Panetone, rabanada e um brinde para terminar a noite de Natal - Coluna Vinhos por Giovana Pardo Mêo

Mais um ano terminando e chega a grande festa de Natal, geralmente momento de reunir a família entre pratos tradicionais e muitos presentes. Ao fim da ceia, quando a mesa vai ficando mais calma, as conversas diminuem de volume, chega a hora dos doces. É quando aparecem o panetone cortado em fatias generosas, a rabanada polvilhada de açúcar e canela ou o pavê acompanhado de sua já repetida piadinha.


É nessa hora que o vinho entra como companhia, não como protagonista. Um brinde doce para encerrar a noite com leveza, afeto e um pouquinho de festa na taça.

Para quem gosta do clássico panetone com frutas cristalizadas, um vinho espumante de uva Moscatel, com suas borbulhas e doçura equilibrada, combina com a leveza da massa. Se a escolha for o chocotone a combinação fica ainda mais interessante com vinhos mais intensos e envolventes como um vinho licoroso Porto Ruby, que abraça o chocolate e prolonga o sabor do momento.
O mesmo vinho também acompanha bem o chocolate do pavê, com a opção de um Porto Tawny, se for chocolate meio amargo, para acompanhar a complexidade do sabor.

A rabanada, com seu perfume de canela e açúcar também pede algo doce e acolhedor. Um vinho de sobremesa como um “colheita tardia” (late harvest) faz um par perfeito, sem complicação e sem formalidade.

Mas, mais importante do que acertar a harmonização, é permitir que o brinde acompanhe o clima da noite. Natal é encontro, memória e alegria. O vinho entra para celebrar isso: risos em volta da mesa, histórias repetidas todos os anos, crianças correndo, abraços demorados.

Que o panetone, a rabanada e a taça no final sejam apenas a desculpa para prolongar a conversa, aquecer o coração e lembrar que, no fim das contas, Natal é sobre estar junto. E brindar a isso sempre vale a pena.

Boas festas e muita harmonia no seu Natal! Saúde!

Giovana Pardo Mêo

Coluna Vinhos

Formada em propaganda e marketing, trabalha também com alimentos e bebidas e aproveita para se dedicar ao vinho entre taças, cursos e viagens.

E-mail: giovana@vinhopratico.com.br

Instagram: @vinhopratico

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Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Nuremberg

Nuremberg

Eu sempre fui muito ruim nas aulas de história, quando estudava, mas sempre tive muita curiosidade sobre as Guerras Mundiais. E sempre que tem filmes com este tema, fico realmente animado em assistir. Quando são filmes relatos de fatos reais, fico ainda mais interessado! E este é um exemplo disso.

Nos meses que se seguiram ao fim da Segunda Guerra Mundial, o psiquiatra norte-americano Douglas Kelley (Rami Malek) foi incumbido de avaliar a sanidade dos principais criminosos de guerra nazistas julgados pelo Tribunal Militar Internacional, nos chamados Julgamentos de Nuremberg. Entre os acusados, o oficial de mais elevada patente era Hermann Göring (Russell Crowe), um homem carismático e manipulador, determinado a evitar a condenação. Apesar da inteligência de Göring, Kelley manteve o profissionalismo, sempre muito consciente do perigo de ser influenciado pelo prisioneiro e da necessidade de manter o distanciamento necessário para uma avaliação o mais rigorosa possível. 

Após extensas entrevistas e testes psicológicos detalhados para avaliar a sua responsabilidade criminal, Göring foi considerado mentalmente apto para julgamento. Condenado à morte pelo seu papel no Holocausto, se suicidou com uma cápsula de cianeto na noite anterior à execução.

Para quem se interessa pelo assunto, é um ‘prato cheio’. Excelentes representações (apesar de não ser muito fã de Rami Malek), e enredo muito coerente. Mesmo com 2h30 de duração, não cansa. Recomendo fortemente!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Cia Athletica traz ao Brasil a febre fitness mundial: HYROX

Tendência mundial, a modalidade une força, corrida e simplicidade em um treino acessível para todos; modalidade foi implantada na unidade do Galleria Shopping

A Cia Athletica está oferecendo em suas unidades uma modalidade que é hoje uma febre internacional do mundo fitness: a aula de HYROX. A novidade ganhou força após o boom observado na FIBO, maior feira de fitness do mundo, na Alemanha, onde mais de 10 mil pessoas participaram da experiência, número que chamou a atenção de Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica.

