E lá se foram 4 anos de Happy Meeting! 48 Happy foi na AABB no Restaurante Match Point
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Send Help (título no Brasil: “Socorro!”)
Mais um filme que não conhecia, mas vi o trailer e fiquei sem saber muito o que esperar. Apesar de gostar dos filmes do diretor Sam Raimi, e ser fã da Rachel McAdams, achei que o enredo poderia ser meio obvio demais. Depois que vi boas críticas e uma boa nota no IMDb, fui conferir.
Durante uma importante viagem de trabalho com destino a Bangkok, o avião em que Linda (Rachel McAdams) e Bradley seguiam cai numa ilha deserta, os tornando os únicos sobreviventes. Bradley, diretor executivo da empresa onde Linda trabalha, é uma pessoa intratável que sempre demonstrou desprezo e total falta de consideração por ela.
Ali, totalmente isolados, com recursos escassos e rodeados por um ambiente bastante perigoso, são forçados a colaborar para sobreviver. Mas numa situação limite como esta, e porque ela tem muito mais capacidades de adaptação e sobrevivência, a dinâmica de poder entre eles se inverte. E Linda começa a sentir um desejo descontrolado de vingança.
Diferente do que imaginava ser. Tem uma certa comédia, algumas cenas mais nojentas (sangue espirrando etc.), mas foi inusitado. Não sei se achei muito legal, mas não foi um desagrado. É só mais um filme não muito marcante, para mim. Apenas um bom passatempo.
Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.
Dica de livro: As impacientes
Ramla tem de abandonar seu amor e a escola para casar-se com um homem velho. Paciência! Safira, a esposa destronada, tem que dividir seu marido e sua casa com a jovem coesposa. Paciência! Hindou, adolescente, tem que se casar com o primo alcóolatra que a humilha e espanca. Paciência!
Fonte: Amazon
Dica de filme: Pinóquio , Guilherme Del Toro
Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com
Falar de saúde emocional nos relacionamentos é falar sobre como nos vinculamos, como nos preservamos e como lidamos com nossas feridas dentro do amor. Em tempos de relações rápidas, intensas e muitas vezes descartáveis, manter a saúde emocional tornou-se um dos maiores desafios da vida afetiva.
Relacionamentos saudáveis não são aqueles sem conflitos, mas aqueles em que existe segurança emocional, respeito aos limites e responsabilidade afetiva.
O que é saúde emocional em um relacionamento?
Saúde emocional em um relacionamento é a capacidade de estar com o outro sem perder a si mesmo. É quando o vínculo promove crescimento, estabilidade emocional e sensação de pertencimento — e não medo constante, ansiedade ou autoabandono.
Um relacionamento emocionalmente saudável permite:
Expressar sentimentos sem medo de punição ou rejeição
Dizer “não” sem culpa excessiva
Ser quem se é, sem precisar usar máscaras
Resolver conflitos sem desqualificar o outro
Quando essas bases não existem, o amor pode até permanecer, mas o custo emocional se torna alto demais.
Quando o amor começa a adoecer
Muitas pessoas confundem amor com intensidade, dependência ou sofrimento. No entanto, relações que adoecem emocionalmente costumam apresentar sinais claros, como:
Ansiedade constante em relação ao comportamento do parceiro
Medo excessivo de perder ou ser abandonado
Necessidade de agradar para manter o vínculo
Silenciamento emocional para evitar conflitos
Sensação de estar sempre “em alerta”
Esses sinais não indicam falta de amor, mas falta de saúde emocional.
Dependência emocional não é amor profundo
Um dos maiores inimigos da saúde emocional nos relacionamentos é a dependência emocional. Ela se manifesta quando o outro se torna a principal — ou única — fonte de validação, segurança e identidade.
Nesse cenário, o vínculo deixa de ser escolha e passa a ser necessidade. O medo de perder o outro se sobrepõe ao cuidado consigo mesmo, gerando relações desequilibradas, controle excessivo e sofrimento silencioso.
Amar de forma saudável é poder dizer:
“Eu quero estar com você, mas continuo inteiro sem você.”
Limites: o alicerce invisível das relações saudáveis
Colocar limites não é rejeitar o outro — é proteger o vínculo. Relações sem limites claros tendem a gerar ressentimento, exaustão emocional e conflitos recorrentes.
Limites saudáveis:
Protegem a individualidade
Evitam sobrecarga emocional
Fortalecem o respeito mútuo
Quem não aprende a colocar limites geralmente adoece tentando ser aceito.
O corpo como sinalizador emocional
O corpo frequentemente percebe o que a mente tenta racionalizar. Sintomas como insônia, tensão constante, ansiedade, taquicardia ou cansaço emocional podem ser sinais de que algo na relação não está saudável.
A saúde emocional se manifesta também na sensação de calma, segurança e estabilidade interna ao estar com o outro.
Conflitos não destroem relações — a forma de lidar com eles, sim
Conflitos são naturais e inevitáveis. O que define a saúde emocional de um relacionamento não é a ausência de conflitos, mas a forma como eles são conduzidos.
