Mantra da semana : "Eu sou" - Coluna Saúde mental por Magda Pinke

Esse mantra encapsula profundas ideias e princípios que refletem a interconexão entre o mundo espiritual e o mundo material, e a capacidade humana de transformar pensamentos e emoções em ações concretas.


No centro de tudo está a concepção da união entre o Espírito e a Matéria, simbolizando a fusão entre a dimensão espiritual e a realidade física. Ele reconhece que somos seres compostos tanto de um aspecto imaterial e intangível quanto de uma forma tangível e visível. Esta união sugere que nossas experiências e jornadas de vida não estão isoladas; em vez disso, estão interligadas e interdependentes, formando um todo coerente.

É importante lembrar que eu posso a cada amanhecer me lembrar do SIGNIFICADO daquilo que CRIO e PRODUZO neste mundo. A conexão do Céu com a Terra expressa a harmonia entre o transcendental e o terreno.

O Céu é frequentemente associado ao reino espiritual e à sabedoria superior, enquanto a Terra representa o plano físico e as experiências mundanas. Unir esses dois extremos sugere a busca de equilíbrio e integração, não apenas entre dimensões opostas, mas também dentro de nós mesmos.


A parte final do mantra enfatiza a manifestação da Imaginação e do Amor do Todo. A Imaginação representa nossa capacidade criativa, nossa habilidade de conceber novas ideias e possibilidades. O Amor do Todo sugere a energia universal do amor que permeia todas as coisas.

Quando esses dois aspectos são somados e emanados, indicam a transformação de pensamentos e sentimentos em ações tangíveis e reais.
Eu amo e agradeço tudo que o planeta me oferece e coloco todo meu potencial criativo e toda essencia do meu coração para contribuir na equação Planetária enquanto aqui eu estiver.


O “poder da Ação” é destacado como a etapa final e crucial deste mantra. Isso reconhece que, embora a reflexão, a visualização e o amor sejam importantes, eles só atingem seu potencial máximo quando convertidos em ações concretas.

É um chamado à manifestação ativa de nossos pensamentos e sentimentos no mundo material, para criar mudanças positivas e contribuir para o crescimento pessoal e coletivo.


Que assim seja!!!

Magda Pinke

Coluna Saúde Mental

Formada em Ed. Física(UNESP) Quiropraxista, Terapeuta Quântica. Especializada em técnicas de manipulação de energia vibracional (radiestesista) E tem ajudado seus clientes a transformarem suas vidas através do exercício físico e bem-estar holístico.


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Moby Dick e Filme: A farsa : O sequestro de Shari Papini (Now)

Dica de livro: Moby Dick de Herman Melville

Um dos maiores romances da literatura mundial, Moby Dick chega em Antofágica em uma edição de luxo com mais de 160 ilustrações de Letícia Lopes e tradução inédita de Rogerio Galindo. Narrado pelo tripulante Ismael, este livro conta a história do capitão Ahab, um misterioso e vingativo marujo que tem uma missão pessoal para a qual está disposto a arrastar toda a população de seu navio: capturar Moby Dick. Tomado por esta ideia fixa, Ahab vai à caça da lendária baleia que devorou sua perna e que, embora cravejada de arpões, segue nadando em liberdade e intimidando até os marinheiros mais bravos. Tão grandioso e inacreditável quanto a missão de Ahab, este romance é um marco da literatura, com sua ousada mistura de estilos, como o teatro, o ensaio e a aventura. Publicado pela primeira vez em 1851, a obra-prima de Herman Melville tornou-se uma das mais importantes de seu país e do mundo, reverenciada e reverberando na cultura pop até os dias de hoje.

Fonte: Amazon

Dica de filme: A farsa : O sequestro de Shari Papini (Disponível no Now)


Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicologa formada há alguns anos.. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicologa voluntária . Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com



Laerte Martins, um legado para a ACIC e para Campinas

"Saber não é suficiente; nós devemos aplicar. Disposição não é suficiente; nós devemos fazer." A frase de autoria do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe se aplica ao meu estimado amigo Laerte Martins, falecido no último dia 30 de julho.

