O que precisa saber sobre o Tesouro Direto - Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

O investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto é um dos mais democráticos do país. É possível aplicar a partir de 30 reais, os títulos têm garantia do governo e a rentabilidade de cada papel é a mesma independentemente do volume investido.

Os custos também costumam ser baixos, e as rentabilidades são formidáveis, em se tratando de um investimento garantido pelo governo e com baixíssimo risco de calote.

Mas embora tenha se popularizado nos últimos anos, o Tesouro Direto suscita muitas dúvidas nos investidores, pois à primeira vista, não parece assim tão simples quanto sugere ser.

O que são títulos públicos

Os títulos públicos federais são emitidos pelo governo federal para se financiar. Quem compra um título desses, está emprestando dinheiro ao governo em troca de uma remuneração. Trata-se, portanto, de um investimento de renda fixa.

Os preços dos títulos públicos e sua remuneração baseiam-se na taxa básica de juros, a Selic. A taxa básica é, portanto, o custo do dinheiro para o governo brasileiro. 

Os títulos públicos podem ser classificados de três formas:

- pós-fixados a taxas flutuantes, que pagam a variação da taxa Selic até o vencimento;

- prefixados, que pagam uma taxa já conhecida no ato da compra do título (por exemplo, 10% ao ano, 8% ao ano, e assim por diante); e

- pós-fixados indexados à inflação, que pagam uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA (por exemplo, 5% ao ano + IPCA).

Os títulos atrelados à Selic são chamados de Tesouro Selic (LFT). O investidor só recebe sua remuneração, junto com a devolução do principal, na data de vencimento.

Já os prefixados e os títulos atrelados à inflação têm duas versões cada: uma que paga juros semestralmente, o chamado cupom de juros; e outra que só paga os juros no vencimento, junto com a devolução do principal.

No caso dos prefixados, o Tesouro Prefixado (LTN) não paga cupom semestral, enquanto que o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) paga juros a cada seis meses. Entre os atrelados à inflação, a versão sem cupom é o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal). Já a versão com cupom é o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B).

De uma forma geral, os títulos atrelados à Selic são vantajosos quando a perspectiva é de alta na taxa básica de juros. Também são interessantes como substitutos da caderneta de poupança, para investimentos que possam precisar ser resgatados a qualquer momento e para investidores que desejem se manter conservadores.

Já os prefixados e indexados à inflação são interessantes quando a perspectiva é de queda nos juros até a data de vencimento do papel.

O Tesouro Direto dispõe de um simulador que ajuda o investidor a escolher os títulos mais adequados ao seus objetivos financeiros e ao prazo disponível para aplicação.

O Tesouro Direto

A forma mais acessível para o investidor pessoa física investir em títulos públicos é pelo Tesouro Direto. Trata-se de uma plataforma on-line de negociação que o investidor pode operar por conta própria, fruto de uma parceria entre o Tesouro Nacional e a B3, antiga BM&FBovespa.

Como investir no Tesouro Direto

Para investir no Tesouro Direto, o investidor precisa abrir conta em uma corretora de valores, que servirá como intermediária na compra e venda de títulos. Os títulos do investidor ficam custodiados em seu nome na B3. Ou seja, seu patrimônio não se mistura ao da corretora.

Algumas corretoras são agentes integrados de custódia, o que significa que elas permitem compras e vendas de títulos dentro das suas próprias plataformas on-line. Nas corretoras que não contam com essa funcionalidade, o investidor deve acessar o sistema do Tesouro Direto para fazer movimentações.

Há também corretoras que permitem compras e vendas programadas de títulos. O investidor pode agendar as transações e reinvestir os cupons semestrais ou valores recebidos no vencimento dos títulos.

Com a opção do reinvestimento, sempre que o investidor recebe juros ou a devolução do principal, esses recursos são automaticamente aplicados em novos títulos.

Essas opções são interessantes para quem investe para o longo prazo ou deseja investir uma quantia todo mês, por exemplo.

O investimento mínimo no Tesouro Direto é de 1% do valor de um título, com limite mínimo de 30 reais. Não há limite máximo de patrimônio que um investidor pode manter em títulos públicos, mas o limite máximo de compras é de um milhão de reais por mês.

Mercado secundário de títulos públicos

O investimento via Tesouro Direto consiste em uma negociação no mercado primário, isto é, diretamente com o emissor do título – o governo federal. O investidor adquire os títulos diretamente do governo e, caso queira vendê-los antes do vencimento, o governo os recompra. Não há transação entre os investidores.

