Comparação e sofrimento emocional: um olhar da Terapia do Esquema

Por Elisa Maria Pereira | Instagram: @psi.elisape

A comparação é uma experiência comum, mas pode se tornar fonte de sofrimento quando passa a definir a forma como a pessoa enxerga a si mesma. Em um contexto de constante exposição à vida do outro, é frequente surgirem pensamentos de insuficiência, atraso e inadequação.

Pela perspectiva da Terapia do Esquema, esses pensamentos não são aleatórios. Eles estão ligados a esquemas iniciais desadaptativos, formados ao longo da vida, especialmente quando necessidades emocionais básicas não foram plenamente atendidas.

Entre os esquemas mais associados à comparação, destacam-se:

Defectividade/Vergonha, que gera a sensação de não ser suficiente;

Padrões Inflexíveis, marcados por alta exigência e autocrítica;

e Privação Emocional, relacionada à percepção de que o outro recebe mais do que si próprio.

Quando ativados, esses esquemas fazem com que a comparação reforce crenças negativas já existentes. Além disso, costuma ocorrer de forma injusta: compara-se o próprio processo com o resultado do outro, ignorando contextos, histórias e dificuldades.

O caminho de mudança não está apenas em evitar a comparação, mas em compreender suas origens e desenvolver novas formas de lidar com ela. Isso envolve reconhecer gatilhos, questionar pensamentos automáticos e cultivar uma postura mais acolhedora consigo mesmo.

Nesse processo, a Terapia do Esquema propõe o fortalecimento do Adulto Saudável, capaz de trazer equilíbrio emocional e uma visão mais realista.

A comparação perde força quando a pessoa se reconecta com sua própria trajetória.

Mais do que se medir pelo outro, trata-se de construir uma relação mais justa e consciente consigo mesmo.

Elisa Maria Pereira

Coluna Psicologia

Psicóloga , Palestrante e Mentora de Casais Especialista em Dinâmica emocional e relacional @psicologa.elisapereira

Turismo de experiências: a nova forma de viajar  - Coluna Milhas e viagens por Rejane Rodrigues

Por Rejane Rodrigues

Algo mudou na forma como as pessoas pensam suas viagens. A lógica de escolher um destino bonito e voltar com fotos já não satisfaz como no passado. Um número crescente de viajantes quer uma experiência que deixe uma marca real em suas vidas. O turismo de experiência é uma das tendências mais sólidas do setor, presente em todos os perfis de viajantes e em todos os continentes.

O mercado responde com cases concretos. O Alpina Gstaad, nos Alpes suíços, combina tecnologia de ponta com filosofias orientais em programas de restauração da saúde. A Six Senses abriu em Milão um retiro urbano voltado a quem quer integrar bem-estar à própria rotina de viagens de trabalho. E no Brasil, o Kurotel, spa médico de luxo em Gramado, conquistou pelo nono ano consecutivo o título de Melhor Retiro de Bem-Estar do Brasil — integrando medicina, nutrição e terapias holísticas em programas que atraem visitantes do mundo inteiro. Outros exemplos de turismo de experiência são as viagens gastronômicas, culturais, ecológicas — trilhas, expedições, flutuação, observação de fauna e flora — e de hospedagem em locais inusitados, como hotéis de gelo ou ecolodges. 

Antes de reservar a próxima viagem, vale uma reflexão: o que eu busco com essa viagem? Não o que eu quero ver — mas o que eu quero sentir, aprender ou vivenciar. Quem começa o planejamento com essa pergunta tende a fazer escolhas muito mais ricas — e a voltar da viagem com algo que nenhuma foto consegue capturar.

Rejane Rodrigues

Milhas e viagens

Gestora de Milhas e Viagens e CEO da R2AMiles. Mais informações em www.rejanerodrigues.com.br, @rejanerodrigues.v e @r2amiles.


