Galleria Shopping recebe primeira loja Estrela Beauty fora da capital paulista

Operação que visa popularizar o conceito de play makeup para crianças já está aberta ao público no primeiro piso do empreendimento

O mix de operações do Galleria Shopping passa a oferecer mais uma operação exclusiva em Campinas com a inauguração da primeira loja física fora da capital paulista da Estrela Beauty, marca de maquiagem e acessórios para crianças do grupo Brinquedos Estrela.

Em parceria com o Ateliê Beauty, dos empresários Rodrigo e Isa Santini, que já funciona no empreendimento, a nova loja inaugurada oficialmente na sexta-feira, dia 8, faz parte do projeto estratégico de expansão da empresa de atingir 250 pontos de venda em diversas regiões do Brasil, com público-alvo a partir de três anos de idade. A loja do Galleria Shopping é a sexta da rede, que já possui cinco unidades próprias em São Paulo.

A Estrela Beauty é a primeira marca de play makeup do país e nasceu da paixão da Estrela – expert em brinquedos – pelo mundo de sonhos e fantasias. Apesar de ser uma marca de cosméticos com formulações adequadas para cada faixa etária, hipoalergênicas e dermatologicamente testadas e aprovados pela Anvisa, a Estrela Beauty vai muito além, encorajando as crianças a descobrirem suas personalidades de forma leve, lúdica e sempre divertida.

Sua ampla variedade de produtos que valorizam a diversidade, a experimentação e a autoconfiança contam sempre com frases otimistas e inspiradoras, como: “Incrível é ser quem você é!” ou “Sabe o que deixa esse batom lindo? Você!” – cada detalhe é pensado para estimular o desenvolvimento das crianças. O objetivo principal da marca é encorajar as crianças a descobrirem sua própria personalidade e a reconhecerem suas qualidades, crescendo livres e felizes, por meio de uma linha de produtos customizados e seguros, feitos especialmente para elas.

Além da extensa variedade de maquiagens e acessórios, a Estrela Beauty almeja ampliar ainda mais o seu portfólio com uma linha especial de cuidados pessoais e perfumaria, além de co-criações com influenciadores, como Luluca e marcas de fantasia infantil Theo & Olivia.

Sobre o Galleria Shopping - Com arquitetura diferenciada e um ambiente paisagístico que valoriza as áreas livres e arborizadas, o Galleria Shopping foi responsável por introduzir no país o conceito de lifestyle, principalmente por seguir o estilo de um open mall. O empreendimento, que pertence à Iguatemi S.A., destaca-se como um dos mais sofisticados centros de compras do país e apresenta um mix de operações completo formado por lojas especializadas em moda e acessórios, além de opções de gastronomia, serviços, lazer e entretenimento. Adicionalmente, o shopping faz parte de um complexo multiuso e oferece conforto e conveniência para os clientes.

 

Universo Kids é a nova atração do Iguatemi Campinas

Parque inflável fica até 10 de maio na praça de eventos no terceiro piso do shopping

Um universo cheio de brincadeiras é a proposta do parque inflável Universo Kids, a mais nova atração do Iguatemi Campinas, que permanece no shopping até o dia 10 de maio. Formado por circuitos de obstáculos e com design composto por cores e elementos que permitem a imersão no tema Universo, o parque garante a sensação de flutuar no espaço. A diversão também é garantida na Área Kids com camas elásticas, games, escorregadores, gangorras e mesas de pintura para a criançada soltar a imaginação e registrar a aventura.

 

A atração é indicada para crianças até 12 anos e crianças até 5 anos devem entrar acompanhadas de um adulto responsável não pagante. Crianças com PcD, independentemente da idade, também devem entrar com um responsável não pagante. Os ingressos podem ser adquiridos no local do evento e os valores são R$ 30,00 por 30 minutos e R$ 1,00 para cada minuto extra.

 

O Universo Kids está instalado na praça de eventos no terceiro piso do Iguatemi Campinas e pode ser visitado no mesmo horário de funcionamento do shopping, das 10h às 22h de segunda a sábado e das 12h às 20h aos domingos e feriados.

