Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: o coração é um caçador solitário, Carson McCullers e Filme: Amor de mãe, Primevideo

Dica de livro: o coração é um caçador solitário, Carson McCullers

Obra de estreia de Carson McCullers, O coração é um caçador solitário (1940) é um mosaico de personagens que pulsam profunda humanidade em seus desajustes. O romance causou impacto imediato na crítica ao reconstruir a vida de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos às vésperas da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

A figura central é um trabalhador surdo, John Singer, com quem os outros personagens estabelecem conexões afetivas. Em torno de Singer gravitam Mick, uma adolescente andrógena, apaixonada por música; um médico negro, Benedict Copeland, bravo defensor da justiça para seu povo; Biff Brannon, dono de um café onde se reúnem as pessoas da vizinhança; e um frequentador beberrão, Jake Blount, revoltado com as injustiças do mundo.

Na rede sutil tecida por McCullers encontramos o retrato do Sul marcado pelo racismo, em paralelo às notícias das atrocidades cometidas pelo nazismo. O escritor negro do Mississippi Richard Wright observou que McCullers foi quem criou pela primeira vez, entre os escritores brancos, personagens negros com profundidade.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Amor de mãe, Primevideo

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: The End of Oak Street (título no Brasil: “O Fim da Rua”)

The End of Oak Street (título no Brasil: “O Fim da Rua”)

Vi o trailer deste filme algumas vezes, e fiquei entre o curioso e o achando que seria uma porcaria rs Como ganhei um ingresso do cinema, resolvi arriscar e ir ver (pois, também, não tinha mais nenhuma estreia interessante).

De um momento para o outro, um fenômeno inexplicável transporta uma rua inteira para um lugar e um tempo onde tudo parece diferente. Separada do que lhe era familiar, sem conseguir sair da rua onde se encontra, a família Platt se vê obrigada a enfrentar perigosas criaturas pré-históricas. Decididos a sobreviver a qualquer custo, eles terão que enfrentar perigos constantes e se adaptar a uma nova e imprevisível realidade.

Dentro das espectativas do que o filme se trata, até que achei bom. Bem dinâmico, bem feito e com um enredo interessante. Acho que vale a diversão! Filme pipoca!

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em streaming. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.





Região de Campinas reúne mais de 451 mil pequenos negócios; especialista alerta para riscos jurídicos que acompanham o crescimento

Da proteção do patrimônio aos contratos, cuidados ajudam empreendedores a evitar passivos e conflitos à medida que a empresa avança
 

Agosto, 2026 – Com mais de 451 mil pequenos negócios, a maioria registrada como Microempreendedor Individual (MEI), a região de Campinas tem no empreendedorismo uma parcela relevante de sua atividade econômica, segundos dados do Sebra-SP que englobam 22 municípios. Mas, à medida que uma empresa cresce, aumenta também a necessidade de rever sua estrutura jurídica. Questões que costumam ser deixadas para depois, como a separação do patrimônio pessoal, contratos, mudança de enquadramento e até o encerramento correto do CNPJ, podem se transformar em passivos para o empreendedor. “É comum que o empresário concentre sua atenção em vendas, clientes e faturamento e só procure orientação jurídica quando surge um problema. Mas algumas decisões tomadas ainda nas fases iniciais do negócio podem evitar custos, conflitos e riscos patrimoniais no futuro”, afirma Geovana Destro, coordenadora da área Societária, Patrimonial e Contratual do Granito Boneli Advogados.
 

A especialista aponta cinco situações que merecem atenção:
 

1. Dívidas da empresa podem atingir o patrimônio pessoal

Um dos principais pontos de atenção para quem atua como MEI é a responsabilidade patrimonial. Nesse modelo, não há separação jurídica entre o patrimônio pessoal do empreendedor e o patrimônio utilizado na atividade empresarial. “Dependendo da situação, dívidas do negócio podem alcançar o patrimônio pessoal. Por isso, conforme a empresa cresce, é importante avaliar se ainda faz sentido permanecer como MEI ou se é o momento de adotar uma estrutura societária que ofereça maior proteção”, explica Geovana.
 

