Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Le Assaggiatrici (título no Brasil: “As Provadoras de Hitler”)

Le Assaggiatrici (título no Brasil: “As Provadoras de Hitler”)

Apesar de sempre ter sido muito ruim em história, na escola, e ter pouca memória para o assunto, ainda assim sempre me interessei pelo tema “II Guerra” e todo filme ou documentário sobre o assunto, fico muito a fim de assistir. E este foi mais um caso.

Tendo por base o romance homônimo de Rosella Postorino, que se inspira no testemunho de Margot Wölk (1917-2014), este drama histórico acompanha Rosa, uma jovem alemã que, no outono de 1943, foge de Berlim devastada pelos bombardeamentos para se refugiar junto dos sogros. Mas essa pequena aldeia, aparentemente tranquila, fica muito próxima da "Wolfsschanze" (Toca do Lobo), um dos quartéis-generais de Hitler.

Pouco depois da chegada, Rosa é recrutada pelas SS para integrar um grupo de mulheres que têm como função provar todas as refeições destinadas ao Führer. Entre o risco permanente de envenenamento, a desconfiança e a violência da guerra, nasce entre elas uma forte relação de solidariedade e resistência.

Filme muito interessante. Não mostra quase nada além da vida da personagem principal e de suas companheiras de “trabalho”. Da guerra, só se tem informações que elas recebem ou poucos momentos ouvem-se barulhos próximos, o que nos leva a ficar com as mesmas noções sobre o que acontece naquele local, como elas. Quem gosta do tema, com ressalvas por não ser um filme de muita ação, deve gostar também.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


“Solidão no inverno: como corpo e emoções respondem aos dias frios” - Coluna Psicologia por Dra. Elisa Maria Pereira

Com a chegada do inverno, muitas pessoas percebem mudanças não apenas no clima, mas também nas emoções. Os dias mais frios e curtos parecem trazer junto maior sensação de tristeza, cansaço emocional, introspecção e solidão.

O frio modifica a rotina, reduz encontros sociais e aumenta o tempo dentro de casa. Além disso, a menor exposição à luz solar interfere na produção de serotonina e melatonina, substâncias importantes para o humor, energia e sono.

Por isso, durante essa época do ano, muitas pessoas relatam desânimo, irritabilidade, excesso de sono, sensação de vazio emocional e maior vontade de isolamento.

Mas existe diferença entre solitude e solidão.

A solitude é a capacidade de estar consigo mesmo de forma saudável, aproveitando momentos de reflexão, descanso e autoconhecimento. Já a solidão costuma vir acompanhada de sofrimento emocional, vazio interno e sensação de desconexão.

Muitas vezes, a pessoa está cercada de pessoas e ainda assim sente-se profundamente sozinha.

Pela visão da Psicologia Corporal Reichiana, criada por Wilhelm Reich, emoções não ficam apenas na mente. Elas também se manifestam no corpo.

Quando alguém vive sofrimento emocional prolongado, o organismo tende à contração: respiração mais superficial, tensão muscular, sensação de peso corporal e fechamento emocional.

No inverno, esse movimento de contração costuma aumentar. As pessoas ficam mais recolhidas, menos expansivas emocionalmente e mais isoladas.

Existe também um quadro chamado Transtorno Afetivo Sazonal, um tipo de depressão relacionado às mudanças de estação, especialmente durante o outono e inverno. Os sintomas incluem tristeza persistente, desânimo, excesso de sono, irritabilidade e maior tendência ao isolamento.

Esse transtorno é bastante estudado em países como Inglaterra e Canadá, onde os invernos são mais rigorosos e existe menor incidência de luz solar. Nessas regiões, muitas pessoas relatam piora importante no humor durante os meses mais frios.

Mesmo no Brasil, também percebemos impacto emocional importante no inverno, porque não é apenas a temperatura que influencia o emocional, mas também as mudanças na rotina, nos vínculos e no contato social.

