Natação inclusiva ensina crianças autistas a lidar com a água e reforça prevenção contra afogamentos

Projeto da ACESA Capuava, em Valinhos, atende gratuitamente crianças, jovens e adultos com deficiência e aposta em autonomia, segurança e adaptação às necessidades de cada participante

Aprender a nadar pode significar muito mais do que praticar um esporte. Para pessoas com deficiência, especialmente crianças e adolescentes autistas, o contato orientado e seguro com a água também pode representar uma importante ferramenta de autonomia, desenvolvimento e prevenção.

É com esse propósito que a ACESA Capuava, de Valinhos, colocou em prática mais uma edição do projeto Natação Inclusiva, que já está com as aulas em andamento. O programa oferece gratuitamente atividades para crianças, adolescentes e adultos com deficiência, respeitando as características, necessidades e o ritmo de cada participante.

O projeto prevê atendimento de 60 pessoas ao longo de 12 meses e utiliza a prática esportiva como instrumento de habilitação e reabilitação, contribuindo para a qualidade de vida, a autonomia, o desenvolvimento motor, a socialização e a participação dos atendidos.

Mas existe uma preocupação que vai além dos benefícios físicos e terapêuticos: a segurança dentro e fora da piscina.

Afogamentos reforçam alerta para famílias de pessoas autistas

Casos recentes mostram que o risco de afogamento envolvendo crianças autistas não está restrito a praias ou grandes áreas de lazer. Piscinas, lagos e represas também podem representar perigo, principalmente quando uma criança se afasta dos adultos sem que seja percebida.

Em 29 de agosto de 2026, um menino de três anos, diagnosticado com TEA, morreu afogado em uma represa de uma fazenda em Mineiros (GO). Ele brincava no quintal enquanto a mãe preparava um lanche e desapareceu. O pai encontrou a criança submersa durante as buscas.

Em 26 de julho de 2026, uma criança de cinco anos morreu afogada em um lago utilizado para criação de peixes, nos fundos de uma residência em Santana do Riacho (MG). As circunstâncias do caso foram encaminhadas para investigação.

Em dezembro de 2025, outros dois casos chamaram a atenção. Em Eunápolis (BA), um menino de 11 anos, com TEA nível 3 de suporte e não verbal, morreu afogado em um lago do Parque Gravatá depois de sair de casa sem que os familiares percebessem. Em Unaí (MG), uma criança, de quatro anos, morreu após se afogar na piscina de uma chácara da família durante o Natal.

São histórias diferentes, mas que deixam um alerta comum: quando uma criança autista desaparece, poucos minutos podem fazer toda a diferença, e a água precisa estar entre os primeiros lugares a serem procurados.

Para Michel Felipe Policarpo do Nascimento, coordenador do projeto Natação Inclusiva da ACESA Capuava, ensinar a criança a se relacionar com a água de maneira segura é uma camada importante de proteção, embora nunca substitua a supervisão dos adultos. “A natação não elimina o risco de afogamento e não substitui a supervisão. Mas quanto mais a pessoa conhece a água, entende seus limites e desenvolve autonomia para se movimentar nela, maior é a possibilidade de reagir diante de uma situação de risco. É uma habilidade que pode fazer diferença.”

A Natação Inclusiva integra as ações da ACESA Capuava voltadas à promoção da qualidade de vida e à inclusão de pessoas com deficiência. A instituição atua há mais de duas décadas em Valinhos e região, com atendimento multidisciplinar nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura e esporte. O projeto Natação Inclusiva III - 71000.072366/2024-12 - só foi possível realizar pois temos recurso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte e patrocínios das empresas como KEMIN, Sicoob, EATON, Surtec, Chem Trend, Myrallis, que nos proporcionaram a realização.

 

Atividades adaptadas para cada participante

As aulas são organizadas em grupos dos atendidos pela entidade, considerando principalmente a idade, as características e a disponibilidade dos participantes. Crianças a partir dos sete anos, jovens e adultos são distribuídos de acordo com as possibilidades do projeto e também com a rotina das famílias.