 

Para ele, o sucesso desta modalidade está diretamente ligado à união entre simplicidade e coletividade. “A grande força do HYROX é que ele é acessível. Os exercícios são simples, funcionais, sem exigir alto grau de dificuldade. Isso faz com que qualquer pessoa consiga participar”, explica. Segundo o especialista, esse é um dos motivos que tornam a atividade tão democrática e convidativa.

 

Outro ponto que impulsiona a adesão, segundo Cacá, é o espírito de comunidade. “Todo mundo se engaja, sua e sente que treinou”, afirma. Ele destaca que a energia coletiva, característica das modalidades em grupo, ganha ainda mais impacto quando combinada a um formato de treino que envolve corrida e movimentos de corpo inteiro. “As pessoas saem da aula com a sensação de realização. Isso tem um poder motivacional enorme.”

 

Cacá reforça que o HYROX dialoga diretamente com o crescimento global das aulas de força e com a busca por treinos desafiadores, porém acessíveis. “Existe um movimento forte das comunidades fitness em direção a experiências completas, que misturam condicionamento, força e superação. O HYROX entrega exatamente isso.”

 

A entrada da modalidade na programação da Cia Athletica acompanha essa tendência internacional e fortalece a proposta da rede de oferecer treinos inovadores, dinâmicos e de alta performance, mantendo o foco na segurança e na evolução contínua dos alunos.

 

“Seguiremos a expansão para outras unidades em 2026. E vem aí uma novidade incrível: o Hyrox YoungStars, criado para o público infantil, com atividades pensadas para estimular nas crianças o prazer por uma modalidade que reúne corrida e desafios variados”, finaliza o gerente técnico corporativo da Cia Athletica.

 

Unidades Cia Athletica com aulas de Hyrox: Kansas SP, Anália Franco SP, RibeirãoShopping Ribeirão Preto SP, Galleria Shopping Campinas SP, Shopping Pier 21 Brasília DF e BarraShopping RJ.

 

Sobre a Companhia Athletica

A Companhia Athletica está presente no mercado há 40 anos e conta com 18 unidades em operação nas cinco regiões do país, além de mais uma segunda unidade em Brasília em fase de construção. Ao longo de sua trajetória, a rede se firmou como referência no fitness brasileiro pela seriedade, profissionalismo e cuidado com as pessoas. É uma academia completa para todas as fases da vida: do bebê ao bisavô, e tem no seu DNA o compromisso de fazer o aluno sair sempre melhor do que entrou.

 

A primeira unidade foi inaugurada em 1985, em São Paulo. Instalada na Rua Kansas (Brooklin), nascia como primeiro espaço construído especialmente para abrigar uma academia de ginástica no Brasil.  

 

Foi a primeira rede de academias a funcionar aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal e Ano Novo), oferecendo também um dos maiores parques aquáticos do Brasil, com 22 piscinas, sendo 11 semiolímpicas. Juntas, as unidades somam mais de 60 mil metros quadrados de área construída de academia, fora estacionamentos. 

 

Sempre em linha com as novas tendências, hoje a rede de academias disponibiliza para os seus alunos uma infraestrutura de primeira: localização privilegiada pela comodidade e segurança, equipamentos de última geração, ambientes exclusivos para diversas modalidades esportivas e todas as idade, professores especialistas e tecnologia a favor da melhor experiência do aluno como o CiaOn: aplicativo de celular que reúne diversas funcionalidades, como a grade de horário das aulas, agendamento de serviços, os treinos elaborados pelos professores e agora também o CIA GO (aulas e treinos virtuais).

