estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Allianz em parceria com a Universidade de Hohenheim, na Alemanha, mostrou que as mulheres tendem a valorizar:

 a estabilidade financeira, 

 a segurança emocional e a qualidade dos relacionamentos. 

 a buscar um senso de propósito e significado em suas vidas, seja através do

trabalho ou de outras atividades.

 a saúde física e mental, bem como o cuidado pessoal e o tempo para si

mesmas. 

 É importante lembrar que esses itens, são apenas algumas tendências e que cada mulher tem suas próprias preferências e prioridades quando se trata de buscar a felicidade.

Então, em resumo, a felicidade é uma mistura de bons relacionamentos na família e na vida social, saúde mental e independência financeira, mas não de forma separada, tudo junto.

Nesse momento uma pergunta se faz necessária.

 Mas tem um ingrediente que, ajuda a unir todos esses elementos. Que quando está presente, consegue facilitar a união de todos esses elementos?

Sim, e para exemplificar, antes de responder, vamos fazer uma analogia.

Quem já fez um bolo?

Normalmente um bolo leva entre seus ingredientes, farinha, açúcar, fermento, água e o ingrediente que dá o seu sabor.

Um bolo perfeito não deve ser quebradiço, nem se esfarelar à toa. Tem que manter os seus ingredientes juntos para que o bolo, a criação final, seja perfeita.

Desses ingredientes, quem dá a ”liga”, para que todos esses ingredientes permaneçam juntos e criem a perfeição necessária?

O ovo.

Talvez um dos ingredientes mais baratos, mas importantíssimo na receita. Existe bolo sem ovo ou sem ovos, como queiram? Sim, mas como normalmente eles são?

Se esfarelam e são facilmente quebradiços. São mais FRÁGEIS.

 Uma coisa simples, mas que agrega a todos, passa por todos os elementos e promove o sucesso da mistura.

Em nossa vida, o que dá a liga aos relacionamentos, saúde mental e satisfação na carreira com consequente independência financeira é o autoconhecimento, em especial conhecer o seu mapa comportamental e os seus principais motivadores.

 Conhecer o seu próprio mapa comportamental, permite que haja entendimento entre as pessoas, sejam companheiros, filhos, pais, cunhados, clientes, fornecedores.

Entender seu comportamento e analisar o comportamento do outro faz com que a gente se adapte e adapte as nossas palavras de forma a atingirmos os nossos objetivos, sejam pessoais ou comerciais.

 Às vezes esse não reconhecimento nos faz passar muita raiva e nervosismo desnecessário por não compreender a diversidade do outro, ou mesmo da sua.

Nos deixa frágeis, e vamos combinar que, FRAGILIDADE é o que menos se quer hoje em dia.

 Conhecer os seus talentos te direciona a empreender naquilo que você pode entregar os melhores resultados.

Mas de nada adianta se você não conhecer quais os motivadores que te tiram da cama e fazem você ir com prazer fazer o que tem que ser feito.

Existem 12 forças que te impulsionam a fazer as coisas da forma como você faz.

Quando se usa só os comportamentos, a gente se submete a tirania dos boletos.

Aguenta fazer algo que não gosta, por muito tempo, em nome das contas, até que um dia a saúde cobra seu preço.

Quando os motivadores não são atendidos, quando você sente que aquilo que te movimenta não está sendo percebido por você, não há salário que te faça ficar no emprego, nem as contas.

 Conhece alguém que já largou um emprego que outras pessoas desejariam ter?

Pois bem, esse é o caso.

Tem mais um agravante nessa fórmula.

 Existe uma teoria dos septênios, pregados pela Antroposofia. Ela diz que a cada 7 anos damos uma sacudida geral nas nossas vidas.

 Aos sete entramos na escola formal, aos 14 estamos prestes a sair do ensino médio, aos 21 saindo da faculdade, aos 28 ou aos 35 com a família sendo formada.

 Mas aos 42,49,56,63…..já estamos querendo mudar algo. Para onde ir? O que fazer de novo na vida? Será que vai dar certo? 

Aí entra de novo o autoconhecimento para direcionar seus novos caminhos.

 Cada vez mais se vê mulheres adentrando em áreas que não eram comuns.

