Bem-estar é você, é sua vida e também o meio ambiente: Árvores, como e o porquê plantá-las - Coluna Bem-estar e felicidade por Marína Strachman

Olá! Hoje estou com um assunto diferente, mas muito importante para o nosso bem-estar, ótima primavera para nós!

Verão chegando e as cidades com mais gente, mais trânsito e menos árvores.

A cada verão nós nos surpreendemos com as intempéries da meteorologia...ora chuvas torrenciais, ora secas intermináveis, ora ondas de calor acima da média, sem chuvas e consequentemente um tempo extremamente seco.

Desde que se iniciaram as medições no Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, em 1943, estão sendo registradas temperaturas cada ano mais altas na cidade de São Paulo.

Em vista disto o comércio de ventiladores, ar- condicionados, gelo e tudo que pode refrescar, bate recordes, mas por vezes nem essa tecnologia, ameniza o desconforto.

A única coisa que realmente pode melhorar a situação a médio e longo prazo, é uma arborização maciça.

Você sabia que em um bosque como o que existe na cidade de Campinas, o Bosque dos Jequitibás, ou em uma rua bem arborizada como existe na cidade de Araraquara, a Rua Voluntários da Pátria, a temperatura local pode ser de até 4°C a menos?! (leia a reportagem no link após a foto do bosque Bosque Reinhard Maack em Curitiba)

Então é lógico que em uma cidade bem arborizada, a temperatura e a humidade será mais agradável, mesmo estando calor!

Isso sem contar com tantas coisas fantásticas que podemos desfrutar através das árvores. Uma árvore pode “vir acompanhada” de frutos deliciosos, para nós e os animais. Quer lugar melhor pra se estender uma rede do que embaixo de nossa amiga frondosa? E como construiríamos uma casa na árvore, sem tê-la?! Pra se pendurar um balanço, não tem melhor! Para o piquenique, namorar, ler um livro num dia fresco, ouvir o vento suave chacoalhando suas folhas é música para nosso ouvido. Abelhas, borboletas, passarinhos, minhocas, cigarras, grilos, joaninhas e toda a turma também agradecerão.

Além disso os benefícios emocionais, psicológicos e neurais, trazem bem estar físico e mental. Inalar o “cheiro da floresta”, acalma a mente, fortalece o sistema imunológico, traz clareza mental e regula o sistema hormonal. Se conectar com a natureza é nos enraizar com a nossa natureza interna.

No entanto não podemos simplesmente sair plantando assim negligentemente, para isso com a ajuda de duas experts no assunto Fernanda Ceccato Frias (agrônoma) e Priscila Lelli de Carvalho (paisagista), temos aqui um manual de plantio e ótimas maneiras de fazer nossas cidades mais agradáveis aos olhos, ouvidos e sentidos do nosso corpo!

As regras são em sua maioria, bastante básicas, que vão de encontro às regras de bom senso, como respeitem o passeio público (calçadas), respeitem as garagens pré-existentes, não plante espécies que tenham grandes frutos, não plante árvores de grande porte embaixo da fiação. No entanto é imprescindível que antes de plantar uma árvore sejam verificadas:

- a legislação do seu município, 

- além dos manuais de arborização Urbana.

Quando for escolher suas mudas saiba que as mudas menores são as mais baratas, no entanto, se a muda tiver menos 1,50m (um metro e meio), a chance desta conseguir se desenvolver ao ser plantada na rua é quase nula, pois a mudinha tem que sobreviver, a ventos, chuva, seca, xixi de cachorro, entre outras coisas mais.

Então se seu desejo é ter uma árvore bacana plantada em algum lugar que não seja o seu jardim, que você pode cuidar com carinho vigiando-a de perto, compre uma muda de no mínimo 1,50m, alguns especialistas recomendam um mínimo de 1,80m.

É importante também que você saiba que existem espécies prejudiciais ao calçamento, assim como de espécies toxicas, ou de frutos grandes que podem causar verdadeiros estragos se caírem em cima de carros e pedestres. 

