13 Happy Meeting no Mailalini, mais um happy de sucesso!

O Maialini caprichou neste Happy Meeting com um buffet espetacular regado a muito vinho!

Atendimento impecável e turma animada, os sorteios tiverem brindes excelentes e conhecemos mais gente nova que entrou no grupo!

E que venha o 14 Happy Meeting no Seo Rosa dia 11/05, véspera do meu niver!



Rede Lanchão, de Campinas, tem expansão de 10% em número de unidades com modelo virtual

Dez unidades de lojas dark kitchens são vendidas em sete meses

Campinas, 10 de abril de 2023 - Impulsionado pelo isolamento sociai e o baixo valor de investimento para implantação, o modelo de loja virtual e entrega pelo delivery vem se expandindo de forma acelerada desde 2020 no mercado brasileiro de food servisse, que já representa 48,77% na América Latina. De acordo com a Statista, empresa especializada em dados mercadológicos e de consumo, as vendas das Dark Kitchens, como elas também são conhecidas, deverão chegar a US$ 71 bilhões em 2027.

 

Com  mais de 100 unidades físicas e virtuais no Brasil, a Rede Lanchão vem sentindo essa alta demanda, principalmente, por parte dos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. Em apenas sete meses, a marca comercializou dez unidades do modelo Boulvard Food – criada há pouco mais de dois anos especialmente para operações virtuais. Com o inicio das operações, estas novas unidades representam uma expansão de 10% no total de lojas da Rede.

 

Roger Antonio Domingues, um dos fundadores e diretor Comercial da Rede, conta que a demanda pelas lojas virtuais registrou uma parada no primeiro semestre de 2022, por conta das incertezas políticas e econômicas. “A partir de setembro do ano passado o interesse por parte dos empreendedores voltou e fechamos quatro licenciamento de uso da marca em Eunápolis (BA), São Bernardo do Campo (SP), São Borja (RS) e Chapecó (SC)”, pontua.

 

Neste inicio de 2023 a comercialização aumentou, com seis novas unidades do modelo virtual: Colatina, Vitória e Serra – todas no Espírito Santo -, Teresina (PI) e duas no Estado de São Paulo (Hortolândia e São Bernardo do Campo). (Nossa projeção é de 50 unidades comercializadas até o final deste ano”, explica o diretor Comercial.

 

Roger Domingues conta que o modelo virtual hoje responde por 100% das novas unidades licenciadas pela rede, que conta com sete marcas – o próprio Lanchão, Old Dog, X-Picanha, Word Pizza, World Potato e Seo Brócolis (vegano e vegetariano) e mais uma em fase de implantação. “As Dark Kitchens exigem investimentos de até R$ 50 mil reais, um quarto do modelo físico, e servem como negócio para a família toda”, afirma ele.

 

De olho na expansão do mercado e na praticidade do modelo de loja virtual, a a empresária Sandra Verdan, de Vitória (ES), acaba de investir seu primeiro empreendimento no segmento. Ela inaugurou uma unidade da marca Lanchão Brasil. “Decidi empreender em minha primeira franquia por conta da praticidade do negócio e exclusividade de produtos e sabores que a Rede oferece”, explica. “E acabei optando pela Lanchão, uma rede com mais de 100 unidades no Brasil, pela segurança e seriedade do Grupo”, afirma Maria Roseli.

 

A Rede Lanchão Brasil foi fundada há 30 anos na cidade de Campinas (SP) e mais que dobrou de tamanho durante os dois anos de pandemia. Em janeiro de 2020, a rede operava com 40 unidades em vários estados do Brasil e fechou o ano de 2022 com um total de 102 lojas físicas e digitais.

Quais as dores que uma mãe costuma ter com filhos pequenos? Coluna Autoconhecimento de Maurício Duarte

Existem diversas reclamações que as mães normalmente fazem quando o assunto serefere a criação de seus filhos, especialmente os pequenos.

Costumamos dizer que as crianças não vêm com manual de instrução. E a coisa vai se complicando, caso seja o primeiro filho e com as instruções, muitas vezes diversas em relação ao mesmo problema, dadas pelas mães mais “experientes”.

 Invariavelmente, os problemas mais comuns, costumam ter realmente respostas diferentes, pois cada criança experimenta situações diferentes no dia a dia e que podem ser a causa das dificuldades.