Mas é possível para a pessoa física investir no mercado secundário de títulos públicos, onde os investidores – geralmente instituições financeiras e fundos de investimento – negociam entre si.

As vantagens desse mercado são a oferta de uma variedade maior de títulos com vencimentos diferentes, o custo menor (o investimento pode sair de graça!) e, consequentemente, uma rentabilidade superior à do Tesouro Direto.

Entretanto, para participar o investidor precisa investir valores maiores, em geral a partir de 50 mil reais. Além disso, não é possível negociar Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

Para investir no mercado secundário de títulos públicos, o investidor também precisa abrir conta em uma corretora de valores. Mas em vez de seus títulos ficarem custodiados na bolsa, ficam custodiados no Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Os pedidos de compra e venda em geral também não são feitos on-line, mas pelo telefone, via mesa de operações.

Quanto custa

Todo investimento em títulos públicos está sujeito à cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos, conforme a tabela regressiva válida para as aplicações financeiras. Para aplicações de prazo inferior a 30 dias, há também a cobrança de IOF sobre a rentabilidade.

Quanto às taxas, o investimento no Tesouro Direto é sujeito a uma única taxa obrigatória, a taxa de custódia que remunera a guarda dos títulos na bolsa. Trata-se de uma cobrança de 0,3% ao ano sobre o patrimônio investido.

A maioria das corretoras cobra ainda uma taxa de administração, chamada de taxa de agente de custódia, de até 0,5% ao ano sobre o patrimônio investido.

No caso do investimento no mercado secundário, não há cobrança de taxa de custódia. É comum também que as corretoras isentem essa modalidade de taxa de administração. Nesses casos, o investimento sai a custo zero para o investidor. Há apenas a cobrança de impostos sobre os rendimentos.

Risco de crédito

Os títulos públicos são os investimentos de menor risco de crédito do país. Isso quer dizer que eles têm o menor risco de calote da nossa economia. Com garantia do governo federal, são mais seguros do que a poupança e os títulos emitidos por grandes bancos. Afinal, qualquer emissor de títulos privado do Brasil corre, além dos riscos do próprio negócio, o risco do governo brasileiro.

Risco de liquidez

O risco de liquidez também é bastante reduzido, pois há liquidez diária. Apesar de terem prazos longos, todos podem ser vendidos antes do vencimento. No Tesouro Direto, o investidor os revende para o governo; no mercado secundário, os vende para outro investidor.

As compras e vendas podem ser efetuadas nos dias úteis, das 9h30 às 18h, pelos preços e taxas do momento da transação. Das 18h às 5h dos dias úteis e em fins de semana e feriados, as transações ficam agendadas para o primeiro horário do primeiro dia útil subsequente, pelos preços e taxas do momento da abertura do mercado.

No Tesouro Direto, quando ocorre o vencimento de um título ou o pagamento de cupom de juros, os recursos ficam disponíveis na conta da corretora do investidor no mesmo dia, a partir das 13 horas. Já os recursos resultantes da venda antecipada de um título ficam disponíveis na instituição financeira a partir das 13h do dia seguinte ao da venda.

Risco operacional

Quanto ao risco operacional, muitos investidores se preocupam com a solidez da corretora pela qual farão as transações. Mas a corretora é apenas uma intermediária. No caso do Tesouro Direto, os títulos do investidor ficam custodiados na bolsa. Já no caso do mercado secundário, ficam custodiados no Selic, em uma conta apartada da conta da corretora.

Assim, se a corretora quebrar, basta que o investidor transfira sua custódia para outra instituição financeira. Seu patrimônio permanece intacto. A transferência de custódia, aliás, pode ser feita sempre que o investidor quiser mudar de corretora, sem custo algum.

Risco de mercado

Há o risco de mercado, que é o que mais costuma confundir o investidor. A rentabilidade dos títulos só é garantida para quem carrega o papel até o vencimento. Quando ocorre uma venda antecipada, o título é vendido a preço de mercado. E este depende da Selic atual e das perspectivas futuras para a taxa básica de juros.

Os preços dos títulos públicos, portanto, flutuam. Acontece que uns flutuam mais do que outros. O Tesouro Selic (LFT), neste sentido, é o título mais conservador, pois geralmente valoriza, já que seu preço flutua conforme a Selic. Assim, na venda antecipada, o rendimento do investidor tende a ser positivo, ainda que não seja exatamente igual à Selic do período.