2. Crescer sem planejar 

O aumento do faturamento é uma boa notícia, mas pode trazer novas obrigações. Atualmente, o limite anual de faturamento do MEI é de R$ 81 mil. Ao ultrapassar os critérios permitidos para o regime, o empreendedor precisa se preparar para mudanças tributárias, contábeis e societárias. “Muitos empresários percebem que precisam mudar de enquadramento apenas quando o limite já foi ultrapassado. Antecipar essa transição permite organizar custos, obrigações e a própria estrutura da empresa, evitando irregularidades e decisões tomadas às pressas.”
 

3. Parar de operar não significa que a empresa deixou de existir

Outro erro frequente é simplesmente interromper as atividades e manter o CNPJ aberto. Mesmo sem faturamento ou operação, a empresa pode continuar sujeita a obrigações fiscais e administrativas. “Fechar uma empresa também exige procedimento. Manter um CNPJ ativo sem atividade pode gerar pendências que continuam se acumulando. Fazer o encerramento de maneira regular ajuda a evitar que o empresário descubra dívidas ou obrigações anos depois”, alerta.
 

4. Proteção patrimonial não é assunto apenas para grandes empresas

Empreendedores que construíram patrimônio ao longo da trajetória empresarial também devem avaliar como esses bens estão organizados e separados. Instrumentos como holdings familiares, doação de quotas com usufruto e planejamento sucessório podem fazer sentido em diferentes estruturas empresariais. “Existe uma percepção de que planejamento patrimonial é algo restrito a grandes fortunas ou grupos econômicos. Na prática, ele pode ser importante também para empresários que acumularam patrimônio ao longo dos anos e precisam pensar em proteção, organização e sucessão”, explica.
 

5. Acordos informais podem virar conflitos caros

Contratos também estão entre os pontos frequentemente negligenciados por pequenos negócios. Relações com clientes, fornecedores, prestadores de serviços e até entre sócios muitas vezes começam com acordos informais e permanecem assim mesmo quando a empresa cresce. “Um contrato de prestação de serviços bem estruturado, um acordo entre sócios ou cláusulas de confidencialidade deixam claras as responsabilidades de cada parte e reduzem significativamente o risco de conflitos. Muitos litígios poderiam ser evitados se as regras da relação estivessem formalizadas desde o início”, conclui Geovana.

 

Sobre o Granito Boneli Advogados

O Granito Boneli Advogados é um escritório formado por profissionais com ampla expertise em Direito Público e Privado, com foco em Direito Empresarial. Oferece assessoria jurídica personalizada e completa, projetada de acordo com as necessidades específicas de cada cliente, abrangendo diversos campos de atuação, como Crise Financeira e Recuperação Empresarial, Direito Tributário, Contratos Empresariais, Planejamento Patrimonial e Sucessório, Direito Imobiliário, Relações de Consumo e Direito Trabalhista. Reconhecido nacionalmente por diversas organizações de classificação técnica da advocacia e certificado pela ISO 9001, o escritório possui sede em Campinas (SP) e filiais em Cuiabá (MT), São Luís (MA) e Florianópolis (SC).
 

Agosto Lilás: LBV reforça apoio às mulheres na superação da violência

8% das atendidas pelo Programa Ser Mulher romperam o ciclo de violência


A cada 4 horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A Legião da Boa Vontade (LBV), por meio do programa Ser Mulher, tem contribuído de forma contínua e sensível com a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher, promovendo a reconstrução da autoestima, o fortalecimento da autonomia e a reinserção social de centenas de mulheres em situação de vulnerabilidade. 

No primeiro semestre de 2025, o programa atendeu 118 mulheres em situação de violência, oferecendo acompanhamento psicológico e social, rodas de conversa, oficinas, encaminhamentos aos órgãos de proteção e articulação com a rede de apoio. 