 

Serviço

Universo Kids no Iguatemi Campinas

Data: até 10 de maio

Horário: das 10h às 22h de segunda a sábado e das 12h às 20h aos domingos e feriados

Local: praça de eventos no terceiro piso do  Shopping Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas)

Ingressos: R$30,00 por 30 minutos e R$1,00 cada minuto extra.

www.iguatemicampinas.com.br

 

Sobre o Iguatemi Campinas - O Shopping Center Iguatemi Campinas foi o primeiro shopping do Brasil construído fora das grandes capitais e tornou-se o melhor complexo de uso misto do interior de São Paulo.  Segundo shopping da Iguatemi S.A. e maior complexo da rede, são 388 operações com diversas opções de moda – marcas nacionais e internacionais –, gastronomia, casa/decoração, tecnologia, cultura e lazer.  Com um ambiente agradável e pensado nos mínimos detalhes, o empreendimento proporciona conforto e conveniência para seus clientes em um único lugar e apresenta diferenciais como o mais moderno teatro da cidade e dois complexos de cinema – incluindo um prime –, além da única torre de estacionamento coberto entre os shoppings da região, com sistema de sinalização de vagas.

Retorno às aulas presenciais : tudo que você precisa saber - Coluna pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

Acho que um dos temas mais discutidos e mais polêmicos no contexto da Pandemia pela Covid-19, foi o retorno às aulas presenciais. 

Passamos um ano completamente atípico e que virou as nossas vidas de cabeça para baixo. As crianças foram obrigadas a deixar de frequentar as escolas, de conviver com os amigos e professores bem como ter aulas on-line, quando possível, já que a maioria da população brasileira não tem acesso a computadores e internet.  

Image.jpeg

 Além do prejuízo intelectual e cognitivo, as crianças foram submetidas a um enorme estresse tóxico , acarretando distúrbios emocionais e psicológicos. Enfim a pandemia afetou de forma agressiva a saúde física e emocional das nossas crianças. 

 Também existe a questão da desigualdade social; muitas famílias contavam com a merenda escolar como complemento da alimentação da criança. Além disso , o tempo integral fora da escola, aumentam os riscos de gravidez na adolescência, assim como de violências e abusos de várias espécies e uso de drogas. Sem contar no número enorme de crianças e adolescentes que abandonaram os estudos. 

 Também devemos destacar que a falta de recursos , deixou milhares de alunos com o ano letivo completamente paralisado. Muitas famílias não têm acesso à internet e às tecnologias de informática e o Estado ainda não conseguiu suprir essa demanda de forma efetiva. 

De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em função da pandemia de Covid-19, cerca de 500 milhões de crianças e adolescentes foram excluídas do sistema educacional em 2020, por não serem contempladas pelo ensino à distância (EAD), número corresponde a um terço da comunidade escolar em todo o mundo. 

Image (1).jpeg

 A grande maioria de pais e pediatras é a favor da volta às aulas, inclusive eu. Nesse texto vou exemplificar alguns fatos científicos que justificam a reabertura das escolas : 

  1. As crianças se infectam menos do que os adultos, 2 a 5 vezes menos. O risco de se infectar é menor quanto mais jovem a criança.

  2. São muito raras as complicações nessa faixa etária, representando apenas 0,6% dos óbitos (sendo as crianças 25% da população nacional).

  3. Para as crianças, a exposição a COVID-19 as coloca em risco muito menor do que a exposição ao vírus influenza. E as escolas não fecham nos surtos de gripe.

  4. Apesar do que se supôs no início da pandemia, as crianças não são super-spreaders (disseminadores) do COVID 19.

  5. A grande maioria das crianças é assintomática ou apresenta sintomas leves, principalmente os mais novos. E desta forma, transmitem menos.

  6. As escolas, seguindo os cuidados indicados, não são locais de maior infecção. A experiência européia provou enfaticamente isso.

