Inteligência artificial no design de interiores: a tecnologia acelera o projeto, mas quem garante a alma do ambiente? Coluna Design e inovação por Tibeti Caviglioni Daniel

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

Basta subir a foto de um ambiente vazio e, em poucos segundos, receber sugestões prontas de decoração, cores, móveis e composições visuais. Será que a inteligência artificial já é capaz de assinar, sozinha, um bom projeto de design de interiores?

A pergunta faz sentido porque a resposta rápida e visualmente sedutora que a IA entrega mudou a forma como muita gente começa a pensar um ambiente. De residências a empreendimentos corporativos, ferramentas de inteligência artificial já são usadas para gerar, quase instantaneamente, propostas de layout, paletas de cores e composições de mobiliário a partir de uma simples fotografia do espaço.

Para quem vive do universo da arquitetura e do design, essa tecnologia trouxe ganhos reais. Ela acelera a etapa inicial de um projeto, ajuda o cliente a visualizar possibilidades antes mesmo de tomar decisões, facilita a comunicação entre arquiteto e contratante e amplia o repertório visual disponível para inspiração. Onde antes era preciso folhear catálogos e revistas, hoje é possível testar dezenas de composições em minutos.

Esse ganho de velocidade é valioso. Mas é justamente aqui que mora o alerta: rapidez e beleza na tela não garantem, sozinhas, um projeto bem-sucedido.

O primeiro ponto de atenção é a ergonomia. Uma sugestão gerada por inteligência artificial parte de padrões visuais e estéticos, não do corpo de quem vai, de fato, usar aquele espaço. Altura de assento, profundidade de poltronas, distância entre mesa e cadeira, fluxo de circulação, acessibilidade: tudo isso exige conhecimento técnico e experiência prática, algo que nenhuma imagem gerada automaticamente consegue avaliar.

O segundo cuidado está nos materiais e acabamentos. A IA não sabe como um determinado tecido se comporta em um ambiente externo exposto ao sol e à chuva, não conhece a resistência de um alumínio tratado para o clima brasileiro, tampouco entende o peso, a textura ou a durabilidade real de cada material. Essas decisões nascem da experiência de quem já viu o resultado de um projeto anos depois de entregue, não de um banco de imagens.

O terceiro, e talvez o mais delicado, é a identidade. As ferramentas de inteligência artificial tendem a repetir padrões estéticos que já circulam amplamente pela internet, o que gera ambientes bonitos, mas parecidos entre si. O risco é claro: perder a cultura, a história e a essência de quem é o dono daquele espaço, seja uma família, uma marca ou um empreendimento. Um restaurante que carrega décadas de tradição, uma casa que guarda a memória de gerações ou um hotel que quer expressar a identidade de sua região dificilmente encontram isso pronto em uma sugestão automática.

Não se trata de rejeitar a tecnologia. Pelo contrário, ela é hoje uma aliada poderosa quando usada como ponto de partida, um gerador de ideias e referências que ajuda a destravar a criatividade e agilizar conversas iniciais entre cliente, arquiteto e fornecedor. O que não pode acontecer é transformar esse ponto de partida em ponto de chegada.

É aí que entra o olhar humano, treinado e sensível. O papel do arquiteto, do designer de interiores e de quem fabrica o mobiliário é justamente traduzir aquela sugestão inicial em algo que funcione de verdade: que respeite o corpo de quem vai usar, que resista ao tempo e ao uso intenso, e que, acima de tudo, continue contando a história de quem vive ou trabalha ali.

No setor moveleiro a  inteligência artificial precisa ser vista como uma ferramenta que enriquece o processo criativo, mas que nunca substitui a curadoria humana. Cada peça desenvolvida deve  passar pelo olhar técnico de quem entende de ergonomia, pela experiência de quem já testou dezenas de materiais em uso real e pela escuta atenta de quem quer entender a identidade por trás de cada projeto. É esse equilíbrio, entre tecnologia e sensibilidade, que transforma uma boa imagem em um ambiente que realmente faz sentido para quem vai vivê-lo.

A tecnologia pode, sim, abrir portas e inspirar novos caminhos. Mas a alma de um ambiente, aquilo que faz alguém se sentir em casa ou reconhecer sua marca em cada detalhe, ainda depende de mãos, olhos e experiência humana.


Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente, materializadas em momentos que realmente importam.