 Vamos ver uma lista dos principais problemas.

 Comportamento: Muitas mães podem ter dificuldades em lidar com comportamentos desafiadores como birras, agressividade, teimosia ou desobediência.

Esse é o ponto principal que tratamos durante os cursos para mães que fazemos e que desperta maior curiosidade. Muitas mães acham que os filhos deveriam ser uma cópia da forma como elas agem, mas se esquecem que os filhos são formados pela soma dos comportamentos observados das pessoas com as quais ela convive. Não conhecer seu próprio perfil, dificulta essa compreensão e dificulta inclusive o relacionamento com o companheiro, que pode influenciar através de um perfil diferente e incompreendido. Daí vem o pensamento de que os pais, às vezes, mais atrapalham do que ajudam.

Alimentação: Algumas mães podem ter problemas em fazer com que seus filhos comam alimentos saudáveis ou em lidar com crianças que são seletivas em relação à comida.

Somos bombardeados diariamente com dezenas de tentações culinárias por diversos meios. Como convencer uma criança de que comer frutas é melhor do que comer doces?

Pior ainda, como convencer as crianças a se alimentarem de forma saudável se eles não têm um modelo para seguir dentro da própria casa?

Muitas vezes os pais delegam às escolas a função de ensinar a comer, mas, não se esqueçam, que as crianças imitam as atitudes das pessoas com as quais convivem.

Pense nisso.

Sono: Muitas mães têm dificuldades em fazer com que seus filhos durmam a noite toda ou em estabelecer uma rotina de sono consistente. 

Dependendo da idade, a exposição a equipamentos eletrônicos como celulares, tablets e videogames à noite e próximos ao horário de dormir, por causa da luz azul e da excitação pelo que as crianças estavam vendo, complica ainda mais o problema.

 Saúde: As mães podem se preocupar com a saúde de seus filhos, especialmente se eles têm alergias, doenças crônicas ou se frequentemente adoecem.

Essa é uma preocupação plausível, mas que se torna muito preocupante com o aumento da ideia dos grupos anti vacinas. Muitas doenças antes quase erradicadas correm o risco de voltarem, por conta da desinformação ocasionada pelos grupos que disseminam notícias não comprovadas e prejudiciais à vida de todos, não somente de seus próprios filhos.

Entender as deficiências ou necessidade de seu próprio filho é uma coisa, mas privá- o de meios consagrados e cientificamente reconhecidos de proteção, é muito grave.

 Socialização: Muitas mães podem se preocupar com a socialização de seus filhos, especialmente se eles têm dificuldades em fazer amigos ou em lidar com situações sociais.

Esse assunto é delicado. A socialização, especialmente na escola, tem se tornado um problema cada vez mais frequente. Os problemas com bullying, de auto aceitação e de espelhamento em mensagens de perfeição, nem sempre verdadeiras, pelas redes sociais, levam a um verdadeiro turbilhão na cabeça das crianças.

Outro ponto que também pode atrapalhar é a extrema intervenção de pais em assuntos corriqueiros na escola. Coisas que antes se resolviam com uma boa conversa entre as próprias crianças, mesmo que mediados pela escola, hoje se tornam verdadeiras batalhas, pela intervenção de pais raivosos que modificam algo simples em casos até judiciais. Por maldade, não, por incompreensão ou pela vontade absurda de protegerem os filhos. Isso impede o entendimento, e passa a mensagem, de que problemas serão resolvidos pelos pais, impedindo o crescimento autônomo dessas crianças em termos de mediação, aceitação de frustrações e gerenciamento de coisas negativas, tão importantes em sua vida futura.

Cuidados pessoais: Algumas mães podem achar desafiador cuidar de filhos pequenos em relação à higiene pessoal, como escovar os dentes, tomar banho ou ir ao banheiro.

Mais uma vez, nesse caso, o autoconhecimento é imprescindível. Certas coisas nos chateiam e nem sabemos o porquê. Na realidade as mães criam expectativas próprias de como os filhos devem se portar, baseado em seus próprios padrões de vida. Para algumas, a demora em executar uma ordem do tipo “ir tomar banho”, pode ser um motivo de decepção, já que a criança realiza o solicitado só que não no tempo que ela, mãe, acha adequado.

