Crítica de cinema por Vicente neto - Filme: Affeksjonsverdi (título no Brasil: “Valor Sentimental”)

Affeksjonsverdi (título no Brasil: “Valor Sentimental”)

Quando vi da estreia deste filme, confesso que não me animei tanto assim em assisti-lo. Gosto do Stellan Skarsgård (apenas de ele tem sempre a cara de vilão rs), e da Elle Fanning, mas achei que seria um filme meio chatinho (“pré conceito” meu). Mas ao ver que foi bem avaliado, premiado e está concorrendo ao Oscar, junto com “O Agente Secreto”, me animei em conferir para poder avaliar.


Depois da morte da mãe, as irmãs Nora e Agnes se deparam com o regresso de Gustav (Stellan Skarsgård), o pai de ambas, à cidade de Oslo, de onde partiu alguns anos antes, na sequência do divórcio. Diretor famoso, mas com a carreira suspensa há algum tempo, Gustav sempre manteve com as filhas uma relação distante e difícil.

Ao oferecer a Nora, atriz de teatro, o papel principal num filme cujo argumento se baseia na história da sua própria mãe, Gustav desperta memórias dolorosas e ressentimentos provocados pela sua ausência. Quando ela recusa a proposta, a escolha recai sobre Rachel Kemp (Elle Fanning), uma jovem estrela de Hollywood. Mas essa decisão não vai ajudar a cicatrizar as feridas ainda abertas.


É realmente um bom filme, MAS não me “pegou”, talvez por se tratar de assuntos que eu não me encaixe (vi muita gente que tem filhos, avaliar melhor sobre o tema). É muito bem filmado e atuado, porém, não vai muito além disso, pra mim. E a forma como o filme foi editado, com muitos “fade outs”, não me agrada tanto. Mas vale assistir, sem dúvida.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Treinos com uso de inteligência artificial exigem atenção e acompanhamento profissional

Para a Cia Athletica, tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui o olhar humano na prevenção de lesões e na personalização segura dos exercícios

Campinas, 09 de Janeiro de 2026 - O avanço da inteligência artificial no universo fitness tem ampliado o acesso a programas de treino personalizados, mas também acende um alerta importante sobre segurança. Segundo Cacá Ferreira, Gerente Técnico Corporativo da Cia Athletica, o principal risco está na crença de que um treino gerado por IA é totalmente adaptado às necessidades individuais.

 

“Quando a pessoa confia cegamente nesse modelo, ela pode deixar de perceber sinais do próprio corpo. Cada organismo responde de forma diferente às cargas de treino, e a ausência de ajustes constantes e de monitoramento pode levar a sobrecargas e lesões”, explica.

 

Para Cacá, o papel do profissional de Educação Física continua sendo central na construção de um programa eficaz e seguro. Ele destaca três pilares fundamentais: o planejamento adequado dos exercícios, a correta prescrição e execução dos movimentos — com demonstração e correção — e o estímulo motivacional, ligado ao acolhimento e ao bem-estar emocional.

 

“A falta de um olhar técnico durante a execução, de uma orientação simples ou de uma progressão adequada pode, no médio e longo prazo, gerar lesões importantes. A seleção do exercício é relevante, mas a forma como ele é prescrito e executado é ainda mais determinante”, afirma.

 

Na visão da Cia Athletica, o futuro do treino está na combinação entre tecnologia e acompanhamento humano. Cacá compara essa relação à de um piloto e um copiloto: enquanto a IA analisa dados, aponta tendências e alerta riscos, o profissional interpreta essas informações e aplica o conhecimento na prática.

 

“Mesmo com bases de dados avançadas e protocolos científicos, ainda é indispensável o olhar humano para identificar falhas sutis de movimento e adaptar o treino à realidade de cada pessoa. A tecnologia potencializa, mas é o educador físico que garante segurança, didática e engajamento, especialmente em um país que ainda precisa desenvolver sua cultura de prática física”, conclui.

 

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Um girassol na janela, Ganymedes José e Filme: O sumiço de Kathie Durst

Dica de livro: Um girassol na janela, Ganymedes José

Uma menina que transforma em amor tudo que a cerca.Vivinha é a vida, Vivinha é a força, Vivinha é a alegria, e o seu girassol reflete essa satisfação de viver e sua fé no amor.Você vai vibrar, vai chorar, vai se emocionar quando Vivinha desmontar a sisudez de uma mansão e abrir as janelas para deixar entrar o vento da alegria e do amor!

Fonte: Amazon

Dica de filme: O sumiço de Kathie Durst

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Wuthering Heights (título no Brasil: “O Morro dos Ventos Uivantes”)

Wuthering Heights (título no Brasil: “O Morro dos Ventos Uivantes”)

Este livro já produziu outros filmes, mas eu nunca assisti a nenhum (e nem li o livro). Rs Conheço o clássico de nome, mas nem sabia exatamente do que se tratava. Como vi que este novo trazia Margot Robbie no elenco, e sou fã, fiquei bastante animado em assistir.

Durante uma visita a Liverpool, um agricultor abastado conhece Heathcliff (Jacob Elordi), um rapaz órfão e totalmente abandonado à sua sorte, e decide trazê-lo consigo para fazer parte da sua família. Nos campos isolados de Yorkshire, na Inglaterra, o rapaz acaba por criar um elo especial com Cathy (Margot Robbie), a filha mais nova do agricultor. Mas, com o passar dos anos, a relação inocente entre as duas crianças se transforma num amor obsessivo que acabará por conduzir toda a família à perdição.