Dicas de livros e Filmes por Luciana Andrade - Livro: um coração azul infinito, Rodolfo Hipólito e Filme: 1917

Dica de livro: um coração azul infinito, Rodolfo Hipólito

Pois se sou míope
e só enxergo o que me cabe
nas mãos
pelo que toco
e aproximo,
e que de novo
assumo
me faltam os horizontes
sem embaçamento
até das grandes verdades
ás vezes só chego
na intuição

Fonte: https://editoraurutau.com/titulo/um-coracao-azul-infinito

Dica de filme: 1917

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

 

Casa de Jesus realiza o tradicional Brechó das Mães entre os dias 7 e 9 de maio

Toda a renda obtida no evento será revertida para a manutenção das obras assistenciais da instituição, que atua há cinco décadas em Campinas

A nova edição do Brechó das Mães, realizado há 19 anos por voluntários da instituição espírita Casa de Jesus - Os Seareiros, de Campinas (SP), será entre os dias 7 e 9 de maio (quinta-feira a sábado), das 9h às 16h30, na sede da entidade, localizada à rua João Alves dos Santos, 860, no Jardim das Paineiras. Toda a renda obtida no tradicional evento será revertida para a manutenção das obras assistenciais da instituição, que atua há cinco décadas no município.

No brechó beneficente, os consumidores encontrarão uma grande variedade em moda feminina, masculina e infantil, acessórios, itens de decoração, móveis, utensílios de cozinha, eletroeletrônicos e muito mais. “Além de adquirir itens de primeira qualidade a preços acessíveis, esta é uma excelente oportunidade de colaborar com nossas ações sociais, como a entrega de cestas básicas mensais a cerca de 150 famílias em situação de vulnerabilidade social de Campinas”, diz Suly Almeida Coimbra, coordenadora do evento.

Segundo ela, a instituição é muito grata a todos que doam seus itens em bom estado à Casa de Jesus – Os Seareiros e, com isso, permitem aos voluntários organizarem este evento, que antecede o Dia das Mães. Há vários pontos de coleta espalhados pela sede, nas quais podem ser depositadas as doações, que depois passam por uma triagem antes de serem precificadas e colocadas à venda nos três brechós realizados por ano pela instituição. Além do Brechó das Mães, em maio, há o Outlet do Brechó, em julho, e o Brechó Sylvia Paschoal – em homenagem a uma das fundadoras da instituição –, em dezembro. Outra parte das doações é destinada ao Bazar Casa de Jesus, localizado no Jardim do Lago, em Campinas, onde os preços são ainda mais especiais para atender à população daquela região.

Sobre a Casa de Jesus – Os Seareiros

A Casa de Jesus - Os Seareiros é uma instituição espírita fundada por um grupo de voluntários em Campinas (SP) na década de 1970, composta por núcleos para atuar nas searas espiritual e social. São eles:

- Casa de Jesus (sede da instituição no Jardim das Paineiras, onde são realizados atendimentos mediúnicos, passes magnéticos e de cura, orientação aos visitantes, palestras e cursos sobre a doutrina espírita, além de eventos para arrecadação de recursos financeiros);

- Núcleo Mãe Maria (localizado na Vila Brandina, realiza atendimento material às famílias cadastradas de Campinas, com atendimento médico, odontológico, psicológico, fisioterapêutico e assistência social por meio de profissionais voluntários; atua ainda com oficinas culturais, atividades esportivas e escolares complementares a crianças e adolescentes durante o contra período escolar, além de cursos de capacitação para jovens dessa região, também por meio de voluntários);

- Unidade General Carneiro (localizada na Vila João Jorge, realiza o atendimento a famílias do município cadastradas e que se encontram em situação de vulnerabilidade social, as quais recebem cestas básicas uma vez ao mês; oferece atendimento jurídico às famílias, entrega de enxovais de bebês para gestantes cadastradas, com acompanhamento do pré-natal; e ainda dispõe de tratamento fluídico para animais de estimação aos sábados – exceto feriados e o último sábado do mês, dedicado ao tratamento à distância);

- Bazar Casa de Jesus (à Avenida das Amoreiras, 3.735, no Jardim do Lago, comercializa a preços acessíveis os itens doados em bom estado aos Os Seareiros, como móveis e eletroeletrônicos, resultando em uma importante fonte de receita para a manutenção dos projetos sociais da instituição). 

Mais informações no site oficial https://casadejesus.seareiros.org.br/ e nas seguintes redes sociais:

https://www.facebook.com/seareiros.casadejesus/

https://www.instagram.com/osseareiros_oficial/

https://www.youtube.com/c/OsSeareiros-CasadeJesus

 

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Michael

Michael

Bom, quem me lê sabe o quanto eu sou viciado em biografias e filmes com fatos reais. Ainda mais se são eventos mais recentes ou pessoas famosas que eu conheço. Então, ao ver que havia sido lançado este filme, estava realmente muito a fim de assistir, mesmo não sendo fã do cantor, mas não existe uma pessoa no mundo que não conheça algo ou saiba da história e músicas dele.