Os títulos prefixados e atrelados à inflação, no entanto, podem flutuar para cima ou para baixo, dependendo da expectativa para a Selic. Perspectivas de alta para os juros tendem a desvalorizar esses papéis, enquanto que perspectivas de queda tendem a valorizá-los. Quanto maior o prazo do título, maiores costumam ser as oscilações de preço.

Portanto, na hora da venda antecipada, o investidor pode ter ganhos, mas também pode ter rendimento negativo, dependendo do cenário econômico e das perspectivas para a Selic. Nesses casos, é mais aconselhável ficar com o título até o vencimento, para garantir a rentabilidade contratada em qualquer circunstância.

Tem dúvidas? Nos contate!

 Abraços e boa semana!

Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

 

 

Comece hoje seu planejamento financeiro - Coluna investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

1. Monte ou reveja seu orçamento:

Se você ainda não tem sequer um orçamento e uma rotina de poupança, essa pode ser uma boa hora para começar. Só assim poderá se livrar das dívidas e se tornar um investidor.

O primeiro passo antes de renegociar dívidas em atraso ou começar a guardar dinheiro é colocar todas as suas receitas e despesas no papel.

Comece a planejar suas despesas e crie um espaço no orçamento para comportar as parcelas da dívida renegociada ou a poupança que será direcionada a investimentos.

Caso você já esteja na fase de começar a investir, este post ensina você a traçar seus objetivos financeiros e este outro mostra como calcular a poupança para cada um deles.

Mas, se você já tem o hábito de poupar e investir e ainda não olhou para a cara das suas planilhas este ano, está na hora de abrir aquele Excel enferrujado.

Revise suas despesas e receitas e monte seu orçamento para o ano; compare os seus gastos do ano passado com o orçamento que havia sido planejado; e revise seus objetivos de investimento.

O ideal é que a avaliação das finanças pessoais seja um hábito mensal, com uma avaliação mais ampla uma vez por ano.

Sugerimos separar um dia por mês para fazer um balanço do orçamento e dos investimentos e levantamos os três pontos mais importantes: verificar se foi possível executar o que foi planejado; verificar o andamento do pagamento das dívidas; e calcular o saldo o crescimento global da carteira de investimentos.

2. Reveja seus investimentos e adapte sua carteira à nova realidade

Se você já é um investidor, o ideal é revisar seus investimentos mensalmente, mas fazer balanços mais esparsos para rever objetivos e rebalancear a carteira. Por exemplo, uma vez a cada três ou seis meses ou, ainda, anualmente.  Neste ano, porém, há um aspecto diferente. A taxa básica de juros, a Selic, despencou no último ano, mudando para valer o cenário dos investimentos. O atual patamar, de 6,75%, é o menor juro da nossa história.

Isso significa que auferir altas rentabilidades na renda fixa conservadora, sem correr praticamente nenhum risco, tornou-se inviável. Por outro lado, investimentos mais arriscados tornaram-se viáveis e podem trazer ótimos retornos.

Ou seja, em 2018, mais do que em outros anos, rever a carteira de investimentos e adaptá-la ao novo momento econômico tornou-se crucial. Se você ainda não preparou a sua para a menor Selic da história, nós mostramos o que fazer neste post.

3. Separe os comprovantes e informes de rendimento para o Imposto de Renda 2018

Você já pode começar a se organizar para o Imposto de Renda 2018. O período para preencher e entregar a declaração de IR geralmente vai do primeiro dia útil de março até o último dia útil de abril, e quanto antes você entregar a declaração, mais cedo recebe sua restituição.

Neste ano de juros baixos, particularmente, vai valer muito a pena declarar cedo, pois a correção pela Selic, à qual a restituição fica sujeita, não será muito gorda. Mais interessante será pôr logo as mãos nesse dinheiro e investir em algo mais rentável.

Os informes de rendimento precisam ser enviados aos contribuintes até o final de fevereiro, mas é possível que pelo menos alguns deles já estejam disponíveis para você. Comece a reuni-los e aproveite também para juntar os recibos e notas fiscais das despesas que podem ser abatidas na declaração.

4. Faça uma faxina nos recibos e comprovantes antigos

Você não precisa guardar os comprovantes de pagamento, recibos, notas fiscais, declarações de IR e contratos para sempre. Em geral, esses documentos podem ser descartados depois de determinado prazo.

Ao reunir a documentação para o IR 2018, aproveite para fazer uma faxina nos comprovantes antigos e jogar fora aqueles que já tiverem passado do prazo de guarda.

Tem dúvidas? Nos contate!