Se a planta tiver espinhos, como o pau – brasil, por exemplo, proteja –a e aos pedestres com uma cerca de arame, madeira, ou outro material que te agrade.

https://www.canalrural.com.br/agricultura/bosque-urbano-reduz-temperatura-em-ate-4c-confira/

E para terminar aqui vão algumas dicas de espécies que ficarão lindas em qualquer cidade:

Árvores de Pequeno porte:

Bauhinia bongardii - pata-de-vaca;
Cassia bicapsularis - canudo-de-pito;
Erythrina speciosa - eritrina candelabro (possui espinhos);
Eugenia uniflora – pitanga;
Jacaranda brasiliana - caroba, boca-de-sapo;
Myrcia venulosa - cambuí;
Tabebuia avellanadae - ipê-rosa-anão;
Tibouchina sellowiana – quaresmeira;


Árvores de Médio a grande porte:

Balfourodendron riedelianum - pau-marfim;
Caesalpinia echinata - pau-brasil;
Caesalpinia ferrea - pau ferro;
Cariana estrelensis - jequitibá branco;
Eugenia pyriformis – uvaia;
Handroanthus chrysotriches - ipê-amarelo;
Lafoensia pacari – dedaleiro;
Myrciaria cauliflora – jabuticabeira;
Myroxylon peruiferum – cabreúva;
Tabebuia roseo alba- ipê-branco;

E ainda estas que NÃO RECOMENDAMOS:

Espécies não recomendadas:
Artocarpus heterophylus - jaqueira (fruto muito grande pode danificar objetos e machucar pedestres);
Delonix regia - flamboyant (as raízes superficiais podem estourar calçadas e danificar as tubulações);
Eucaliptos sp - eucalipto (raízes pouco profundas e desrama natural pode atingir pedestres e/ou edificações);
Ficus sp - figueiras e falsas seringueiras (raízes extremamente agressivas);
Nerium oleander - espirradeira (flores exuberantes mas extremamente tóxicas);
Persea americana - abacateiro (frutos podem causar danos) ;

Mangifera indica – mangueira (frutos podem causar danos);

Chorisia speciosa - paineira (frutos podem causar danos).

Lembrem-se uma cidade bem arborizada, além de ter mais possibilidades de chuvas boas, pode ter a temperatura diminuída em até 4°C, naqueles dias de verão intenso, este fator pode ser a diferença entre uma noite bem dormida, ou não.

Um abraço, Marína Strachman

Marína Strachman – Consteladora Familiar e Empresarial, Terapeuta Sistêmica, Radiestesista, Coach em Bem Estar e Felicidade, Arquiteta e Urbanista, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Especialista em Educação Ambiental. 

@marinastrachman_

marina.strachman@gmail.com


Marína Strachman

Coluna Bem-estar e felicidade

Consteladora Familiar e Empresarial, Terapeuta Sistêmica, Coach em Bem-Estar e Felicidade, Arquiteta e Urbanista, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Especialista em Educação Ambiental. 





Provado e aprovado da semana:  Linguine com Camarões do Restaurante Kilimanjaro - Coluna Food Tasting por Milena Baracat

Food Tasting

Provado e aprovado da semana: 

Linguine com Camarões do Restaurante Kilimanjaro 

Linguine com camarões  ao molho de limão siciliano, cogumelos, abobrinhas e

pimentão dedo de moça.

Divino! Indico fortemente!

Fotos: Arquivo pessoal/Milena Baracat (@milenabaracat)

Milena Baracat

Coluna Food Tasting

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Cria conteúdo digital e presta assessoria ao Site Raquel Baracat.

Dicas de livros e filmes por Luciana Andrade - Livro: Como nascem os fantasmas e Filme: Suspiria

Dica de livro; Como nascem os fantasmas

de estreia, Como nascem os fantasmas, é uma história envolvente sobre amadurecimento, relações familiares, os horrores de existir como mulher e os ecos da ditadura militar brasileira.

Assombrada pela imagem de uma mãe perfeita, Beatriz só quer conquistar o amor e aprovação da avó. Importante líder religiosa na cidade onde moram, no interior de São Paulo, Dona Divina criou a neta sem nunca superar o luto da perda de Ângela, sua única filha, que morreu dando à luz.
Apesar de passar boa parte da infância imitando os trejeitos e gostos da mãe, Beatriz entende cedo que não é o que a avó espera ― está muito distante da mulher recatada que Ângela fora um dia.
Quando se depara com a manifestação de um fantasma ― uma criança que lhe revela um crime hediondo ―, Beatriz vê uma chance de entrar no mundo da avó e superar a sombra da mãe, e começa uma jornada sombria de autodescoberta, desvendando segredos sobre as pessoas e os fantasmas ao seu redor.
Tendo como pano de fundo as maravilhas e as bizarrices do Brasil dos anos 1990, Como nascem os fantasmas é uma narrativa imersiva, violenta e arrasadora. Em seu romance de estreia, Verena Cavalcante constrói um universo de personagens assombrados com uma protagonista tão ingênua quanto inconsequente, cujas atitudes mudarão para sempre a vida de todos que a cercam.