 Enfim, se chegou ao consenso de que lugar de mulher é onde ela quiser, mas ela busca colocações assertivas e com chances de sucesso.

 E tem jeito de se obter esse autoconhecimento, de forma científica e com respostas altamente confiáveis?

 Sim existe, baseado inclusive na neurociência e onde as respostas são sempre individualizadas. A resposta correta é sempre a sua, então não é um teste, nem rotula ninguém.

 Essa é a minha especialização e o que eu amo fazer. 

 Contribuir para que as pessoas se conheçam cada vez mais e tenham, através desse conhecimento, uma vida plena. 

Não para que seja boa de um lado e ruim de outro, mas plena ao utilizar todos os seus reais talentos no dia a dia.

Não existe nada melhor do que a gente se levantar e saber que vai fazer aquilo que nasceu para fazer.

 A felicidade não se consegue apenas com um pedaço bem-feito, mas sim, com a soma de tudo o que é importante para você, na medida do melhor que você pode fazer.

 Por isso minha reverência à sabedoria feminina.

 Vamos conversar a respeito?

 Estou a sua inteira disposição.

Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

Quais as dores que uma mãe costuma ter com filhos pequenos? Coluna Autoconhecimento de Maurício Duarte

Existem diversas reclamações que as mães normalmente fazem quando o assunto serefere a criação de seus filhos, especialmente os pequenos.

Costumamos dizer que as crianças não vêm com manual de instrução. E a coisa vai se complicando, caso seja o primeiro filho e com as instruções, muitas vezes diversas em relação ao mesmo problema, dadas pelas mães mais “experientes”.

 Invariavelmente, os problemas mais comuns, costumam ter realmente respostas diferentes, pois cada criança experimenta situações diferentes no dia a dia e que podem ser a causa das dificuldades.

 Vamos ver uma lista dos principais problemas.

 Comportamento: Muitas mães podem ter dificuldades em lidar com comportamentos desafiadores como birras, agressividade, teimosia ou desobediência.

Esse é o ponto principal que tratamos durante os cursos para mães que fazemos e que desperta maior curiosidade. Muitas mães acham que os filhos deveriam ser uma cópia da forma como elas agem, mas se esquecem que os filhos são formados pela soma dos comportamentos observados das pessoas com as quais ela convive. Não conhecer seu próprio perfil, dificulta essa compreensão e dificulta inclusive o relacionamento com o companheiro, que pode influenciar através de um perfil diferente e incompreendido. Daí vem o pensamento de que os pais, às vezes, mais atrapalham do que ajudam.

Alimentação: Algumas mães podem ter problemas em fazer com que seus filhos comam alimentos saudáveis ou em lidar com crianças que são seletivas em relação à comida.

Somos bombardeados diariamente com dezenas de tentações culinárias por diversos meios. Como convencer uma criança de que comer frutas é melhor do que comer doces?

Pior ainda, como convencer as crianças a se alimentarem de forma saudável se eles não têm um modelo para seguir dentro da própria casa?

Muitas vezes os pais delegam às escolas a função de ensinar a comer, mas, não se esqueçam, que as crianças imitam as atitudes das pessoas com as quais convivem.

Pense nisso.

Sono: Muitas mães têm dificuldades em fazer com que seus filhos durmam a noite toda ou em estabelecer uma rotina de sono consistente. 

Dependendo da idade, a exposição a equipamentos eletrônicos como celulares, tablets e videogames à noite e próximos ao horário de dormir, por causa da luz azul e da excitação pelo que as crianças estavam vendo, complica ainda mais o problema.

 Saúde: As mães podem se preocupar com a saúde de seus filhos, especialmente se eles têm alergias, doenças crônicas ou se frequentemente adoecem.

Essa é uma preocupação plausível, mas que se torna muito preocupante com o aumento da ideia dos grupos anti vacinas. Muitas doenças antes quase erradicadas correm o risco de voltarem, por conta da desinformação ocasionada pelos grupos que disseminam notícias não comprovadas e prejudiciais à vida de todos, não somente de seus próprios filhos.

Entender as deficiências ou necessidade de seu próprio filho é uma coisa, mas privá- o de meios consagrados e cientificamente reconhecidos de proteção, é muito grave.