A estrutura foi pensada para oferecer segurança e acompanhamento próximo. Cada turma conta com dois profissionais de Educação Física, um fisioterapeuta e dois monitores de apoio.

A proposta não é exigir que todos façam os mesmos movimentos ou alcancem os mesmos resultados. As atividades são desenvolvidas de forma lúdica, simples e adaptada, permitindo que cada participante evolua dentro de suas possibilidades.

“Temos pessoas com diferentes níveis de autonomia, diferentes formas de comunicação e diferentes respostas aos estímulos. Por isso, a atividade precisa ser acessível, segura e, principalmente, prazerosa. Queremos que cada participante se sinta protegido para experimentar e aprender”, explica Michel Nascimento.

Os materiais utilizados também seguem essa lógica. São equipamentos seguros, de fácil manuseio e, sempre que possível, familiares aos participantes, como pranchinhas e flutuadores tipo espaguete. O objetivo é tornar a experiência mais confortável e facilitar a adaptação ao ambiente aquático.

Mais autonomia para quem pratica, mais tranquilidade para quem cuida

Para as famílias, os resultados não ficam restritos ao momento da aula. A evolução de habilidades motoras, a maior familiaridade com a água e o desenvolvimento da autonomia podem representar também mais segurança e tranquilidade para pais e responsáveis. “Para uma família que convive diariamente com os cuidados de uma pessoa com deficiência, saber que ela está desenvolvendo habilidades na água traz uma sensação diferente. Não significa deixar de acompanhar ou supervisionar, mas saber que ela está mais preparada, mais confiante e conhecendo melhor os próprios limites”, afirma o coordenador.

Além do aspecto relacionado à segurança, a atividade aquática pode contribuir para força, resistência, equilíbrio, coordenação motora, consciência corporal, mobilidade e relaxamento muscular. Também pode favorecer a socialização, a autoestima, a concentração e a participação em atividades de lazer.

Para a ACESA Capuava, a proposta da Natação Inclusiva é justamente unir esses diferentes benefícios: oferecer esporte, estimular autonomia, contribuir para o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, preparar a pessoa para uma relação mais segura com a água. “Quando falamos em inclusão, não podemos pensar apenas em colocar a pessoa dentro da piscina. Precisamos pensar no que ela pode conquistar a partir dessa experiência. Pode ser um movimento, uma interação, uma nova habilidade ou simplesmente perder o medo da água. Cada conquista tem valor”, conta Fernanda Teixeira, presidente da entidade.

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Digger

Digger

Quando assisti ao trailer, e já havia ouvido falar deste filme, fiquei realmente muito curioso e ansioso em assisti-lo. Imaginava ser algo muito bom e curioso (pelo perfil da personagem principal).

Com um Tom Cruise transfigurado a dar vida a Digger Rockwell, um bilionário autocentrado e pouco escrupuloso, o realizador mexicano Alejandro G. Iñárritu constrói uma sátira sobre o poder e a ambição desmedida.

Quando uma operação de perfuração de petróleo das empresas de Rockwell na Groenlândia provoca o desprendimento de uma enorme massa de gelo, dando origem a um desastre ambiental sem precedentes, o magnata se vê obrigado a enfrentar as consequências da tragédia. Mas, por detrás do aparente empenho em controlar os danos, está sobretudo a vontade de transformar a crise numa oportunidade para se afirmar aos olhos do mundo como o grande salvador da humanidade.

Fiquei decepcionado! O filme é bastante cansativo! Diálogos longos e umas situações desinteressantes. Até quase o final, realmente estava achando muito ruim. Depois, as coisas são melhores explicadas (não vou aqui dar spoiler), dá um sentido ao filme e ameniza, mas ainda assim, não é um filme que eu assistiria novamente, não.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Depressão nem sempre parece tristeza: Sinais silenciosos que merecem atenção- Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Quando pensamos em depressão, é comum imaginar alguém chorando, isolado ou sem conseguir realizar as atividades do dia a dia. Mas nem sempre ela se apresenta dessa forma.

Muitas pessoas continuam trabalhando, cuidando da família, cumprindo compromissos e até sorrindo. Por fora, parecem estar bem. Por dentro, porém, podem estar vivendo um profundo desgaste emocional.