Fonte: Amazon

Dica de filme: Suspiria

Luciana Andrade

Coluna Dicas de Livros e Filmes

Bibliotecária e Psicóloga formada há alguns anos. Atua na área de psicologia com consultório e no SOS Ação mulher e família como Psicóloga voluntária. Cursou biblioteconomia por adorar os livros e assim ficou conhecendo mais profundamente a história literária. Através de filmes e livros consegue entrar em mundos reais, imaginários , fantásticos o que deixa o coração e a mente livres para conhecer, acreditar e principalmente sonhar. Email: luser8363@gmail.com

Estresse afeta o sorriso: como implantes e facetas podem ajudar a recuperar autoestima - Coluna Saúde Bucal por Dr Edinei Dias da Silva

Setembro é o mês de conscientização sobre estresse e saúde mental, e quero aproveitar para falar sobre um aspecto que muitas pessoas não percebem: o quanto o estresse impacta diretamente a saúde da nossa boca.

Como cirurgião-dentista, vejo diariamente pacientes cujos sintomas do estresse vão muito além da mente.

Dentes desgastados, fraturas, retração gengival e até perda de dentes são sinais de que o corpo está reagindo a tensões emocionais e físicas.

O estresse não é só emocional: ele se reflete no corpo inteiro, e a boca muitas vezes é um dos primeiros lugares a denunciar o problema.

Hoje, felizmente, a odontologia moderna nos oferece soluções que vão além da estética, ajudando também na recuperação da autoestima e do equilíbrio emocional:

• Implantes dentários: substituem dentes perdidos, devolvendo função mastigatória e naturalidade ao sorriso.

• Próteses modernas: discretas e confortáveis, trazem de volta a confiança para falar, sorrir e se alimentar.

• Facetas de porcelana ou resina: corrigem desgastes, manchas ou pequenas fraturas, deixando o sorriso uniforme e harmonioso.

• Tratamentos estéticos complementares: clareamento e recontorno dental, alinhando saúde e aparência.

Entre os problemas mais comuns que observo ligados ao estresse estão o bruxismo – ranger ou apertar os dentes , inflamações gengivais e falhas em próteses.

Cuidar da boca, portanto, é cuidar também da mente. Um sorriso saudável e bonito não só melhora o bem-estar psicológico, como aumenta a confiança, impactando positivamente nossas relações pessoais e profissionais.

Sei que pequenas mudanças e tratamentos adequados podem fazer uma grande diferença. Por isso, convido você a prestar atenção aos sinais do seu corpo e sorrir sem medo: cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde como um todo.


Coluna Saúde Bucal

Dr. Edinei Dias da Silva, cirurgião-dentista (Unicamp)

Recusar responder WhatsApp fora do expediente pode gerar justa causa?

Especialista em Direito do Trabalho explica até onde vai o poder do empregador e quais os direitos do trabalhador diante da pressão por disponibilidade digital.

Com o avanço das tecnologias digitais, o WhatsApp tornou-se ferramenta indispensável em muitas empresas. A praticidade do aplicativo encurtou distâncias e acelerou processos internos, mas também levantou um dilema trabalhista: até que ponto o empregador pode exigir que os funcionários respondam mensagens fora do horário de trabalho? E, diante da recusa, haveria risco de demissão por justa causa?

Para esclarecer essas dúvidas, o advogado trabalhista Dr. Jorge Victor Veiga, do escritório Jorge Veiga Sociedade de Advogados, explica que não há base legal para punir o empregado que decida não responder mensagens fora do expediente.

“Não existe previsão legal que obrigue o empregado a utilizar seu tempo livre para comunicações laborais via WhatsApp. Se isso acontecer, pode caracterizar tempo à disposição do empregador — o que pode gerar direito a horas extras ou até sobreaviso”, destaca o Dr. Veiga.





Decisões da Justiça e o limite do descanso

Nos últimos anos, decisões judiciais têm reconhecido o WhatsApp como prova válida em ações trabalhistas, tanto para comprovar vínculos de emprego quanto para reivindicar horas extras. A jurisprudência reforça a ideia de que o excesso de mensagens fora do expediente pode ser considerado uma forma de trabalho disfarçado, afetando diretamente o direito ao descanso.