  7. Com as medidas de prevenção, a escola é segura para os professores e funcionários.

  8. No Brasil e no mundo, as crianças se infectaram mais em casa através dos próprios familiares expostos do que na escola.

  9. Os impactos do isolamento social prolongado no desenvolvimento infantil e saúde mental são imensos e duradouros. Obesidade, transtornos de ansiedade, transtornos do sono, danos pela exposição excessiva a telas são alguns dos muitos prejuízos.

Image (2).jpeg


Sabemos que a volta às aulas presenciais é mais do que necessário! A questão nesse momento é saber COMO será esse retorno das aulas presenciais em 2021.
Partindo desse ponto é fundamental avaliar que nosso país existem dois tipos de realidades: a das escolas particulares e a das públicas, onde estão 80% dos estudantes brasileiros.
A escolas privadas , na grande maioria , já voltaram e estão exercendo de maneira rigorosa e excelente, os protocolos de segurança, com uso de álcool em gel, uso de máscaras , e distanciamento social. Aqui em Campinas ,tenho acompanhado grande parte das escolas particulares e vejo como estão sendo exemplares.

Image (3).jpeg

Infelizmente a desigualdade social existe no nosso país , e precisamos de políticas públicas que ofereçam para essas crianças e funcionários das escolas públicas , condições favoráveis e seguras para um retorno das aulas presenciais em 2021.

Essas medidas de proteção precisarão ser implementadas para minimizar o perigo de transmissão nos colégios brasileiro.
A decisão de retornar as aulas presenciais, deve considerar quatro pilares fundamentais :

  1. A panorama epidemiológico de cada cidade , após uma análise individualizada da realidade de cada município;

  2. A garantia de MEDIDAS DE PREVENÇÃO pelas escolas , e uma infraestrutura adequada , incluindo números de banheiros, pias para higiene das mãos, capacidade física das salas de aula;

  3. A adoção de protocolos de higiene baseados em consensos rigorosos pelos funcionários, professores e alunos;

  4. Um infraestrutura da rede de saúde local, bem preparada.

 

Além de todos os cuidados com a infraestrutura , a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as escolas tenham preparo para fazer uma TRIAGEM de sinais e sintomas indicativos da doença, como febre, tosse e outras manifestações. O ideal é que também sejam disponibilizados testes diagnósticos virológicos para as crianças com sintomas, mas Unidades de Saúde locais. 

Image (4).jpeg

Juntos vamos vencer essa batalha , minimizando os danos físicos e emocionais ás nossas crianças; o retorno às aulas presenciais em um ambiente seguro é de extrema importância para a saúde de crianças e adolescentes. E, para atingir este objetivo, há exigências estruturais, higiênicas, sanitárias e comportamentais que necessitam ser planejadas e implantadas nas escolas 

72041753_757770601340721_6699135047355596800_n.jpg

Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com  








Saiba quais são as novas diretrizes do Teste da Orelhinha - Coluna Pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

A realização da triagem auditiva neonatal , mais conhecida como TESTE DA ORELHINHA, é obrigatória nas maternidades e hospitais do país desde 2010 e tem como objetivo identificar anormalidades nas células ciliares e na região da cóclea ,bem como na função neural.

Os déficits auditivos podem estar presentes desde o início da vida, e quanto mais cedo forem detectados, menores serão os seus impactos no desenvolvimento infantil.

Image.jpeg

Em 2019, o Comitê Misto de Audição Infantil (Joint Committee On Infant Hearing - JCIH), referência internacional na área, publicou as NOVAS DIRETRIZES DE TRIAGEM AUDITIVA PRECOCE e atualizou seus programas de intervenção:


  1. o ideal é que todos os bebês passem pela triagem neonatal até 1 mês de idade, e pelo diagnóstico audiológico até os 3 meses;

  2. a intervenção deve ser precoce, quando necessária, até no máximo os 6 meses;

  3. Para a primeira etapa, o JCIH indica o exame de emissões otoacústicas (EOA), que analisa a audição periférica através das células ciliares, e o exame de avaliação de potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE ou BERA), que observa o status da cóclea e a função neural até o encéfalo

Image (1).jpeg

Veja o esquema da nova recomendação :

  • Neonatos em enfermarias: triagem com EOA antes da alta hospitalar. Caso falhe no EOA, repetir esse exame e fazer o PEATE em aparelho automático ainda no hospital.