A depressão pode aparecer de maneira silenciosa.

Em alguns casos, o que surge primeiro não é a tristeza intensa, mas uma sensação constante de cansaço, falta de energia, irritabilidade, dificuldade de concentração ou perda de interesse pelas coisas que antes davam prazer.

A pessoa pode perceber que está vivendo “no automático”.

Ela faz o que precisa ser feito, mas sem entusiasmo. Levanta, trabalha, resolve problemas, cuida dos outros e segue a rotina, porém sente como se algo dentro dela tivesse perdido a cor.

Alguns sinais que merecem atenção

Entre os sinais que podem aparecer estão:

* perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram importantes;

* cansaço persistente, mesmo após descansar;

* alterações no sono, como insônia ou vontade de dormir demais;

* irritabilidade ou impaciência frequente;

* dificuldade para se concentrar ou tomar decisões;

* sensação de vazio ou desconexão;

* isolamento e vontade de se afastar das pessoas;

* sentimento de culpa ou inutilidade;

* alterações no apetite;

* pensamentos frequentes de desesperança.

Ter um ou outro desses sinais isoladamente não significa necessariamente estar com depressão. O que importa é observar a intensidade, a frequência, o tempo de duração e o impacto que esses sintomas estão provocando na vida.

Quando a pessoa continua funcionando, o sofrimento pode passar despercebido

Um dos aspectos mais difíceis é que muitas pessoas aprendem a esconder o sofrimento.

Elas continuam sendo produtivas, responsáveis e disponíveis para todos. Frequentemente escutam frases como: “Mas você parece tão bem” ou “Você tem tudo, por que estaria triste?”.

Esse tipo de comentário pode aumentar ainda mais a culpa e dificultar o pedido de ajuda.

Sofrimento emocional não precisa ser visível para ser real.

Às vezes, a pessoa passou tanto tempo sendo forte que já não percebe o quanto está cansada.

O corpo também pode dar sinais

A saúde emocional e o corpo estão profundamente relacionados.

Algumas pessoas percebem tensão muscular constante, dores de cabeça, alterações gastrointestinais, sensação de peso no corpo, dificuldade para respirar profundamente ou um cansaço que parece não passar.

Por isso, olhar para a saúde mental também envolve aprender a escutar os sinais que o corpo está apresentando.

Procurar ajuda não significa esperar chegar ao limite

Muitas pessoas chegam à terapia somente quando sentem que não conseguem mais continuar.

Mas não é necessário esperar que o sofrimento se torne insuportável para buscar ajuda.

Quanto antes esses sinais forem reconhecidos, maior a possibilidade de compreender o que está acontecendo e construir estratégias de cuidado.

A psicoterapia pode ajudar a identificar padrões emocionais, compreender fatores que estão contribuindo para o sofrimento e desenvolver novas formas de lidar com as emoções e com as situações da vida.

Em alguns casos, uma avaliação médica ou psiquiátrica também pode ser necessária.

Uma pergunta importante

Talvez a pergunta não seja apenas:

“Eu estou triste?”

Mas sim:

“Há quanto tempo eu não me sinto verdadeiramente bem?”

Se você percebe que está apenas cumprindo tarefas, sem energia, sem prazer ou emocionalmente desconectada, talvez seja importante olhar para isso com mais atenção.

Você não precisa esperar chegar ao limite para começar a cuidar da sua saúde emocional.

Elisa Pereira

Psicóloga clínica | CRP 06/45961-4

Mais de 25 anos de experiência clínica

Atendimento psicológico presencial em Vinhedo/SP e on-line.           Contato  19 981281661  @psi.elisape

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Caro Michele, Natália Ginsburg e Filme: Odisseia

Dica de livro: Caro Michele, Natália Ginsburg

Apesar de ocupar o título do livro, Michele quase não aparece neste romance. O leitor conhece a vida do personagem através das cartas que recebe, principalmente de sua mãe, Adriana, da irmã, Angelica, e de amigos.
Ambientado em Roma no início dos anos 1970 ― entre uma tentativa de golpe de Estado e a vitória dos fascistas ―, este livro faz com que a violência política se espalhe sorrateiramente pelo que se narra como um gás que sufoca e cega. A clareza reticente da escrita de Natalia Ginzburg, sua maneira implícita de contar uma história, encontra seu auge nesta obra magnética.