A solidão não é considerada uma doença, mas quando se torna intensa e persistente pode afetar diretamente a saúde mental e física.

Por isso, a Psicologia orienta alguns cuidados importantes durante o inverno:

  • evitar isolamento prolongado;

  • manter vínculos afetivos;

  • preservar uma rotina;

  • praticar atividade física;

  • aproveitar a luz natural;

  • criar momentos de convivência;

  • acolher as próprias emoções sem julgamento.

Pela Psicologia Corporal Reichiana, tudo aquilo que favorece movimento, respiração, conexão e expansão emocional ajuda o organismo a sair do estado de retraimento.

E quando a solidão começa a afetar a qualidade de vida, os relacionamentos e a disposição emocional, procurar ajuda psicológica é fundamental.

O inverno pode ser um convite ao recolhimento, mas não ao abandono emocional.

Cuidar da saúde mental, fortalecer vínculos e escutar o próprio corpo também fazem parte do equilíbrio emocional.



Elisa Maria Pereira

Coluna Psicologia

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais Especialista em Dinâmica emocional e relacional @psicologa.elisapereira

Quando um dente se vai, o corpo inteiro sente - Coluna Saúde Bucal por Dra. Marcela Santi

O equilíbrio é o segredo para uma vida saudável!

Imagine uma engrenagem precisa: cada peça encaixa perfeitamente na outra, e o sistema inteiro funciona em equilíbrio. Na odontologia, essa imagem não é metáfora — é anatomia e fisiologia.

Cada dente tem uma função dentro de um sistema extremamente preciso.

Ele participa da mastigação, distribui forças, estabiliza contatos e ajuda a manter o equilíbrio muscular.

Cada dente exerce um papel específico na quebra dos alimentos e na transmissão das forças mastigatórias para o sistema estomatognático como um todo.Os incisivos cortam, os caninos perfuram e rasgam, os pré-molares e molares trituram.

Mas quando um dente é perdido, esse sistema se desorganiza.

O efeito cascata da ausência dentária

A perda de um único dente pode parecer um problema localizado. Porém, o que a clínica mostra é o oposto: o corpo inteiro sente as adaptações impostas por essa ausência.

O paciente começa a mastigar mais de um lado. Instintivamente, desvia a função para o lado onde a mordida ainda está completa. É uma adaptação natural, mas que gera consequências em cadeia.

A musculatura passa a compensar. O masseter de um lado trabalha em sobrecarga, enquanto o outro lado reduz sua atividade. O músculo temporal, os pterigoides — toda a musculatura envolvida na mastigação começa a operar de forma assimétrica.



A articulação temporomandibular recebe cargas diferentes. O disco articular, os ligamentos e a própria cápsula da ATM passam a suportar forças para as quais não foram projetados. O resultado? Com o tempo, podem surgir estalos, dores, limitação de abertura e até cefaleias tensionais.

Na prática clínica, vejo com frequência pacientes que chegam incomodados apenas com a ausência dentária… mas já apresentam sinais funcionais importantes.

Muitos não relacionam a dor de cabeça ao dente perdido há anos. Não associam o desconforto na nuca ou na cervical à assimetria mastigatória. E, no entanto, o exame clínico revela: há uma sobrecarga evidente, um desequilíbrio que começou na perda de um único elemento dental. 

O espaço vazio que vai além do visível

Perder um dente não cria só um espaço. Cria um desequilíbrio.

Os dentes vizinhos começam a inclinar-se em direção à falha. O antagonista começa a extruir. A oclusão se altera.

A gengiva ao redor do espaço vazio pode inflamar com mais frequência, formando verdadeiras bolsas periodontais. O contato proximal se perde, abrindo caminho para impacção alimentar e cáries.

O osso alveolar do local começa a reabsorver — progressivamente, de forma silenciosa e irreversível. Quanto mais tempo o espaço permanece vazio, mais o tecido ósseo se perde, e mais complexa se torna a reabilitação futura.