Relações saudáveis permitem:
Escuta genuína
Responsabilização emocional
Resolução sem humilhação ou ataques pessoais
Brigas que visam vencer, punir ou desqualificar o outro enfraquecem o vínculo e minam a confiança emocional.
Amar com maturidade emocional
Maturidade emocional nos relacionamentos envolve compreender que o outro não está ali para curar feridas antigas, preencher vazios ou reparar dores do passado. O relacionamento não substitui o trabalho emocional individual.
Amar com saúde é compartilhar a caminhada, não transferir responsabilidades emocionais.
Saúde emocional nos relacionamentos não significa perfeição, mas consciência, autenticidade e cuidado mútuo. Relações saudáveis fortalecem, acolhem e promovem crescimento emocional.
Quando amar começa a exigir sacrifícios constantes da própria saúde emocional, é sinal de que algo precisa ser revisto.
Relacionamento saudável não exige que você se perca para que o outro fique.
Autora:
Elisa Maria Pereira
Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais
Especialista em Dinâmica emocional e relacional
@psicologa.elisapereira
Falar sobre o caso do cãozinho Orelha, que morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em Florianópolis, é doloroso.
E talvez esse seja exatamente o ponto: não deveria ser fácil falar sobre isso, porque não é um fato qualquer.
Eu também tenho cachorro. E só de imaginar o que ele sentiu, a dor atravessa. Não existe justificativa aceitável para transformar o sofrimento de um ser indefeso em entretenimento.
Rir de um animal que está morrendo não é “brincadeira”. É crueldade. E crueldade não pode ser relativizada por idade, por impulsividade ou por “imaturidade”. Não importa se foi um adolescente ou um adulto: a gravidade do ato é a mesma Orelha não era um cachorro abandonado
É importante esclarecer: Orelha não era um cachorro simplesmente “solto”.
Ele era cuidado diariamente pela comunidade. Era conhecido na região, alimentado, acompanhado e acolhido.
Turistas tiravam fotos com ele. Ele fazia parte daquele lugar. Mas mesmo que fosse um cão em situação de rua, isso não muda o essencial: ninguém tem o direito de tirar a vida de um ser vivo.
Os vídeos chocam e precisam gerar indignação Os vídeos relacionados às agressões são estarrecedores. Eles evidenciam algo que ultrapassa a falta de empatia: expõem um tipo de violência que não deve ser ignorada, minimizada ou esquecida. Quando alguém agride um animal, a sociedade costuma tratar como um “caso isolado”.
Porém, há um alerta importante: diversos estudos e relatos de especialistas mostram que muitos adultos violentos iniciaram comportamentos agressivos ainda na infância e adolescência, atacando animais.
Ou seja: não é apenas um ato. É um sinal. A pergunta que fica é profunda e inquietante: o que existe dentro de uma pessoa que sente prazer em ferir quem não pode se defender?
O silêncio também é violência Outro ponto preocupante é o que acontece depois: não apenas o ato em si, mas o modo como a sociedade tenta lidar com ele. Muitas vezes, quem denuncia é atacado.
Quem expõe a verdade é silenciado. Quem expressa indignação é julgado. Mas é justamente o oposto do que precisamos. Se esse caso não tivesse ganhado repercussão, é provável que ele teria sido “engolido” pelo cotidiano.
E então, com o tempo, seria só mais uma crueldade invisível. E o invisível se repete. Saúde mental não combina com crueldade romantizada Falar sobre saúde mental é essencial.
Sempre foi. Mas é preciso ter coragem para afirmar: há situações em que o discurso não pode ser romantizado.
Porque quando um ser é violentado por diversão, isso deixa de ser apenas “um desequilíbrio emocional”. Isso revela falta de humanidade, de consciência e de responsabilidade social. Saúde mental é cuidar, é empatia, é presença, é controle emocional. Crueldade é escolha.
Quando o medo vira consequência Depois que o caso vem à tona, surge outro cenário: medo, fuga, tentativas de apagar rastros e esconder o rosto. É impossível não observar o contraste: o mesmo medo e ansiedade que agora tomam conta de quem cometeu esse ato, são sentimentos que o Orelha viveu em seus últimos momentos, sem chance de escolha.
Orelha foi sacrificado: não havia reversão Infelizmente, Orelha precisou ser sacrificado. As feridas eram graves demais. Não havia reversão.
E é impossível falar disso sem compreender que não foram apenas feridas físicas: houve feridas emocionais, feridas no corpo e na mente — e o mais doloroso é saber que ele não merecia absolutamente nada disso. Para que isso não se repita O caso do Orelha precisa ser um marco, não apenas uma tragédia. Porque quando uma sociedade normaliza a violência contra animais, ela abre espaço para violências maiores.
A crueldade contra o indefeso é a porta de entrada da indiferença — e a indiferença adoece uma comunidade inteira. Orelha não tinha voz. Mas nós temos. Que a história dele não seja esquecida.
Que a justiça não seja seletiva. E que nunca mais alguém ache que pode tirar a vida de um ser “por diversão”.
Texto por Marlete Plauth Terapeuta integrativa Instagram @marleteplauth