Hoje, em nome da diretoria e dos colaboradores da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), utilizo este texto para homenageá-lo e expressar minha gratidão por seu legado inestimável, construído nos últimos 28 anos à frente do departamento de economia da entidade.

A profícua relação de Laerte com a Associação teve início em 1995. Ele já estava aposentado, após uma bem-sucedida carreira profissional no Brasil e no exterior, nos setores público e privado, quando foi convidado para comandar o departamento de economia da associação, na gestão do então presidente Abdo Set El Banate e do vice-presidente Guilherme Campos Júnior.

A partir daí, empenhou-se na arte de produzir relatórios que refletiam o panorama econômico dos setores representados pela ACIC. Seus estudos nortearam as ações da entidade, em uma época em que não se cogitava a hipótese de que os dados viriam a ser o “novo petróleo”, fortalecendo-a como referência em economia para Campinas e, posteriormente, para a RMC.

Ainda na década de 1990, Laerte deu início à série histórica das avaliações mensais do comércio de Campinas e eu já acompanhava o trabalho dele, mas foi a partir de 2001, ao ingressar na diretoria adjunta da Associação, que tive o privilégio de coparticipar da sua atuação.

Tínhamos muito em comum, como a luta pelo livre comércio e o empreendedorismo e também o fato de não sermos campineiros natos, mas termos escolhido a cidade para fixar residência.

Laerte nasceu em Urupês (SP) e ainda jovem veio para Campinas para estudar. Aqui, casou-se com uma campineira, Selma, com quem teve duas filhas, Daniela e Elaine. E foi para cá que ele retornou após aposentar-se.

Na ACIC, somou quase três décadas de avaliações sobre tendências, expectativas e transformações, ocorridas nos âmbitos municipal e regional. Assim sendo, limito-me a destacar apenas alguns episódios que ilustram o seu legado.

Laerte consultava índices da Boa Vista-SCPC, da Junta Comercial do Estado de São Paulo, do IBGE, da Prefeitura de Campinas e outros e preparava as suas avaliações à mão, utilizando uma lapiseira e com auxílio da inseparável calculadora.

Posteriormente, o material era digitado e as tabelas eram formatadas pelo seu "braço direito", Marcia Farah (assistente administrativa pleno na ACIC).

Se solicitado acerca do volume de pessoas em circulação no Centro da cidade, por exemplo, ele cruzava dados até chegar a um total. Eu, então, àquela altura já com certo grau de intimidade, perguntava se ele havia ficado na Rua Treze de Maio com um contador e ríamos imaginando a cena.

 

Às vezes, ele projetava um crescimento demasiadamente alto nas vendas do comércio e eu brincava que ele era otimista demais. Outras vezes, quando os números não eram muito bons, eu dizia para ele não nos contar e nos passar apenas os que sinalizavam vendas positivas.

Quando Campinas foi anunciada a sede de sua Região Metropolitana (RMC), em 2000, Laerte foi requisitado para avaliar o impacto da mudança para o comércio e os serviços locais.

Vinte anos depois, Campinas se tornou a única metrópole que não é capital estadual e Laerte foi novamente solicitado pela imprensa para emitir uma avaliação atualizada do cenário econômico do município.

A fim de reconhecer os seus méritos na atividade empresarial, como economista, em 2016, nós o convidamos a fazer parte do Conselho Consultivo da ACIC, na gestão que se iniciava. À época, eu já havia presidido a associação por dois mandatos e estava, então, na vice-presidência, tendo Guilherme Campos Júnior como presidente.

Laerte foi homenageado, ainda, com o "Diploma de Honra ao Mérito", concedido pela Câmara Municipal de Campinas, em 2012, e a “Medalha Ministro Celso Furtado”, outorgada pelo Conselho Regional de Economia.