 Socialização: Muitas mães podem se preocupar com a socialização de seus filhos, especialmente se eles têm dificuldades em fazer amigos ou em lidar com situações sociais.

Esse assunto é delicado. A socialização, especialmente na escola, tem se tornado um problema cada vez mais frequente. Os problemas com bullying, de auto aceitação e de espelhamento em mensagens de perfeição, nem sempre verdadeiras, pelas redes sociais, levam a um verdadeiro turbilhão na cabeça das crianças.

Outro ponto que também pode atrapalhar é a extrema intervenção de pais em assuntos corriqueiros na escola. Coisas que antes se resolviam com uma boa conversa entre as próprias crianças, mesmo que mediados pela escola, hoje se tornam verdadeiras batalhas, pela intervenção de pais raivosos que modificam algo simples em casos até judiciais. Por maldade, não, por incompreensão ou pela vontade absurda de protegerem os filhos. Isso impede o entendimento, e passa a mensagem, de que problemas serão resolvidos pelos pais, impedindo o crescimento autônomo dessas crianças em termos de mediação, aceitação de frustrações e gerenciamento de coisas negativas, tão importantes em sua vida futura.

Cuidados pessoais: Algumas mães podem achar desafiador cuidar de filhos pequenos em relação à higiene pessoal, como escovar os dentes, tomar banho ou ir ao banheiro.

Mais uma vez, nesse caso, o autoconhecimento é imprescindível. Certas coisas nos chateiam e nem sabemos o porquê. Na realidade as mães criam expectativas próprias de como os filhos devem se portar, baseado em seus próprios padrões de vida. Para algumas, a demora em executar uma ordem do tipo “ir tomar banho”, pode ser um motivo de decepção, já que a criança realiza o solicitado só que não no tempo que ela, mãe, acha adequado.

Tempo: As mães muitas vezes se sentem sobrecarregadas com as tarefas diárias e a responsabilidade de cuidar dos filhos, e podem achar difícil encontrar tempo para si mesmas ou para outras atividades.

As mulheres hoje, com o aumento de suas responsabilidades, trabalho e diversas outras atividades, não tem mais o tempo que as mães de outrora, muitas dedicadas exclusivamente ao lar, tinham antigamente. É uma evolução natural das coisas, mas mesmo assim, muitas mães se sentem culpadas por acharem que dedicam menos tempo às crianças do que o necessário.

Talvez o maior problema seja a falta de conscientização sobre o termo, tempo de qualidade. Estar junto não significa qualidade de convívio. De nada adianta longas horas no mesmo ambiente se cada um ficar ligado às suas respectivas telas de celular. 

Ficar muito tempo junto, sem que se reconheça o perfil de seus filhos e as suas formas esperadas de agir, podem ocasionar mais frustrações do que entendimento.

Lembre-se de que determinadas coisas, por mais que você não goste, na forma de agir de seus filhos, são a expressão de como o seu mapa comportamental está sendo desenhado. 

Não é defeito, é característica dele que irá se manifestar você queira ou não.

 A maioria das resoluções desses problemas se encontram dentro do autoconhecimento e entendimento sobre seu próprio perfil e das pessoas com quem se convive.

Esses e outros assuntos tratamos com maior profundidade dentro do curso de mães ministrado pela Antares Talentos.

Em breve novas turmas. Aguardem.

Maurício Duarte

Antares Talentos

Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

Dá para escolher um caminho mais seguro para se amar alguém de verdade? - Coluna Autoconhecimento na Prática por Maurício Duarte

Amar é um sentimento lindo e importante em nossas vidas.

Amar alguém é importar-se, de verdade, com o outro e querer conhecê-lo cada vez mais. Tem a ver com entender quem o outro é … e celebrá-lo por isso. Saiba que o amor leva um tempo para se desenvolver e, esse tempo, fortalece a relação construída.

O significado da palavra amor vai variar de pessoa para pessoa, mas isso não quer dizer que não existam sentimentos em comum entre todos os tipos de amor. Também significa que, para amar, não é necessário que todos os interesses sejam em comum.

É exatamente aí que o entendimento do outro se torna crucial para que se exercite o amor em sua plenitude.