O impacto é visível e transformador: 

  • 69% das mulheres atendidas apresentaram melhorias na autoimagem e autoconceito

  • 62% passaram a demonstrar mais autonomia e independência

  • 47% conseguiram romper o ciclo de violência

  • 41% conseguiram finalizar a relação com o agressor

  • 65% demonstraram estar mais apropriadas sobre seus direitos e sobre a cultura de enfrentamento à violência

Além disso, 29% buscaram órgãos de proteção e 48% tiveram redução da reincidência da violência, o que comprova que a metodologia aplicada tem efeito direto na interrupção do ciclo violento. 

Outro destaque foi uma parceria realizada pela LBV com o Instituto ELA, que ofereceu cursos profissionalizantes e palestras sobre empoderamento, ampliando a perspectiva de autonomia financeira das mulheres e de reinvenção de suas trajetórias. 

PROGRAMA SER MULHER 

A LBV oferece atendimento psicológico gratuito e on-line para mulheres de todo o Brasil (a partir dos 12 anos). O serviço também está disponível para filhos e filhas de mulheres que vivenciaram situações de violência de gênero. a inscrição pode ser feita de qualquer parte do Brasil pelo WhatsApp: (11) 99996-6557. Após o contato, é só aguardar a primeira sessão, de acordo com a agenda dos profissionais disponíveis.  

Em São Paulo/SP, basta dirigir-se pessoalmente ao Centro de Assistência Humanitário da LBV localizado na Av. Rudge, 898, Bom Retiro (próximo à ponte da Casa Verde). Para outras informações, acesse https://lbv.org/programa-ser-mulher/ 



Inteligência artificial no design de interiores: a tecnologia acelera o projeto, mas quem garante a alma do ambiente? Coluna Design e inovação por Tibeti Caviglioni Daniel

Por Tibeti Caviglioni Daniel*

Basta subir a foto de um ambiente vazio e, em poucos segundos, receber sugestões prontas de decoração, cores, móveis e composições visuais. Será que a inteligência artificial já é capaz de assinar, sozinha, um bom projeto de design de interiores?

A pergunta faz sentido porque a resposta rápida e visualmente sedutora que a IA entrega mudou a forma como muita gente começa a pensar um ambiente. De residências a empreendimentos corporativos, ferramentas de inteligência artificial já são usadas para gerar, quase instantaneamente, propostas de layout, paletas de cores e composições de mobiliário a partir de uma simples fotografia do espaço.

Para quem vive do universo da arquitetura e do design, essa tecnologia trouxe ganhos reais. Ela acelera a etapa inicial de um projeto, ajuda o cliente a visualizar possibilidades antes mesmo de tomar decisões, facilita a comunicação entre arquiteto e contratante e amplia o repertório visual disponível para inspiração. Onde antes era preciso folhear catálogos e revistas, hoje é possível testar dezenas de composições em minutos.

Esse ganho de velocidade é valioso. Mas é justamente aqui que mora o alerta: rapidez e beleza na tela não garantem, sozinhas, um projeto bem-sucedido.

O primeiro ponto de atenção é a ergonomia. Uma sugestão gerada por inteligência artificial parte de padrões visuais e estéticos, não do corpo de quem vai, de fato, usar aquele espaço. Altura de assento, profundidade de poltronas, distância entre mesa e cadeira, fluxo de circulação, acessibilidade: tudo isso exige conhecimento técnico e experiência prática, algo que nenhuma imagem gerada automaticamente consegue avaliar.

O segundo cuidado está nos materiais e acabamentos. A IA não sabe como um determinado tecido se comporta em um ambiente externo exposto ao sol e à chuva, não conhece a resistência de um alumínio tratado para o clima brasileiro, tampouco entende o peso, a textura ou a durabilidade real de cada material. Essas decisões nascem da experiência de quem já viu o resultado de um projeto anos depois de entregue, não de um banco de imagens.