Tempo: As mães muitas vezes se sentem sobrecarregadas com as tarefas diárias e a responsabilidade de cuidar dos filhos, e podem achar difícil encontrar tempo para si mesmas ou para outras atividades.

As mulheres hoje, com o aumento de suas responsabilidades, trabalho e diversas outras atividades, não tem mais o tempo que as mães de outrora, muitas dedicadas exclusivamente ao lar, tinham antigamente. É uma evolução natural das coisas, mas mesmo assim, muitas mães se sentem culpadas por acharem que dedicam menos tempo às crianças do que o necessário.

Talvez o maior problema seja a falta de conscientização sobre o termo, tempo de qualidade. Estar junto não significa qualidade de convívio. De nada adianta longas horas no mesmo ambiente se cada um ficar ligado às suas respectivas telas de celular. 

Ficar muito tempo junto, sem que se reconheça o perfil de seus filhos e as suas formas esperadas de agir, podem ocasionar mais frustrações do que entendimento.

Lembre-se de que determinadas coisas, por mais que você não goste, na forma de agir de seus filhos, são a expressão de como o seu mapa comportamental está sendo desenhado. 

Não é defeito, é característica dele que irá se manifestar você queira ou não.

 A maioria das resoluções desses problemas se encontram dentro do autoconhecimento e entendimento sobre seu próprio perfil e das pessoas com quem se convive.

Esses e outros assuntos tratamos com maior profundidade dentro do curso de mães ministrado pela Antares Talentos.

Em breve novas turmas. Aguardem.

Maurício Duarte

Antares Talentos

Maurício Duarte

Coluna Autoconhecimento

Maurício Duarte é desde 2005, Analista de Perfis Comportamentais, Motivadores, Axiologia e Inteligência Emocional, formado pela TTI - Target Training International. Bacharelado em Comunicação Social pela PUC Campinas, é pós graduado em DPHO- Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicanálise. Diretor da Antares Talentos - Desenvolvendo Talentos para a Vida www.antarestalentos.com.br

Eu me permito descansar e cuidar de mim - Coluna Saúde Mental de Magda Pinke

Eu sei que muitas vezes nos sentimos pressionados a continuar trabalhando e nos dedicando a nossas responsabilidades sem parar para descansar e cuidar de nós mesmos. Mas hoje, eu quero lhe lembrar da importância de se permitir descansar e cuidar de si mesmo quando necessário.

A verdade é que todos nós precisamos de um tempo para recarregar as energias, cuidar do nosso corpo e da nossa mente. É impossível manter um ritmo constante de trabalho sem descanso e sem cuidar de nós mesmos. Isso pode levar ao esgotamento físico e mental, e acabar prejudicando a nossa saúde e nosso desempenho.

Portanto, não se sinta culpado por tirar um tempo para si mesmo. É fundamental reservar um tempo para relaxar, praticar atividades que gostamos e cuidar do nosso corpo e da nossa saúde. Isso nos ajuda a recuperar o equilíbrio, a criatividade e a produtividade, além de melhorar nossa qualidade de vida.

Lembre-se que cuidar de si mesmo não é egoísmo, é um ato de amor próprio. E quando nos permitimos descansar e cuidar de nós mesmos, estamos nos tornando mais fortes e mais capazes de enfrentar os desafios do dia a dia.

Então, não hesite em reservar um tempo para si mesmo sempre que necessário. Seja para fazer uma caminhada ao ar livre, ler um livro, ouvir música, meditar ou simplesmente descansar. Aproveite esses momentos para se reconectar consigo mesmo e recarregar as energias.

Lembre-se sempre: você merece cuidar de si mesmo e se permitir descansar quando necessário. Isso é fundamental para uma vida plena e saudável.

Magda Pinke

Coluna Saúde Mental

Formada em Ed. Física(UNESP) Quiropraxista, Terapeuta Quântica. Especializada em técnicas de manipulação de energia vibracional (radiestesista) E tem ajudado seus clientes a transformarem suas vidas através do exercício físico e bem-estar holístico.

Crítica de cinema por Vicente Neto - Filme: Alice, Darling (título no Brasil: “Querida Alice”)

Alice, Darling (título no Brasil: “Querida Alice”)

Um pouco por falta de opção, mas também, bastante por curiosidade, pois havia lido comentários que era “a melhor atuação de Anna Kendrick” (nem sou muito fã dela, mas é um rosto conhecido). O trailer não me atraiu muito, não, mas resolvi arriscar.