O filme acompanha o percurso artístico e pessoal do artista Michael Jackson (Jaafar Jackson, sobrinho do cantor), atravessando o contexto familiar que o fez entrar na indústria musical com apenas cinco anos de idade, a ascensão meteórica ao lado dos The Jackson 5 e o seu esforço de continuar numa carreira a solo, sempre marcada por um excesso de exposição mediática.

Na década de 1980, se afirmou como artista a solo com álbuns como "Thriller", "Bad" e "Off the Wall", que vieram definir novos padrões da indústria musical e do espetáculo ao vivo ao fundir pop, soul, funk e R&B.

Entre o amor aos palcos e a pressão da fama, este drama biográfico mostra as contradições de uma vida em que o sucesso global entra em choque com a dimensão mais reservada e pessoal do cantor.

O filme é muito bom! Mesmo! Extraordinariamente bem feito, bem atuado... impressionante o quanto os atores que fizeram os papeis de Michael, quando criança e mais adulto, mandaram bem nas danças e trejeitos (apesar do ator mais velho ser mesmo sobrinho na vida real, a voz dele, ao falar, é inacreditavelmente igual). Só senti um pouco falta de um final melhor (pois termina no “meio” da carreira dele, meados dos anos 1980 e não vai até o seu falecimento), e algumas cenas de shows/músicas longas demais, mas LONGE de estragar qualquer coisa! Vale cada minuto!


Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

O excesso de “tenho que”: como a sobrecarga afasta você de si mesma - Coluna Bem-estar por Renata Travaglini Gonçalves

Existe uma frase que, silenciosamente, guia a rotina de muitas mulheres: “eu tenho que”. Tenho que dar conta, tenho que resolver, tenho que estar disponível, tenho que ser forte, produtiva, presente, equilibrada. Uma sequência quase automática de exigências que, com o tempo, deixa de ser questionada — e passa a ser vivida como única forma possível de existir.

O problema não está nas responsabilidades em si, mas na forma como elas são sustentadas. Quando o “tenho que” se torna constante, ele ocupa todos os espaços. E, pouco a pouco, o que você sente, precisa ou deseja vai ficando em segundo plano. Surge a culpa ao desacelerar, a dificuldade em dizer não, a sensação de que nunca é suficiente — como se houvesse sempre algo a mais a ser feito.

Esse excesso de cobrança não vem apenas de fora. Ele é, muitas vezes, internalizado ao longo da vida, reforçado por padrões, expectativas e papéis que foram sendo assumidos, especialmente no feminino. E é nesse acúmulo que a desconexão acontece. Porque, quando tudo é prioridade, você deixa de ser.

O corpo sente. A mente se sobrecarrega. A energia se fragmenta. E aquilo que antes era movimento natural da vida passa a ser esforço constante. Sair desse ciclo não significa abandonar responsabilidades, mas questionar a forma como você se relaciona com elas. Nem todo “tenho que” é, de fato, uma necessidade real — muitos são padrões que podem ser revistos.

Retomar o próprio eixo começa quando você abre espaço para se escutar de verdade. Quando troca, ainda que aos poucos, o “tenho que” pelo “eu escolho”, pelo “isso faz sentido para mim”, pelo respeito aos próprios limites. É nesse movimento que a vida deixa de ser apenas uma lista de obrigações — e volta a ser um espaço de presença, consciência e autenticidade.

Renata Travaglini Gonçalves

Coluna Bem-estar

Médica veterinária formada pela USP/SP e terapeuta holística, com atuação voltada ao bem-estar integral e à reconexão do ser humano consigo mesmo. É idealizadora e sócia proprietária do TAO Espaço Holístico & Café, um espaço que integra saúde, consciência e experiências que convidam a sair do automático e cultivar presença, equilíbrio e qualidade de vida. 

Seu trabalho parte do entendimento de que corpo, mente, emoções e energia são dimensões inseparáveis, que se expressam na forma como vivemos, nos relacionamos e buscamos equilíbrio — incluindo um olhar sistêmico que abrange também os animais e as dinâmicas da família multiespécie como parte desse mesmo campo de inter-relações.