Comunicação com a Imprensa:

Cláudia Carnevalli

19 99989-8535

claucarnevalli.jornalita@gmail.com






Relacionamentos e feridas emocionais: por que algumas situações nos atingem tanto? Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Por Elisa Pereira

Você já percebeu que, às vezes, uma situação aparentemente pequena dentro de um relacionamento provoca uma reação emocional muito maior do que o acontecimento em si?

Uma demora para responder uma mensagem pode gerar angústia. Uma crítica pode despertar uma sensação profunda de inadequação. Um afastamento pode trazer medo de abandono. Uma discordância pode ser vivida como rejeição.

Isso acontece porque, nos relacionamentos, nem sempre reagimos apenas ao que está acontecendo no presente. Muitas vezes, reagimos também às marcas emocionais que carregamos da nossa história.

O presente pode tocar feridas antigas

Ao longo da vida, vamos construindo nossa forma de interpretar o mundo, os relacionamentos e a nós mesmos. Experiências de rejeição, abandono, críticas constantes, falta de afeto, insegurança ou ausência de apoio podem deixar registros emocionais importantes.

Quando uma situação atual se parece, mesmo que de forma sutil, com algo que já vivemos, essas feridas podem ser ativadas.

Por isso, duas pessoas podem viver exatamente a mesma situação e reagir de maneiras completamente diferentes.

Para uma pessoa, o silêncio do parceiro pode significar apenas cansaço. Para outra, pode ser interpretado como: “ele está se afastando de mim”, “eu fiz alguma coisa errada” ou “vou ser abandonada”.

A intensidade da emoção, muitas vezes, não está apenas no acontecimento atual, mas no significado que aquele acontecimento desperta internamente.

Quando a ferida emocional assume o controle

Quando uma ferida é ativada, podemos reagir de forma automática.

Algumas pessoas se afastam antes que possam ser rejeitadas. Outras cobram excessivamente, buscando confirmação de amor e segurança. Há quem se cale para evitar conflitos, quem tente controlar tudo ou quem aceite situações que machucam por medo de perder o relacionamento.

Esses comportamentos nem sempre são escolhas conscientes. Muitas vezes, são formas de proteção que foram aprendidas ao longo da vida.

O problema é que aquilo que um dia ajudou a pessoa a se proteger pode, na vida adulta, dificultar justamente aquilo que ela mais deseja: construir relações seguras, maduras e saudáveis.

Nem toda reação intensa significa exagero

É comum ouvir frases como “você está exagerando”, “isso não é para tanto” ou “você leva tudo para o lado pessoal”.

Mas antes de julgar a intensidade de uma reação, é importante compreender o que aquela situação representa emocionalmente para a pessoa.

Isso não significa justificar qualquer comportamento. Cada um continua responsável pela maneira como lida com aquilo que sente.

Entretanto, compreender a origem de uma reação permite sair do julgamento e entrar em um processo de consciência.

A pergunta deixa de ser apenas:

“Por que eu estou reagindo assim?”

E passa a ser:

“O que essa situação está despertando em mim?”

Essa mudança pode ser muito importante.

Relacionamentos revelam nossas vulnerabilidades

Os vínculos afetivos têm uma característica especial: eles nos aproximam de nossas necessidades mais profundas.

Necessidade de pertencimento, segurança, reconhecimento, cuidado, respeito, afeto e validação.

Por isso, relacionamentos também podem revelar partes nossas que, em outros contextos, permanecem escondidas.

É na intimidade que muitas feridas aparecem.

O medo de não ser suficiente.

A dificuldade de confiar.

A necessidade constante de aprovação.

O receio de ser abandonado.

A dificuldade de colocar limites.

O medo de se mostrar vulnerável.

Esses padrões podem aparecer repetidamente em diferentes relacionamentos até que sejam compreendidos.

Quando o relacionamento atual começa a pagar por dores do passado

Um dos maiores desafios emocionais acontece quando, sem perceber, passamos a responder à pessoa que está diante de nós como se ela fosse alguém da nossa história.

Uma pessoa que viveu abandono pode interpretar qualquer afastamento como ameaça.

Quem cresceu recebendo críticas pode sentir-se profundamente atacado diante de uma observação simples.

Quem aprendeu que precisava agradar para receber amor pode ter enorme dificuldade em dizer “não”.

Assim, o presente começa a carregar um peso que pertence também ao passado.

E é justamente por isso que o autoconhecimento é tão importante.