  • Neonatos em UTIs: realizar o PEATE em aparelho automático. Em caso de falha, encaminhar diretamente para audiologista e, se indicado, para fazer PEATE em aparelho diagnóstico.

Image (2).jpeg

Bebês que apresentarem quaisquer alterações nessa fase devem ser imediatamente encaminhados para serviços de intervenção. 

Também é muito importante que as famílias dos bebês recebam suporte e informações claras sobre as possibilidades e fases do tratamento.

Se o déficit auditivo for confirmado por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, o próximo passo é iniciar o tratamento , conforme o tipo e a gravidade da perda auditiva.

Normalmente, o tratamento começa pelo uso do aparelho auditivo. 

Image (3).jpeg

Caso a deficiência auditiva seja severa pode ser necessário o uso de implantes cocleares e implantes de condução óssea.

Image (4).jpeg

Em caso de dúvidas procure sempre seu Pediatra.

Dados : Comitê Misto de Audição Infantil (Joint Committee On Infant Hearing - JCIH); Secad

72041753_757770601340721_6699135047355596800_n.jpg

Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com  

TESTE DO PEZINHO AMPLIADO NO SUS - você pode ajudar nessa conquista! Coluna Pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

A triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho, é um exame extremamente importante para a saúde das crianças. 

O teste é uma das principais maneiras de diagnosticar uma série de doenças, antes mesmo de aparecerem os primeiros sintomas. Por meio do exame, doenças raras, de origem genética, podem ser detectadas , facilitando o tratamento precoce e trazendo mais qualidade de vida aos pacientes e suas famílias.

Image.jpeg

Atualmente no Brasil, existem três versões do Teste do Pezinho: uma básica e duas ampliadas. A mais básica, ou simples é capaz de detectar até seis tipos de doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase) e está disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Já as duas versões ampliadas podem detectar, além das seis já detectadas pelo teste básico, outras doenças incluindo a deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita. Porém esse teste ampliado é encontrado apenas na rede de saúde particular.

Image (1).jpeg

Atualmente a Sociedade Brasileira de Pediatria , junto com Pediatras de todo o país , e Associações de pais de portadores de doenças raras , vêm se mobilizando para que as versões ampliadas do Teste do Pezinho também sejam oferecidas na rede pública. 

O Instituto Vidas Raras, em parceria com outras organizações, criou uma petição online a favor da causa. O objetivo é recolher pelo menos 1 milhão de assinaturas e, assim, encaminhar um projeto de lei ao Congresso Nacional para garantir o acesso a essas versões.

Você pode assinar a petição no site https://maequeama.com.br/formulario-pezinho/ 

Image (2).jpeg

A ampliação é para detectar cerca de 50 doenças metabólicas, todas de evolução gravíssima , que necessitam de um diagnóstico rápido , para que a conduta apropriada seja estabelecida e a criança tenha qualidade de vida .Especificamente, existem dois itens que são os testes da imunidade do bebê para o grupo de doenças que se denomina imunodeficiência grave combinada e um outro grupo que é a chamada agamaglobulinemia congênita, que na verdade é mais um subgrupo de mais cerca de 50 doenças que, se não forem diagnosticadas precocemente, evoluem para a morte no primeiro ano de vida.

Segundo o Dr. Antônio Condino-Neto, presidente do Departamento Científico de Imunologia da SBP, “O custo de identificação e de tratamento precoce é quatro vezes menor que o atendimento com a doença avançada, além de minimizar o risco de morte da criança”.