 “A voz de Natalia Ginzburg chega a nós com absoluta clareza em meio aos véus do tempo e da linguagem.” ― Rachel Cusk

 “Estou completamente encantada com o estilo de Ginzburg ― sua franqueza misteriosa, sua capacidade de revelar as coisas sem nunca ser artificial ou fria, mas sempre necessária, honesta, cristalina.” ― Maggie Nelson

 “As cartas que compõem este romance ― charmosas, hesitantes, sufocantes, fúteis, desagradáveis ― são o material rico e maravilhoso das esperanças e aflições de uma família, seu convívio cheio de vida, suas contradições e segredos.” ― The Paris Review

Fonte: Amazon

Dica de filme: Odisseia

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

O que a Equipotel revela sobre o futuro dos espaços de hospitalidade

Feira mostra que tecnologia, sustentabilidade e novas propostas de mobiliário estão transformando a maneira de pensar os ambientes de hotelaria

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

Entre os dias 15 e 18 de setembro, o Expo Center Norte, em São Paulo, recebeu a 63ª edição da Equipotel, um dos principais eventos de hospitalidade da América Latina e o mais tradicional do setor no Brasil. A feira reúne empresas, profissionais, arquitetos, designers, gestores e especialistas de segmentos como hotelaria, turismo, alimentação, bem-estar e serviços para apresentar produtos, soluções e ideias que ajudam a antecipar os próximos movimentos do mercado.

A edição de 2026 reuniu mais de 500 marcas e recebeu 23.102 visitantes, 5% acima do público registrado no ano anterior. A estimativa de negócios gerados pelos expositores chegou a R$ 320 milhões, crescimento de 14,3% em relação a 2025.

Mas uma feira como a Equipotel pode ser observada por outra perspectiva. Para quem trabalha com design, ela funciona também como um retrato de como os espaços estão mudando.

É nos eventos do setor que tendências que ainda parecem distantes começam a ganhar forma concreta: em novos materiais, soluções construtivas, configurações de ambientes e, principalmente, em uma nova maneira de pensar o mobiliário.

O hotel está deixando de parecer um hotel

Durante muito tempo, o mobiliário para hotelaria precisou responder principalmente a três necessidades: resistência, funcionalidade e facilidade de manutenção. São características que continuam fundamentais em ambientes submetidos a um uso intenso.

Mas elas já não são suficientes.

O que se percebe hoje é uma aproximação cada vez maior entre a linguagem dos hotéis e a de outros espaços. Residências, restaurantes, escritórios, clubes e áreas de convivência passam a compartilhar referências, materiais e soluções.

O mobiliário hoteleiro deixa, assim, de seguir necessariamente uma estética própria e facilmente reconhecível.

Surgem peças com desenho mais autoral, combinações de materiais naturais e estruturas metálicas mais leves, além de soluções pensadas para diferentes possibilidades de uso. Em vez de simplesmente preencher um ambiente, o móvel passa a contribuir para sua identidade.

Essa mudança é importante porque o hóspede também mudou.

O design como parte da experiência

Hoje, a experiência de hospedagem começa muito antes da porta do quarto. Ela está no lobby, no restaurante, na área de lazer, no espaço externo e nos lugares de convivência.

O ambiente passou a comunicar.

A escolha do mobiliário, dos materiais e das formas ajuda a transmitir a personalidade de um empreendimento e pode fazer com que um espaço seja percebido como mais acolhedor, sofisticado, contemporâneo ou conectado à cultura local.

Por isso, design e hospitalidade estão cada vez mais próximos.

Um dos movimentos que chamam atenção é justamente a valorização dos espaços externos. Eles deixam de ser áreas complementares e passam a ser entendidos como extensões da experiência oferecida pelo empreendimento.