Conhecer a raiz muda a forma de se relacionar

Trabalhar as feridas emocionais não significa apagar a própria história. Significa compreender como essa história ainda influencia pensamentos, emoções, escolhas e relacionamentos.

Quando começamos a reconhecer nossos padrões, ganhamos a possibilidade de responder de maneira diferente.

Em vez de reagir automaticamente, podemos aprender a identificar o que sentimos.

Em vez de interpretar tudo como rejeição, podemos verificar o que realmente está acontecendo.

Em vez de nos abandonar para manter um relacionamento, podemos aprender a colocar limites.

Em vez de esperar que o outro cure nossas dores, podemos assumir responsabilidade pelo próprio processo emocional.

Essa transformação não acontece de um dia para o outro. Ela começa quando existe disposição para olhar além do sintoma e compreender a raiz.

A psicoterapia pode ajudar nesse processo

A psicoterapia oferece um espaço seguro para reconhecer padrões emocionais, compreender feridas antigas e desenvolver novas formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

Muitas pessoas chegam à terapia dizendo:

“Eu sempre me envolvo com o mesmo tipo de pessoa.”

“Eu sei que não deveria reagir assim, mas não consigo evitar.”

“Tenho medo de perder quem amo.”

“Não consigo confiar.”

“Faço tudo pelos outros e me esqueço de mim.”

Essas frases podem ser sinais de padrões emocionais que merecem ser compreendidos com mais profundidade.

Quando a raiz começa a ser cuidada, as relações também podem começar a mudar.

Porque relacionamentos mais saudáveis não dependem apenas de encontrar a pessoa certa. Dependem também da maneira como aprendemos a amar, confiar, comunicar, estabelecer limites e cuidar das nossas próprias necessidades emocionais.

Talvez a pergunta mais importante não seja apenas “por que essa pessoa me machuca tanto?”, mas também:

“Que parte da minha história essa situação está tocando?”

E, muitas vezes, é a partir dessa pergunta que começa uma verdadeira transformação emocional.

Elisa Maria Pereira
Psicóloga Clínica /Palestrante e Mentora

 CRP 06/45961-4
Instagram: @psi.elisape
Atendimentos presenciais e on-line
Contato para informações e agendamentos: (19) 98128-1661




Capacitação gratuita prepara profissionais para enfrentar um dos maiores desafios do autismo: a seletividade alimentar

Os treinamentos serão   realizados em três encontros presenciais durante o mês de agosto: dias 8, 22 e 29, sempre aos sábados das 8 às 17h30



A seletividade alimentar é um dos desafios mais frequentes enfrentados por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pode comprometer o desenvolvimento, a nutrição, a saúde e a qualidade de vida de toda a família. Apesar de sua alta incidência, muitos profissionais ainda buscam formação específica para compreender e intervir de forma adequada nesses casos.

Com o objetivo de ampliar a qualificação técnica dos profissionais que atuam com pessoas com deficiência, a ACESA Capuava, de Valinhos, promoverá o primeiro módulo da Trilha do Conhecimento – Falando Sobre Autismo, dedicado ao tema Seletividade Alimentar. A capacitação será 100% gratuita, graças ao apoio do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD), do Ministério da Saúde.
O curso tem como foco capacitar profissionais para identificar, avaliar e intervir de forma eficaz em casos de seletividade alimentar em crianças com TEA, utilizando uma abordagem interdisciplinar e práticas baseadas em evidências científicas. A formação será conduzida pela terapeuta ocupacional Flávia Camargo Zanchetta e reunirá conteúdos relacionados ao diagnóstico diferencial, estratégias de avaliação, métodos de intervenção, acolhimento, manejo e desenvolvimento de ações voltadas ao cuidado integral da pessoa com deficiência.

"O cuidado à pessoa com autismo passa necessariamente pela atualização constante dos profissionais. Nosso propósito é levar conhecimento de qualidade, baseado em evidências, para fortalecer a rede de atendimento e proporcionar melhores resultados às crianças e às suas famílias", destaca Fernanda Teixeira, presidente da ACESA Capuava, entidade que atende gratuitamente mais de 200 crianças, adolescentes e adultos, com transtorno do espectro autista, deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez.
A capacitação é destinada a nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, psicopedagogos, educadores e demais profissionais da saúde e da educação que atuam ou desejam atuar com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista.