Ou seja , esses testes para imunidade devem ser feitos ao nascimento e a criança com alguma doença autoimune detectada , deve ser encaminhada para o tratamento ,e se necessário transplante ,o mais precocemente possível ; dessa forma, quando o diagnóstico e o transplante de medula são feitos até o terceiro mês de vida,  as chances de cura são acima de 90%!!!! Se isso não ocorre, essas crianças começam a ter infecções em repetição, com internações . Isso gera um alto custo para o sistema público de saúde , além de ser muito ruim para a criança doente , que fica sujeito a ter complicações e sequelas. 

Image (3).jpeg

Segundo dados da SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria , estudos de farmacoeconomia apontam que uma criança diagnosticada e tratada custa 1/5 do que custaria sem o diagnóstico. Por isso, é muito importante o diagnóstico precoce.

Se você entendeu a importância e a necessidade desse teste ampliado , ser disponível para todos via SUS, assine a petição e ajude os nossos bebês que ainda vão nascer.

Basta acessar https://maequeama.com.br/formulario-pezinho/

Conto com vocês :) 

72041753_757770601340721_6699135047355596800_n.jpg

Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com  

Surto de Sarampo pela queda da vacinação - perigo para as crianças! Coluna Pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

Em virtude da pandemia causada pelo novo Coronavírus , tivemos uma baixa cobertura vacinal, mas isso não é só de hoje .

A queda na vacinação TRÍPLICE VIRAL , conhecida como SCR , que protege contra o Sarampo , a Caxumba e a Rubéola , fez com que o Brasil perdesse o certificado de país livre do sarampo, uma doença que voltou a assolar o país com um surto de casos nos últimos anos. 

Image.jpeg

Veja nesse texto as recomendações para a vacinação do Sarampo:

Dose zero: de 6 meses a 11 meses (dose extra)

Primeira dose:  Aos 12 meses de idade (1 ano);

Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

Image (1).jpeg

Para aquelas pessoas que tomaram apenas uma dose até os 29 anos de idade , recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina; se você tem comprovado as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.

Para aquelas pessoas que nunca tomaram a vacina ou perderam o cartão vacinal ou simplesmente não se lembram , veja as recomendações:

De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses;

De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.

Image (2).jpeg

 As vacinas do sarampo estão disponíveis em apresentações diferentes. Todas previnem o sarampo e cabe ao profissional de saúde aplicar a vacina adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

 Os tipos de vacinas são:

Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto;

Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola;

Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).

Image (3).jpeg

O sarampo é uma doença com alto poder de contágio e que pode ter uma evolução grave e fatal . Não  existe um tratamento específico para o sarampo e a única maneira efetiva de prevenção é vacinação, por isso não deixe jamais de vacinar seu filho .

72041753_757770601340721_6699135047355596800_n.jpg

Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com  

Como ajudar crianças e adolescentes na quarentena - Coluna Pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

Desde o início da quarentena, tanto nós adultos como as crianças, fomos submetidos a mudanças bruscas e importantes em nossas rotinas. 

Se essa mudança causou um forte impacto emocional em nós, imaginem em nossos pequenos? 

Subitamente foi " retirado" das crianças as atividades nas escolas, o convívio com amigos, professores e familiares, as terapias, a prática de esportes e o lazer. Além disso, a grande maioria dos pais estão diante do enorme desafio de trabalhar em home office, além de cuidar da casa, manejar as tarefas escolares e aulas online dentro de um contexto de incertezas econômicas, sociais e psíquicas inéditas. 

A situação atual repercute ainda mais nas crianças com problemas do desenvolvimento, por exemplo, aquelas com transtorno do espectro autista (TEA) ou transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).

Com base na Nota de alerta, da Sociedade Brasileira de Pediatria, publicada em 19 de junho de 2020,  hoje falaremos sobre algumas dicas de como enfrentar esse momento crítico com as crianças.

Image.jpeg

 1-      Como distrair meu filho(a) em casa e ajudá-lo(a) a passar o tempo? Uma das vantagens da quarentena é a possibilidade de um maior contato familiar; para isso precisamos realizar atividades que conciliem o tempo e as necessidades da criança. As brincadeiras estimulam a curiosidade e a criatividade das crianças, desde um simples quebra-cabeça ou desenhos livres até um jogo de “esconde-esconde” ou atividades manuais.