Instagram: @renata.travaglini

Telefone: 11 98154-6401


Ambiente, comportamento e desgaste: quando o espaço trabalha contra você - Coluna Geobiologia por Thais Ayres

Existe uma tendência forte de tratar comportamento, produtividade e estado emocional como fenômenos exclusivamente internos. Falta de foco vira problema de disciplina. Irritabilidade vira traço de personalidade. Cansaço vira consequência de rotina intensa. Essa leitura ignora um fator básico: o ambiente molda resposta biológica.

Geobiologia entra exatamente nesse ponto. Ela observa como características do terreno e do espaço influenciam o sistema nervoso humano. Não se trata de percepção subjetiva apenas. O corpo reage constantemente ao entorno, ajustando níveis de alerta, relaxamento e energia de acordo com estímulos ambientais.

Quando esse ambiente contém zonas de tensão geofísica — como água subterrânea ativa, falhas no solo ou interferências acumuladas — o organismo pode permanecer em estado de ativação crônica de baixo nível. Não é um estresse evidente. É contínuo.

Esse tipo de ativação gera efeitos cumulativos: dificuldade de manter foco por longos períodos, sensação de inquietação sem causa clara, redução da qualidade do sono, recuperação incompleta após descanso. Com o tempo, isso afeta desempenho profissional, relações pessoais e percepção de bem-estar.

O mais problemático é que a pessoa raramente associa esses efeitos ao espaço. A tendência é internalizar: “estou improdutivo”, “estou cansado”, “não estou rendendo”. A solução buscada também é interna: mais esforço, mais controle, mais tentativa de ajuste comportamental.

Enquanto isso, o ambiente permanece constante.

A repetição diária em um mesmo ponto potencializa o efeito. Um escritório montado sobre uma zona de interferência, por exemplo, pode impactar diretamente a capacidade de concentração. Um quarto localizado em área de tensão pode comprometer o sono de forma persistente. A pessoa não percebe a causa, mas sente o resultado.

Esse cenário gera um ciclo: queda de desempenho → aumento de esforço → mais desgaste → menor recuperação → nova queda de desempenho.

Sem intervenção no ambiente, o ciclo se mantém.

Geobiologia propõe uma abordagem direta: avaliar o espaço antes de assumir que o problema está no indivíduo. Isso não elimina a responsabilidade pessoal, mas amplia a análise. Em vez de perguntar apenas “o que está errado comigo?”, a pergunta passa a incluir “onde eu estou e o que esse lugar está gerando?”.

Relatos empíricos mostram que mudanças simples de posição — cama, mesa, local de permanência — podem gerar melhora perceptível em poucos dias. Não é transformação radical, mas ajuste de base. O organismo passa a operar sem o mesmo nível de interferência constante.

Isso expõe um ponto incômodo: parte do desgaste que as pessoas consideram “normal” pode ser evitável.

Ambientes não são neutros. Eles influenciam ritmo biológico, resposta ao estresse e capacidade de recuperação. Tratar espaço como pano de fundo é um erro de leitura.

Geobiologia não substitui psicologia, medicina ou hábitos saudáveis. Mas revela uma camada anterior a tudo isso: o campo onde a vida acontece.

E enquanto essa camada for ignorada, muita gente vai continuar tentando resolver dentro de si aquilo que, na prática, começa fora

Thais Ayres

Coluna Geobiologia

Formada em Arquitetura, mas me dediquei maisao Paisagismo e Hortas Naturais. Especialista em Medicina do Habitat voltada à Geobiologia, Radiestesia Terapêutica e em Decoração do Bem-Estar. Avalia, e faz intervenções necessárias em ambientes residenciais e empresariais, além de terrenos. Contato: @thais.ayres_geodecor e Whatsapp: (11) 99635-096


Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Um estudo em vermelho: edição bolso de luxo e Filme: Antebellum, Looke

Dica de livro: Um estudo em vermelho: edição bolso de luxo

Publicado originalmente em 1887, Um estudo em vermelho chegou a ser considerado uma espécie de "livro do Gênesis" para os casos de Sherlock Holmes, pois marca não só a primeira aparição pública do detetive mais popular da literatura universal como o primeiro encontro entre Holmes e Watson. Ao buscar conhecer melhor seu novo amigo, em pouco tempo Watson vê-se envolvido numa história sinistra de vingança e assassinato...
Essa edição traz texto integral e cerca de 30 ilustrações originais. A versão impressa apresenta capa dura e acabamento de luxo.

Fonte Amazon

Dica de filme: Antebellum, Looke

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com