Enredo interessante (pra alguém que desconhecia a história), excelentes atuações e uma fotografia bem bacana! Me lembrou, em alguns momentos, o “Marie Antoinette” da Sofia Coppola, pelo visual e pela trilha sonora. Só acho que podia ser um pouco mais ágil... demora um pouco pra desenrolar as coisas, mas nada que atrapalhe.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Hamnet (título no Brasil: “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”)

Hamnet (título no Brasil: “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”)

Vi que este filme estava com várias indicações a prêmios importantes (inclusive a atriz principal, ganhou o Globo de Ouro). Assisti ao trailer e me interessei bastante em assisti-lo.



O filme mostra a intimidade do drama humano, acompanhando um William Shakespeare (Paul Mescal) devastado pela morte de um filho, experiência que estaria na origem de Hamlet, uma das suas obras-primas. O argumento adapta o romance homônimo de Maggie O’Farrell.


Um filme bem teatral, até, no modo de filmar e em algumas cenas. Mas isso não o deixa monótono de forma alguma. Muito bem representado, por todos os atores, e o enredo é muito interessante, apesar de um pouco triste. Recomendo!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.


Pensar Demais e Ansiedade: quando a mente não descansa

Elisa Maria Pereira- Psicóloga

 

Em um mundo cada vez mais acelerado e repleto de cobranças, muitas pessoas convivem com uma sensação constante de inquietação mental. Pensamentos que se repetem, preocupações antecipadas, dificuldade para relaxar e a impressão de que a mente nunca desliga são sinais cada vez mais comuns na vida emocional contemporânea. Esse fenômeno, popularmente conhecido como “pensar demais”, está frequentemente associado à ansiedade.

Pensar é uma função natural e essencial para a tomada de decisões e resolução de problemas. No entanto, quando os pensamentos passam a ser repetitivos, intensos e difíceis de controlar, podem gerar sofrimento emocional e impactar diretamente a qualidade de vida.

Quando pensar deixa de ajudar e começa a prejudicar

O excesso de pensamentos geralmente surge como uma tentativa da mente de prever situações negativas e evitar frustrações ou dores emocionais. Muitas pessoas acreditam que, ao analisar todas as possibilidades, conseguirão manter o controle sobre o que pode acontecer. Porém, esse mecanismo pode produzir o efeito contrário.

A mente ansiosa costuma criar cenários hipotéticos, muitas vezes negativos, levando o indivíduo a antecipar problemas que ainda nem aconteceram. Esse processo gera desgaste emocional, aumenta a insegurança e pode dificultar a tomada de decisões simples do cotidiano.

A ansiedade e o medo do que ainda não aconteceu

Diferente do medo, que costuma estar relacionado a uma ameaça real e imediata, a ansiedade está ligada à antecipação do futuro. Pessoas ansiosas frequentemente vivem preocupadas com possibilidades, imaginando rejeições, fracassos ou perdas antes mesmo que exista um motivo concreto para isso.

Esse funcionamento mental pode provocar sensação constante de alerta, dificuldade para relaxar, alterações no sono, cansaço e até sintomas físicos, como tensão muscular, respiração acelerada e sensação de aperto no peito.

O impacto do pensar demais nos relacionamentos

O excesso de pensamentos também pode afetar os vínculos afetivos. Quem pensa demais costuma analisar detalhadamente atitudes, falas e comportamentos do outro, muitas vezes interpretando situações neutras como sinais de rejeição ou desinteresse.

Isso pode gerar insegurança, necessidade constante de confirmação emocional e dificuldade em confiar na estabilidade das relações. Com o tempo, esse padrão tende a provocar desgaste emocional tanto para quem vive o sofrimento quanto para quem está ao redor.

O corpo também sente a ansiedade

A ansiedade não se manifesta apenas na mente. O corpo costuma reagir intensamente aos estados emocionais. Tensão muscular, dores, alterações digestivas, sensação de falta de ar e fadiga são alguns dos sinais físicos que podem surgir quando a mente permanece em estado constante de preocupação.

Aprender a perceber esses sinais corporais pode ser um passo importante para reconhecer momentos de sobrecarga emocional e buscar estratégias de regulação.

Como lidar com o excesso de pensamentos

Embora não seja possível impedir completamente o surgimento de pensamentos, é possível aprender a lidar com eles de forma mais saudável. Desenvolver consciência emocional, questionar interpretações negativas automáticas e aprender a trazer a atenção para o momento presente são estratégias que ajudam a reduzir o impacto da ansiedade.

Atividades que promovem conexão com o corpo, como exercícios de respiração e práticas de relaxamento, também podem contribuir para diminuir a ativação emocional.

Outro ponto fundamental é compreender que nem tudo pode ser previsto ou controlado. Aceitar a incerteza faz parte do desenvolvimento emocional e pode reduzir a necessidade de manter a mente constantemente em alerta.

Quando procurar ajuda profissional

O pensar excessivo se torna um sinal de alerta quando começa a interferir no bem-estar, nos relacionamentos ou nas atividades diárias. A psicoterapia pode ajudar o indivíduo a compreender as causas emocionais desse padrão, desenvolver estratégias de regulação emocional e construir uma relação mais equilibrada com os próprios pensamentos.

Uma mente que pensa também pode aprender a descansar

Pensar demais não significa fraqueza ou incapacidade emocional. Muitas vezes, representa uma tentativa de proteção diante de experiências de insegurança ou medo. O cuidado com a saúde mental envolve aprender a reconhecer esses mecanismos e desenvolver recursos internos que permitam viver com mais tranquilidade e segurança emocional.

Em um cenário social que valoriza produtividade e controle, aprender a desacelerar a mente tornou-se não apenas um desafio, mas uma necessidade para preservar o equilíbrio emocional e a qualidade das relações humanas.

Autora:

Elisa Maria Pereira

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais

Especialista em Dinâmica emocional e relacional

@psicologa.elisapereira