Há já vários anos que, sem que ninguém desconfie, Alice (Anna Kendrick) vive uma relação abusiva com Simon. Apesar das constantes declarações de amor e das supostas provas de afeto, aos poucos ele foi lhe destruindo a auto estima e qualquer réstia de autonomia. Ao mesmo tempo, ela foi se afastando da sua rede de apoio, se isolando na relação a dois. Um dia, num raro encontro com Tess e Sophie, duas amigas de longa data, Alice é convidada para um fim-de-semana só de mulheres numa pequena cabana junto a um lago. Receosa de contar a verdade ao namorado e causar mais uma discussão, Alice decide mentir e dizer que tem uma viagem de trabalho. Os dias se passam sem sobressaltos até o momento em que ele aparece sem avisar.

Esperava um pouco mais de ‘reviravoltas’ ou mais acontecimentos, mas é bem um thriller psicológico, mesmo. Há momentos que me senti angustiado pela personagem. É um pouco monótono. Interessante, mas só.

Vicente Neto

Coluna Crítica de Cinema

Engenheiro que, desde pequeno, é apaixonado por cinema. Procura assistir a todos os filmes possíveis na telona e, se deixa escapar, assiste em DVD. Costuma sempre ver o lado bom de cada filme que assiste, mesmo se este não agradar muito. Suas críticas são praticamente uma conversa entre amigos, comentando do filme que assistiu.

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Alguma poesia de Carlos Drummond de Andrade e Filme: The perfect husband

Dica de livro: Alguma poesia de Carlos Drmmond de Andrade


“No meio do caminho”, “Poema de sete faces” e “Quadrilha” estão entre os poemas mais conhecidos de Carlos Drummond de Andrade, e todos fazem parte de Alguma poesia, seu livro de estreia, publicado em 1930, quando o poeta tinha 28 anos. Aqui, mais inequivocamente do que em qualquer outra de suas obras, transparece a influência da Semana de Arte Moderna de 1922 e, sobretudo, de Mário de Andrade, com quem Drummond manteve uma farta correspondência literária.

O ideário e a estética modernistas estão presentes na maneira como o poeta se coloca no mundo – recusando antigas idealizações e inserindo-se no cotidiano, “como qualquer homem da Terra”. Estão também no delicioso senso de humor que caracteriza muitos dos poemas aqui reunidos – “Cidadezinha qualquer”, “Papai Noel às avessas”, “Cota zero” e “Balada do amor através das idades” são bons exemplos. E, por fim, estão no enfrentamento do nacionalismo como tema, caso de “Europa, França, Bahia” e “Fuga”, entre outros.

A rebeldia alegre da modernidade surge acompanhada de uma lucidez inquieta, que traz questionamentos éticos, políticos e existenciais, pondo em dúvida o avanço técnico e o progresso – “Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples”, escreve o poeta. Em meio a poemas marcados pela juventude e o frescor, já se revelava, com traços firmes, a típica inteligência drummondiana.

As novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em Alguma poesia, o posfácio é do estilista Ronaldo Fraga. O leitor encontrará também bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.

Bibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.

Fonte: Amazon


Dica de filme: The perfect husband

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicologa formada há alguns anos.. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicologa voluntária . Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Provado e aprovado da semana: buffet do Toru - Culinária Oriental - Coluna Food Tasting por Milena Baracat

Food Tasting

Provado e aprovado da semana: buffet do Toru - Culinária Oriental

Buffet oriental completo por quilo, ou preço fechado à vontade, com muitas opções e bom custo-benefício.

Fotos: Arquivo pessoal/Milena Baracat (@milenabaracat)

Milena Baracat

Coluna Entretenimento

Coluna Food Tasting

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Cria conteúdo digital e presta assessoria ao Site Raquel Baracat.

Foco na inclusão

Serviço de convivência da LBV ajuda família a superar limitações da Síndrome de Down

Texto de Leila Marco

O sorriso no rostinho de Maria Eduarda, 7 anos, quando chega ao Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade em Piracicaba/SP revela como uma menina, num período de menos de um ano de convivência na unidade da Instituição, venceu dificuldades. Essa paz no coração foi a maior conquista dela e de sua mãe, Maria Luzeni de Souza Oliveira, 46. “A minha filha se desenvolveu bastante aqui, tanto no modo de falar quanto nas amizades. A Eduarda gosta do local, dos educadores, dos coleguinhas... Está bem mais feliz, comunicativa e educada. Eu só tenho gratidão para com a LBV!”, destaca a genitora.