“Seo” Laerte, como era popularmente chamado, será eternamente reconhecido como um valioso patrimônio humano da Associação Comercial e Industrial de Campinas. E, indubitavelmente, como um dos filhos mais devotados à cidade que ele escolheu como seu lar: Campinas.

Adriana Flosi é Presidente da ACIC - Associação Comercial e Industrial de Campinas e

Secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinaspresidente da Acic e secretária de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Campinas.

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The Last Voyage of the Demeter (título no Brasil: “Drácula: A Última Viagem do Deméter”)

Mais um filme da saga “não tinha estreia mais interessante pra ver, então vamos ver este...”.

Mas olhei o IMDb e a nota era boa. E conhecia um dos atores principais, então, fui com alguma esperança de não ser de todo ruim.

O navio Deméter foi fretado para transportar caixotes de madeira com conteúdo não identificado, durante a longa travessia entre a Roménia e Inglaterra.

Nessa viagem, a tripulação percebe a existência de algo macabro que ataca todas as noites, causando a morte ou o desaparecimento de tripulantes. Segundo as lendas, tudo se deve a Drácula, uma terrível entidade maligna sedenta por sangue humano, originária da Transilvânia.

Ao longo do tempo as coisas vão se complicando e quando Deméter chega finalmente ao seu destino, nada mais é do que um navio-fantasma.

Baseado em um capítulo do livro de Bram Stoker, mas o enredo achei bem fraco. Alguns diálogos me deixaram com vergonha alheia. Recheado de clichês e bastante previsível. É bem feito, bem filmado e com bons efeitos visuais, mas só. Daqueles filmes que, no máximo, se passar na TV num dia sem absolutamente nada para fazer, assistir enquanto cochila no sofá.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em DVD. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Restaurantes da RMC estão otimistas com o Dia dos Pais, no final de semana

Segundo uma pesquisa realizada pela Score Rental sobre gastos do consumidor para o Dia dos Pais, o item alimentos e bebidas aparece como a quarta opção, com 14% das respostas sobre as intenções de presentes dos filhos. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC) os restaurantes projetam um domingo movimentado, com uma expectativa de até 15% no movimento nas casas, principalmente na hora do almoço, na comparação com o mesmo período do ano passado. Uma pesquisa realizada pela entidade aponta que 83% dos estabelecimentos da Região esperam aumento das vendas.

 

É o caso da Rede Vitória Hotéis, que administra cinco restaurantes de diversos estilos gastronômicos na região - Bellini Ristorante e Kindai (Campinas), Vitorino (Paulínia) e Vick (Indaiatuba) – projeta um crescimento de até 15% no movimento do próximo domingo. “O Dia dos Pais não é uma data tão forte como o Dia das Mães, mas sempre movimenta as nossas casas e já estamos com um movimento bom de reservas”, conta Rodrigo Porto, diretor de Alimento e Bebidas da Rede.

 

Camila Coratti, gerente geral do Banana Café Campinas, localizado no bairro do Cambuí, também está otimista com a data comemorativa. “Nossa projeção é de um movimento 14% superior ao de 2022”, conta. “Neste ano vamos trabalhar com nosso cardápio tradicional no domingo”, conta.

 

No Floresta Cultura, localizado dentro do Clube Cultura Artística, a aposta para levar mais clientes é um cardápio especial, com uma Costelada e opções de grelhados. “Além disso, vamos oferecer música ao vivo para nossos clientes”, afirma o proprietário Edward Bilton. “Apesar de estamos dentro de um clube, o acesso para o restaurante é aberto para não sócios, o que ajuda bastante em nossa projeção de um dia movimentado”.

 

Fernanda Barreira, gerente de Marketing do Vila Paraíso Restaurante e da Padoca do Vila também está otimista com a data. “Nossa projeção é de um crescimento de até 15% sobre o movimento do ano passado no Restaurante”, diz. “Também sentimos um movimento interessante na Padoca do Vila, com encomendas de cestas de café da manhã, um produto que foge do tradicional”, completa.