Tudo isso porque um sistema que era preciso perdeu uma peça.


A reabilitação como reequilíbrio

Quando um paciente nos procura, o objetivo não é apenas fechar um espaço — é restaurar a função, reequilibrar as forças, devolver ao sistema estomatognático a harmonia que ele perdeu.

A implantodontia e a periodontia trabalham juntas nesse sentido: não apenas repor o dente, mas recriar as condições para que o sistema volte a funcionar de forma integrada.

O implante correto, bem posicionado, com uma coroa que respeite a oclusão do paciente, a guia canina, os contatos em máxima intercuspidação habitual. A reabilitação baseada em evidência, que considera não apenas o dente, mas o paciente como um todo.


O que levar para casa

O corpo humano é um sistema integrado. O que acontece na boca não fica na boca. Perder um dente é perder o equilíbrio de um mecanismo preciso — e o corpo inteiro sente quando uma peça essencial se vai.

Cuidar da reposição dentária não é estética. É função, é saúde, é qualidade de vida.

Se você perdeu um dente — mesmo que não sinta dor — seu corpo já pode estar se adaptando de forma assimétrica. Uma avaliação com um especialista pode identificar sinais precoces e evitar que o desequilíbrio se consolide.

Na INTÉGRA Odontologia, olhamos para o dente que falta e para o sistema que ele sustenta.

Dra. Marcela Santi

Coluna Saúde Bucal

Dentista formada na Universidade Estadual - UNESP , especialização em Ortodontia na São Leopoldo Mandic, Invisalign Top Doctor, Habilitação em Laser na USP, Residência em Toxina Botulínica, Sócia- fundadora da ABRAHOF. Contatos: marcelasanti@yahoo.com
falecom@integraodontosaude.com.br (19) 97102-2209 / (19) 3254-0862 Instagram: @marcelasanti @integraodontosaude

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Ressuscitar mamutes, Silvana Tavano e Filme: Michael Jackson

Dica de livro: Ressuscitar mamutes, Silvana Tavano

Dica de filme: Michael Jackson

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Mother Mary

Mother Mary

Confesso que havia assistido ao trailer e achado chato e confuso. Como não teve mais nenhuma estreia mais interessante pra mim (não animei em ir ver “The Mandalorian and Grogu”, que também estreou esta semana), resolvi arriscar, por respeito à Anne Hathaway. rs

Mother Mary (Anne Hathaway) é uma cantora mundialmente famosa que volta a se encontrar com Sam Anselm (Michaela Coel), a estilista responsável pela sua imagem pública, com quem não se cruza há dez anos. À medida que as duas mulheres se reaproximam, são levadas a reavaliar a relação que as une, marcada pela admiração mútua, mas também pelo ressentimento e pela dependência emocional. Tudo isto reabre feridas do passado que nunca sararam por completo.

Minha intuição não me engana. O filme não chega a ser chato, apesar de uns diálogos meio longos, mas é um pouco confuso (sem dar spoiler). Até a metade, estava tranquilo e até interessante. Mas depois, acontecem algumas coisas que, pra mim, estragaram o filme. Não curti!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


52 Happy Meeting no Seo Rosa, edição do meu niver de 52 anos!

52 Happy Meeting no Seo Rosa, edição do meu niver de 52 anos! Nem preciso dizer o quão bacana foi né?


Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Obsession (título no Brasil: “Obsessão”)

Obsession (título no Brasil: “Obsessão”)

Quando vi da estreia deste filme, não me lembrava de ter assistido ao trailer. Vi que tinha uma muito boa nota no IMDb, o que me fez ficar bastante interessado. Li, por cima, a sinopse e lá fui conferir.