Com carga horária de 24 horas, o módulo dará direito a certificado de participação ao final das atividades.


Três encontros presenciais
A capacitação será realizada em três encontros presenciais durante o mês de agosto: dias 8, 22 e 29 de agosto, sempre das 8 às 17h30. Nos dias 8 e 29 acontecerá no Casarão FEAV Valinhos, que fica na Rua Antônio Nicolau, 84 – Bom Retiro – Valinhos (SP), no dia 22, o espaço ainda não foi divulgado.  
Além da capacitação, a ACESA Capuava oferecerá gratuitamente material didático, estacionamento e almoço para todos os participantes.

Projeto aprovado pelo Ministério da Saúde
O módulo integra o projeto Trilha do Conhecimento – Falando Sobre Autismo, aprovado pelo Ministério da Saúde, por meio da Lei de Incentivo PRONAS/PCD, sob o registro NUP 25000.161266/2024-34. A iniciativa conta com o patrocínio das empresas Austral Holding, Avery Dennison, Cartonifício Valinhos, Castelo Alimentos, Demarchi, Disal, Eaton, Engie, Paccoby, Portonave, Seguros Unimed e Instituto Stone, que acreditam na importância da qualificação profissional para ampliar a qualidade do atendimento às pessoas com deficiência.

Ao longo do projeto, a Trilha do Conhecimento abordará outros temas estratégicos para a assistência às pessoas com TEA, promovendo a atualização de profissionais e fortalecendo a rede de cuidados especializada.
Informações e inscrições pelo email: comunica@acesacapuava.com.br ou direto pelo link:  https://drive.google.com/drive/folders/1_Z457wg0_ZF_bn23tzRaL5l5so8d658V

Serviço
Curso: Trilha do Conhecimento – Falando Sobre Autismo
Módulo 1: Seletividade Alimentar
Carga horária: 24 horas
Público-alvo: Nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, psicopedagogos, educadores e demais profissionais da saúde e educação.
Investimento: Gratuito (inclui material didático, estacionamento, refeições e certificado).
Docente responsável: A capacitação será ministrada por Flávia Camargo Zanchetta, terapeuta ocupacional graduada pela UNESP – Marília, especialista em Habilitação e Reabilitação em Atividades Sociais e Pessoais pela UNICAMP, pós-graduada em Reabilitação em Neurologia Infantil, com formação no Conceito Neuroevolutivo Bobath Pediátrico e certificação em andamento em Integração Sensorial. Atua em consultório com crianças, possui experiência no desenvolvimento neurofuncional e nos diferentes atrasos do desenvolvimento infantil, além de ser SOS Trained Feeding Therapist (SOS Approach to Feeding), referência internacional em intervenção para dificuldades alimentares.

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: As regras de Lilian Sais e Filme: Segunda chance - Prime Video

Dica de livro: As regras de Lilian Sais

A regra é clara”, enuncia o bordão do comentarista de arbitragem de futebol Arnaldo Cezar Coelho, figura obrigatória nos jogos da Seleção Brasileira transmitidos pela TV durante os anos 1990. É neste contexto e nesta tensão ― a regra é clara, mas a vida não é ― que Lilian Sais situa esta obra que encerra a “tetralogia da perda”, série de livros que escreveu após a morte do pai.

Do tetracampeonato de 1994 à Copa do Mundo do Catar, passando pelo trauma nacional do Maracanaço e pela história do futebol feminino no Brasil, a autora rememora episódios marcantes da relação com o pai atravessados pelo esporte: quando ganhou uma bola, quando escolheu torcer pelo time da mãe, quando, mais tarde, seu desinteresse pelo futebol fragilizava a conexão entre os dois.

Poético e ensaístico, As regras costura memória pessoal e coletiva por meio de fotografias, sonhos e fabulações, explorando os interstícios e as lacunas ― “Estou perdendo algo e não sei o que é”. Ainda é possível acertar as contas com as perdas e rever as regras do jogo, mesmo que um dos jogadores já tenha se retirado de campo.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Segunda chance - Prime Video

https://www.primevideo.com/region/na/detail/0RQZL8AH8KM7NRNCX6BTYR9D5W?xdsso=1&ref_=atv_auth_red_aft

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Campinas-SP recebe o maior Festival do Milho do interior paulista com a febre nacional das fatias e programação especial para comemorar o Dia dos Pais