Duda, como é chamada carinhosamente pela equipe e pelos demais usuários do serviço Criança: Futuro no Presente!, nasceu com Síndrome de Down (SD), e sua mãe teve de cuidar sozinha de sua criação e de seu sustento. A história dessas duas pode ajudar pais, familiares e a sociedade como um todo a superar qualquer tipo de rejeição, pois, se existem algumas limitações em consequência do Down, há também, com o estímulo e incentivo certos, um retorno incrível proporcionado por esses indivíduos.

Foi assim com Maria Eduarda, que inicialmente teve uma superproteção de sua mãe como forma de compensar algumas vulnerabilidades sociais. A atitude natural de Maria Luzeni para tentar salvaguardar a menina foi sendo contornada pela equipe multiprofissional da Legião da Boa Vontade. “Hoje, ela é a própria independência, quer tentar fazer tudo sozinha, e eu deixo. Só quando ela vê que não consegue mesmo é que pede a minha ajuda”, afirma a genitora ao ver a autonomia conquistada por Duda. Após muitas conversas, a formação de uma rede de apoio, envolvendo órgãos do governo e outras organizações da sociedade civil, aos poucos apresentadas pelos profissionais da Instituição, foi essencial para que novos horizontes fossem descortinados. “O psicólogo conversou bastante comigo, e venci certos tipos de medos, de não conseguir ir adiante com a Maria Eduarda, de estar deixando passar certas coisas... Eu ouço o conselho de amigos, como os que recebo aqui na LBV, de que tudo passa, são fases, e isso me conforta e vejo que é verdade”, ressalta.

A assistente social da unidade, Andréa Fernanda Ramos, recorda que a garota tinha dificuldade de se relacionar logo que iniciou no serviço e também “colocava vários objetos na boca, algo comum em crianças menores. Isso era motivo de grande preocupação para a mãe, porque a atendida poderia se engasgar, e a gente conseguiu superar com ela. Além disso, a atendida não se alimentava sozinha nem conseguia manusear certos materiais para as atividades, e a gente tem percebido quanto ela venceu essas fragilidades. Hoje, a Maria Eduarda almoça, toma café da tarde sozinha, escolhe o que quer comer, e não desperdiça; tem uma coordenação motora afinada e está mais organizada, possui uma autonomia grande, sente-se pertencente ao grupo”.

Em outubro do ano passado, um passeio com as crianças e os adolescentes do serviço foi mais um passo relevante nessa trajetória de crescimento. Maria Eduarda nunca havia saído em uma atividade externa sem a figura materna. “Para nós, foi um presente, porque tivemos uma fala significativa da mãe, que autorizou a saída pela confiança que tinha na LBV. A Maria Eduarda ampliou muito a vivência dela, tanto de forma comportamental, expressiva, quanto aproveitou e se integrou à atividade. Era só observar as expressões faciais e corporais dela para ver como ficou contente, e nós, da mesma forma, ficamos felizes por ter oferecido essa oportunidade de ampliação de mundo”, afirma a assistente social.

AFETIVIDADE

Outro fato que emociona e dá novo ânimo a Maria Luzeni é ver o carinho dos coleguinhas da garota: “Eu vejo o comportamento das outras crianças com a minha filha, não só os da idade dela, mas até dos bem maiores, que falam com ela: ‘A Duda chegou, que bom!’ Então, fico bastante feliz!.”

Luzeni conta que a participação no serviço de convivência da Entidade tem fortalecido habilidades importantes para a vida em comum, habilitando a menina para o convívio em sociedade, fortalecendo, assim, sua autoconfiança. “Meu sonho é a independência dela, que possa trabalhar, estar na sociedade sem exclusão.

Que ela seja uma criança como qualquer outra, que siga em frente e seja uma adulta feliz. Se continuar assim, tenho muita fé que conseguirá”, concluiu.