Da mesma maneira que as atividades lúdicas com os pais em casa, é importante tentar procurar oportunidades para interagir com outras crianças, principalmente as que fazem parte da rotina delas, seja por meio de vídeos, ligações ou jogos online.

Image (1).jpeg

Uma estratégia interessante em momentos de crise, quando a maioria das pessoas sente que as soluções estão fora do seu controle, é oferecer escolhas que visam a aumentar o sentimento de autonomia e motivação. Algumas opções são escolher uma nova rota de caminhada segura, um jogo ou um programa de TV para ser assistido em família, ou leitura conjunta de história e livros apropriados.

 2-   Devo criar novas regras e/ou limites dentro de casa? Uma das regras de ouro da educação infantil é cultivar um ambiente onde haja regras claras e constantes. Porém, nas circunstâncias atuais, a criança deve aprender a conviver com mudanças na sua rotina. Um dica : utilize fotos, desenhos ou imagens que demonstrem objetivos a serem atingidos ou mostrem as atividades daquele dia, por exemplo fotos mostrando a escova de dente, uma criança tomando banho, uma família durante uma refeição, e assim por diante. Além de estimular a criança, não podemos nos esquecer de parabenizar a cada realização bem sucedida, caracterizando um reforço positivo.

Cuidado especial com a tendência ao abuso de telas na quarentena. Você deve planejar previamente o tempo de tela na programação diária. Uma dica é  planejar o tempo de tela antes das atividades preferidas, pois desligar os dispositivos antes de um lanche será mais fácil do que antes de fazer a lição de casa.

Image (2).jpeg

3-  O que fazer quando meu filho(a) não quiser mais ficar em casa? É claro que em muitas situações em que a criança se mostrará descontente com o ambiente domiciliar, podendo até apresentar alterações do comportamento. Diante dessa situação, minha dica é aguardar horários mais tranquilos, com pouco movimento na rua , para sair ao ar livre, caminhar e distrair-se, porém, nunca se esquecendo das normas de segurança, como uso de máscara para crianças maiores de dois anos, e medidas de higiene e distanciamento social.

 4-   O que fazer para não prejudicar os ganhos que meu filho(a) teve nas terapias até o momento? Apesar de ser impossível manter a terapia ocupacional, fonoterapia, psicoterapia, entre outras, com a mesma intensidade, é importante que tanto a criança , como os pais permaneçam em contato com o terapeuta, a fim de que estes possam auxiliar com dicas de tarefas domiciliares e até mesmo sessões online. É fundamental lembrar que não devemos esperar respostas imediatas com a mudança das rotinas e que por muitas vezes , algumas crianças apresentarão períodos de regressão do desenvolvimento ou recrudescimento de sintomas que já estavam superados ou bem reduzidos.

 5-  Como devo proceder em casos de urgência ou dúvidas em relação às medicações? Caso ocorra alguma urgência/emergência de saúde, tente contato com seu médico assistente; do contrário, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto- -Atendimento (UPA) ou o hospital mais próximo. Não tome decisões isoladas sobre os medicamentos, como alterar ou suspender doses.

 6- Mudanças comportamentais poderão acontecer nesse período? Como proceder? As crianças com TEA costumam ter dificuldades em expressar verbalmente sentimentos tais como medo, ansiedade, desconforto com a mudança de rotina, e em compreender o motivo do confinamento. Assim, os pais devem estar atentos a mudanças do comportamento ou intensificação de disfunções preexistentes, tais como: – mudanças no padrão de sono e consequente piora do comportamento durante o dia, – alteração no apetite, – irritabilidade e/ ou aumento da agitação, – aumento de comportamentos repetitivos, – preocupação excessiva ou ruminação. Se essas alterações forem observadas, os pais devem entrar em contato com o médico de referência para que uma intervenção apropriada seja aplicada, podendo incluir também ajustes na medicação.