Isso abre espaço para novas soluções de mobiliário, especialmente peças capazes de combinar resistência, conforto e linguagem estética. Estruturas em alumínio associadas à madeira, por exemplo, permitem explorar simultaneamente leveza visual, durabilidade e sensação de acolhimento -  características importantes para áreas externas de hotéis, resorts e espaços de convivência.

Mais do que escolher um móvel bonito, o projeto passa a considerar como aquela peça será utilizada, por quem, em qual ambiente e durante quanto tempo.

Personalização contra a padronização

Outra mudança importante é o crescimento de soluções desenvolvidas sob medida.

A lógica de simplesmente escolher produtos de um catálogo começa a dividir espaço com projetos em que mobiliário, arquitetura e identidade visual são pensados conjuntamente. Dimensões, ergonomia, materiais e características de uso passam a ser definidos de acordo com o conceito de cada empreendimento.

Isso representa uma mudança significativa para a hotelaria.

Em um mercado no qual muitos serviços podem ser semelhantes, criar ambientes com personalidade passa a ser uma forma de diferenciação. O mobiliário deixa de ser apenas um item de infraestrutura e passa a fazer parte da narrativa daquele lugar.

É uma tendência que dialoga especialmente com hotéis boutique, resorts e empreendimentos que procuram oferecer experiências mais exclusivas.

Tecnologia e sustentabilidade também chegam ao design

A Equipotel mostrou ainda que o futuro da hospitalidade não pode ser pensado separando design, tecnologia e sustentabilidade.

A programação da edição deste ano dedicou espaços a tecnologia, inovação e ambientes conectados. Ao mesmo tempo, a feira ampliou a discussão sobre sustentabilidade com o lançamento do Selo ESG para Hospitalidade.

Para o design, essa discussão é particularmente relevante.

Projetar um ambiente hoje significa pensar não apenas em sua aparência, mas também na durabilidade dos produtos, na escolha dos materiais, na manutenção e na capacidade de acompanhar mudanças de uso.

O conceito de sustentabilidade, portanto, também passa pela longevidade.

Um móvel que permanece relevante por mais tempo, que pode ser reparado ou adaptado e que continua adequado ao espaço reduz a necessidade de substituições constantes e contribui para projetos mais conscientes.

O futuro da hospitalidade é mais híbrido

Talvez uma das principais conclusões que a Equipotel deixa seja justamente essa: os espaços estão ficando menos rígidos.

Um lobby pode ser lugar de chegada, encontro, trabalho e convivência. Uma área externa pode funcionar para descanso, alimentação e eventos. Um mobiliário pode deixar de ter uma única função e participar de diferentes configurações.

Essa flexibilidade acompanha uma mudança no próprio comportamento das pessoas.

Queremos espaços que se adaptem, que tenham identidade e que sejam capazes de oferecer diferentes experiências sem perder conforto e funcionalidade.

E é nesse cenário que o design ganha ainda mais relevância.

A Equipotel não apresenta apenas o que a hotelaria está comprando hoje. Ela ajuda a revelar aquilo que o setor começa a imaginar para amanhã.

E, quando observamos os materiais, os formatos e as novas propostas de mobiliário apresentados na feira, fica evidente que o futuro da hospitalidade não será construído apenas por tecnologias mais avançadas ou serviços mais eficientes.

Será construído também por espaços com mais identidade, mais flexibilidade e mais personalidade.

Porque, no fim, receber bem não é apenas oferecer um lugar para ficar.

É criar um lugar que as pessoas tenham vontade de permanecer, experimentar e lembrar.

Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente, materializadas em momentos que realmente importam.

Comunicação com a Imprensa:

Cláudia Carnevalli
19 99989-8535
claucarnevalli.jornalita@gmail.com

Tibeti Caviglioni Daniel

Coluna Design e inovaçâo

 CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.



Rodas de conversa on-line gratuitas reúnem educadores para construir pauta do Fórum Diálogos na Educação 2027

Encontros em setembro e outubro vão promover a troca de experiências e a escuta de professores sobre desafios e questões do cotidiano escolar

A construção do Fórum Diálogos na Educação 2027 começa pela escuta de quem vive diariamente a realidade da sala de aula. Com esse propósito, o Instituto EP promove, nos dias 30 de setembro e 8 de outubro, rodas de conversa on-line gratuitas voltadas prioritariamente a professores da rede pública de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Os encontros serão espaços de diálogo sobre experiências, desafios, sentimentos e questões que fazem parte do cotidiano dos educadores e que poderão orientar a definição do tema do próximo Fórum.