Quando existe dentro de um relacionamento a palavra ‘mandar’, já pode significar um mau começo de relacionamento. Ninguém tem que ‘mandar’ em ninguém numa relação. Se isso ocorre, significa que há um senso de propriedade, de posse e esse é caminho mais curto para uma ruptura em breve.

Significa que quando alguém ‘manda’, está se sobrepondo à vontade do outro; está, muitas vezes, por falta de entendimento, sobrepujando o interesse e a vontade do outro, sem querer chegar a um entendimento que atenda a ambos.

Outro grande erro quando se fala em amor, é conhecer uma pessoa com determinadas características e criar expectativas de que ela vá mudar quando o relacionamento entre as pessoas ficar mais estável.

Todas as pessoas têm um repertório, um alicerce sobre o qual foi construído a sua forma de agir, interesses e motivadores.

Se uma pessoa levou uma vida inteira para construir isso, porque mudaria radicalmente somente por estar com outra? Somente porque a outra está mandando?

Fica, portanto, claro que quanto mais conhecimento uma pessoa tiver da outra, mais fácil será entender as suas características e adaptar, não só o seu entendimento, mas até a sua fala, na busca de uma harmonia que perpetue esse vínculo e concretize o amor.

A pergunta mais comum seria então, existem meios para se medir as características de um e de outro e se formar um panorama que facilite essa busca do casal pela harmonia? A resposta é sim e de forma confiável e assertiva.

Não há maior prova de amor do que buscar harmonia do casal. Uma das formas é ampliar o conhecimento sobre a pessoa amada, saber sobre seus verdadeiros motivadores e formas de agir. Isso facilitará para que não se enxergue certas atitudes como defeitos, mas seja entendido como característica. Que a partir do momento em que ambos se respeitem como pessoas e entendam que as características diferentes não são um estopim para brigas, mas uma forma de se adaptar para que as coisas deem certo, o caminho do amor estará pavimentado por muito tempo, levando a uma vida mais harmônica e feliz.

Até a próxima

Maurício Duarte

Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

Autoconhecimento liberta? Coluna autoconhecimento na prática por Maurício Duarte

Autoconhecimento liberta? Sim, liberta! Veja como.

Aline sempre foi criativa.

Desde criancinha inventava as brincadeiras mais incríveis e divertidas.

Falante e bem humorada, Aline era atenta a tudo o que acontecia ao seu redor e comentava de forma enfática sobre tudo e sobre todos. Seus comentários e observações eram de uma análise tão rica, que surpreendia à sua mãe.

Assim era com os amigos, com a família e também na escola.  Na escola, sua criatividade era inegável. Trabalhos impecáveis e com muita autoria.

Porém, apesar de toda essa energia utilizada de forma tão iluminada, residia um problema que, por vezes, arrancava umas madeixas de sua mãe: às vezes o pedido pela cartolina para aquele trabalho a ser entregue na segunda-feira, chegava no domingo às 22 horas. Mas, bastava colocar a cartolina em suas mãos, o resultado seria arrasador com toda certeza, só faltava uma certa organização.

Filha de uma mãe com afinidade com a Educação Infantil, Aline sempre recebeu o apoio para aprender a se organizar, não somente para cumprir os seus prazos, mas também para se lembrar do que deveria ser feito.

A saída foi brilhante. Usar post-its coloridos, por tipo de atividade. Coisas da escola tinham uma cor e, se fossem mais importantes que a outra, receberia nova cor, e assim por diante.

Aparentemente o problema estava resolvido, a menos que o post-it acabasse. Mas, resolver a situação fisicamente é uma coisa, psicologicamente é outra.

Apesar do problema ter sido parcialmente contornado, Aline sentia por dentro que aquela “prótese mental” era necessária porque ela tinha o que ela mesma considerava como um defeito.

Como assim, alguém que falava tão bem, que tinha uma mente inquieta e criativa, que entregava bons projetos, não conseguia dar conta de se lembrar, sem artifícios, de compromissos como todo mundo?

Seria algo a ser tratado de forma diferente? Como as coisas do coração e da autoestima só tendem a piorar em certos casos, com Aline não foi diferente.

Tendo se formado com méritos em Publicidade, veio o desafio do primeiro emprego. Ahhhh a coisa aí já era um pouco diferente e mais complicada para administrar, diante das expectativas de seus gestores com relação ao tempo.

