Leitura corporal: o que o corpo pode revelar sobre as emoções - Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

O corpo e as emoções estão profundamente conectados. Muitas vezes, antes mesmo de percebermos racionalmente o que estamos sentindo, o corpo já começa a demonstrar sinais de tensão, sobrecarga ou sofrimento emocional.

A leitura corporal busca compreender justamente essa relação entre emoções e manifestações físicas. Não se trata de “adivinhar” a história de alguém apenas observando sua aparência, mas de perceber como sentimentos, experiências e padrões emocionais podem impactar o corpo ao longo da vida.

Situações de ansiedade, medo, excesso de responsabilidade, autocobrança ou estresse constante fazem o organismo entrar em estado de alerta. Quando isso acontece por muito tempo, o corpo começa a responder através de sintomas e tensões físicas.

Alguns exemplos comuns na leitura corporal são:

  • ombros constantemente tensionados;

  • mandíbula apertada;

  • dores no pescoço e na cervical;

  • respiração curta e acelerada;

  • postura rígida;

  • sensação frequente de cansaço;

  • dificuldade para relaxar;

  • insônia;

  • dores musculares recorrentes.

Pessoas que passaram grande parte da vida tentando controlar emoções ou “ser fortes o tempo todo” frequentemente apresentam rigidez corporal e dificuldade de desacelerar. Já quem vive em constante preocupação pode manter o corpo sempre preparado para reagir, como se estivesse permanentemente em alerta.

A respiração também revela muito sobre o estado emocional. Em períodos de ansiedade e tensão, ela costuma ficar superficial, impedindo o corpo de relaxar completamente. Muitas pessoas passam o dia inteiro respirando de forma curta sem perceber.

Outro aspecto importante é que emoções reprimidas nem sempre desaparecem apenas porque foram silenciadas. Muitas vezes, elas continuam presentes no organismo através de tensão acumulada, dores recorrentes e sensação de esgotamento emocional.

O corpo registra experiências emocionais ao longo da vida. Por isso, aprender a observar sinais físicos pode ajudar no desenvolvimento de maior consciência emocional e autocuidado.

A leitura corporal não substitui acompanhamento médico ou psicológico, mas pode ser uma ferramenta importante para compreender como o emocional influencia diretamente o funcionamento do corpo.

Muitas vezes, o corpo não está apenas cansado fisicamente. Ele também pode estar tentando comunicar emoções, sobrecargas e sentimentos que ficaram tempo demais em silêncio.

Elisa Maria Pereira

Coluna Psicologia

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais Especialista em Dinâmica emocional e relacional @psi.elisape



53 Happy Meeting no Kilimanjaro sempre um sucesso!

53 Happy Meeting no Kilimanjaro sempre um sucesso!

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Diáspora não é lar, Nina Rizzi e Série: 56 dias (Prime Video)

Dica de livro: Diáspora não é lar, Nina Rizzi

Diáspora não é lar é corte latejante. Quando o li, de uma só vez, senti a força das palavras que atravessam gerações, campos e continentes, palavras do passado e ainda do presente, que fizeram e fazem sentido. O novo lar, que deveria ser passagem e se tornou permanente, é e não é. Mas o dia a dia torna lar o lugar, não lugar, dessa passagem que se tornou o que nos constitui hoje, aqui e agora.

Neste livro, nina rizzi se propõe a “recuperar e ressignificar linguagens, mas também criar linguagens”, numa diáspora em que a língua falada é nova e não é. É a “linguagem do opressor, e mesmo assim preciso dela para falar”.

Na construção poética da autora, a poema se manifesta sobretudo no pretuguês, que está “no centro, não nas periferias ou à margem”. E, em meio aos versos que rememoram episódios de racismo sofridos na infância, juventude e vida adulta, nina aborda o amar-se como forma de resistência, ante uma sociedade que não tem “problemas com gente preta”, mas prefere que “não as há”. Obrigada por nos confiar essa preciosidade para publicação.

Mariana Warth

Fonte: Amazon

Dica de filme: 56 dias

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

7 Happy Meeting Talks no TAO espaço holístico

Mais um Talks de sucesso

7 Happy Meeting Talks no TAO espaço holístico, tivemos palestrantes de peso

Gráfica ByCyber

Dedetização Ártica com demonstração de escorpião vivo

Estética Mari Mingheti

Dra Luciana Radomile ginecologista e Adriana Monteiro psicanalista

Prave Hub com Pri Valim, Sté e Mari Sances fanado de rede social

Kzulo viagens

Mary Arruda Previdências

Cynthia Colbano e Priscila Lelli paisagismo e arquitetura

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: O livro de Aisha de Sylvia Aguilar Zeleny e Filme: Águas profundas

Dica de livro: O livro de Aisha de Sylvia Aguilar Zeleny

Patrícia, a irmã aventureira que vai morar na Europa decidida a desbravar o mundo, um dia volta para casa, no México, transformada em Aisha, uma mulher casada, convertida ao islamismo, temente ao marido rígido e disposta a apagar completamente o seu passado. Este é o ponto de partida deste livro de Aisha, que é também o livro de Patrícia, ou ainda o livro de Sylvia ― que, dedicada a entender a mudança da irmã, acaba mergulhada em si mesma. Uma investigação profundamente pessoal sobre a ausência, a transformação da memória e a perplexidade diante de lacunas que parecem incompletáveis.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Águas profundas