 Abraços e boa semana!

 

 

Ágora e Valuta Invest convidam para palestra sobre renda fixa e títulos públicos com a presença de Fábio Calderaro

Ágora e Valuta Invest convidam para palestra sobre renda fixa e títulos públicos com a presença de Fábio Calderaro, dia 09-10 no Mercure Campinas.

Como escolher um CDB ? Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

O CDB - Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa emitido por bancos e instituições financeiras para captar recursos necessários para suas tarefas, como empréstimos e financiamentos.

Como nos outros investimentos de renda fixa (como LCALCILetra de Cambio e Tesouro Direto), no CDB você investe na instituição, ou seja,  é como se emprestasse seu dinheiro a ela e recebesse o dinheiro de volta acrescido de juros em troca ao final do período. Seu rendimento pode estar atrelado à taxa SELIC ou a um percentual da taxa CDI por exemplo.

O que você precisa saber é que esse é um investimento extremamente seguro, pois na renda fixa você não corre risco de perder o seu capital (o risco seria ter baixo rendimento) e ainda conta com o seguro do FGC (que garante suas aplicações até R$ 250.000,00/instituição), além disso, pode ter em instituições financeiras diferentes diversas opções desse título.

Escolher o melhor CDB não é tão simples quanto escolher um produto na prateleira do supermercado.

Como são várias opções de várias instituições diferentes o melhor Certificado de Depósito Bancário depende de cada investidor, pois cada um tem um perfil diferente assim como um objetivo e um plano de investimento.

Portanto, para analisar a melhor opção é preciso levar em conta informações como:

  • Valor a ser investido;

 Prazo que pretende deixar o capital investido;

Você precisa separar em uma lista os títulos que mais se encaixam em suas necessidades e calcular a rentabilidade de cada um, verificando qual é a mais interessante para o prazo e valor escolhidos.

Para ter acesso a todas as melhores opções de renda fixa sem ficar restrito aos maiores bancos, é importante ter conta em uma boa corretora de investimentos.

Invista com segurança e sempre diversifique os seus investimentos.

Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

 

Mulheres investem melhor do que os homens - Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

Num mundo em que cada vez mais as mulheres tem ocupado espaço que anteriormente eram extremamente machistas, destacam-se os investimentos. Trata-se de algumas características que somente elas são capazes de determinar o rumo.

As mulheres costumam montar seus planos financeiros pensando em metas de vida para si mesmas ou sua família, enquanto os homens pensam no desempenho isoladamente.

As investidoras tendem a colocar suas reservas em aplicações de longo prazo e evitam ficar mexendo. O mesmo não vale para os homens: eles negociam suas ações 45% mais do que as mulheres. Essas diferenças são tão nítidas que até existe um livro chamado “Warren Buffett Investe Como As Mulheres”, de LouAnn Lofton. Lembrando que Warren Buffett é considerado um dos investidores mais bem sucedidos do mundo.

Os homens têm maior propensão a investir todos seus recursos em ações, o que é uma estratégia arriscada; já as mulheres preferem diversificar seus investimentos.

Por isso, chegou a hora de abandonar a síndrome de impostora e admitir que, sim, os mundos dos investimentos também pertencem a elas. “É hora de celebrar nossas habilidades e maximizá-las, nos comprometendo a nos envolvermos mais com nosso dinheiro”, concluiu Alexandra Taussig, vice-presidente sênior da área de investimentos para mulheres da Fidelity Investments, no relatório do estudo.Chega de ouvir piadinha de que mulher não sabe investir.

 Um estudo acaba de provar que as mulheres investem melhor do que os homens, mas não têm ideia disso. A descoberta é da empresa de investimentos americana Fidelity Investments.

O estudo – feito com 2.995 americanos, sendo 1.496 homens e 1.499 mulheres com 18 anos ou mais – concluiu que nós temos retornos 0,4% maiores do que investidores do sexo masculino. Apesar de parecer pouca coisa, de acordo com o relatório, isso pode ter um “impacto significante” ao longo do tempo.

Porém, a descoberta mais chocante está no quanto as entrevistadas se subestimaram – e como as mulheres, tem o costume de fazer isso. Apenas 9% das participantes acreditavam que as mulheres teriam um desempenho melhor do que os homens.

Além disso, investidoras do sexo feminino também guardam mais dinheiro. As participantes poupam 9% de seu salário anual, enquanto os homens, 8,6%. Segundo o estudo, se juntar essa pequena diferença ao fato de que mulheres conseguem melhores rendimentos, o impacto futuro é grande – e ele se torna ainda maior considerando jovens investidoras.