Restaurantes promovem ações gratuitas em homenagem ao Dia dos Pais

Seja pela ótima comida, ambiente aconhegante ou reunir amigos e família, o almoço do Dia dos Pais pode se transformar em uma experiência de celebração. Com esta proposta, os restaurantes não só se organizam para atender uma movimentação significativa do dia 13 de agosto, como também promovem ações e atividades para tornar a data ainda mais especial.

No MTN BBQ, o Dia dos Pais é um bom pretexto para experimentar pratos especiais que atravessaram fronteiras e conquistaram o paladar do campineiro.

“Para uma data tão especial, como é o Dia dos Pais, nós agregamos ao cardápio consagrado pelo público algumas ações para transformar o almoço em uma experiência de comemoração”, destaca Eveline Godoi, gerente de Marketing do MTN.

Os desenhos do @paulobrancoarte, que têm como artista oficial Paulo Sergio Jardim Branco, são um presente da casa para os frequentadores do MTN BBQ Grill no dia 13 de agosto. As caricaturas feitas durante o almoço no restaurante, ressalta a gerente de Marketing, podem ser levadas para casa, como uma recordação de um momento especial.

A cultura do churrasco está presente em cada detalhe no MTN. No fogo de chão, o costelão gaúcho é assado por 12 horas na lenha e no carvão. O festival de sabores nacionais se completa com picanha Angus, costela premium suíno duroc, corte que inclui lombo e três ripas da costela de porco, e fraldinha premium.

No smoker MTN, são preparados o tradicional brisket americano e a costela suína barbecue. O beef ribs, outra especialidade vinda da América do Norte, é defumada na lenha de laranjeira para adquirir sabor e aroma inigualáveis.

Entre as especialidades argentinas, destaque para o tradicional bife ancho angus, o bife de lomo, filé mignon temperado apenas com sal grosso, e o vácio, corte argentino levemente apimentado e com sabor de especiarias. Na seleção de cortes uruguaios não faltam o carré de cordeiro, o bife de chorizo, o bife de cuadril e a morcilla, o tradicional chorizo artesanal

 

Especial Agosto Dourado - Hora dourada e amamentação - Coluna Pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

Estamos no agosto dourado e hoje vou falar sobre a Hora de ouro ou Hora Dourada ou ainda Golden Hour ; ela pode ser definida como a primeira hora pós parto, ou seja, os primeiros sessenta minutos de vida de um bebê fora do útero.

Estudos apontam a importância desse período da mãe com o filho para o bem-estar de ambos, e a Organização Mundial de Saúde recomenda que a amamentação seja iniciada nessa primeira hora de vida, pois se associa a maior duração da amamentação, melhor interação mãe-bebê e menor risco de hemorragia materna.

A atual recomendação em todo o mundo, é que a primeira mamada do bebê se dê na primeira hora de vida , ou seja, que o recém-nascido seja estimulado a mamar o mais cedo possível, preferencialmente logo após o parto.

Se mãe e bebê estiverem em boas condições, o contato pele a pele e a amamentação logo após o nascimento poderão ser realizados, seja o parto normal ou cesariana; pesquisas mostram que isso reduz os riscos de mortalidade e proporciona anticorpos para que o bebê enfrente os dias iniciais de sua vida.

Além disso a sucção da criança faz a mãe produzir e liberar a ocitocina, um hormônio que ajuda na contração do útero, fazendo com que a mãe perca menos sangue após o parto e, consequentemente, tenha menor risco de desenvolver anemia. Se o bebê sugar antes de a placenta sair, a ocitocina liberada pela amamentação pode acelerar a expulsão da placenta. A amamentação logo após o parto é importante também para o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê, além de ajudar na “descida do leite”.