Evento acontece de 7 a 9 de agosto, entre sexta-feira e domingo, na Praça Arautos da Paz com entrada gratuita; gastronomia temática, grandes shows, homenagens ao Dia dos pais e ações solidárias


Depois do sucesso da primeira edição, Campinas-SP recebe entre os dias 7 e 9 de agosto, de sexta-feira a domingo, o 2º Festival do Milho Verde, que retorna à Praça Arautos da Paz ainda maior. A grande novidade é o Especial Fatias do Festival “Eu Amo Chocolate”, que acontece simultaneamente no mesmo espaço. A proposta é proporcionar experiências únicas para toda a família, oferecendo tradição, inovação gastronômica e música ao vivo. A entrada é gratuita.  

Durante três dias, a Praça Arautos da Paz, ao lado da Lagoa do Taquaral, será o cenário de uma celebração da gastronomia afetiva brasileira. O evento reúne mais der 40 operações gastronômicas, espaço kids, ambiente pet friendly, atrações culturais e programação especial dedicada ao Dia dos Pais, festejado oficialmente no domingo, dia 9 de agosto. O festival funcionará na sexta-feira das 17h às 22h, e no sábado e domingo das 11h às 22h.

A realização é da Elo Produções, empresa responsável por importantes festivais gastronômicos do Estado de São Paulo, com destaque para o premiado Festival Sabores da Terra e a Festa Italiana – “Viva La Nostra Gente”, com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do Vereador Luiz Rossini através de Emenda Impositiva.

“O milho faz parte da memória afetiva dos brasileiros. Crescemos com pamonha, curau, bolo de milho e tantas outras receitas que atravessam gerações. Nesta edição, quisemos unir essa tradição às novas tendências da confeitaria, criando uma experiência que “conversa” com todas as idades. Mais do que um festival gastronômico queremos proporcionar encontros, fortalecer o turismo, incentivar a economia e transformar o Dia dos Pais em uma celebração inesquecível para as famílias”, explica a CEO da Elo Produções, Renata Tannuri Meneghetti.

Culinária típica e sabores afetivos com o milho como protagonista
 
Realizado no auge da safrinha do milho, período de maior colheita do cereal no Brasil, o festival celebra a abundância da produção nacional e valoriza um dos ingredientes mais presentes na cultura e na gastronomia brasileira. Esse ingrediente símbolo da cultura brasileira, ganha releituras criativas e receitas que vão além da pamonha e do curau. O público poderá experimentar milho com costela desfiada preparado no tacho gigante, polentas recheadas, milho com coberturas variadas, cachapas recheadas e cuscuz em diversas versões.

O cardápio ainda traz como destaque bolo salgado em fatias, arroz de costela com milho verde, coxinha gigante, além dos clássicos milho cozido, milho de praia, bolos, doces e bebidas à base de milho.

Festival traz à praça a febre nacional das fatias 

Depois de conquistar as redes sociais, as famosas fatias chegam como uma das grandes atrações do festival. Entre os destaques estão as saborosas fatias de pudim, Matilda e Ninho com Morango, além de inúmeras outras receitas.

O espaço dedicado ao chocolate também é de dar água na boca. Oferece gelato de pipoca caramelizada, gelato de Nutella com brigadeiro de milho brûlée, canjicas gourmet, churros com creme de milho, copos da felicidade, merengues, espetos de chocolate e o tradicional Morango do Amor que volta para matar as saudades.

 Pais homenageados com programação especial

O domingo, dia 9 de agosto, será dedicado especialmente à família. A programação começa com a Bênção do Dia dos Pais, com a presença do padre Matheus Bernardes da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, seguida da benção do bolo, cuja renda será revertida para à Paróquia. Em seguida os pais serão presentados com a apresentação da Bateria Campineira, com cerca de 150 ritmistas. Serão duas horas de muita energia e alegria. À tardinha tem tributo a Chitãozinho & Xororó pela dupla Bruno & Thiago, Show de Prêmios no Bingo Solidário e encerramento especial com a banda Faroeste Caboclo, cover do Legião Urbana Cover e seu show Pais & Filhos.

Música, diversão e solidariedade

Além da gastronomia, o 2º Festival do Milho Verde, com Especial Fatias do Festival “Eu Amo Chocolate”, conta com uma agenda cultural repleta de atrações, shows do Forró Maria Lua, Queen Music Tribute, Robson Furiozo & Banda, além de gincanas com o Koringa Bobo da Corte.