De acordo com o especialista, obrigar um funcionário a se manter disponível em horários de folga pode configurar violação de direitos fundamentais do trabalhador.

“A recusa em responder fora do expediente, por si só, não justifica uma justa causa. A aplicação do artigo 482 da CLT exige uma conduta gravemente lesiva à confiança, o que não ocorre nesse caso”, afirma o advogado.







O que diz a legislação

O artigo 482 da CLT elenca hipóteses que podem justificar a demissão por justa causa, como atos de improbidade, indisciplina ou ofensas à honra. Entretanto, nenhuma dessas situações se aplica automaticamente à recusa de responder mensagens no WhatsApp fora do horário de trabalho.

Por outro lado, o uso inadequado do aplicativo pelo empregado — como insultos, críticas ofensivas ou quebra de sigilo — pode, sim, configurar justa causa, conforme já reconhecido por tribunais trabalhistas.







Uso durante a jornada: regras diferentes

Embora a recusa em responder fora do expediente não configure infração, o cenário muda quando se trata do horário de trabalho. O empregador pode proibir o uso do WhatsApp durante a jornada, e o descumprimento dessa regra pode resultar em advertência, suspensão e, em casos mais graves, até demissão.





Recusar-se a usar o WhatsApp fora do horário de trabalho não configura justa causa e é um direito do trabalhador, especialmente se essa comunicação não estiver prevista em contrato ou acordo coletivo. O empregador deve respeitar o tempo de descanso de seus colaboradores — e o abuso dessa prática pode ser questionado judicialmente.

A justa causa só seria cabível em casos extremos, quando o empregado, por meio do aplicativo, praticar condutas graves, como ofensas, quebra de confiança ou atitudes desrespeitosas.





Guarda-móveis: como manter pertences seguros pode reduzir preocupações e estresse

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, especialistas reforçam que pequenas atitudes para reduzir o estresse do dia a dia podem fazer grande diferença no bem-estar. Uma delas é a organização dos ambientes em momentos de mudança ou transição, quando guardar móveis e objetos em locais seguros pode aliviar significativamente a sobrecarga emocional.

De acordo com a Associação Brasileira de Self Storage, o setor de guarda-móveis registrou crescimento médio anual de 20% nos últimos cinco anos, impulsionado pela busca por soluções seguras e práticas de armazenamento. Mais do que conveniência, esse serviço também tem impacto direto no equilíbrio psicológico. Um estudo da Associação Americana de Psicologia aponta que a desorganização doméstica está diretamente associada ao aumento do estresse, da ansiedade e até à queda de produtividade.

Para Eduardo Avelar, sócio da Iugas Mudanças e Transportes (@iugas.mudancas), a tranquilidade de contar com um espaço profissional e monitorado traz benefícios além da logística.

“Quando um cliente opta pelo guarda-móveis, ele não está apenas protegendo seus bens. Está também cuidando da sua saúde emocional. Saber que móveis e objetos pessoais estão em um ambiente seguro traz alívio em períodos de reforma, mudança de cidade ou transições familiares. Isso ajuda a reduzir preocupações e permite que a pessoa concentre energia no que realmente importa naquele momento”, afirma.

A Iugas Mudanças e Transportes (@iugas.mudancas) oferece espaços monitorados, higienizados e com controle de acesso, garantindo segurança e preservação dos pertences pelo tempo necessário. “Nosso compromisso é unir cuidado com os objetos à tranquilidade emocional do cliente, porque entendemos que organização e segurança também impactam diretamente na qualidade de vida”, completa Avelar.

Neste Setembro Amarelo, o lembrete é claro: cuidar da saúde mental envolve não apenas apoio profissional, mas também estratégias práticas do dia a dia que reduzem a pressão e devolvem equilíbrio.



Reforma Trabalhista e jornada de trabalho: o que muda para empresas e funcionários?

Advogado explica riscos, oportunidades e como o setor de comércio e serviços pode se preparar para alterações na carga horária.

A proposta de redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários voltou à pauta nacional e gera divergências entre empresários, trabalhadores e juristas. O setor de comércio e serviços, responsável por grande parte da geração de empregos no país, acompanha com atenção os possíveis desdobramentos dessa mudança.

Para analisar os impactos econômicos e jurídicos, o advogado trabalhista Dr. Wesley Ortega, do escritório Jorge Veiga Sociedade de Advogados, destaca que o tema envolve tanto questões de competitividade quanto de qualidade de vida do trabalhador.