A escolha pelo formato on-line busca ampliar a participação de professores de diferentes cidades, realidades e trajetórias, reunindo-os em um ambiente acolhedor e seguro. Além de colher sugestões para o Fórum, a proposta oferece um espaço de escuta qualificada, troca de experiências e reflexão sobre a própria prática profissional.

Durante as rodas, os participantes poderão compartilhar situações vivenciadas no dia a dia da escola, discutir necessidades e inquietações e ouvir experiências de outros profissionais. A intenção é compartilhar questões que muitas vezes são vividas individualmente, mas que podem ser comuns a diferentes professores e contextos educacionais.

O encontro também pretende contribuir para fortalecer o sentimento de pertencimento e a percepção sobre os saberes construídos pelos próprios educadores ao longo de suas trajetórias. Ao reconhecer experiências, caminhos já percorridos e possibilidades de mudança, os participantes são convidados a refletir sobre novas formas de enfrentar desafios e promover melhorias em sua prática.

“A construção do Fórum Diálogos na Educação começa antes da escolha do tema, quando os professores têm a oportunidade de se encontrar, falar sobre o que vivem e ouvir outras perspectivas. A roda de conversa é justamente esse primeiro movimento de aproximação e escuta, sendo que as percepções coletadas nas rodas serão consideradas no processo de definição do tema da próxima edição”, explica Renata Coutinho Nogueira, gerente do Instituto EP

A mediação dos encontros será feita pelo pedagogo, mestre em Educação pela PUC-SP e doutor em História Social pela USP, Helio Braga da Silveira Filho. Há mais de 20 anos na área de arte-educação, com atuação junto a crianças, adolescentes, adultos e grupos com Síndrome de Down, é professor universitário desde 1997, consultor educacional e formulador de projetos pedagógicos. Também integra a Embaixadores da Prevenção, o Grupo de Estudos do LEPED e o Observatório da Infância e Adolescência da Unicamp.

Os encontros são destinados prioritariamente a professores da rede pública de Educação Infantil e Ensino Fundamental, mas estão abertos a outros educadores interessados.

Serviço

Rodas de Conversa On-line – Diálogos na Educação

30 de setembro – quarta-feira
9h às 10h
15h às 16h

8 de outubro – quinta-feira
10h às 11h
16h30 às 17h30

Participação: gratuita e on-line
Mediação: Helio Braga da Silveira Filho

Inscrições: bit.ly/RODAS-ONLINE


Campinas Restaurant Week acontece de 08/10 a 08/11 e abre inscrições para restaurantes

Nova edição do festival convida casas de Campinas e região a
participarem de uma viagem gastronômica pelas cinco regiões do Brasil

Praça Restaurante & Bar - Foto: 24ª Campinas Restaurant Week

Entre 8 de outubro e 8 de novembro, Campinas e região voltam a integrar o circuito gastronômico nacional com uma nova edição da Campinas Restaurant Week, um dos principais festivais gastronômicos do país. Durante um mês, restaurantes de diferentes perfis participam da programação e apresentam menus completos ao público, com entrada, prato principal e sobremesa, em uma temporada que movimenta a gastronomia local e amplia as possibilidades de descoberta de sabores.

Com as inscrições abertas para restaurantes, a edição busca reunir casas de diferentes perfis e ampliar a diversidade da programação. Para os estabelecimentos, a participação representa uma oportunidade de fortalecer a visibilidade da marca, alcançar novos públicos e integrar uma plataforma de divulgação e relacionamento com os consumidores.

A nova edição chega após um importante marco para a trajetória do festival na cidade. No início de 2026, a Campinas Restaurant Week passou a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Município de Campinas, reconhecimento que reforça relevância da iniciativa para a gastronomia e para a economia local. Para Fernando Reis, idealizador da Brasil Restaurant Week, a consolidação do festival no calendário da cidade também amplia as possibilidades de conexão com o mercado gastronômico local.