O terceiro, e talvez o mais delicado, é a identidade. As ferramentas de inteligência artificial tendem a repetir padrões estéticos que já circulam amplamente pela internet, o que gera ambientes bonitos, mas parecidos entre si. O risco é claro: perder a cultura, a história e a essência de quem é o dono daquele espaço, seja uma família, uma marca ou um empreendimento. Um restaurante que carrega décadas de tradição, uma casa que guarda a memória de gerações ou um hotel que quer expressar a identidade de sua região dificilmente encontram isso pronto em uma sugestão automática.

Não se trata de rejeitar a tecnologia. Pelo contrário, ela é hoje uma aliada poderosa quando usada como ponto de partida, um gerador de ideias e referências que ajuda a destravar a criatividade e agilizar conversas iniciais entre cliente, arquiteto e fornecedor. O que não pode acontecer é transformar esse ponto de partida em ponto de chegada.

É aí que entra o olhar humano, treinado e sensível. O papel do arquiteto, do designer de interiores e de quem fabrica o mobiliário é justamente traduzir aquela sugestão inicial em algo que funcione de verdade: que respeite o corpo de quem vai usar, que resista ao tempo e ao uso intenso, e que, acima de tudo, continue contando a história de quem vive ou trabalha ali.

No setor moveleiro a  inteligência artificial precisa ser vista como uma ferramenta que enriquece o processo criativo, mas que nunca substitui a curadoria humana. Cada peça desenvolvida deve  passar pelo olhar técnico de quem entende de ergonomia, pela experiência de quem já testou dezenas de materiais em uso real e pela escuta atenta de quem quer entender a identidade por trás de cada projeto. É esse equilíbrio, entre tecnologia e sensibilidade, que transforma uma boa imagem em um ambiente que realmente faz sentido para quem vai vivê-lo.

A tecnologia pode, sim, abrir portas e inspirar novos caminhos. Mas a alma de um ambiente, aquilo que faz alguém se sentir em casa ou reconhecer sua marca em cada detalhe, ainda depende de mãos, olhos e experiência humana.


Tibeti Caviglioni Daniel é CEO da Mavie Móveis e executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em branding, comunicação e gestão estratégica. Atua no desenvolvimento de projetos que unem design, inovação e posicionamento de marcas, além de liderar iniciativas voltadas ao crescimento de empresas e no fortalecimento do empreendedorismo feminino.

Sobre a Mavie

A Mavie Móveis é uma marca brasileira de mobiliário para áreas internas e externas, com fábrica própria em Campinas (SP). Nascida da experiência de mais de 15 anos como fornecedora de móveis para alguns dos principais players do mercado nacional, a empresa lançou sua marca autoral em 2023, unindo design contemporâneo, produção artesanal, personalização e alta qualidade. Atende consumidores finais, arquitetos, designers de interiores, paisagistas e clientes corporativos em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para residências, hotéis, restaurantes, condomínios, incorporadoras, clubes e empresas. Com fabricação própria, garantia de cinco anos e foco em conforto, durabilidade e excelência construtiva, a Mavie transforma ambientes por meio de móveis pensados para acompanhar os momentos e as necessidades únicas de cada cliente, materializadas em momentos que realmente importam.

Comunicação com a Imprensa:

Cláudia Carnevalli

19 99989-8535

claucarnevalli.jornalita@gmail.com






Relacionamentos e feridas emocionais: por que algumas situações nos atingem tanto? Coluna Psicologia por Dra. Elisa Pereira

Por Elisa Pereira

Você já percebeu que, às vezes, uma situação aparentemente pequena dentro de um relacionamento provoca uma reação emocional muito maior do que o acontecimento em si?

Uma demora para responder uma mensagem pode gerar angústia. Uma crítica pode despertar uma sensação profunda de inadequação. Um afastamento pode trazer medo de abandono. Uma discordância pode ser vivida como rejeição.

Isso acontece porque, nos relacionamentos, nem sempre reagimos apenas ao que está acontecendo no presente. Muitas vezes, reagimos também às marcas emocionais que carregamos da nossa história.

O presente pode tocar feridas antigas

Ao longo da vida, vamos construindo nossa forma de interpretar o mundo, os relacionamentos e a nós mesmos. Experiências de rejeição, abandono, críticas constantes, falta de afeto, insegurança ou ausência de apoio podem deixar registros emocionais importantes.