“Do ponto de vista jurídico, a redução da jornada precisa estar amparada por lei ou convenção coletiva. Não basta apenas uma decisão unilateral da empresa ou do governo”, explica o Dr. Ortega. “Caso seja implementada de forma generalizada, sem planejamento, há risco de aumento de custos para empregadores, especialmente em setores que dependem de mão de obra intensiva, como comércio e serviços.”




O equilíbrio entre custo e produtividade

Enquanto sindicatos defendem a medida como forma de combater o desemprego e melhorar a qualidade de vida dos profissionais, representantes do comércio e serviços alertam para o impacto direto nos custos operacionais.

“A redução da jornada pode gerar a necessidade de novas contratações para manter o nível de atendimento, o que eleva encargos trabalhistas e pressiona margens já apertadas. Por outro lado, se bem estruturada, pode estimular ganhos de produtividade e até diminuir índices de adoecimento ocupacional”, avalia o advogado.




Cenário internacional e o desafio brasileiro

Modelos de redução da jornada já são realidade em países como França, Espanha e Islândia, que testaram ou implementaram semanas de trabalho mais curtas. No Brasil, porém, a realidade econômica e a alta carga tributária tornam a discussão mais complexa.

Segundo o Ortega, é fundamental considerar as especificidades de cada setor.

“No comércio e serviços, onde a demanda do consumidor é contínua, reduzir a jornada exige repensar escalas, contratos e até mesmo tecnologias de automação. Não é apenas uma questão de tempo de trabalho, mas de como equilibrar eficiência e sustentabilidade financeira.”




Caminhos possíveis

O especialista reforça que o debate precisa envolver diálogo tripartite — governo, empregadores e trabalhadores. Soluções híbridas, como bancos de horas ampliados, escalas diferenciadas e incentivos à produtividade, podem ser alternativas menos onerosas do que uma redução linear de jornada.

“A legislação trabalhista brasileira já prevê mecanismos de flexibilização, como acordos coletivos e compensação de horas. O desafio é encontrar um modelo que garanta competitividade às empresas sem retirar direitos dos trabalhadores”, conclui o Dr. Ortega.

O debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil está apenas começando, mas promete impactar diretamente o setor de comércio e serviços. Entre o desejo de mais qualidade de vida e os desafios de custos adicionais, a solução pode estar no equilíbrio entre legislação, negociação coletiva e inovação na gestão da força de trabalho.




5 sinais de que o estresse já está afetando seu corpo - Coluna Saúde Ortomolecular por Dra Vera Lúcia

Nos últimos anos, tenho percebido cada vez mais pessoas me procurando com queixas que vão além do emocional. Muitas vezes, o estresse deixa de ser apenas mental e começa a se manifestar no corpo.

Queda de cabelo, unhas frágeis, alterações na pele, ganho de peso inesperado ou cansaço constante são sinais de que algo precisa de atenção.

O Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), lidera o ranking mundial em número absoluto de pessoas com transtorno de ansiedade, cerca de 18,6 milhões de brasileiros, e figura em quarto lugar no ranking global de estresse.

Isso mostra que não estamos falando de exceção, mas de uma realidade que afeta grande parte da população. Na minha experiência, o impacto do estresse é ainda mais evidente entre as mulheres. Estudos mostram que 46% das mulheres da Geração Z relatam impactos significativos na rotina devido ao estresse — contra 33% dos homens da mesma faixa etária.

Mais da metade das mulheres brasileiras (53%) afirma que os níveis de estresse aumentaram em relação ao ano passado. Como especialista em terapia ortomolecular, vejo diariamente como o estresse vai muito além do emocional: ele desequilibra o organismo, provoca carências de nutrientes essenciais e pode desencadear problemas estéticos e de saúde, como queda de cabelo, unhas frágeis, alterações na pele e dificuldade de controlar o peso.

Por isso, cuidar do equilíbrio físico e emocional é essencial. Entre os caminhos que recomendo para recuperar o bem-estar estão a terapia ortomolecular, a adoção de hábitos saudáveis, como sono regular, alimentação equilibrada e prática de atividade física, e a incorporação de técnicas de relaxamento, como meditação, yoga e respiração profunda.

Este Setembro do Equilíbrio é um convite para você olhar para o seu corpo com atenção e cuidado. Observar os sinais de alerta e adotar práticas de bem-estar é a melhor forma de resgatar a vitalidade e qualidade de vida que todos merecemos.

Coluna Saúde Ortomolecular

Dra. Vera Lúcia

Especialista em terapia ortomolecular/ @estetica.vera