 Fonte: UOL

Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

 

 

 

O que são Fundos Imobiliários – FIIs? Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

Os fundos de investimento imobiliário, ou simplesmente fundos imobiliários, são fundos que investem em imóveis e/ou papéis de renda fixa lastreados em imóveis.

Esses fundos normalmente investem em imóveis comerciais e corporativos, como shopping centers, lajes corporativas de alto padrão, hotéis e galpões industriais e em geral, esses imóveis têm como inquilinos grandes empresas.

Fundos que investem em imóveis diretamente em geral podem lançar mão de dois tipos de estratégia: compra e venda para ganhar com a valorização dos imóveis ou aluguel para inquilinos de alta qualidade, porém muitos fundos combinam os dois tipos de estratégia.

Há fundos imobiliários que não investem em imóveis diretamente tendo aqueles que apenas compram cotas em outros fundos imobiliários e também os que só investem em papéis de renda fixa usados para financiar o mercado imobiliário.

Entre esses papéis, o mais comum é o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) na qual dá ao detentor o direito de receber pagamentos de algum tipo de financiamento imobiliário.

As construtoras, por exemplo, podem exercer os seus direitos de receber dos mutuários em CRIs e transferir esses direitos ao comprador do CRI. 

Fundos fechados

Os fundos imobiliários são fundos fechados, o que significa que, diferentemente de fundos de investimento comuns, eles não permitem aplicações e resgates.

 Suas cotas são negociadas em bolsa de valores, como se fossem ações, assim, quem quer investir deve comprar cotas na bolsa e para sair do investimento, é preciso vender as cotas a outro interessado.

O investidor pode, portanto, lucrar de duas formas: por meio dos rendimentos pagos pelo fundo e por meio da valorização das cotas na bolsa.

Da mesma forma que o preço das cotas pode subir, ele também pode cair, ou seja, é possível ter retorno negativo na venda das cotas.

 Vantagens para o pequeno investidor

 Os fundos imobiliários representam uma forma mais fácil e acessível para o pequeno investidor aplicar em imóveis. Há diversas vantagens, como:

 1.       Aporte inicial baixo: com centenas ou alguns milhares de reais é possível comprar uma fração de um ou mais imóveis, enquanto isso, o investimento direto em imóveis exigiria juntar centenas de milhares de reais para comprar um único apartamento.

 2.       Diversificação com pouco dinheiro: ao investir em um fundo imobiliário, o investidor consegue, com poucos recursos, comprar uma carteira já diversificada de imóveis, papéis e inquilinos. Já o investimento direto em imóveis exige que o investidor desembolse milhões de reais para diversificar adequadamente.

 3.       Menos burocracia: Nos fundos imobiliários, toda a burocracia do investimento é resolvida por profissionais. O investidor não precisa se preocupar com manutenção dos imóveis, inquilinos problemáticos ou a burocracia do processo de compra e venda.

4.       Acesso a ativos de qualidade: os imóveis que compõem a carteira dos fundos imobiliários costumam ser de alto padrão, com inquilinos de qualidade. Esse tipo de investimento costuma ser inacessível à pessoa física.

Os rendimentos pagos pelos fundos imobiliários costumam ser isentos de imposto de renda para a pessoa física. Essa talvez seja a principal vantagem desses fundos para o pequeno investidor.

Os fundos imobiliários costumam pagar rendimentos em dinheiro a seus cotistas de tempos em tempos. Os que compram e vendem imóveis costumam distribuir os lucros já os que alugam os imóveis costumam pagar, periodicamente, o valor referente ao aluguel.

Dessa maneira mesmo sendo investimentos de renda variável, esses fundos são muitas vezes confundidos com investimentos de renda fixa.

Para ter seus rendimentos isentos de IR, o fundo imobiliário deve, necessariamente, ter cotas negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado e ter, no mínimo, 50 cotistas. O cotista beneficiado não pode ter mais do que 10% das cotas do fundo.

Os lucros obtidos com a venda das cotas na bolsa são tributados em 20%. Não existe a isenção de IR para vendas de até 20 mil reais mensais, como ocorre para as ações, mas é possível compensar lucros com prejuízos na venda das cotas.

Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103

 

 

É jovem e não quer rasgar dinheiro? Tome essas 4 precauções - Coluna Investimentos por Rodrigo Teixeira Mendes

      

Dizem que o jovem tem saúde e tempo, mas não tem dinheiro; que o adulto tem saúde e dinheiro, mas não tem tempo; e que o velho tem dinheiro e tempo, mas já não tem saúde. Realmente é complicado equilibrar as três coisas.