A Praça Arautos da Paz será transformada em uma ampla área de convivência, com completo espaço kids. Outro destaque da programação são as ações solidárias em benefício da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.

PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira (7)
19h – Abertura oficial
20h – Banda Forró Maria Lua
 
Sábado (8)
13h – Seleção Musical
15h – Robson Furiozo & Banda
17h – Gincana com o Koringa Bobo da Corte
18h – Bingo Solidário em prol da Paróquia Nossa Sra. de Lourdes
20h –Show especial com Queen Music Tribute
 
Domingo (9)
13h – Bênção e Bolo dos Pais com Padre Matheus Bernardes
13h30 – Bateria Campineira com 150 ritmistas
16h – Bruno & Thiago  - Tributo a Chitãozinho & Xororó
18h – Show de Prêmios Solidário
19h – Legião Urbana Cover – Pais & Filhos
 
SERVIÇO


2º Festival do Milho Verde + Festival Eu Amo Chocolate – Especial Fatias
7 a 9 de agosto de 2026
Sexta-feira: 17h às 22h | Sábado e Domingo: 11h às 22h
Praça Arautos da Paz – Campinas/SP
Entrada gratuita | Gastronomia típica | Espaço kids | Pet Friendly |
Ações Solidárias

Patrocínio: – Cervejaria Germânia, Grupo GM7, Castelo Alimentos,
Apoio: Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria de Cultura e Turismo e Vereador Luiz Carlos Rossini

Apoio: – Casa D’Italia, General Clean, Lógica Digital, Inspira FM 97.7, Caminas.com.br
Informações para imprensa:
Elo Produções & Eventos – (19) 99733-1398 - @eloproducoes
 
 
 



Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Spider-Man: Brand New Day (título no Brasil: “Homem-Aranha: Um Novo Dia”)

Spider-Man: Brand New Day (título no Brasil: “Homem-Aranha: Um Novo Dia”)

Gosto dos filmes do Homem-Aranha desde os primeiros. Sempre me atraem e, mesmo sendo quase sempre a mesma coisa (risos), eu insisto em assisti-los. E me divirto sempre. Com este, não seria diferente. 

Passaram quatro anos desde os eventos de "Homem-Aranha: Sem Volta a Casa", em que Peter Parker (Tom Holland), o Homem-Aranha, se apagou a ele próprio da memória de todas as suas pessoas mais próximas e da cidade em que vive e tenta sempre defender, Nova Iorque. Ao mesmo tempo, tem de lidar com uma nova ameaça criminosa a pairar no ar e uma mudança nos seus próprios poderes.

De novo, acho que é sempre a mesma “fórmula”, mas tá tudo bem! É isso que a gente gosta, e nos leva a assistir aos filmes desta franquia. É divertido, muito bem feito, sempre com alguns novos vilões e complementos divertidos. E eu gostei. Recomendo pra que gosta do estilo.


Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Autoestima: muito além da aparência - Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Vivemos em uma sociedade que associa autoestima à beleza, ao corpo perfeito ou à imagem refletida no espelho. Mas, na prática clínica, percebo diariamente que a autoestima vai muito além da aparência.

É possível encontrar pessoas consideradas bonitas, bem-sucedidas e admiradas que convivem com um profundo sentimento de inadequação. Da mesma forma, há pessoas que não correspondem aos padrões estéticos impostos pela sociedade, mas possuem uma autoestima sólida e uma relação saudável consigo mesmas.

Isso acontece porque a autoestima não nasce no espelho. Ela nasce na forma como aprendemos a enxergar nosso próprio valor.

O que é autoestima?

Na psicologia, autoestima é a percepção que construímos sobre quem somos. É reconhecer nossas qualidades, aceitar nossas limitações e compreender que nosso valor não depende da aprovação, da performance ou da opinião dos outros.

Uma autoestima saudável permite que a pessoa:

  • estabeleça limites sem culpa;

  • tome decisões com mais segurança;

  • enfrente desafios sem acreditar que um erro define quem ela é;

  • cuide de si por amor, e não por obrigação;

  • desenvolva relações mais equilibradas.

Ela não significa sentir-se confiante o tempo todo, mas saber que, mesmo diante das dificuldades, continua sendo digna de respeito, cuidado e amor.

Quando a confiança esconde uma autoestima fragilizada

Nem sempre quem demonstra segurança realmente acredita no próprio valor.