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Backrooms (título no Brasil: “Backrooms: Um Não-Lugar”)

Backrooms (título no Brasil: “Backrooms: Um Não-Lugar”)

Este é um filme que eu não tinha ouvido absolutamente nada a respeito (mesmo sendo meio famoso na internet) e só o ‘conheci’ quando vi o trailer. Fiquei muito curioso e com muita vontade de assistir, mesmo achando que seria um filme que eu não iria entender muito bem rs

Partindo do universo das "creepypastas" — histórias curtas de terror que circulam e se propagam pela internet — e de uma lenda urbana surgida em 2019, o filme explora as backrooms, uma suposta dimensão paralela onde algumas pessoas acabam inexplicavelmente aprisionadas.

Num labirinto de salas vazias e corredores monocromáticos iluminados por luzes fluorescentes, a realidade se transforma lentamente num ambiente claustrofóbico dominado por ruídos perturbadores e presenças estranhas. Enquanto tentam escapar, os que ali se encontram são forçados a enfrentar uma ameaça cada vez mais opressiva.

Nem sei o que dizer rs. Realmente é um filme maluco mas dá pra tentar sugerir umas compreensões (não vou falar nada para não dar spoiler). Gostei do visual dele, da atmosfera. Se passa nos anos 1990 e algumas várias cenas feitas com “câmeras caseiras”. Me fez lembrar de Blair Witch Project (mas o enredo não tem nada a ver). Achei interessante, apesar de confuso rs

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Dia dos Namorados: quando o amor encontra a realidade - Coluna Psicologia por Elisa Pereira

Dia dos Namorados: quando o amor encontra a realidade

Por Elisa Pereira

Por trás das flores, dos jantares românticos e das declarações nas redes sociais, o Dia dos Namorados também desperta algo mais silencioso: expectativas emocionais. Como psicóloga, percebo que essa data costuma tocar não apenas o amor, mas também inseguranças, carências, memórias afetivas e a forma como cada pessoa aprendeu a se relacionar.

Vivemos em uma época em que os relacionamentos são constantemente comparados. Casais felizes aparecem em fotos perfeitas, viagens impecáveis e textos emocionantes. Mas, na prática, nenhuma relação é feita apenas de momentos bonitos. Amar alguém exige convivência com diferenças, frustrações e limites reais. O amor saudável não é aquele que nunca enfrenta conflitos, mas aquele que consegue atravessá-los sem perder o respeito.

Muitas pessoas chegam ao consultório acreditando que o problema do relacionamento está apenas no outro. Porém, em muitos casos, a dificuldade está em padrões emocionais antigos que continuam sendo repetidos. Quem cresceu precisando agradar para receber afeto pode se tornar alguém que vive anulando as próprias necessidades. Quem aprendeu que amor vem acompanhado de instabilidade pode sentir desconforto diante de relações tranquilas. O passado emocional frequentemente conversa com o presente afetivo.

O Dia dos Namorados também pode ser difícil para quem está solteiro. Em uma sociedade que ainda associa felicidade à ideia de estar acompanhado, muitas pessoas acabam sentindo inadequação por não estarem em um relacionamento. Mas existe uma diferença importante entre estar sozinho e sentir-se só. A solitude é a capacidade de estar bem consigo mesmo, enquanto a solidão aparece quando existe desconexão emocional, mesmo cercado de pessoas.

Relacionamentos saudáveis começam antes do encontro com o outro. Eles nascem na maneira como cada pessoa se enxerga, se valoriza e se posiciona emocionalmente. É difícil construir vínculos seguros quando existe medo constante de abandono, necessidade excessiva de aprovação ou dificuldade em estabelecer limites.

Amar não deveria significar perder a própria identidade para caber na vida de alguém. Relações maduras não são construídas apenas com intensidade, mas principalmente com presença, diálogo e reciprocidade. Pequenos gestos cotidianos costumam sustentar mais um relacionamento do que grandes promessas feitas em datas especiais.

Talvez o Dia dos Namorados possa ser menos sobre idealizações e mais sobre verdade emocional. Sobre olhar para os próprios vínculos com mais consciência. Sobre entender que o amor não precisa ser perfeito para ser saudável.

E, principalmente, sobre lembrar que relações afetivas não são lugares para provar valor pessoal, mas espaços onde duas pessoas podem crescer sem deixar de ser quem são.

Elisa Pereira

  • CRP 06/45961-4

  • @psi.elisape

  • Psicóloga com experiência de 25 anos em clínica, 

  • Mentora de Casais

  • Palestrante

  • Contato: 19981281661




Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Corsária e Filme: Hamnet, a vida antes de Hamlet

Dica de livro: Corsária

Com lirismo e espírito inconformista, Marilene Felinto toma de assalto todos ao redor com “Corsária”.

Uma história em que a memória familiar vira investigação, e a desigualdade, o racismo e a exploração do trabalho aparecem como feridas abertas do Brasil.

Dica de filme: Hamnet, a vida antes de Hamlet

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com