Vale aqui lembrar vocês que nem todo o recém-nascido está pronto para sugar imediatamente após o parto, mas ele deve ser sim colocado em contato direto pele a pele no abdômen/tórax da mãe, se ambos estiverem em boas condições e se esse for o desejo da mulher. Hoje sabemos que o contato pele a pele logo após o parto faz o recém-nascido se adaptar mais rapidamente à vida fora do útero, promove o vínculo mãe-bebê e é bom para o estabelecimento da amamentação; além disso esse contato íntimo entre mãe e filho faz com que a mãe passe para o bebê os micróbios de sua pele, que vão protegê-lo contra infecções.

Esse contato pele a pele e a primeira mamada devem acontecer na  primeira hora de vida : a chamada “hora de ouro”, pois a mãe e o bebê costumam ficar acordados, alertas, sendo uma excelente oportunidade para interagirem. Após a primeira hora do parto, mãe e bebê podem ficar sonolentos e dormirem

Dados : Sociedade Brasileira de Pediatria

Dra. Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com

 

LBV intensifica seu programa gratuito que ajuda mulheres no rompimento dos ciclos de violência

Mulher — Direitos e Ação

Há 40 anos, a cearense Maria da Penha Fernandes foi vítima da violência doméstica. Com muita força e coragem na luta por seus direitos, ela mudou o próprio destino e, com seu exemplo, o de milhares de outras mulheres, amparadas pela lei que leva seu nome. Infelizmente, a cada duas horas uma mulher perde sua vida no país, segundo a Pesquisa Atlas da Violência 2022 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Embora tenhamos avanços no enfrentamento, os dados que vêm sendo divulgados ano a ano são alarmantes.

 

Hoje, a Lei 11.340/06 é referência internacional no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Sancionada em 7 de agosto, a data é um marco na luta pelos direitos femininos e uma grande conquista para brasileiras. “O movimento de mulheres já estava muito atuante na minha cidade [naquela época], a gente só tem o conhecimento quando se está inserido no contexto. Então, quero dizer que foi muito o que se venceu, nós avançamos, muito, muito mesmo! Mas isso foi muito devagar”, comentou Maria da Penha em entrevista à reportagem da Boa Vontade TV (www.boavontade.com/tv).

 

Entender para recomeçar

Saber dos seus direitos é um ponto crucial nessa luta também. Dona Maria, 72 anos, atendida pela LBV, foi casada por anos e também sofreu silenciosamente em seu lar enquanto zelava por seus três filhos, na época infelizmente não existia uma lei para ajudá-la e muito menos sabia o que estava acontecendo. “Quando vim pra cá [São Paulo/SP] meu marido me batia muito. Depois ele foi embora e não deixou nada, tive que comer do lixão porque ele não me deixava trabalhar. O único jeito que tive foi catar as coisas até o emprego aparecer”, relata a idosa.

 

Mais conscientizada

Atualmente, dona Maria participa do “Vida Plena”, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos que contribui para o envelhecimento saudável e para a garantia dos direitos das pessoas na Terceira Idade. Segundo Joslaine Santos, assistente social do Centro Comunitário da Legião da Boa Vontade (LBV) em São Paulo/SP: “em cada oficina dona Maria foi se abrindo sempre bem-humorada, aprendeu a identificar seus direitos na LBV”, o que a ajudou a entender e ressignificar sua história.

 

Direitos e ação

Imagine quantas mulheres tiveram histórias semelhantes e não sabiam a quem recorrer para pedir apoio. É nesse sentido que a Legião da Boa Vontade promove sua Campanha: Mulher — Direitos e Ação, em favor do empoderamento feminino. Um exemplo é o Programa “Ser Mulher”, iniciativa que oferece atendimento psicológico on-line e 100% gratuito a meninas (a partir dos 12 anos) e mulheres de todo o Brasil, com o intuito de apoiá-las no enfrentamento e no rompimento dos ciclos de violência. Para participar basta entrar em contato pelo tel. (11) 99996-6557 por WhatsApp ou ligação. Saiba mais sobre o programa Ser Mulher acessando www.lbv.org/programa-ser-mulher.