O educador Felipe Tognoli destaca o acolhimento que Duda recebe da parte dos amigos que também participam do serviço da LBV. “Duda tem um humor incrível, é uma criança brincalhona. A relação dela com jogar bola e o futebol é muito forte; sempre que conseguimos trazer isso para o momento do brincar, é muito bom, vemos o grupo junto com ela, interagindo e criando estratégias dentro do jogo”, afirma.

Destaques:

300 mil brasileiros com Down

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil a cada 700 nascimentos ocorre um caso de trissomia 21. A estimativa é de que o número total chegue a 300 mil pessoas com Síndrome de Down.

O que é Síndrome de Down

Relatada pela primeira vez em 1866, pelo pediatra e pesquisador inglês John Langdon Down (1828-1896), a Síndrome de Down (SD) é uma alteração genética causada pela divisão celular atípica durante o período gestacional. As pessoas com Down possuem três cromossomos 21 em todas ou na maioria das células, por isso, é conhecida também como trissomia do cromossomo 21. Esses indivíduos apresentam 47 cromossomos e não 46, como a maior parte da população. A condição está associada por algumas semelhanças na aparência. Esse material genético pode ser responsável também pela maior incidência de alguns problemas de saúde que ocorrem com maior frequência: malformações cardíacas e gastrointestinais, doenças da tireoide, problemas de visão e audição etc.

Quanto mais cedo começar a estimulação das crianças com SD, melhor, de preferência nos primeiros meses de vida para que atinjam seu potencial individual. Com a finalidade de conscientizar a sociedade sobre a importância de incluir esses cidadãos, de maneira que tenham oportunidade no Esporte, na Educação, no trabalho e na vida social, foi criado o Dia Internacional da Síndrome de Down, em 21 de março, dia escolhido para remeter às três cópias do cromossomo 21.

Atendimento integral

Os serviços de convivência promovidos pela Legião da Boa Vontade procuram cuidar de forma integral das famílias dos atendidos, com ações transversais, a exemplo do incentivo à continuação dos estudos e ao aprimoramento profissional, além da atenção com o emocional de quem busca a LBV em horas tão difíceis, em que a junção de problemas leva boa parte dessas pessoas a não enxergar uma solução. Maria Luzeni passou por momentos assim diversas vezes. “A LBV é uma segunda família para mim. Quantas vezes busquei a Instituição porque precisava de uma palavra de conforto... Aí eu conversava, desabafava... Às vezes, era uma coisa fácil, e eu, com a cabeça tão cheia, não abria a minha mente, pela situação de angústia, de ansiedade. Depois que saía da LBV, estava mais leve, confiante, e conseguia levar a vida adiante.”

Ela, que vive com um salário-mínimo, revela que em vários meses falta o básico em casa e que é na Organização que procura esteio. “A LBV me ajuda em pontos essenciais, porque, em situações de dificuldade, de aperto, recebo a cesta de alimentos da Instituição. Sem falar nas guloseimas que dão para a Maria Eduarda, são produtos que eu não poderia comprar”, conta.

“Minha gratidão a todos os que ajudam a LBV, a colaboração de vocês é muito importante para manter esse ambiente, o Centro Comunitário de Assistência Social,] que cuida, educa, alimenta [as crianças], tanto física como espiritualmente, o que é muito bom! É uma Instituição de grande valor tanto para os nossos filhos quanto para a gente que é mãe e pai. Saibam que esse trabalho vale a pena, faz a diferença na minha vida”, finaliza.

Criança: Futuro no Presente!

Por meio desse serviço, a Legião da Boa Vontade busca garantir a meninas e a meninos de 6 a 15 anos de idade o direito à proteção social e ao acesso a atividades socioeducativas que propiciem seu desenvolvimento integral. Além disso, oferece tranquilidade às famílias para que possam trabalhar, pois sabem que os filhos estão em local seguro e saudável, longe da violência das ruas.

Em Piracicaba/SP, são mais de 100 crianças e adolescentes que participam dessa ação no Centro Comunitário de Assistência Social da LBV, localizado na Rua Lázaro Lozano, 46, Vila Monteiro, tel.: (19) 3433-0948. Essa turminha se desenvolve com atividades diárias lúdicas, esportivas e culturais, que promovem a socialização, o diálogo, a aprendizagem e a troca de experiências. Todos os anos os atendidos são beneficiados também com kits de material pedagógico e uniforme.