Quando uma situação atual se parece, mesmo que de forma sutil, com algo que já vivemos, essas feridas podem ser ativadas.

Por isso, duas pessoas podem viver exatamente a mesma situação e reagir de maneiras completamente diferentes.

Para uma pessoa, o silêncio do parceiro pode significar apenas cansaço. Para outra, pode ser interpretado como: “ele está se afastando de mim”, “eu fiz alguma coisa errada” ou “vou ser abandonada”.

A intensidade da emoção, muitas vezes, não está apenas no acontecimento atual, mas no significado que aquele acontecimento desperta internamente.

Quando a ferida emocional assume o controle

Quando uma ferida é ativada, podemos reagir de forma automática.

Algumas pessoas se afastam antes que possam ser rejeitadas. Outras cobram excessivamente, buscando confirmação de amor e segurança. Há quem se cale para evitar conflitos, quem tente controlar tudo ou quem aceite situações que machucam por medo de perder o relacionamento.

Esses comportamentos nem sempre são escolhas conscientes. Muitas vezes, são formas de proteção que foram aprendidas ao longo da vida.

O problema é que aquilo que um dia ajudou a pessoa a se proteger pode, na vida adulta, dificultar justamente aquilo que ela mais deseja: construir relações seguras, maduras e saudáveis.

Nem toda reação intensa significa exagero

É comum ouvir frases como “você está exagerando”, “isso não é para tanto” ou “você leva tudo para o lado pessoal”.

Mas antes de julgar a intensidade de uma reação, é importante compreender o que aquela situação representa emocionalmente para a pessoa.

Isso não significa justificar qualquer comportamento. Cada um continua responsável pela maneira como lida com aquilo que sente.

Entretanto, compreender a origem de uma reação permite sair do julgamento e entrar em um processo de consciência.

A pergunta deixa de ser apenas:

“Por que eu estou reagindo assim?”

E passa a ser:

“O que essa situação está despertando em mim?”

Essa mudança pode ser muito importante.

Relacionamentos revelam nossas vulnerabilidades

Os vínculos afetivos têm uma característica especial: eles nos aproximam de nossas necessidades mais profundas.

Necessidade de pertencimento, segurança, reconhecimento, cuidado, respeito, afeto e validação.

Por isso, relacionamentos também podem revelar partes nossas que, em outros contextos, permanecem escondidas.

É na intimidade que muitas feridas aparecem.

O medo de não ser suficiente.

A dificuldade de confiar.

A necessidade constante de aprovação.

O receio de ser abandonado.

A dificuldade de colocar limites.

O medo de se mostrar vulnerável.

Esses padrões podem aparecer repetidamente em diferentes relacionamentos até que sejam compreendidos.

Quando o relacionamento atual começa a pagar por dores do passado

Um dos maiores desafios emocionais acontece quando, sem perceber, passamos a responder à pessoa que está diante de nós como se ela fosse alguém da nossa história.

Uma pessoa que viveu abandono pode interpretar qualquer afastamento como ameaça.

Quem cresceu recebendo críticas pode sentir-se profundamente atacado diante de uma observação simples.

Quem aprendeu que precisava agradar para receber amor pode ter enorme dificuldade em dizer “não”.

Assim, o presente começa a carregar um peso que pertence também ao passado.

E é justamente por isso que o autoconhecimento é tão importante.

Conhecer a raiz muda a forma de se relacionar

Trabalhar as feridas emocionais não significa apagar a própria história. Significa compreender como essa história ainda influencia pensamentos, emoções, escolhas e relacionamentos.

Quando começamos a reconhecer nossos padrões, ganhamos a possibilidade de responder de maneira diferente.

Em vez de reagir automaticamente, podemos aprender a identificar o que sentimos.

Em vez de interpretar tudo como rejeição, podemos verificar o que realmente está acontecendo.