Novas ideias não faltavam mas, como em toda empresa, uma demanda não aparece somente após o término de outra e aí se percebe que ‘o buraco é mais em baixo’, como se diz no popular, quando se tem que fazer escolhas sobre o quanto de tempo se pode dedicar a cada projeto e entregá-los a tempo.

Lembra da ajuda dos post-its? Pois bem, sendo considerado uma muleta ou algo que Aline não digeria bem, imagina ter  que usar esses artifícios no trabalho?! Poderia, de alguma forma, aparentar que ela não tinha controle sobre a sua própria agenda ou parecer algo infantil?

Não fazendo uso dos artifícios habituais, as coisas foram um pouco mais difíceis para ela, que acabava consumindo mais energia do que o necessário para gerenciar as demandas e lembrar de tudo a tempo.

Foi assim que Aline nos procurou há mais ou menos sete anos, com esses desconfortos e, principalmente, para entender o porquê deles a incomodarem tanto.

É aí que a chave do autoconhecimento a libertou das amarras da angústia e até um pouco da baixa estima.

Em seu Mapa Comportamental ficou comprovado que Aline tinha uma alta Influência, era do tipo falante, que tentava sempre influenciar as pessoas através da comunicação, mas também, era altamente influenciada pelo que as pessoas pensavam sobre ela. Aí reside o problema número um: em casos de atraso de prazo de entrega, Aline sempre tentava justificar pela conversa e nem sempre isso adiantava. Por outro lado, uma expressão de desaprovação por parte dos gestores a deixava muito chateada e constrangida.

 Um outro ponto a ser analisado em seu Mapa Comportamental, o fator Conformidade, fazia com que, apesar de ser muito observadora, nem sempre levasse em consideração as informações que obtinha para cumprir as demandas especificadas em termos de prazo, apesar sempre apresentar soluções inusitadas e altamente aplicáveis para o problema colocado.

Além da ansiedade, que era grande, e do apreço por coisas novas, a sensação de que ela tinha algum problema pessoal vinha à tona com grande facilidade.

De forma alguma havia um defeito!! O que há é uma característica a ser considerada na hora de se organizar.

 O problema dela estava no fato de que ela não conseguia olhar a ‘foto de seu perfil’ por outro ângulo. Sabe aquela conversa de que todos nós temos um ângulo melhor de fotografia? Pois é, às vezes estamos olhando o ângulo errado de nosso perfil que nos parece feio. Mas basta um especialista lhe ajudar a ver o outro lado, o ângulo bonito, que tantas vezes as pessoas insistem em desvalorizar, olhando o lado errado.

  Aline era comunicativa, gostava de desafios novos, criativa e tinha senso de urgência, mas esse último, é que ela não andava olhando direito.

 Ao se obrigar a ficar tentando lembrar das coisas que tinha a fazer, a gerenciar seus tempos de entrega e de criação, tudo de cabeça, ela ‘violentava’ a sua criatividade e, por medo da opinião dos outros, desprezava a ferramenta que a mãe lhe havia oferecido e que comprovadamente funcionava.

 Num mundo altamente digitalizado, onde aparentar ser imbatível, feliz, eficiente o tempo todo, pode fazer com que a gente perca a nossa essência. Pior ainda, a maioria das pessoas nem conhece direito a sua essência e fica tentando mostrar aquilo que não é. No caso de Aline, ela se desgastava mais tentando se autocontrolar do que, na realidade, soltar os seus talentos e usar uma ferramenta para adaptar aquilo em que não era tão boa.

 Não adianta você ser mestre em algo se as pequenas coisas não deixam você mostrar no que você é realmente bom e, infelizmente, somos medidos pelo que entregamos e não pelo que sabemos.

  Entender que era criativa e tinha um grande potencial comunicativo fazia diferença na carreira de Aline, mas ter consciência de que se importar demais com o que pensavam dela, pegar mais trabalho do que tinha capacidade de entregar até para ajudar a outros colegas não comprometidos e ainda ter problemas de gerenciar entregas sem as ferramentas de aviso, poderiam arruinar a sua entrega de trabalhos com qualidade.