 

Bicampeã da pesquisa “Melhor Academia do Brasil” em Atendimento ao Cliente do Estadão (2024 e 2025), a Companhia Athletica reforça seu compromisso permanente com a excelência, a inovação e o bem-estar de seus alunos.

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Depois do trovão Michelins Verunsk e Filme: Morra, amor

Dica de livro: Depois do trovão Michelins Verunsk

Durante os séculos XVII e XVIII, a Coroa portuguesa financiou expedições pelo interior do Nordeste do Brasil com o objetivo de extinguir os povos da região, num longo conflito que ficou conhecido como “Guerra dos Bárbaros”. Bandeirantes paulistas lideraram várias dessas tropas, devastando as comunidades por onde passavam.
Essas disputas são o pano fundo de Depois do trovão, romance de Micheliny Verunschk que tem como protagonista Auati, filho de uma indígena com um frei jesuíta. Levado ainda jovem pelo próprio pai em uma dessas missões, ele é forçado a participar da destruição em série e a se reinventar como Joaquim Sertão. O que fazer quando ele próprio é vítima e perpetrador de tamanha atrocidade? Em que medida a guerra consegue embrutecer uma pessoa e esconder quem realmente se é?
Com um trabalho primoroso de linguagem ― que recorre a elementos do português castiço, da língua mirandesa, do tupi-guarani, do nheengatu paulista e das línguas tapuias ―, Micheliny Verunschk segue a tradição de autores como Guimarães Rosa e Maria Valéria Rezende e ilumina as contradições e a humanidade do sertão, em um trabalho que dialoga diretamente com O som do rugido da onça e Caminhando com os mortos.

“O livro é parte memórias íntimas, parte relato de guerra, parte aventura épica, parte recriação linguística, parte história de amor. Depois do trovão pode ter várias leituras, todas elas fascinantes. Há anos uma leitura não me transportava tanto. Obrigado por esse livro, Micheliny.” ― Alexandre Vidal Porto

Fonte: Amazon

Dica de filme: Morra, amor

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Poemas em coletâneas de Jon Fosse e Filme: Duplicidade (Prime Video)

Dica de livro: Poemas em coletânea de Jon Fosse

Quando o nome do norueguês Jon Fosse foi anunciado para receber o prêmio Nobel de literatura em 2023, os leitores de outros idiomas o conheciam principalmente pela sua produção para o teatro, mas não demorou para que sua obra em prosa começasse a aparecer nas vitrines em todo o mundo. Fosse, no entanto, é “poeta de ofício”, isto é, iniciou-se na escrita fazendo poemas, já na adolescência, e nunca abandonou os versos desde então, como revelam os livros agora reunidos em Poemas em coletânea, que acompanha uma produção que se estende de 1986 até 2016. Em todo esse período, com as tormentas próprias de uma obra visceral, os poemas de Fosse levam os leitores a experimentar um trânsito vertiginoso entre paisagem externa e vida interior, em que a peculiar geografia à sua volta ― com suas cores intensas, dezenas de milhares de ilhas e lagos formando um mesmo território ― se funde às imagens forjadas numa alma em que a contemplação namora o delírio. E há algo que torna ainda mais incrível o mergulho poético de Fosse: seus poemas sequer são escritos na língua em que a maioria de seus compatriotas se expressa. O poeta escreve numa variante minoritária do norueguês, nynorsk, em busca de um “frescor e clareza” que, para ele, a língua “usada e usada e usada” acaba perdendo. Este foi mais um dos desafios que a poesia de Fosse ofereceu a seu premiado tradutor brasileiro, Leonardo Pinto Silva, também responsável pela versão brasileira dos romances Brancura e A casa de barcos, publicados pela Fósforo. Para os leitores que já o admiram por seus romances, ler a poesia de Jon Fosse é, sem dúvida, uma forma ainda mais viva e inquietante de entrar nesse universo extraordinário em que “sempre há coisas demais para esquecer”, mas sobre a terra, nas águas, no peito, bate “um vento com o qual o coração ainda pode se contentar”.

Fonte: Amazon

Dica filme: Duplicidade (Prime Video)

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com