 Aprender desde cedo a lidar com o dinheiro, com certeza garantirá momentos tranquilos em diferentes fases da vida. Segue alguma delas:

 

1. Defina objetivos de vida

As escolhas da juventude podem parecer pesadas para quem tem pouca experiência de vida. Arrumar um emprego, fazer uma faculdade ou os dois? Planejar abrir um negócio? Fazer um curso técnico? Sair da casa dos pais ou ficar mais um pouco? Estudar perto de casa, em outra cidade ou no exterior?

As possibilidades confundem e angustiam, principalmente quando são muitas e sem dúvida, não é fácil acertar, e não raramente, muita gente muda de rumo mais tarde.

 Não ter objetivos de vida claros desde o início é o que mais complica a relação do jovem com o dinheiro, ou seja, a falta de objetivos profissionais é apenas parte de um problema maior: os jovens têm dificuldade de se ver no futuro.

 Por exemplo, você já pensou se gostaria de se casar algum dia? De ter filhos? De ajudar seus pais financeiramente? De ser milionário? De viajar bastante? De morar no exterior? De manter hobbies caros?

 Não é fácil definir com precisão a resposta para todas essas perguntas imediatamente, mas você pode também estimar a sua propensão a mudar de ideia.

 Definir objetivos é um dos passos mais importantes para fazer boas escolhas financeiras. Eles são a cenoura na frente do seu nariz, aquilo que incentiva você a poupar, e te dão maior consciência de quanto você vai precisar juntar para bancá-los.

 2.       Cuidado com o cartão de crédito

Os cartões de crédito só devem ser introduzidos na vida dos jovens no início da idade adulta, e mesmo assim com acompanhamento e supervisão dos pais.

 Os cartões não são ferramentas adequadas para a educação financeira de crianças e adolescentes, porque a ideia de dinheiro por trás deles é muito abstrata.

 O cartão de crédito pode ser um aliado ou um vilão, dependendo de como é usado. 

 3.       Acredite: pedir ajuda aos mais velhos é uma boa ideia

Muitos especialistas concordam que a boa educação financeira começa em casa, mas muitas vezes as famílias falham nesse quesito e uma boa forma de se driblar isso é tomando a iniciativa de recorrer a pais e avós, ou mesmo a outros mentores mais velhos.

 São eles que podem tirar suas dúvidas e dar orientações em momentos importantes como a sua primeira grande viagem com recursos próprios, a compra do primeiro carro, o aluguel ou a compra do primeiro imóvel, ou mesmo nas escolhas de carreira, mas é necessário estar aberto, ter consciência de que não sabe tudo e, principalmente, que há muitos riscos que você desconhece.

 A grande questão é encontrar bons mentores, já que pais com mau comportamento financeiro podem acabar contaminando os filhos e atrapalhando mais do que ajudando.

 4.       Se vai morar sozinho, tenha preocupação extra com a organização

Quem sai da casa dos pais para morar sozinho ou com amigos pode ter certas dificuldades de se organizar no início, por não saber de fato como as finanças da casa funcionam, afinal, as contas não se pagam sozinhas, o papel higiênico não nasce no rolo, nem a comida brota na geladeira, ou seja, se você esquecer uma cebola lá por muito tempo, até brota.

É comum, nessa fase, gastar demais no supermercado, pagar alguns juros e multa pelos atrasos nas contas e até entrar no cheque especial porque o jovem ainda não se deu conta que não poderá mais gastar tanto com lazer quanto antes.

Este é um momento de euforia para boa parte dos jovens, e de fato é uma fase legal, porém os pais devem prepará-los para o mundo ensinando a importância de guardar as contas pagas e montar um orçamento, por exemplo.

Rodrigo Teixeira Mendes

Coluna Investimentos

Graduado em Direito pela Universidade Paulista e Pós Graduado em Administração de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de possuir experiências na área financeira e comercial em empresas como Banco Itaú, RR Donnelley Moore, Camargo Correa. Atualmente tem atuação no setor financeiro e ministra cursos e palestras na área de Educação Financeira com foco na disseminação do conhecimento de produtos disponíveis no Mercado Financeiro (Finanças Pessoais, Renda Variável, Renda Fixa). E-mail: rodrigo@valutainvest.com.br  Telefone: (19) 99626-1540/(19) 2513-0103