 Tendo entendido isso, Aline se libertou das amarras que tinha consigo mesma de achar que tinha defeitos e não características perfeitamente contornáveis e, melhor, que poderiam lhe dar mais tempo e controle para entregar aquilo que fazia melhor, no que tinha talento e que lhe proporcionavam felicidade no trabalho.

 Então meus amigos, autoconhecimento bem orientado pode lhe oferecer a chave da liberdade de ação almejada, tanto na vida profissional quanto pessoal.

 Não se pode conseguir resultados diferentes fazendo as mesmas coisas. Portanto, se as coisas não estão acontecendo na sua vida como você sempre desejou, se os seus resultados não estão indo bem e a sua felicidade no trabalho está ‘escorrendo pelo ralo’, é hora de mudar. Conheça-se e seja mais feliz.

Até a próxima,

Maurício Duarte

Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

Dois filhos de Benedito -Coluna Autoconhecimento na Prática por Maurício Duarte

Benedito nasceu como filho dos primeiros agricultores de grãos do Mato Grosso do Sul, estado que, naquela época, estava nascendo e todos os filhos ajudavam na plantação, a duras penas.

Filho mais novo de 12 irmãos, todos com escolaridade precária, Benedito aos 18 anos, resolve arriscar a sorte no interior de São Paulo, vindo morar com uns tios na região de Botucatu.

Estudou até completar o segundo grau (atual Ensino Médio), entre repetências e o desânimo de estudar à noite, após o trabalho duro numa loja agropecuária que lá existia.

Ele era bom mesmo era para fazer amizades. Conhecia os clientes pelo nome e sabia o que normalmente vinham buscar, deixando as coisas semi prontas para adiantar, mas sempre oferecendo algo a mais aos clientes.

Isso foi sendo notado e, nas conversas entre clientes, a história chegou aos ouvidos de um representante de máquinas agrícolas que vinha se dando muito bem e que o convidou para ser vendedor de tratores e implementos.

Ahhh era o sono de Benedito, mais conhecido como Ditinho pelos mais íntimos e clientes mais antigos que acompanharam seu crescimento.

Ditinho, como se classifica nos mapas de comportamento, tinha uma Influência acima do normal. Entre seus maiores talentos conseguia compreender, no meio da conversa, o que os seus clientes necessitavam e, mais ainda, o que desejavam, oferecendo condições muito boas para a aquisição de novas máquinas.

Não deu outra, hoje aos 68 anos, Ditinho, agora Seu Dito, é proprietário de uma concessionária modelo de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas.

Tendo se casado com Dona Diva, mulher pacata e da mesma região de nascença de Dito, teve também uma educação mais simples, fato que fazia com que combinassem muito bem em seus gostos do dia a dia. Por fim, a família cresceu, tendo o casal, dois filhos.

O primeiro nasceu na época em que os empréstimos bancários ainda tiravam o sono do Jovem Dito, e assim, enquanto ele trabalhava duro para pagar as contas, seu filho estudou e se formou em Engenharia Agrícola, pois o pai, apesar de nunca ter se formado, exigia que o filho tivesse o estudo que ele nunca teve.

Dito, apesar de ter conquistado uma boa situação financeira e depois de alguns anos mais complicados no trabalho, ter tempo à disposição, nunca gostou muito de estudar e se orgulhava de ter conquistado tudo através de suas amizades e intuição.

Só que, com o passar do tempo, 16 anos após o nascimento de Ricardo, seu Dito é presenteado com a notícia de que terá outro filho, Rafael, o temporão.

Que notícia maravilhosa! Afinal, com a situação financeira e dos negócios bem resolvida, poderia dar mais atenção ao novo rebento, sem pressa e com mais tempo ao filho, fato que não aconteceu com Ricardo.

Mas, como já disse, apesar de dar valor a intuição, Dito era sábio, e tinha certeza de que para a continuidade dos negócios, seus filhos teriam que ser escolarizados e terem um diploma, coisa que seu velho pai nunca obrigou seus filhos a terem na pesada lida da agricultura no passado.

Afinal, seu sonho era a continuidade da empresa administrada pelos filhos.

Ricardo, o mais velho, acabou vindo trabalhar na empresa.

Entrou como ajudante, passou para vendas, finanças e hoje é o Diretor Geral, já que Seu Dito, apesar de não admitir, pensa em se aposentar.