Em vez de nos abandonar para manter um relacionamento, podemos aprender a colocar limites.

Em vez de esperar que o outro cure nossas dores, podemos assumir responsabilidade pelo próprio processo emocional.

Essa transformação não acontece de um dia para o outro. Ela começa quando existe disposição para olhar além do sintoma e compreender a raiz.

A psicoterapia pode ajudar nesse processo

A psicoterapia oferece um espaço seguro para reconhecer padrões emocionais, compreender feridas antigas e desenvolver novas formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

Muitas pessoas chegam à terapia dizendo:

“Eu sempre me envolvo com o mesmo tipo de pessoa.”

“Eu sei que não deveria reagir assim, mas não consigo evitar.”

“Tenho medo de perder quem amo.”

“Não consigo confiar.”

“Faço tudo pelos outros e me esqueço de mim.”

Essas frases podem ser sinais de padrões emocionais que merecem ser compreendidos com mais profundidade.

Quando a raiz começa a ser cuidada, as relações também podem começar a mudar.

Porque relacionamentos mais saudáveis não dependem apenas de encontrar a pessoa certa. Dependem também da maneira como aprendemos a amar, confiar, comunicar, estabelecer limites e cuidar das nossas próprias necessidades emocionais.

Talvez a pergunta mais importante não seja apenas “por que essa pessoa me machuca tanto?”, mas também:

“Que parte da minha história essa situação está tocando?”

E, muitas vezes, é a partir dessa pergunta que começa uma verdadeira transformação emocional.

Elisa Maria Pereira
Psicóloga Clínica /Palestrante e Mentora

 CRP 06/45961-4
Instagram: @psi.elisape
Atendimentos presenciais e on-line
Contato para informações e agendamentos: (19) 98128-1661




Capacitação gratuita prepara profissionais para enfrentar um dos maiores desafios do autismo: a seletividade alimentar

Os treinamentos serão   realizados em três encontros presenciais durante o mês de agosto: dias 8, 22 e 29, sempre aos sábados das 8 às 17h30



A seletividade alimentar é um dos desafios mais frequentes enfrentados por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pode comprometer o desenvolvimento, a nutrição, a saúde e a qualidade de vida de toda a família. Apesar de sua alta incidência, muitos profissionais ainda buscam formação específica para compreender e intervir de forma adequada nesses casos.

Com o objetivo de ampliar a qualificação técnica dos profissionais que atuam com pessoas com deficiência, a ACESA Capuava, de Valinhos, promoverá o primeiro módulo da Trilha do Conhecimento – Falando Sobre Autismo, dedicado ao tema Seletividade Alimentar. A capacitação será 100% gratuita, graças ao apoio do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD), do Ministério da Saúde.
O curso tem como foco capacitar profissionais para identificar, avaliar e intervir de forma eficaz em casos de seletividade alimentar em crianças com TEA, utilizando uma abordagem interdisciplinar e práticas baseadas em evidências científicas. A formação será conduzida pela terapeuta ocupacional Flávia Camargo Zanchetta e reunirá conteúdos relacionados ao diagnóstico diferencial, estratégias de avaliação, métodos de intervenção, acolhimento, manejo e desenvolvimento de ações voltadas ao cuidado integral da pessoa com deficiência.

"O cuidado à pessoa com autismo passa necessariamente pela atualização constante dos profissionais. Nosso propósito é levar conhecimento de qualidade, baseado em evidências, para fortalecer a rede de atendimento e proporcionar melhores resultados às crianças e às suas famílias", destaca Fernanda Teixeira, presidente da ACESA Capuava, entidade que atende gratuitamente mais de 200 crianças, adolescentes e adultos, com transtorno do espectro autista, deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez.
A capacitação é destinada a nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, psicopedagogos, educadores e demais profissionais da saúde e da educação que atuam ou desejam atuar com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista.

Com carga horária de 24 horas, o módulo dará direito a certificado de participação ao final das atividades.