Bear trabalha numa loja de música ao lado de Nikki, por quem há muito está apaixonado. Inseguro e com muitas dificuldades de confessar o que sente, adquire, numa loja de produtos esotéricos, um objeto designado “One Wish Willow”, um artefato que promete conceder um desejo a quem o possuir. É assim que, desesperado, Bear pede que Nikki o comece a amar mais do que a qualquer outra pessoa no mundo.

Contra todas as probabilidades, o efeito é imediato. Mas não tarda a se revelar muito perigoso e completamente desajustado: o amor dela se transforma numa obsessão e dependência extremas. E, quanto mais ele tenta se libertar e se manter à distância, mais possessiva e agressiva ela se torna.

Quando o filme começou, lembrei que tinha visto o trailer mas nem me lembrava mais rs. O enredo é muito interessante e diferente. Bem feito, mas algumas cenas achei um pouco escuras (o que provavelmente foi proposital para nos deixar angustiados). Um bom filme de “terror” (mais psicológico, eu diria). Quem gosta do gênero, deve gostar como eu gostei.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Seu treino está pesado demais ou leve demais? Descubra o ponto ideal

Em meio à busca por desempenho, emagrecimento ou definição muscular, muita gente ainda associa intensidade apenas a "treinar pesado" ou sair exausto da academia

Controlar a intensidade do treino pode parecer um detalhe técnico mas, na prática, é um dos fatores que mais determinam se o esforço vai gerar resultado ou frustração. Em meio à busca por desempenho, emagrecimento ou definição muscular, muita gente ainda associa intensidade apenas a “treinar pesado” ou sair exausto da academia. A realidade, porém, é mais estratégica do que isso.

 

A intensidade é, essencialmente, o nível de esforço aplicado em um exercício, e pode ser medida de diferentes formas, como carga na musculação ou frequência cardíaca em atividades aeróbicas. Mais do que um número, ela define o estímulo que o corpo recebe e, consequentemente, como ele vai responder. “A intensidade é uma das variáveis mais importantes para o controle e a evolução dos resultados no treino”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica.

 O problema é que, na prática, esse controle costuma falhar. Um dos erros mais comuns é treinar sempre abaixo da capacidade real. Na musculação, por exemplo, séries com 8 a 12 repetições só são efetivas quando realmente levam o músculo próximo da fadiga, caso contrário, o estímulo é insuficiente para gerar adaptação.

 “Se a pessoa consegue ir muito além do número de repetições proposto, é sinal de que a intensidade está baixa, e isso compromete diretamente os resultados”, explica o especialista da Cia Athletica.

 No outro extremo, também há risco. Intensidade alta demais, sem controle ou recuperação adequada, pode levar ao excesso de treino, queda de performance e até lesões. Estudos mostram que manter o esforço sempre elevado aumenta o risco de fadiga acumulada, enquanto treinos bem dosados melhoram a eficiência e a evolução física.

 “Não é sobre treinar mais forte o tempo todo, mas sobre treinar na intensidade certa para cada momento e objetivo”, reforça Cacá.

 Esse equilíbrio fica ainda mais evidente quando se considera que intensidade não é fixa, ela deve variar de acordo com o perfil, o nível de condicionamento e até a idade. Em pessoas mais velhas, por exemplo, o mesmo parâmetro de esforço pode representar cargas completamente diferentes para o organismo, exigindo ainda mais atenção na prescrição.

 Outro ponto pouco explorado é que intensidade não significa apenas monitorar a carga ou velocidade. A percepção de esforço, a respiração e até a capacidade de falar durante o exercício são indicadores relevantes para ajustar o treino na prática. Isso torna o processo mais acessível, e menos dependente de tecnologia, desde que haja consciência corporal e orientação adequada.

 No fim das contas, controlar a intensidade é o que transforma um treino comum em um treino eficiente. “Mais do que intensidade máxima, o que gera resultado é intensidade adequada, aplicada com consistência, propósito e progressão. É esse equilíbrio que sustenta não só a performance, mas também a saúde a longo prazo”, finaliza o profissional da Cia Athletica.