Image (3).jpeg

7-  Como manter-se bem emocionalmente para cuidar das crianças, que nesse momento precisam tanto desse apoio? Uma sugestão é não se sentir culpado(a), acolher o seu sentimento e conscientizar-se de que está tentando fazer o melhor possível. Uma sugestão prática é descartar as preocupações “desnecessárias”, como: O que vai acontecer com o ano letivo? Quanto tempo a quarentena vai durar? Quais serão os efeitos da quarentena no meu futuro? Essas dúvidas serão esclarecidas no devido tempo, portanto ficaremos mais leves se conseguirmos adiá-las.

Compartilhe suas dúvidas e apreensões com a sua rede de apoio que pode ser constituída por profissionais que cuidam dos seus filhos, familiares e outras pessoas que possam estar vivenciando a mesma angústia. Pode ser muito útil eleger alguém com quem se possa conversar francamente sobre os medos e incertezas momentâneos.É tempo de solidariedade. Cuide-se para poder cuidar! Isso inclui boa alimentação, atividade física e uma rotina que permita alguns momentos de prazer como uma leitura, a prática de um hobby, meditação ou um trabalho manual.

Image (4).jpeg

Para finalizar ,se o seu filho já falar, estimule-o a expressar como se sente e pergunte sobre as preocupações dele, e procure tranquilizá-lo. Se o seu filho ainda não tiver habilidades verbais, dê atenção especial aos gestos e às variações do comportamento, que podem denunciar o grau de desconforto. Muitas crianças não verbais são capazes de entender explicações simples sobre o que está acontecendo à sua volta.

Esse período é delicado sim, e precisamos aprender sobre a resiliência, que é a capacidade de recuperar-se de situações de crise e aprender com ela. É ter a mente flexível e o pensamento otimista, com metas claras e a certeza de que tudo passa... E isso vai passar .

72041753_757770601340721_6699135047355596800_n.jpg

Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com  

...

A Páscoa chegou ! Posso oferecer chocolate para as crianças? Coluna Pediatria por Dra. Carolina Calafiori de Campos

A Páscoa chegou ! Posso oferecer chocolate para as crianças? 

A Páscoa chegou !E junto com ela muito chocolate e muitas guloseimas , e aí vem aquela dúvida : já posso oferecer chocolate para meu filho ? 

O ideal é que as guloseimas e o açúcar sejam introduzidas somente  APÓS os 2 anos de idade , sempre em quantidades pequenas e esporadicamente. Chocolates têm uma enorme quantidade de açúcar ,especialmente o chocolate ao leite, um dos preferidos dos pequenos. Além disse o chocolate só se torna doce por conta dos fabricantes que adicionam bastante AÇÚCAR e GORDURA. 

Todos nós sabemos que os problemas que esses doces trazem à saúde , mas privar completamente uma criança de provar algumas delas é impossível ! Então seja prudente e cauteloso na hora de oferecer guloseimas . E se seu filho tem menos de 2 anos o coelhinho da Páscoa pode trazer outras coisas que não sejam chocolates e doces.

Para as crianças maiores dê preferência ao chocolate meio amargo, pois ele tem um índice de gordura menor, praticamente não tem açúcar e conta com bastante cacau, que contém substâncias benéficas e antioxidantes.

A quantidade de chocolate recomendada para crianças com mais de dois anos é de 55 calorias por dia. Se a criança ganhar um ovo de 100g, o equivalente a 560 calorias, ele deve durar 10 dias, por exemplo. 

Gostaram ? Espero que sim e em caso de dúvidas procure sempre seu Pediatra .

Feliz páscoa pessoal

Carolina Calafiori de Campos

Coluna Pediatria

Dra Carolina Calafiori de Campos - CRM 146.649 RQE nº 73944 

Médica Formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, Especialização em Pediatria pelo Hospital da Puc Campinas, Especialização em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital da Puc Campinas, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria - Contato: carolinacalafiori@hotmail.com