“A cada edição, a Restaurant Week fortalece sua relação com Campinas e com os restaurantes que fazem parte da cena gastronômica da cidade. O reconhecimento no calendário oficial representa um marco importante nessa trajetória e mostra a força que o festival conquistou. Agora, queremos ampliar ainda mais essa conexão, gerar novas oportunidades para os restaurantes participantes e mostrar ao público a diversidade gastronômica de Campinas e região”, declara.

Uma oportunidade para os restaurantes

A Restaurant Week também funciona como uma plataforma de descoberta para o público, que encontra nos restaurantes participantes uma oportunidade de conhecer diferentes propostas gastronômicas dentro de uma faixa de preço previamente estabelecida, com menus completos de entrada, prato principal e sobremesa, a preços fixos a partir de R$ 59,90. Os menus da Campinas Restaurant Week são divididos em quatro categorias, com preços diferentes para almoço e jantar: Tradicional, a partir de R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar; Plus, de R$ 73,90 e R$ 94,90; Premium, de R$ 95 e R$ 115; e Diamond, de R$ 109 e R$ 149, respectivamente. 

Para as casas participantes, a iniciativa amplia a visibilidade diante de diferentes públicos e cria uma oportunidade de apresentar sua gastronomia a consumidores que ainda não conhecem seu trabalho. O contato proporcionado pelo festival pode estimular novas visitas e contribuir para a construção de um relacionamento de longo prazo com o cliente.


A edição ainda reforça seu compromisso social com apoio ao Projeto Bunekas, iniciativa que utiliza bonecas como ferramenta lúdica e acolhedora para a prevenção da violência infantil, sugerindo ao público a doação de R$ 2,00 a cada menu consumido.

Como participar?

Para os restaurantes interessados em participar, este é o momento de garantir a adesão à programação. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas diretamente com a organização pelo e-mail captacao@restaurantweek.com.br ou no site do festival.  www.restaurantweek.com.br.

Serviço:
Campinas Restaurant Week
Data: 8 de outubro a 8 de novembro de 2026
Tema: Brasil de Norte a Sul – Uma viagem gastronômica pelas cinco regiões do país
Inscrições para restaurantes: captacao@restaurantweek.com.br
Mais informações: www.restaurantweek.com.br | @restaurantweekbrasil

SOBRE BRASIL RESTAURANT WEEK

Presente em mais de 20 cidades brasileiras, a Brasil Restaurant Week é, há 19 anos, um dos principais e mais aguardados festivais gastronômicos do país. O evento democratiza o acesso à boa gastronomia e valoriza o trabalho de chefs e restaurantes, movimentando o setor em períodos estratégicos e fortalecendo toda a cadeia gastronômica. A cada edição, menus exclusivos e temáticos são criados para proporcionar experiências únicas ao público e ampliar o alcance das casas participantes.

Informações à imprensa: 

Daniela Nucci (19) 99752-6102 | daninucci.adami@gmail.com
Raíssa Zogbi (19) 99288-4414 | raissa@gracioli.com.br







Instituto Padre Haroldo lança programa para zerar resíduos

Todo lixo gerado pela entidade terá um destino ambientalmente correto, reunindo educação ambiental e economia circular para consolidar uma cultura sustentável e servir de referência para instituições do terceiro setor

O Instituto Padre Haroldo (IPH) inicia uma nova etapa de sua trajetória de compromisso com a responsabilidade socioambiental. A instituição lança oficialmente o Programa Lixo Zero, iniciativa que vai muito além da implantação de um sistema de gestão de resíduos: trata-se de um projeto que pretende incorporar a sustentabilidade à cultura organizacional e demonstrar que organizações sociais também podem ser protagonistas na construção de soluções ambientais.

Instalado em uma área de preservação ambiental, o Instituto sempre buscou desenvolver suas atividades em harmonia com a natureza. Agora, esse compromisso ganha uma estrutura permanente por meio de um programa que integra educação ambiental, reciclagem, compostagem, destinação adequada de resíduos especiais e mobilização dos trabalhadores, acolhidos, voluntários, parceiros e visitantes.