Na clínica, observo pessoas que parecem extremamente confiantes, mas vivem presas à necessidade constante de reconhecimento. Precisam ser elogiadas, têm dificuldade em lidar com críticas e sentem que precisam provar o tempo todo que são competentes.

Muitas desenvolvem um perfeccionismo intenso, trabalham além dos próprios limites e nunca consideram suficiente aquilo que fazem.

Na Terapia do Esquema compreendemos que esses comportamentos costumam ser estratégias criadas para proteger feridas emocionais antigas. Em algum momento da vida, essas pessoas aprenderam que precisavam ser perfeitas, agradar ou alcançar resultados para serem aceitas.

Embora essas estratégias tenham ajudado no passado, acabam gerando ansiedade, esgotamento emocional e um sentimento constante de insuficiência.

Como a baixa autoestima aparece no dia a dia?

A baixa autoestima nem sempre se manifesta de forma evidente.

Ela pode aparecer em atitudes aparentemente comuns, como:

  • dificuldade em dizer "não";

  • culpa ao priorizar as próprias necessidades;

  • necessidade constante de agradar;

  • comparação frequente com outras pessoas;

  • medo de errar ou decepcionar;

  • dificuldade em reconhecer conquistas;

  • aceitação de relacionamentos que causam sofrimento.

Esses comportamentos geralmente refletem padrões emocionais construídos ao longo da história de vida e reforçados por experiências familiares, sociais e afetivas.

A aparência ajuda?

Cuidar da aparência pode, sim, contribuir para a autoestima.

Vestir-se de uma forma que represente sua identidade, cuidar da saúde, praticar atividade física e dedicar tempo ao autocuidado são atitudes importantes.

No entanto, existe uma diferença fundamental entre cuidar de si porque reconhece seu valor e cuidar de si apenas para conquistar aprovação.

Quando o cuidado é motivado apenas pelo medo da rejeição ou pela necessidade de aceitação, dificilmente produzirá uma autoestima consistente.

A verdadeira transformação acontece quando o cuidado externo é acompanhado de uma mudança interna.

A autoestima também passa pelo corpo

Como psicóloga especialista em regulação emocional, psicoterapia corporal e Terapia do Esquema, observo que nossas emoções também ficam registradas no corpo.

Uma postura encolhida, tensão muscular constante, dificuldade para respirar profundamente ou sensação permanente de alerta muitas vezes refletem uma história de sofrimento emocional.

Por isso, fortalecer a autoestima não envolve apenas mudar pensamentos, mas também aprender a reconhecer emoções, regular o corpo e transformar crenças profundas que sustentam sentimentos de desvalor.

Quando mente, emoções e corpo são cuidados de forma integrada, a pessoa desenvolve uma autoestima mais estável e menos dependente das circunstâncias.

A autoestima pode ser reconstruída

A boa notícia é que autoestima não é uma característica fixa.

Ela pode ser fortalecida em qualquer fase da vida.

A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender a origem dos padrões emocionais, ressignificar experiências dolorosas e construir uma relação mais saudável consigo mesmo.

Quando uma pessoa aprende que seu valor não depende da perfeição, da aparência ou da aprovação externa, ela deixa de viver tentando provar quem é e passa a viver com mais autenticidade, equilíbrio emocional e liberdade.

A verdadeira autoestima não está em parecer forte. Está em reconhecer o próprio valor, mesmo quando ninguém está olhando.

Elisa Maria Pereira

Coluna Psicologia

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais Especialista em Dinâmica emocional e relacional @psi.elisape

Contatos: elisascognamiglio@uol.com.br

 Whats:19981281661

Instagram: @ psi.elisape




Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Familiar Touch (título no Brasil: “Toque Familiar”)

Vi o trailer e achei que seria um drama comovente, e também um filme bonito, pois apareciam destaques de comentários de críticas e revistas. Fiquei realmente interessado.

Uma mulher idosa se muda para uma casa de repouso, lidando com sua mudança de identidade, memória e relacionamentos em meio às complexidades do envelhecimento.

Uma decepção! O filme é monótono demais. Não tem muitos eventos, apenas a ida da personagem principal à casa de repouso e alguns momentos passados por lá. Não que seja um filme ruim, mas é um pouco lento (cenas longas, sem diálogo, sem relevância. Por exemplo, ela deitada, dormindo). Uma pena, pois a atuação da atriz principal está excelente!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.