Ricardo é direto, gosta de respostas rápidas e resultados imediatos. Gosta de modificar a equipe e os procedimentos da empresa de tempos em tempos. Afinal como ele diz, “camarão que dorme, a maré leva”. Tem a mesma aptidão para comunicação do que seu pai. É usualmente gentil e conversador, mas quando se vê contrariado ou perde alguma grande concorrência, se transforma em alguém impaciente e rude por vezes.

Rafael, o filho temporão nasceu e cresceu numa realidade diferente da de Ricardo.

Desespera os pais por não querer estudar, se formar, fazer a carreira que fez seu irmão.

Estudou em boas escolas, tinha tudo o que precisava, menos vontade de levar os estudos a frente. Afinal, por anos viu seu pai, um empresário bem-sucedido, ter chegado onde chegou sem um diploma formal.

Começa uma série de atividades, mas dificilmente termina alguma, pois enjoa logo e diz que “aquilo não é para ele”. Prefere lidar com computadores e celulares do que com gente, mas é observador e detalhista.

Não desenvolve muito uma conversa, caso algum assunto seja puxado com ele, afinal sempre acaba se irritando com o seu interlocutor. É mais recluso aos seus aposentos e isso causa em Seu Dito uma tremenda decepção.

Rafael é mais chegado às artes, a pintura em especial, mas sem nunca ter se aprofundado, apenas como hobby, e Dito imagina como será o futuro dele caso não se especialize para trabalhar na empresa da família e aplacar inclusive as críticas do irmão, que por vezes são bem pesadas.

Chega de história e vamos analisar o que um bom mapa comportamental diria sobre essa família, seus problemas e angústias.

Pai e mãe, por vezes, gostariam que os filhos fossem uma cópia deles, porém isso não é algo que necessariamente aconteça.

Apesar de Ricardo ter certas semelhanças com o pai, sua criação no geral, passando por experiências diferentes na sua formação, acrescentou a competitividade ao seu repertório e isso ajuda nos negócios comerciais da empresa.

Ser falante e direto contribui com a sua liderança na empresa, mas às vezes, tendo os seus motivadores não atendidos, age de forma menos reconhecível, quando, por vezes, se torna mais rude.

Rafael, por sua vez, tendo nascido sem muitos percalços e tendo menos restrições na vida durante sua formação, tem um perfil diferente e é mal compreendido pelo pai e pelo irmão como aquele que ‘não quer nada com nada’.

Não entendem que ser mais reservado não é defeito, mas sim uma característica que pode ser, desde que bem orientado, uma força importante dentro da empresa, pois se esquecem de que ele tem como talento ser detalhista e observador.

Gostar de formas artísticas como hobby, não o impede de ter uma função importante e complementar na administração dos negócios da família. Enquanto Ricardo tem talento para contatos e gerar negócios competitivos, Rafael, por sua quietude, tem na tecnologia a possibilidade de ficar na análise de dados estratégicos da empresa e direcionar caminhos e estratégias de crescimento futuro.

Rafael precisa de dados e não de contatos com pessoas para fazer um bom trabalho, como ocorre com seu pai e irmão. Porém, há de se fazer um levantamento de seus motivadores para saber QUAL A PALAVRA CERTA que o movimenta no dia a dia e que o faça ter interesse pelo trabalho dentro da organização, caso contrário, vai enjoar como todas as outras coisas que tem começado a fazer.

A partir desse entendimento desse grupo, no caso, familiar, os sentimentos de todos podem ser nomeados e isso facilita a comunicação entre eles.

Ricardo terá um ótimo parceiro de negócios, sem que Rafael invada nem compita diretamente na sua área de atuação. Já Rafael poderá desenvolver as suas habilidades trabalhando de forma remota e mais recluso que atende mais ao seu perfil.

Seu Dito poderá ter seus sonhos tornados realidade e curtir sua merecida aposentadoria com Dona Diva e com os filhos mantendo a continuidade de sua obra.

O que poderia parecer o ‘caminho para uma tragédia’, pode ter um belo final feliz se todos se empenharem em conhecer, entender e se adaptar às outras partes envolvidas.

Autoconhecimento e o conhecimento de seus entes próximos, liberta! Até a próxima

Maurício Duarte

Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br