A proposta é simples, mas transformadora: deixar de enxergar tudo como lixo e passar a reconhecer cada resíduo como um recurso com potencial de reaproveitamento. A expectativa é reduzir significativamente o volume de materiais destinados aos aterros sanitários e ampliar práticas de economia circular dentro da instituição.

O programa estabelece um novo modelo de gerenciamento de resíduos, baseado na separação em três categorias: recicláveis, resíduos orgânicos e rejeitos. Os materiais recicláveis passam por uma central de triagem instalada no próprio Instituto antes de serem comercializados ou encaminhados para cooperativas de reciclagem. Já os resíduos orgânicos seguem para um sistema de compostagem, no qual são transformados em adubo utilizado nas hortas, jardins e áreas verdes da instituição, fechando o ciclo sustentável. Resíduos especiais como pilhas, baterias, eletrônicos, medicamentos, lâmpadas e óleos também recebem destinação ambientalmente adequada.

O programa começou com a criação de um comitê Lixo Zero para pensar sobre o planejamento e os experimentos. Em março de 2025, foi implementada a gestão de resíduos orgânicos na Fazenda (área rural onde acontece o programa de Recuperação de Homens), depois iniciada a construção da Central de Triagem de resíduos sólidos, na sede.

Além da implantação da infraestrutura necessária, o Programa Lixo Zero prevê ações permanentes de conscientização e educação ambiental, estimulando mudanças de comportamento e hábitos de consumo mais responsáveis entre todas as pessoas que circulam pelo Instituto. Como aconteceu em agosto, quando o IPH inicia uma campanha de mobilização e educação ambiental que vai culminar com uma atividade artística, o Integrarte.

Mais do que apresentar um novo projeto, o Instituto pretende compartilhar sua experiência e incentivar outras organizações da sociedade civil, entidades assistenciais, empresas e instituições públicas a adotarem iniciativas semelhantes, unindo os impactos sociais aos ambientais.

 

Para a presidente do Instituto Padre Haroldo, Lúcia Decot Sdoia, a sustentabilidade precisa fazer parte da missão de qualquer organização comprometida com a transformação social. "No Instituto Padre Haroldo, acreditamos que cuidar das pessoas e cuidar do meio ambiente são compromissos inseparáveis. O Programa Lixo Zero representa esta visão: transformar atitudes, promover educação ambiental e mostrar que organizações sociais também podem liderar pelo exemplo. Gostaríamos de inspirar outras instituições a perceberem que sustentabilidade não é um custo, mas um investimento no futuro das pessoas e da sociedade."

Todas essas ações fazem parte do programa socioambiental do IPH, que foi alavancado a partir da implantação de ETE na Fazenda, instalação de usinas de energia fotovoltaica na Fazenda e sede da instituição, fechando com o Lixo Zero e a implantação das hortas.

 

Há quase cinco décadas promovendo a transformação de vidas

Fundado em 1978 por inspiração do jesuíta Padre Haroldo Rahm, o Instituto Padre Haroldo consolidou-se como uma das mais importantes organizações sociais da Região Metropolitana de Campinas. Ao longo de quase cinco décadas, ampliou sua atuação muito além do acolhimento e assistência a pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas e atualmente também às adições às telas e aos jogos, desenvolvendo programas de prevenção, assistência social, saúde, acolhimento institucional, inclusão produtiva e social.

Atualmente, o Instituto mantém 17 serviços voltados a gestantes, bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos socialmente vulnerabilizados, beneficiando cerca de 20 mil pessoas por ano. Sua atuação é reconhecida pela promoção de oportunidades que transformam vidas e pela defesa da cidadania.

Com o lançamento do Programa Lixo Zero, o Instituto amplia esse legado ao incorporar a sustentabilidade às suas práticas diárias. A iniciativa reforça que responsabilidade social e responsabilidade ambiental caminham lado a lado e demonstra que o terceiro setor pode ser um importante agente de inovação, educação e preservação ambiental, inspirando outras instituições a construir uma sociedade mais sustentável.

Setembro de 2026

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