Três encontros presenciais
A capacitação será realizada em três encontros presenciais durante o mês de agosto: dias 8, 22 e 29 de agosto, sempre das 8 às 17h30. Nos dias 8 e 29 acontecerá no Casarão FEAV Valinhos, que fica na Rua Antônio Nicolau, 84 – Bom Retiro – Valinhos (SP), no dia 22, o espaço ainda não foi divulgado.  
Além da capacitação, a ACESA Capuava oferecerá gratuitamente material didático, estacionamento e almoço para todos os participantes.

Projeto aprovado pelo Ministério da Saúde
O módulo integra o projeto Trilha do Conhecimento – Falando Sobre Autismo, aprovado pelo Ministério da Saúde, por meio da Lei de Incentivo PRONAS/PCD, sob o registro NUP 25000.161266/2024-34. A iniciativa conta com o patrocínio das empresas Austral Holding, Avery Dennison, Cartonifício Valinhos, Castelo Alimentos, Demarchi, Disal, Eaton, Engie, Paccoby, Portonave, Seguros Unimed e Instituto Stone, que acreditam na importância da qualificação profissional para ampliar a qualidade do atendimento às pessoas com deficiência.

Ao longo do projeto, a Trilha do Conhecimento abordará outros temas estratégicos para a assistência às pessoas com TEA, promovendo a atualização de profissionais e fortalecendo a rede de cuidados especializada.
Informações e inscrições pelo email: comunica@acesacapuava.com.br ou direto pelo link:  https://drive.google.com/drive/folders/1_Z457wg0_ZF_bn23tzRaL5l5so8d658V

Serviço
Curso: Trilha do Conhecimento – Falando Sobre Autismo
Módulo 1: Seletividade Alimentar
Carga horária: 24 horas
Público-alvo: Nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, psicopedagogos, educadores e demais profissionais da saúde e educação.
Investimento: Gratuito (inclui material didático, estacionamento, refeições e certificado).
Docente responsável: A capacitação será ministrada por Flávia Camargo Zanchetta, terapeuta ocupacional graduada pela UNESP – Marília, especialista em Habilitação e Reabilitação em Atividades Sociais e Pessoais pela UNICAMP, pós-graduada em Reabilitação em Neurologia Infantil, com formação no Conceito Neuroevolutivo Bobath Pediátrico e certificação em andamento em Integração Sensorial. Atua em consultório com crianças, possui experiência no desenvolvimento neurofuncional e nos diferentes atrasos do desenvolvimento infantil, além de ser SOS Trained Feeding Therapist (SOS Approach to Feeding), referência internacional em intervenção para dificuldades alimentares.

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: As regras de Lilian Sais e Filme: Segunda chance - Prime Video

Dica de livro: As regras de Lilian Sais

A regra é clara”, enuncia o bordão do comentarista de arbitragem de futebol Arnaldo Cezar Coelho, figura obrigatória nos jogos da Seleção Brasileira transmitidos pela TV durante os anos 1990. É neste contexto e nesta tensão ― a regra é clara, mas a vida não é ― que Lilian Sais situa esta obra que encerra a “tetralogia da perda”, série de livros que escreveu após a morte do pai.

Do tetracampeonato de 1994 à Copa do Mundo do Catar, passando pelo trauma nacional do Maracanaço e pela história do futebol feminino no Brasil, a autora rememora episódios marcantes da relação com o pai atravessados pelo esporte: quando ganhou uma bola, quando escolheu torcer pelo time da mãe, quando, mais tarde, seu desinteresse pelo futebol fragilizava a conexão entre os dois.

Poético e ensaístico, As regras costura memória pessoal e coletiva por meio de fotografias, sonhos e fabulações, explorando os interstícios e as lacunas ― “Estou perdendo algo e não sei o que é”. Ainda é possível acertar as contas com as perdas e rever as regras do jogo, mesmo que um dos jogadores já tenha se retirado de campo.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Segunda chance - Prime Video

https://www.primevideo.com/region/na/detail/0RQZL8AH8KM7NRNCX6BTYR9D5W?xdsso=1&ref_=atv_auth_red_aft

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com